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O que é FGC e como ele funciona?

O Fundo Garantidor de Crédito protege o patrimônio de clientes que investem em até R$250 mil caso o banco ou instituição financeira quebre. Entenda.

Da mesma forma que existe seguro para carros, casas, seguro de vida e até mesmo de celular, existe um seguro para investidores, o Fundo Garantidor de Crédito. Mas, afinal, o que é o FGC e como ele funciona para quem tem o dinheiro depositado em contas ou aplicado em investimentos?

O FGC é uma entidade privada e sem fins lucrativos que protege os investidores que colocam seu dinheiro em instituições financeiras associadas a ele – ou seja: protege o patrimônio dos investidores do patrimônio das instituições.

Essa proteção acontece em casos de “intervenção e liquidação extrajudicial” e quando o Banco Central reconhece o estado de “insolvência” da instituição.

Em outras palavras: se um banco quebrar, os clientes que investem em produtos financeiros dele não perdem todo o seu dinheiro – o FGC garante a devolução dos valores investidos até R$250 mil.

De onde vem o dinheiro do FGC?

Os bancos e instituições associados ao FGC colaboram mensalmente com o fundo – com 0,01% do total de depósitos feitos nos investimentos. Portanto, o patrimônio do FGC vem dos próprios bancos.

Quais investimentos são cobertos pelo FGC?

Não são todos os investimentos que contam com essa cobertura, e nem todas as instituições financeiras do país que oferecem cobertura do FGC. Para isso, elas têm que:

  • receber depósitos à vista, em contas de poupança, ou depósitos a prazo;
  • realizem aceite em letras de câmbio;
  • captem recursos mediante a emissão e a colocação de letras imobiliárias, letras hipotecárias, letras de crédito imobiliário e letras de crédito do agronegócio – ou seja, ofereçam esses investimentos aos clientes;
  • captem recursos por meio de operações compromissadas tendo como objeto títulos de emissão de empresa ligada – ou seja, permite que os clientes invistam em títulos emitidos por essas empresas.

Os investimentos que têm a cobertura garantida pelo FGC são:

  • Depósitos à vista ou sacáveis, mediante aviso prévio – como as contas-corrente;
  • Depósitos de poupança;
  • Letras de câmbio (LC);
  • Letras hipotecárias (LH);
  • Letras de crédito Imobiliário (LCI);
  • CDBs e RDBs.

Vale ressaltar: o investidor não paga nada para a ter a cobertura do FGC.

Existe um limite de cobertura para os valores investidos, de até R$ 250 mil por CPF do titular do crédito – ou seja, a pessoa em cujo nome o crédito está registrado – e por banco.  

No caso de contas conjuntas, o valor da garantia é limitado a R$ 250 mil ou ao saldo da conta – se for inferior a esse limite – dividido pelo número de titulares.

Por exemplo: se você dividir a conta com mais uma pessoa, cada um receberá R$ 125 mil de cobertura – caso o saldo seja de R$ 250 mil ou mais. Se o saldo for de R$ 50 mil, por exemplo, cada um recebe R$ 25 mil.

Fundos de investimento têm cobertura do FGC?

Fundos de investimentos não são cobertos pelo FGC. Isso porque os fundos de investimentos não são, por regulamentação, uma instituição financeira – normalmente, eles são administrados por uma. Por isso, o patrimônio dos fundos não se confunde com o patrimônio dos bancos, mesmo que o clientes invista através destes.

Planos de previdência, sejam eles VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) ou PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) também não entram na cobertura.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

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