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Calculadora de Margem Consignável

A margem consignável é o valor máximo que pode ser descontado do seu salário ou benefício todo mês para pagar um empréstimo — é ela que define o tamanho da parcela que você consegue contratar. Preencha os campos abaixo para calcular a sua.

Qual é o seu tipo de trabalho?

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Etapa 2

Aguardando tipo de trabalho

Etapa 3

Aguardando renda líquida

O que é margem consignável?

A margem consignável é o valor máximo da sua renda que pode ser descontado direto na folha de pagamento ou no benefício para pagar as parcelas de um empréstimo consignado.

Esse limite existe para proteger você. Ele garante que, mesmo com um empréstimo em andamento, sobre uma parte da renda para as despesas do dia a dia, sem o risco de comprometer tudo com dívida.

O percentual depende do seu tipo de trabalho: trabalhador CLT, servidor público federal e aposentado ou pensionista do INSS têm limites diferentes.

Margem consignável por tipo de trabalho: o comparativo

Cada tipo de trabalho tem um limite diferente. Confira os detalhes de cada perfil abaixo.

Tipo de trabalhoLimite da margemBase de cálculoO limite cobreOnde consultar
CLT (carteira assinada)35%Salário líquidoEmpréstimo
consignado
Holerite ou RH da empresa
Servidor público federal (SIAPE)40%Remuneração líquidaEmpréstimo, cartão de crédito
consignado e cartão benefício,
na mesma margem
App ou site SouGov
Aposentado ou pensionista do INSS40%Valor líquido do benefícioEmpréstimo, cartão de crédito consignado e
cartão benefício, na mesma margem
App ou site Meu INSS

Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) tem margem própria, de 35%.

Percentuais válidos em agosto de 2026, conforme a MP 1.355/2026.

Como calcular a margem consignável?

O cálculo parte da sua renda líquida, o valor que cai na conta depois dos descontos obrigatórios. Sobre ela, aplica-se o percentual do seu perfil. Do resultado, subtraem-se as parcelas de consignado que já estão sendo descontadas.

A fórmula

Margem disponível = (renda líquida × percentual do seu perfil) − parcelas de consignado já ativas

Exemplos por perfil

  • Trabalhador CLT: Salário líquido de R$ 3.500 e percentual de 35%: a margem total é de R$ 1.225. Com uma parcela de R$ 350 já ativa, a margem disponível cai para R$ 875.
  • Servidor público federal (SIAPE): Remuneração líquida de R$ 6.500 e percentual de 40%: a margem total é de R$ 2.600. Sem nenhum consignado ativo, esse é o valor disponível
  • Aposentado ou pensionista do INSS: Benefício líquido de R$ 2.000 e percentual de 40%: a margem total é de R$ 800. Com uma parcela de R$ 200 já ativa, a margem disponível cai para R$ 600

Renda líquida ou renda bruta: qual usar no cálculo?

Use sempre a renda líquida. O desconto do consignado incide sobre o que você recebe de fato, então calcular pelo bruto superestima o limite e pode levar a contratar mais do que o permitido.
Se ficar em dúvida sobre quanto sobra por mês, vale organizar as contas antes de contratar: entenda como no nosso guia de planejamento financeiro.

E se a parcela não couber na margem?

Descobrir a margem e perceber que ela não cobre o valor que você precisa é comum. E não significa que as opções acabaram.
A margem limita o tamanho da parcela mensal, não o valor total do empréstimo. Um mesmo valor pode caber ou não dependendo do prazo escolhido.
Um exemplo: com margem disponível de R$ 500, uma parcela de R$ 700 não passa. Alongando o prazo, a parcela cai e entra no limite.
Três pontos antes de decidir:

  • Prazo maior significa mais juros no total. A parcela cabe no seu orçamento, mas o custo da operação cresce. Compare sempre o Custo Efetivo Total (CET), não só o valor mensal;
  • Existe um prazo máximo por perfil. Para servidores públicos federais, por exemplo, o teto é de 120 meses;
  • A parcela precisa caber no seu orçamento, não só na margem. O limite legal é um teto do que você pode pegar emprestado, não uma recomendação.

No app do Nubank, você simula diferentes prazos e vê as condições disponíveis para o seu perfil antes de contratar

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Regras da margem consignável por tipo de trabalho

Os percentuais abaixo seguem a legislação vigente, incluindo as mudanças da MP 1.355/2026 (Novo Desenrola Brasil), em vigor desde 19 de maio de 2026.

Trabalhador CLT

Quem trabalha com carteira assinada no setor privado pode comprometer até 35% da renda líquida com parcelas de empréstimo consignado. O desconto é feito direto na folha pelo empregador, o que dá mais previsibilidade ao pagamento — e é por isso que o consignado costuma ter juros menores do que outras linhas de crédito.
Para não se apertar, vale entender antes como manter o controle das parcelas.

Servidor público federal (SIAPE)

Para servidores públicos federais, o limite é de até 40% da remuneração líquida. Esse percentual caiu de 45% para 40% com a MP 1.355/2026, que em contrapartida ampliou o prazo máximo de pagamento de 96 para 120 meses
A consulta da margem e a autorização do desconto podem ser feitas pelos canais oficiais do servidor, como o app SouGov.

Aposentado ou pensionista do INSS

Para quem recebe benefício do INSS, o limite é de até 40% do valor líquido do benefício. Assim como para os servidores federais, o percentual caiu de 45% para 40% com a MP 1.355/2026. O desconto acontece direto no benefício mensal.
Antes de contratar, vale conferir quanto da margem já está em uso pelo app Meu INSS. Para entender o cenário completo, leia também as novas regras do consignado do INSS em 2026.

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O cartão de crédito consignado entra na margem?

Depende do seu tipo de trabalho — e essa é uma das regras que mais mudaram em 2026.
Para aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos federais, a margem hoje é única. A MP 1.355/2026 acabou com a reserva obrigatória de 5% para cartão de crédito consignado e 5% para cartão benefício. Os 40% cobrem todas as operações consignadas, e é você quem decide como distribuí-los: pode usar tudo em empréstimo ou reservar parte para os cartões.
Na prática: se você já usa cartão de crédito consignado, esse valor ocupa a mesma margem do empréstimo. Consulte o extrato de consignações antes de simular.
Para trabalhadores CLT, o cartão de crédito consignado tem tratamento próprio e não entra neste cálculo.

Margem total e margem disponível: qual a diferença?

São dois conceitos que costumam se confundir.

  • Margem total é o teto: o valor máximo que a lei permite comprometer, calculado sobre a renda líquida;
  • Margem disponível é quanto desse teto ainda está livre. Sem nenhum consignado ativo, a disponível é igual à total. Com parcelas em andamento, a disponível é o que sobra depois de descontá-las.

Contratar um novo consignado sem margem disponível não é possível. A calculadora no topo desta página já faz essa conta para você.

Onde consultar sua margem consignável?

Além da calculadora, dá para verificar a margem nos canais oficiais de cada perfil.

  • Aposentados e pensionistas do INSS: no site ou app Meu INSS, pelo extrato de empréstimos consignados (Histórico de Consignações);
  • Servidores públicos federais: no contracheque ou no extrato de consignações, disponíveis no app e no site do SouGov;
  • Trabalhadores CLT: no holerite. Quando o dado não aparece, o RH da empresa consegue informar.

O que fazer quando a margem está zerada?

Se a calculadora mostrar que a margem está comprometida, ainda há caminhos.
O principal é a portabilidade de crédito consignado: você transfere o contrato atual para uma instituição com juros menores. Se a nova parcela for mais baixa, você reduz o custo da dívida e libera espaço na margem.
Outra opção é o refinanciamento do contrato atual, que em alguns casos estende o prazo e diminui a parcela mensal, abrindo margem para novos contratos.
Nos dois casos, compare o Custo Efetivo Total (CET) da operação, e não apenas o valor da parcela, para saber se a mudança compensa de verdade.

Outras opções de crédito quando o consignado não resolve

Margem zerada ou insuficiente não quer dizer que você ficou sem alternativa. Vale comparar outras modalidades antes de decidir.

  • Empréstimo pessoal. Não depende de margem consignável nem de desconto em folha. As taxas costumam ser mais altas que as do consignado, mas a contratação é mais simples e o valor não fica preso ao limite da sua renda;
  • Antecipação do saque-aniversário do FGTS. Você antecipa parcelas que já são suas, sem comprometer a renda mensal. Não há desconto na folha nem uso de margem;
  • Portabilidade ou refinanciamento do consignado atual. Reduz a parcela e pode liberar margem para um novo contrato, como explicado acima.

Compare sempre três coisas: o CET, o número de parcelas e o quanto cabe no seu orçamento mensal.

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Perguntas frequentes

O que é margem consignável?

É o valor máximo da renda que pode ser descontado direto na folha ou no benefício para pagar operações consignadas. O limite existe para evitar que a pessoa comprometa toda a renda com dívida. Cada tipo de trabalho tem um percentual diferente: 35% para CLT e 40% para servidor federal e INSS.

Como a margem consignável é calculada?

Sobre a renda líquida, aplica-se o percentual do perfil e subtraem-se as parcelas de consignado já ativas.

Qual a diferença entre margem total e margem disponível?

A margem total é o teto permitido por lei sobre a renda líquida. A disponível é o que sobra desse teto depois de descontar as parcelas ativas. Exemplo: teto de R$ 1.225 menos R$ 350 de parcela ativa resulta em R$ 875 disponíveis.

O cálculo usa o salário bruto ou líquido?

Sempre o líquido, que é o valor que cai na conta após os descontos obrigatórios. Usar o bruto superestima a margem e pode levar a contratar acima do permitido.

A margem consignável mudou com a MP 1.355/2026?

Sim. Para beneficiários do INSS e servidores federais, o limite caiu de 45% para 40% e a margem passou a ser única, sem reserva obrigatória para os cartões consignados. Esta calculadora já considera os percentuais atualizados.

A margem consignável vai diminuir nos próximos anos?

Sim, de forma gradual, conforme a MP 1.355/2026: 38% em 2027, 36% em 2028, 34% em 2029, 32% em 2030 e 30% a partir de 2031.

Minha margem está zerada. O que posso fazer?

Com a margem comprometida, não é possível contratar um novo consignado. Uma saída é a portabilidade: transferir o contrato para uma instituição com taxa menor pode reduzir a parcela e liberar margem. Também vale considerar outras modalidades, como empréstimo pessoal ou antecipação do saque-aniversário do FGTS.

A parcela que eu preciso não cabe na margem. Tem solução?

Sim. A margem limita o valor da parcela mensal, não o total do empréstimo. Contratar em mais parcelas reduz o valor mensal e pode encaixar a operação dentro do limite — lembrando que prazos maiores costumam significar mais juros no total.

Dá para aumentar a margem consignável?

O percentual é definido em lei e não muda. O que dá para ampliar é a margem disponível, quitando contratos ativos ou fazendo portabilidade para parcelas menores.

Esta calculadora considera o cartão de crédito consignado?

Ela calcula o limite total da sua margem. Para INSS e servidores federais, esse limite é único e cobre também os cartões consignados — então, se você já usa um, ele ocupa a mesma margem. Para CLT, o cartão consignado tem tratamento próprio e não entra no cálculo.

Quem recebe BPC tem a mesma margem?

Não. Beneficiários do BPC têm margem própria, de 35%.

A margem muda se eu trocar de emprego?

Sim. Como é calculada sobre a renda líquida, qualquer mudança de renda altera os valores. Contratos ativos precisam ser tratados conforme as regras do novo vínculo.

O Nubank oferece empréstimo consignado para quais perfis?

O empréstimo consignado do Nubank fica disponível pelo app, na área de Empréstimos. A oferta e as condições dependem do seu perfil e da análise de crédito.

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