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Come-cotas: como funciona esse tipo de cobrança em investimentos

Na hora de investir, é importante checar o tipo de recolhimento de IR: o modelo come-cotas é um deles.

O nome é divertido. O assunto, nem tanto. Come-cotas é um modelo de tributação de alguns fundos de investimentos – e que pode dar uma boa diferença no lucro final.

A cada seis meses, ele dá as caras e surpreende alguns investidores de primeira viagem.

Como funciona o sistema come-cotas?

Em sua maioria, os investimentos sofrem cobrança de impostos – entre eles, o Imposto de Renda, recolhido pela Receita Federal. No sistema come-cotas, o IR é recolhido semestralmente.

A característica principal dele é justamente essa periodicidade: no modelo de tributação simples, a cobrança do Imposto de Renda é feita apenas no resgate (ou seja, quando o investidor decide retirar seu dinheiro da aplicação). No come-cotas, isso acontece a cada seis meses.

Vale lembrar: o IR é cobrado sobre o rendimento, não sobre o montante total do investimento. Ou seja, no come-cotas, a cobrança é proporcional aos lucros daquele semestre.

Cobrança do IR em fundos

A cobrança do Imposto de Renda nos fundos segue uma tabela regressiva de acordo com o tempo da aplicação:

Prazo da aplicaçãoAlíquota
22,5%180 dias
20%181 a 360 dias
17,5%361 a 720 dias
15%721 ou mais

No fim do prazo da aplicação, o investidor deverá pagar a alíquota do IR na qual o fundo se enquadra, já subtraídos os valores que foram cobrados antecipadamente.

Quando é cobrado o come-cotas?

O come-cotas é cobrado de forma automática a cada seis meses – mais especificamente, no último dia útil de maio e de novembro.

Quando o resgate é realizado, ele é cobrado novamente: neste caso, o valor é a diferença entre o IR que incide sobre seus lucros e os impostos antecipados.

Quais aplicações têm esse tipo de cobrança?

O sistema de tributação come-cotas é característico de alguns fundos de investimento, como os de renda fixa, de multimercado e de crédito privado.

Fundos de investimentos são, em linhas gerais, uma modalidade de aplicação coletiva – ou seja, várias pessoas podem investir em um mesmo.

Investir em um fundo é o equivalente a comprar uma cota dele. Todas as pessoas pagam um mesmo valor pela cota e recebem os mesmos rendimentos por ela. A diferença de lucro é o número de cotas de cada investidor.

O nome, inclusive, vem daí: a cobrança é feita através da redução das cotas diretamente na fonte, derrubando o percentual da alíquota. Ou seja, a tributação “come” um pedaço das cotas do investidor.

O come-cotas pode incidir nestes tipos de fundo:

  • Fundos de renda fixa: têm ao menos 80% da carteira composta por investimentos vinculados à variação da taxa de juros e/ou dos índices de preço (como Selic, CDI e IPCA).
  • Fundos multimercado: podem conter aplicações de diversos mercados, como renda fixa, câmbio e ações.
  • Fundos de crédito privado: cujo patrimônio é constituído por ao menos 50% de títulos de rendas fixas de empresas privadas.
  • Fundos cambiais: compostos por, no mínimo, 80% de ativos relacionados a moeda (como o dólar, por exemplo).
  • Fundos de ouro: quando o rendimento é atrelado à variação do valor do ouro – podem ou não considerar também a variação do dólar, já que esta é a moeda na qual ele é negociado.

O sistema come-cotas é vantajoso?

Na maior parte dos casos, não. O motivo é simples: o come-cotas atrapalha a rentabilidade dos juros compostos.

Como assim?

Cada vez que o seu dinheiro rende, o montante total do investimento aumenta. Esse montante acaba virando a nova base para a correção com juros compostos – ou seja, o lucro será melhor, já que os juros serão aplicados sobre uma quantia maior.

Ao retirar o valor proporcional do IR a cada semestre, o come-cotas diminui a quantia total de dinheiro, prejudicando a eficácia dos juros sobre juros.

As cotas, que ficariam valorizando (por meses ou anos) até o momento do resgate, acabam sendo reduzidas.

Isso não significa que um investimento com esse tipo de tributação nunca será vantajoso. Existem fundos com cobrança de come-cotas com boa relação de ganhos versus riscos. Este é apenas um dos muitos fatores que investidores devem atentar ao projetar seus lucros.

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