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Empréstimo para CNPJ: como contratar, o que avaliar e cuidados antes de pegar crédito

Da escolha da linha certa ao cálculo dos custos: o que avaliar, quais documentos preparar e como evitar armadilhas comuns na hora de pegar empréstimo para CNPJ.
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Pedir crédito como pessoa jurídica é, para muitos empreendedores, uma decisão que mistura urgência e ansiedade. E a dúvida é, quase sempre, a mesma: estou tomando a melhor decisão para o meu negócio?

Até fevereiro de 2026, o total em empréstimos contratados por empresas no Brasil chegou a R$ 2,653 trilhões. Os dados do Banco Central mostram que o crédito segue sendo uma ferramenta usada por milhões de empresas brasileiras.

A seguir, entenda quando faz sentido contratar um empréstimo para CNPJ, quais linhas combinam com o momento da sua empresa, quais documentos preparar e no que você deve ficar atento antes de assinar o acordo.

O que é empréstimo para PJ?

Empréstimo para PJ é qualquer operação de crédito feita por uma pessoa jurídica em que a instituição financeira libera um valor à empresa contratante, que se compromete a devolvê-lo em parcelas com juros e encargos. 

No empréstimo para empresas, o banco analisa o faturamento do negócio, o fluxo de caixa, o tempo de atividade e o setor de atuação para, então, disponibilizar uma quantia.

Existem algumas opções exclusivas para empresas, como antecipação de recebíveis, conta garantida, capital de giro, entre outras.

Quando faz sentido contratar um empréstimo para a sua empresa? Confira 5 situações

Antes de contratar um empréstimo para o seu negócio, é preciso saber exatamente onde esse dinheiro será utilizado e o que ele irá resolver. Por exemplo: é a compra de um novo equipamento ou o pagamento de uma conta em atraso?

Abaixo, confira 5 situações em que um empréstimo PJ pode fazer sentido para o momento atual da sua empresa:

1. Expansão do negócio

Abrir uma nova unidade, contratar pessoas, entrar em um novo nicho de mercado e aumentar estoque para atender mais demanda. Nesses casos, a linha de crédito para empresas financia algo que vai gerar receita futura. 

Uma nova loja pode levar meses até atingir o equilíbrio entre o que sai e o que entra de receita. Pegar um empréstimo para pagar em 12 parcelas tende a ser arriscado se a ideia é começar a ter lucro a partir do oitavo mês.

2. Compra de novos equipamentos

Uma nova máquina, um veículo para fazer entregas, um software para facilitar a gestão financeira da empresa e investimento em  infraestrutura. 

Equipamento, na prática, é qualquer item que a empresa compra para produzir mais, aumentar a venda ou oferecer melhores condições de trabalho aos colaboradores – e cada uma dessas compras têm um impacto diferente no caixa. 

É fundamental identificar o valor da parcela que cabe no orçamento da sua empresa e o tempo em que o equipamento leva para começar a se pagar. Por isso, é essencial simular diferentes valores e prazos antes de tomar qualquer decisão, além de entender exatamente quanto vai sair do caixa todo mês.

É justamente nessa etapa que vale buscar uma solução flexível. O Capital de Giro, do Nu Empresas, por exemplo, permite simular a operação diretamente pelo aplicativo, escolher o valor, a quantidade de parcelas e a data de vencimento de cada uma. As condições aparecem de forma transparente antes mesmo da assinatura. Também é possível antecipar as parcelas pelo próprio app, com desconto proporcional aos juros. 

3. Reforço do caixa para operação do dia a dia

Seja por fatores sazonais, como uma papelaria que concentra as vendas no período de volta às aulas, ou uma sorveteria que tem maior faturamento no verão e enfrenta meses mais desafiadores no inverno. Ou por desequilíbrios no fluxo de caixa, quando, por exemplo, o cliente paga em 30 dias, enquanto algumas despesas precisam ser pagas em uma semana. 

Nesses e em outros cenários, o empréstimo para empresas funciona como uma ferramenta para reorganizar o caixa e garantir a continuidade da operação até que o negócio recupere o fôlego financeiro. 

Aproveite e leia também: Como atrair clientes: estratégias práticas para vender mais o ano todo

4. Situações emergenciais

Um equipamento que quebrou, uma conta que venceu, um sinistro, uma questão burocrática inesperada. Nessas horas, o que o empreendedor quer é resolver a situação o mais rápido possível. E fazer um empréstimo pode ser uma alternativa.

Mas, mesmo em meio a um cenário de urgência, é importante prestar atenção. Antes de assinar o contrato, compare as propostas, analise todos os custos envolvidos e garanta que o valor das parcelas cabe no seu planejamento.

5. Marketing para atrair mais clientes

Investir em campanhas online, pagar por anúncios no Google e em redes sociais, contratar uma agência, entrar em marketplaces, marcar presença em uma feira do setor. Tudo isso pode acelerar o crescimento da sua empresa.

Porém, o marketing costuma exigir um investimento antes do retorno chegar. Você paga o anúncio hoje, mas as vendas que ele gera entram nas próximas semanas; contrata a agência neste mês, mas vê o impacto no faturamento do próximo trimestre; reserva o espaço na feira com antecedência, mesmo sabendo que o resultado só aparece depois do evento. 

Nesses casos, o crédito empresarial funciona como um acelerador, permitindo aproveitar o momento certo – Black Friday e datas comemorativas, por exemplo – em vez de esperar o caixa crescer organicamente e perder a oportunidade.

Principais linhas de crédito empresarial

O mercado oferece várias modalidades de empréstimo para empresas e escolher a certa faz diferença no orçamento e na operação. Na tabela a seguir, confira as quatro linhas de crédito mais comuns quando o assunto é empréstimo para empresas.

Tipo de empréstimoPara que serveGarantia exigidaPrazo Custo Quando faz sentido contratar
Capital de giroCobrir despesas operacionais e fluxo de caixaGeralmente sem garantia real (patrimônio dos sócios)6 a 36 mesesMédio a altoImprevistos, sazonalidade, desequilíbrio de prazos
Antecipação de recebíveisAdiantar valores de vendas no cartão ou duplicatasOs próprios recebíveisÀ vista até o vencimento originalBaixo a médioEmpresa com vendas a prazo e necessidade pontual de caixa
Conta garantida (cheque empresarial)Limite pré-aprovado para uso imediatoAval ou recebíveisRotativoAltoEmergências de curto prazo (poucos dias)
MicrocréditoPequenos investimentos em negócios de baixo faturamento (estoque, equipamentos simples, capital de giro inicial)Geralmente sem garantia6 a 24 mesesBaixo MEIs, autônomos formalizados e microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil que precisam de valores menores e têm dificuldade de acessar linhas de crédito tradicionais

O que os bancos avaliam antes de aprovar um empréstimo 

A análise de crédito para CNPJ não é uma receita pronta. Mas os bancos costumam levar em consideração quatro pontos importantes:

1. Faturamento e fluxo de caixa

O banco quer saber se a empresa gera receita suficiente para pagar a parcela sem complicações. Uma regra utilizada pela maioria das instituições, é que a parcela não comprometa mais de 30% do resultado mensal. Empresas que movimentam ativamente a conta bancária passam por essa avaliação com mais facilidade, porque o extrato vira prova viva da capacidade de pagamento.

2. Tempo de empresa

CNPJs com menos de seis meses enfrentam restrição em quase todas as linhas de crédito tradicionais. A partir de um ano de operação, as opções começam a se abrir, tanto em bancos quanto instituições financeiras.

3. Score do CNPJ

Assim como o CPF, o CNPJ também tem uma pontuação que reflete o histórico de pagamento de fornecedores, bancos e tributos. Atrasos acima de 90 dias e protestos derrubam o score. Já contas pagas em dia, registros positivos e relacionamento financeiro consistente sustentam pontuações altas. Vale lembrar que a consulta ao próprio CNPJ é um direito do empreendedor e pode ser feita gratuitamente no site da Receita Federal.

4. Algumas garantias

Para valores altos ou para empresas com perfil de risco mais elevado, os bancos pedem garantias adicionais, como aval dos sócios (o mais comum), alienação de bens, imóveis, recebíveis ou a cobertura do FGI (Fundo Garantidor para Investimentos).

Existem, ainda, outros fatores que influenciam na decisão do banco ou instituição financeira liberar um empréstimo. Por exemplo, o setor de atuação, perfil dos sócios, regularidade fiscal e existência de ações judiciais. Vale prestar atenção.

Quais os documentos necessários para contratar um empréstimo para a sua empresa?

A lista de documentos varia de acordo com o banco, o valor solicitado e a modalidade de empréstimo, porém, os mais comuns são:

Documentos da empresa

  • Contrato social ou requerimento de empresário (e alterações, se houver);
  • Cartão CNPJ atualizado;
  • Comprovante de endereço da sede da empresa;
  • Certidões negativas (federal, estadual, municipal e trabalhista);
  • Últimos balanços e DRE (para empresas do Lucro Real ou valores maiores);
  • Faturamento dos últimos 6 a 12 meses (extratos ou notas fiscais).

Documentos dos sócios

  • RG e CPF;
  • Comprovante de endereço pessoal;
  • Comprovante de renda (em alguns casos);
  • Declaração de Imposto de Renda (para operações de valor mais alto ou com aval pessoal).

Em bancos tradicionais, a documentação tende a ser extensa. Já com o Nu Empresas, boa parte é dispensada porque os dados já são consultados automaticamente via Open Finance e bases públicas.

Quais os custos envolvidos em um empréstimo para empresas? 

Na hora de falar dos custos de um empréstimo, pode surgir confusão. Afinal, as taxas anunciadas são apenas uma parte do que deve ser pago, e não o custo real do empréstimo. Por isso, é importante ficar atento ao CET (Custo Efetivo Total).

O CET reúne todos os custos da operação: juros, IOF, tarifas administrativas, seguros e outros encargos. Toda instituição financeira é obrigada a informar o CET antes da contratação. 

Cuidados antes de contratar um empréstimo para CNPJ

Antes de assinar o contrato, vale considerar alguns pontos que podem influenciar na decisão de pegar um empréstimo para a sua empresa e também na hora de escolher a modalidade que mais se encaixa com o momento do seu negócio.

1. Cuidado com o endividamento 

Antes de pensar em pegar mais crédito, pare e some tudo o que a empresa já deve. Inclua fornecedores em atraso, parcelamentos com a Receita, financiamento do veículo utilizado, cartão de crédito empresarial e qualquer operação ativa. 

Some também as parcelas mensais dessas dívidas (o quanto sai do caixa todo mês para esse pagamento específico). Depois disso, compare esse total com o resultado líquido mensal da empresa (o que sobra depois de pagar todos os custos, sem contar essa dívida). 

Se as despesas atuais já consomem mais de 30% desse resultado, é melhor reavaliar.

2. Pense nos meses seguintes

Muitas empresas quebram muito mais por falta de caixa do que por falta de lucro. É possível dar lucro no papel e ainda assim não ter dinheiro em conta na data de fazer alguns pagamentos. E os motivos para isso são diversos: um cliente atrasou para pagar, você precisou aumentar o estoque, surgiu um imprevisto, etc. 

Para evitar que isso aconteça, é fundamental se organizar. Projete as entradas e saídas previstas (incluindo sazonalidades, férias coletivas, 13º salário, gastos com manutenção) e inclua a parcela do empréstimo nessa lista. Se algum mês ficar negativo, é sinal de que algo precisa ser ajustado.

3. Considere o aval pessoal e garantias dos sócios

O aval pessoal é a garantia que o sócio dá com o próprio nome (e o próprio patrimônio) de que a dívida da empresa será paga. Na prática, ele funciona como uma rede de proteção do banco ou instituição financeira em que você fez o empréstimo.

Caso a empresa não consiga efetuar o pagamento das parcelas,  o sócio que assinou como avalista responde pela dívida pessoalmente, com bens próprios – casa, carro, poupança, investimentos e em alguns casos, até parte do salário do cônjuge, se houver bem comum no casamento. Vale ter isso em mente!

4. Informe-se sobre a política de renegociação

Crises econômicas, mudanças no setor, perda de um cliente grande e outras situações podem ocorrer ao longo do contrato. Por isso, antes de fechar um empréstimo para empresas, vale se informar sobre a política da instituição em caso de dificuldade de pagamento.

Uma estrutura de renegociação, parcelamento da dívida em condições específicas e canais claros de atendimento fazem a diferença na hora de optar por um empréstimo sendo PJ. Lembre-se, ainda, de que renegociar antes de atrasar um pagamento costuma ser mais fácil e financeiramente melhor do que negociar depois.

Este texto faz parte da missão do Nubank de lutar contra a complexidade do sistema financeiro para empoderar as pessoas — físicas e jurídicas. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

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