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Fundo DI: entenda esse tipo de aplicação

Um fundo composto por investimentos atrelados ao CDI – mas com algumas particularidades. Entenda se o Fundo DI vale a pena para o seu perfil.

Quem começa no mundo dos investimentos logo entra em contato com o termo CDI – o Certificado de Depósito Interbancário. E, para entender o que é um fundo DI, vale saber que eles têm tudo a ver um com o outro.

O CDI é, em linhas gerais, uma taxa que determina o rendimento anual de diversos tipos de investimento. O fundo DI nada mais é que um fundo de investimentos atrelados ao CDI.

O que é fundo DI?

Vamos do princípio: o fundo DI é um fundo de investimentos composto por diversos títulos com rendimento baseado na taxa CDI. Ou seja: ele combina vários investimentos de renda fixa dentro de uma única aplicação.

Isso significa que a rentabilidade de um fundo DI está diretamente ligada ao CDI e à Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.

Os gestores que montam um fundo desse tipo selecionam principalmente títulos de renda fixa pós-fixados – isto é, cujo rendimento está sujeito a mudanças no CDI ou na Selic. Em outras palavras: se essas taxas subirem, os retornos do fundo serão maiores; se elas caírem, os retornos diminuirão.

Como investir em fundos DI?

Para investir em fundos DI, é preciso entender a lógica por trás dos fundos de investimento: eles são uma modalidade de aplicação financeira coletiva, ou seja, várias pessoas podem investir em um mesmo fundo.

Aplicar dinheiro em um fundo de investimento é o mesmo que comprar uma cota dele. As cotas são revertidas em retornos financeiros e, quanto mais cotas um único investidor tiver, maior a sua rentabilidade tende a ser.

Os valores aplicados no fundo são administrados por uma gestora que, por sua vez, os investe nos produtos. O investidor individual permite que a gestora reinvista a quantia nos títulos e repasse os lucros a todos os investidores do fundo.

Estes são os principais aspectos que devem ser observados na hora de escolher um fundo DI para investir:

1. Rentabilidade de um fundo DI

Quanto a aplicação vai render ao investidor? Este é o primeiro fator a ser levado em conta ao escolher um fundo DI. Como explicado acima, os títulos dentro do fundo são indexados ao CDI e, portanto, a rentabilidade tende a ser uma porcentagem dessa taxa.

Por exemplo: se um fundo rende 90% do CDI e, no momento do resgate do valor, o CDI estiver a 3%, isso significa que o rendimento será de 2,7%.

2. Custos

Aqui entra uma das principais diferenças para o investidor na hora de optar entre um fundo DI ou títulos simples de renda fixa: a taxa de administração,

Ao contrário de investimentos simples, como a maioria dos CDBs, RDBs e do Tesouro Direto, os fundos obrigatoriamente têm uma administradora, que cobra pela gestão.

A taxa de administração é um percentual anual que incide sobre o valor total do investidor dentro do fundo – mas é cobrada de forma proporcional diariamente.

3. Tributação do fundo DI

A tributação do fundo DI também é um pouco diferente. Assim como na maioria dos títulos de renda fixa, existem duas cobranças: o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o Imposto de Renda. A diferença principal está na maneira como a cobrança do IR é feita.

O Imposto de Renda incide sobre os rendimentos do fundo semestralmente. Conhecido como “come-cotas”, esse modelo de tributação é distinto da maioria das aplicações de renda fixa, nas quais o imposto só é recolhido na hora do resgate.

Para o investidor, isso significa que, a cada 6 meses, uma quantia proporcional é retirada de seus rendimentos.

4. Liquidez

A liquidez indica quão rápido uma pessoa consegue realizar o resgate de seu investimento – ou seja, quanto tempo passa do momento em que ela solicita o resgate até o dinheiro ficar disponível em sua conta.

Na maioria dos casos, os fundos DI têm liquidez diária, também conhecida como D+1: isso significa que, ao pedir o resgate, os investidores têm o dinheiro creditado até o próximo dia útil. Também existem fundos desse tipo com liquidez imediata (ou D+0), cujo resgate é efetuado no momento do pedido.

Vale lembrar, no entanto, que isso não é uma regra. A liquidez deve estar descrita no fundo e é uma informação importante na hora de decidir comprar ou não.

Vantagens e desvantagens

Vantagens do fundo DI

  • Baixo risco: por reunir aplicações de renda fixa (principalmente papéis pós-fixados emitidos pelo governo e por bancos), os fundos DI tendem a ser conservadores e seguros para o investidor.
  • Liquidez: os modelos de liquidez D+0 e D+1, comuns para esse tipo de fundo, significam que o investidor tem acesso fácil ao dinheiro caso deseje resgatá-lo – importante para quem quiser usá-lo como reserva de emergência, por exemplo.
  • Comodidade: por ter uma gestora responsável pela administração (e otimização), não exigem tanto acompanhamento do investidor individual.

Desvantagens do fundo DI

  • Rentabilidade: com poucos riscos vêm poucos retornos financeiros. Essa é a lógica básica do mercado financeiro. E, em tempos de Selic baixa, a rentabilidade dos fundos DI acaba sendo prejudicada.
  • Cobranças: a taxa de administração afeta o retorno, assim como o regime de tributação – neste último caso, por recolher o IR a cada 6 meses, o “come-cotas” prejudica o rendimento de juros sobre juros.

Como sempre, entender se uma aplicação vale a pena depende de uma série de fatores – como o contexto econômico, o perfil do investidor e o objetivo para o dinheiro.

As vantagens e desvantagens acima podem ajudar a nortear a decisão, mas, independentemente do caso, é essencial sempre se informar sobre os detalhes do fundo para não ser pego de surpresa.

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