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Fundos de investimento: o que são?

Fundos multimercado, fundos de renda fixa, fundos de ações… Entenda o que cada um deles é e como funcionam os fundos de investimento no geral.



Fundos de investimento: ilustração de um baú de tesouro com a bandeira do Brasil atrás

Quem está em busca de algum lugar para começar a investir o seu dinheiro provavelmente já se deparou com algum fundo de investimento – de qualquer tipo: renda fixa, de ações, multimercado, imobiliário… 

Na prática, ele é um produto de investimento que funciona como a maioria: os investidores aplicam dinheiro neles e recebem rendimentos em cima de seus depósitos. É importante explicar, entretanto, que a lógica dos fundos de investimento e a maneira como funcionam é diferente dos demais produtos financeiros do mercado.

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O que são fundos de investimento?

Os fundos de investimentos são uma modalidade de aplicação financeira coletiva – isto é, diversas pessoas podem investir em um mesmo fundo. Todos os valores aplicados são administrados por uma gestora e investidos em outros produtos, que variam conforme o tipo do fundo e sua proposta.

Fundos são uma modalidade de investimento coletivo. Isso significa que eles reúnem recursos financeiros de diversos investidores para um investimento em conjunto.

Ou seja, várias pessoas investem em um fundo que é composto por diversos ativos e é gerido por um especialista. E esse profissional toma conta de todo o patrimônio.

Esse patrimônio pode estar na forma de ações, imóveis, títulos públicos, derivativos, entre outros.

Parece difícil de entender, mas não é. Ao aplicar em um fundo, o investidor dá à gestora o poder de reinvestir a quantia nos títulos e produtos mencionados, repassando os lucros e rentabilidade a todas as pessoas que aplicaram algum valor nele.

Investir em um fundo de investimento é o mesmo que comprar uma cota dele – todas as pessoas pagam um mesmo valor por uma cota de fundo e recebem a mesma rentabilidade por cada uma; a diferença nos lucros é o número de cotas: quanto mais forem compradas, maior tende a ser o lucro do investidor.

O que são cotas de Fundos de Investimento?

Um cota é a unidade mínima de compra do patrimônio líquido de um fundo de investimento. Lembrando que, você, investidor, pode adquirir essas cotas de forma fracionada.

Sem dúvida, essa é uma das principais vantagens dos fundos de investimento. Você pode aplicar quanto quiser, sempre respeitando o mínimo do fundo.

Por exemplo, se o mínimo para investir no fundo que você escolheu é R$ 100, qualquer valor a partir desse montante pode ser aplicado.

Quem faz parte de um fundo de investimento?

É importante dizer que a estrutura de um fundo de investimento não se resume a um gestor e aos cotistas – existem outras partes envolvidas que têm papel fundamental no seu funcionamento. Veja cada uma delas abaixo:

Gestor(a)

É o gestor, que pode ser mais de uma pessoa ou até uma empresa, quem decide onde alocar ou não o patrimônio do fundo (valor total investido nele); é quem faz a compra e venda dos ativos, em outras palavras. Se tratando de um fundo de ações, por exemplo, ele fará a compra e venda de ações.

Administrador(a)

Controlar o fluxo de caixa, as cotas vendidas, garantir que todos os direitos dos cotistas estão sendo exercidos e que o registro do fundo na CVM está em dia estão entre as funções da administradora. A empresa que está por trás do fundo e que o controla é também sua administradora. 

Custodiante

Apesar de a gestora ser a responsável por escolher onde o patrimônio do fundo será alocado, todos os ativos ficam sob custódia ou cuidados de uma empresa terceirizada. Isso acontece por um motivo: manter a segurança dos investimentos e cotistas.

Auditor

Um dos requisitos para que um fundo obtenha seu registro junto à CVM e esteja legalmente apto a funcionar é passar por auditorias independentes – isto é, feitas por empresas terceiras. Normalmente, essas audições são feitas uma vez ao ano. 

Distribuidor

Distribuidores de fundos, como bancos e corretoras, têm como papel ser uma ponte entre investidores e o fundo. Na prática, são as instituições por onde os investidores aplicarão nos fundos. 

Taxas e impostos dos fundos de investimento

Quando comparados aos principais investimentos do mercado, pode-se dizer que os fundos têm um custo bem acessível. Uma das características dos fundos de investimento é a cobrança de taxas além da tributação normal. São elas:

Taxa de Administração

É possível encontrar fundos com taxa de administração de 0,15% a 4% ao ano. Esse é um custo considerado baixo, levando em conta a atuação do gestor e de outros agentes, como o administrador e o custodiante.

Taxa de Performance

Também entra no custo para o investidor a taxa de performance. Como o nome diz, ela é cobrada conforme o rendimento do fundo. Grande parte dos fundos têm um benchmark para seguir, ou seja, uma meta.

Por exemplo, acima de determinado indicador, como o CDI ou Índice Bovespa.

É para alcançar essa meta, superando este indicador, que o gestor trabalha e toma decisões sobre o fundo.

Nesse sentido, toda vez que o gestor conseguir que a performance supere o benchmarking, ele ganha uma porcentagem sobre esse valor, como bônus.

Imposto de Renda

Para esta modalidade, há cobrança de Imposto de Renda. O percentual varia entre 15% (para aplicações de mais de 720 dias) a 22,5% (para menos de 180 dias) sobre o rendimento, exceto para os fundos de ações, fixados em 15%.

Confira abaixo a tabela progressiva do IR:

  • Até 180 dias: 22,5%
  • De 181 a 360 dias: 20%
  • De 361 a 720 dias: 17,5%
  • Acima de 721 dias: 15%

IOF

Além do Imposto de Renda, nos Fundos de Investimentos há também o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele é válido apenas para investimentos que durem menos de 30 dias. Também funciona por meio de uma tabela regressiva que vai do primeiro ao trigésimo dia.

Come-cotas nos Fundos de Investimento

Outro tipo de tributação nos fundos de investimento é o chamado come-cotas. O nome vem exatamente da forma que esse imposto é cobrado – diretamente sobre o valor das cotas dos investidores.

Ele nada mais é que uma antecipação do Imposto de Renda, que ocorre duas vezes por ano: no último dia de maio e no último dia de novembro.

E como ele funciona? Assim como na maioria dos investimentos em Renda Fixa, o Imposto de Renda sob a maioria dos Fundos de Investimento segue uma tabela regressiva.

Em fundos de curto prazo, o imposto varia entre 20% e 22,5%, enquanto para fundos de longo prazo, varia entre 15% e 22,5%.

O come-cotas deduz o equivalente ao percentual mínimo de imposto devido sobre os rendimentos do investimento, 15% a 22,5%, de acordo com o tipo do Fundo.

Já a diferença do total devido de Imposto de Renda e o valor já previamente recolhido no come-cotas é calculada no resgate do investimento, pelo investidor.

Além disso, é importante dizer que o come-cotas incide somente sobre o rendimento do Fundo, e não no total investido.

Essas taxas não são obrigatórias e sua cobrança varia de fundo para fundo. Por isso, se você pensa em investir em um, vale ficar atento a essas informações.

Tipos de fundo de investimento

O tipo de um fundo está diretamente ligado aos ativos em que seu patrimônio será alocado. Um fundo de ações, por exemplo, investirá majoritariamente em ações, enquanto um fundo imobiliário investirá em imóveis. Os mais conhecidos são:

Fundo cambial

Fundos cambiais geralmente são usados por investidores que possuem despesas recorrentes ou dívidas em moeda estrangeira. Eles são usados com o propósito de proteger o patrimônio da desvalorização do Real.

Obrigatoriamente, esse tipo de fundo deve concentrar, no mínimo, 80% do seu patrimônio em investimentos atrelados a moedas estrangeiras.

Só para exemplificar: no mercado financeiro, os fundos mais comuns são aqueles que acompanham a variação do dólar.

Essa é outra modalidade de investimento que envolve risco de mercado, pois está ligada a muitos fatores da economia. Ao mesmo tempo, ela abre a possibilidade de ganho quando a moeda estrangeira se valoriza.

Os principais ativos desse fundo são moedas estrangeiras, como dólar e euro.

Fundo de ações

Os fundos de ações, como o nome já diz, são fundos com a finalidade de investir prioritariamente no mercado acionário. Por isso, eles formam provavelmente a classe mais agressiva de todas.

A regra diz que devem investir pelo menos 67%, ou dois terços, em papéis de empresas listadas na bolsa de valores. O resto pode ser investido em outros tipos de investimentos, como Renda Fixa.

Eles não têm incidência de come-cotas, mas sofrem tributação do Imposto de Renda em 15% sobre o lucro do investidor.

São, portanto, investimentos em ações de diferentes empresas listadas na bolsa de valores.

Fundo multimercado

Este é um fundo que não aplica unicamente em um mercado – seus ativos podem ser tanto de ações quanto de renda fixa, por exemplo. Um fundo multimercado funciona como um coringa na carteira de um investidor. E no dia a dia ele pode fazer uma ponte entre os mercados de renda fixa e renda variável.

Ao contrário das outras classes de fundos, os Fundos Multimercado possuem versatilidade, já que dão boa liberdade para o gestor adquirir diversos tipos de ativos.

Assim, o gestor pode aproveitar oportunidades no mercado com a valorização ou desvalorização de juros, moedas e renda variável.

Eles são diferentes de outros fundos, uma vez que não têm limites máximos ou mínimos na sua composição. Em outras palavras, o gestor pode usar o ativo que quiser, na quantidade que quiser, para alcançar os objetivos do fundo.

Esses fundos misturam papéis de Renda Fixa, câmbio, ações da bolsa e derivativos, bem como investimentos no exterior

Dessa maneira, eles se tornam mais rentáveis que a maioria dos Fundos de Renda Fixa, porém com riscos maiores.

Fundo de Renda Fixa 

Os fundos de Renda Fixa são indicados para investidores conservadores. Eles devem investir no mínimo 80% de seus recursos em ativos de Renda Fixa. Os outros 20% podem ser investidos em derivativos com alavancagem.

Nesse caso, eles também são tributados conforme a tabela progressiva de imposto de renda, e também tem a incidência de come-cotas. 

É importante lembrar também da importância da diversificação.

A ideia aqui não é escolher o tipo de fundo que mais se adequa para você. Fique de olho principalmente na quantidade de cada fundo que você vai ter na sua carteira, de modo a garantir diversificação.

Fundo imobiliário ou FII:

Os Fundos Imobiliários, que também são chamados de FIIs, funcionam de forma parecida com os Fundos de Investimento convencionais.

O gestor do fundo age como uma espécie de síndico, pois também toma as decisões relativas ao dinheiro pago por todos os cotistas desse grande “condomínio financeiro”.

Só que existem diferenças. De acordo com a política de investimento dos FIIs, o gestor investe em empreendimentos imobiliários ou em investimentos ligados ao setor.

Pode-se dizer que existem dois tipos de FIIs, os chamados de Fundos “de tijolo” e os Fundos “de papel”.

Os de tijolo são aqueles em que o gestor investe diretamente em empreendimentos imobiliários, como shoppings, hospitais, galpões, entre outros.

Já nos Fundos de papel, o dinheiro dos investidores é aplicado em ativos ligados a imóveis, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

Fundos de Investimento em Crédito Privado

Já os fundos de Crédito Privado, que vem dando o que falar nos últimos tempos, investem em ativos de renda fixa privada. CRIs e CRAs, CDBs, Debêntures, por exemplo.

Nesse tipo de fundo, o gestor busca uma performance acima do CDI.

De forma geral, são indicados para investidores conservadores ou moderados, e caem muito bem em épocas de baixa na Taxa Selic.

Fundos abertos e fundos fechados: qual a diferença?

Uma coisa importante que você deve saber antes de investir em um fundo é que ele pode ser fechado ou aberto – e isso muda quando você poderá investir nele ou resgatar suas aplicações.

Isso por um único motivo: nos fundos abertos, a aplicação e resgate podem ser feitos a qualquer momento nas instituições responsáveis por distribuir as cotas dos fundos; nos fundos fechados, isso é feito somente em momentos específicos, os chamados “períodos de captação”.

Em outras palavras, um fundo fechado fica, na maior parte do tempo, sem receber aplicações ou serem feitos resgates. Entenda melhor cada um deles abaixo.

Fundo fechado

O fundo fechado conta com um capital fixo e um prazo de duração definido. Assim, não é possível subscrever ou realizar um resgate antecipado, porém a participação e compra de cotas pode ser elevada, caso esteja previsto em seu regulamento.

Outro ponto importante e característico do fundo fechado é que a entrada e saída de cotistas não é permitida. Entretanto, alguns fundos fechados possuem novas fases de investimentos e, neste caso, as cotas poderão ser novamente negociadas.

Sendo assim, no final do prazo estabelecido, é dada a liquidez das unidades de participação que foram subscritas.

Fundo aberto

Ao contrário dos fundos fechados, nos fundos abertos é possível solicitar seu resgate de cotas a qualquer momento. Também é permitida a entrada e saída de cotistas, gerando um fluxo constante de mudanças.

O resgate de cotas se dá mediante a venda de ativos para a entrega do valor correspondente à cota adquirida, sendo possível realizar resgates totais ou parciais desses valores.

Apesar disso, o administrador do fundo aberto pode suspender a qualquer momento este fluxo, “fechando” o fundo. O administrador pode, também, impedir o resgate em casos excepcionais de iliquidez de seus ativos.

Contudo, assim como no fundo fechado, o fundo aberto possui um prazo previamente estabelecido.

Aplicar em Fundos de Investimento é seguro?

A resposta é: depende! Como existem muitos tipos de fundo, também existem diferentes níveis de risco para cada um.

Em primeiro lugar, o alto risco de um fundo está ligado à sua volatilidade.

Ao aplicar em um fundo assim, o investidor está apostando na possibilidade do gestor conseguir uma alta rentabilidade em longo prazo.

Dessa maneira, ter uma porcentagem da sua carteira em fundos de alto risco aumenta o seu potencial de ganhos, mas também aumenta o risco de ter prejuízo.

Para fundos de investimento, também não existe Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Essa é uma instituição privada que protege os investidores de Renda Fixa em até R$ 250 mil por CPF e por Banco, em caso de falência ou liquidação.

Qual a rentabilidade dos fundos de investimento?

Não existe uma rentabilidade fixa para os fundos de investimento. Atualmente, o CDI é tido como um indicador de rentabilidade por sua relação com a Selic, porém, é importante que ao analisar os fundos você observe o histórico de rentabilidade de cada um deles.

O histórico é, portanto, um dos melhores indicadores para ser avaliado na hora de escolher o que mais se adapta aos seus objetivos. No entanto, é importante ressaltar que a rentabilidade do passado não será necessariamente a mesma do futuro, podendo variar para baixo e para cima.

E, é claro, apesar de estarmos falando de como escolher fundos de investimento, recomendamos que você não se limite a selecionar um único produto, como se ele fosse uma grande aposta e merecesse todas as suas fichas. Seja como for, sempre diversifique sua carteira.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

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