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Planejamento financeiro para estagiários: veja como fazer

Pesquisa mostra que quase 80% dos estagiários ganham até R$ 2.000. Dá para se organizar com essa renda? Como é um planejamento financeiro para estagiários? Entenda.



O início da vida profissional é um desafio e tanto, principalmente quando há poucas oportunidades de trabalho para os mais jovens. Para quem estuda, fazer um estágio é o primeiro passo no mercado e uma chance de ter o próprio dinheiro, ajudar em casa e até mesmo bancar os estudos. Mas como é possível fazer o salário de estagiário (bolsa-auxílio) render?  

Cerca de 33% dos universitários do país estão buscando estágio, segundo uma pesquisa da Companhia de Estágios. Entre aqueles que conseguiram uma oportunidade, 45% recebem até um salário mínimo, e 38,5% recebem de um salário até R$ 2.000 por mês. 

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Esses valores estão próximos ao da renda média do brasileiro em 2021, que foi de R$ 2.449, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ou seja, R$ 2.000 representam a renda de boa parte da população brasileira.

Como se virar com esses valores sendo estagiário? 

Fazendo um planejamento financeiro. Segundo Rosi Ferruzzi, especialista financeira da Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro), quanto mais cedo uma pessoa começar a organizar o orçamento, melhor.  

“Muitos estão em contato com o seu primeiro salário, seu primeiro dinheiro, suas primeiras escolhas. Esta é a melhor fase da vida para fazer uma reserva de emergência“, diz. 

Em um primeiro momento, os estagiários parecem levar vantagem para juntar dinheiro, principalmente porque boa parte mora com os pais e, por isso, não teria grandes gastos. Mas esta não é a realidade dos estagiários no Brasil. 

A pesquisa da Companhia de Estágios mostra que 40% deles dividem as despesas com outras pessoas e familiares; 12,7% são os principais responsáveis pelas contas da casa; e 8,11% contribuem com a maior parte do orçamento.   

O que fazer quando o estagiário precisa ajudar em casa? 

É preciso se organizar, mas dentro da realidade de cada um, segundo Rosi. Para começar, sempre que possível, esse estagiário deve separar uma parte da sua bolsa-auxílio para ele. É com esse dinheiro que será feito um planejamento, ainda que pequeno. 

“Aqui, não importa quanto ele vai separar, não importa o valor nessa situação, mas é preciso separar esse dinheiro”, explica a planejadora. Esse valor vai depender do tamanho da responsabilidade que o jovem tem com as contas de casa.

Se ele não for o grande responsável pelas despesas, é preciso também fazer algumas negociações com a família para aumentar esse valor. 

Como fazer isso? 

Prestando atenção na dinâmica da casa. Por exemplo: se alguém consegue um trabalho para ganhar mais, é hora de conversar sobre a possibilidade de você pagar uma conta a menos. Se alguém que estava desempregado consegue se recolocar, este é outro momento para rever a distribuição dos boletos. 

Na casa da estudante de psicologia Mirelly Azarias, de 22 anos, quem ganha mais paga mais contas. Ela faz estágio na área de RH, recebe R$ 1.200 de bolsa-auxílio e outros R$ 800 de vale-refeição. Com esse valor, ela paga a faculdade (R$ 700), se vira para bancar suas contas pessoais, mas também ajuda em casa, em São Paulo, onde mora com as duas irmãs. 

“Eu pago a conta de água e dou o VR para minha irmã usar no mercado, mas ela não usa tudo”, conta. Para se organizar, Mirelly primeiro paga as contas e lida com o que sobra. Ela ainda evita comprar por impulso para fazer o dinheiro render e pesquisa os preços quando precisa comprar alguma coisa.  

“O que ajuda a me organizar é que sou a louca do cupom. Se eu for comprar mesmo, quero um desconto”, diz. Não é raro, contudo, sobrar pouco no fim do mês. Por isso, a estudante faz faxina e trabalha em festas aos finais de semana para não passar sufoco. Ela conta que consegue em torno de R$ 300 por mês a mais com esse trabalho extra.

Como se organizar com uma fatia da bolsa-auxílio? 

Depois de pagar as contas de casa, separar uma fatia da bolsa-auxílio e fazer negociações para que ela seja maior, é hora de dividir o dinheiro em “caixinhas”. 

Rosi Ferruzzi, da Planejar, recomenda que a primeira caixinha seja a da reserva de emergência. Sim, até os estagiários precisam dela – afinal, imprevistos podem acontecer com qualquer pessoa.

Quanto separar para a reserva? “É difícil definir um percentual ideal, principalmente para o jovem que ajuda a família, porque se ele não conseguir destinar um percentual definido em um mês, no outro já desiste”, afirma Rosi. “Neste momento, não importa o valor. O importante é reservar”, diz.

Mesmo R$ 5 ou R$ 10 destinados para a reserva valem. “Pequenos valores hoje serão valores maiores lá na frente”, afirma Rosi. Neste caso, o estagiário tem a vantagem do tempo. No mundo dos investimentos, quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, mais tempo os juros compostos têm para agir sobre ele. 

Dinheiro da reserva separado, e agora? 

Em planejamento financeiro, existe uma etapa que muita gente pula: a fase do autoconhecimento. Ou seja, é o momento de entender o que de fato é importante neste momento da vida.   

Um dos objetivos dessa etapa é fazer o estagiário entender se seus gastos fazem sentido dentro daquilo que é prioridade para ele. Por exemplo: às vezes ele pode estar saindo muito para se divertir, mas prefere ficar mais em casa, recebendo os amigos e ficando com a família. Neste caso, será que faz sentido gastar tanto em balada?

Outra função dessa etapa é identificar algumas metas de curto e médio prazo a partir daquilo que o estagiário identificar que são desejos e vontades dele.

Por exemplo: conseguir bancar os últimos semestres da faculdade, fazer uma pós-graduação ou até mesmo um intercâmbio. Não importa a meta, é possível pensar nela agora e já colocá-la no planejamento financeiro. Mas ela precisa estar bem clara e específica. Aqui, você aprende a desenhar uma meta possível.

Como organizar essas caixinhas? 

Imagine que você ajuda nas contas de casa, paga sua faculdade e descobriu que comprar livros e sair com os amigos te fazem feliz e, por isso, são suas prioridades hoje. Além disso, ter dinheiro para viajar depois da faculdade e comprar um carro entraram na lista de metas.  

Neste exemplo, você tem algumas caixinhas para fazer caber no seu orçamento: 

  • Caixinha 1: faculdade
  • 2: boletos de casa 
  • 3: variáveis (alimentação, transporte)
  • 4: reserva de emergência
  • 5: comprar livros
  • 6: sair com os amigos 
  • 7: viagem (meta 1)
  • 8: carro (meta 2)

Como fazer tudo isso caber dentro do orçamento? Para começar, não exagere na quantidade de metas. Além disso, é preciso priorizá-las. Neste exemplo, o que vem primeiro para você: a viagem ou o carro? Muitas vezes, considerando a sua renda, é melhor investir mais energia naquela meta que vem em primeiro lugar.   

Outra dica é calibrar seus gastos atuais. Por exemplo: você quer comprar um livro por semana ou um livro por trimestre? Precisa sair com os amigos toda semana? Tem como fazer isso gastando menos? 

“O jovem precisa estabelecer limites dentro do seu orçamento. Se ele gosta de sair com os amigos, precisa ter o valor que vai gastar já definido e evitar o excesso de gastos”, afirma Rosi. 

Ou seja, a ideia não é deixar de fazer ou comprar as coisas que você quer agora. Mas comprar e fazer dentro do seu orçamento, sem esquecer as outras caixinhas. E, para isso, é preciso estabelecer limites de gastos: você vai definir quanto do seu dinheiro vai para cada uma, por ordem de prioridade e importância.    

Não precisa ajudar em casa? Veja o que fazer

O planejamento para quem não precisa ajudar com os boletos de casa é o mesmo. A diferença é que esse estagiário tem um valor maior para lidar com suas caixinhas e pode destinar mais dinheiro para suas metas e, principalmente, para a reserva. 

Além disso, afirma Rosi, o cuidado neste caso precisa ser redobrado. “Todo cuidado é pouco. Se ele não criar um comportamento para usar o dinheiro de forma responsável desde já, ficará mais difícil daqui a 10, 20 anos”, diz. 

Não são poucos os estagiários nesta situação. Segundo a pesquisa da Companhia de Estágios, 39,2% deles não precisam participar do orçamento de casa. 

É o caso do Lourenço Maduenho, de 20 anos, estudante do último ano de Cinema e Audiovisual. No estágio, ele recebe R$ 1.500 e mais R$ 30 por dia de vale-alimentação. Lourenço mora com os pais, em São Paulo, não paga a faculdade e nem precisa lidar com as contas de casa. Apesar disso, disponibiliza o VA para o mercado.  

Segundo ele, grande parte da sua bolsa-auxílio é para lazer e compras de equipamentos. Embora não tenha um planejamento, Lourenço conta que não gasta mais do que ganha, nunca se enrolou – mesmo sendo seu primeiro trabalho – e pensa, sim, sobre planos financeiros.  

“Com o tempo eu acabei decidindo que esse dinheiro da bolsa-auxílio é para eu investir em mim mesmo agora. Mas tenho planos para quando eu começar a ter uma renda maior, como comprar um apartamento”, diz.  

Tem alguma dica de ouro para quem é estagiário?

Sim: não espere ganhar mais para começar a se planejar e a, principalmente, começar a juntar dinheiro. Esta fase da vida não é sobre quanto guardar todo mês, mas sobre começar a ter consciência das coisas que são mais importantes e das suas metas. E, principalmente, sobre criar o hábito de economizar e guardar dinheiro.  

“Ele deve olhar os ciclos de vida, definir prioridades e buscar informação. E também aproveitar para aumentar o seu valor para o mercado, olhando para questões como aprender uma segunda língua e se aperfeiçoar. Tudo isso precisa estar no planejamento. Quanto mais preparado ele estiver, melhor”, afirma Rosi. 

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