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Restituição do Imposto de Renda: veja o que fazer com esse dinheiro extra

Já recebeu ou vai receber a restituição? Conheça alguns caminhos para usar esse dinheiro de acordo com a sua realidade financeira.



Já recebeu ou vai receber a restituição? Conheça alguns caminhos para usar esse dinheiro de acordo com a sua realidade financeira.

Todo ano é a mesma coisa: você declara seus bens, renda e investimentos para a Receita Federal para saber se pagou imposto a mais ou a menos. Se pagou mais do que deveria, esse dinheiro vai voltar para a sua conta. Essa devolução é a restituição do Imposto de Renda. 

Muita gente espera o momento de receber a restituição. Se este é o seu caso, você já sabe o que fazer com esse dinheiro? Será que tem um jeito certo de usar esses recursos? Esse tal “jeito certo” é bem pessoal e depende de muitos fatores, como suas metas e a situação atual das suas contas. 

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Contudo, dependendo de como está a sua saúde financeira, existem caminhos que podem ser melhores que outros. Veja, abaixo, alguns deles.

A restituição do Imposto de Renda caiu na conta? Respira!

Atire a primeira pedra quem nunca usou aquele dinheiro extra que pingou na conta sem pensar? É por isso que, se você já sabe que vai receber a restituição, pense em como vai usá-la antes mesmo do valor cair na conta. 

Esse dinheiro já caiu? Tira ele da sua frente. 

“Se a pessoa ainda não pensou no destino para o dinheiro ou não precisa dele de imediato, tira ele da frente, seja colocando em algum lugar com rendimento, como as Caixinhas do Nubank ou em alguma conta separada.”  

Ângela Tosatto, educadora financeira e analista de investimentos da NuInvest.

Essa medida tem razão de existir: um dinheiro a mais na conta, junto com os recursos do dia a dia, pode ser usado sem você perceber e sem planejamento. Separar esse dinheiro é o primeiro passo para evitar cair na tentação dos gastos por impulso

Depois disso, é hora de pensar nos caminhos para a sua restituição. 

Como fazer essa avaliação? 

Não tem outro jeito: você precisa encarar a sua vida financeira. Comece respondendo a algumas perguntas simples.

  • Renda: você está empregado? Sua renda está dando conta do seu custo de vida?
  • Despesas: suas contas básicas, como água, luz, gás, estão em dia? 
  • Dívidas: você está pagando algum empréstimo, financiamento ou tem alguma outra pendência?
  • Metas: o que você quer no curto, médio e longo prazo? Quer viajar nas suas férias? Está juntando dinheiro para seu casamento ou para comprar uma casa? Ou para ir a algum lugar legal com sua família ou comprar um celular novo? Desenhe as metas que você quer. Não sabe como fazer? Veja aqui.

Agora que você tem o mapeamento, veja alguns caminhos para usar a sua restituição do Imposto de Renda. 

Tem dívidas? Você já sabe: comece por elas

Ao fazer o raio-X das suas contas, você levantou que tem algumas dívidas. Por maior que seja a tentação de usar o dinheiro da restituição para realizar ou adiantar algum sonho de consumo, priorizar o pagamento dessas pendências é o caminho mais indicado. 

O motivo é simples: os juros de uma dívida podem fazer você se enrolar lá na frente e comprometer ainda mais o seu orçamento – e, por consequência, seus objetivos.    

A professora Danielle Peres, da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Ceará, ainda recomenda que você diferencie as dívidas das despesas – que são as suas contas básicas do mês.  

“Não use esse dinheiro para pagar conta básica, mas para pagar dívida, que tem juros, como a parcela do carro, do empréstimo. A despesa vem todo mês, mas quando você paga a dívida, ela alivia o seu orçamento.” 

Danielle Peres, professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Ceará

Essa dica não vale para quem está em situação de vulnerabilidade social – ou seja, que não tem dinheiro nem para o básico. 

Se você tem muitas dívidas, a dica é pagar primeiro aquelas que têm consequências caso você atrase o pagamento. É o caso do financiamento da casa e do carro, por exemplo: depois de mais de três meses de atraso, você corre o risco de perder esses bens. 

Depois, o foco é pagar totalmente ou parcialmente as dívidas com juros mais altos, como rotativo do cartão de crédito, cheque especial e empréstimos.

Entenda aqui como priorizar as dívidas quando não dá para pagar tudo.

Está com as contas equilibradas? Acelere a realização de uma meta

Se as dívidas não são um problema para você, a restituição do Imposto de Renda pode ser usada para acelerar alguma meta de curto prazo. Mas é importante entender a diferença entre meta e um desejo de consumo que não estava planejado. 

Meta é aquilo que já estava planejado, com prazo e custos levantados. Desejo é aquela vontade que surgiu de ter um produto que você viu ao passear no shopping, por exemplo. 

O importante, segundo a professora Danielle, da Federal do Ceará, é evitar usar a restituição para “gastar por gastar”. 

“As pessoas pensam que aplicar é guardar o dinheiro, mas aplicar é usar o dinheiro para o futuro ou para o presente. Eu vejo a aplicação como o uso do dinheiro para um objetivo, com algo que lhe dê um retorno e esse retorno é individual: pode ser a tranquilidade futura, a realização de alguma coisa, um passeio. Como eu posso fazer com que essa restituição me dê um bom retorno? É usá-la com objetivo”, afirma.

Se você tinha uma meta já desenhada, por exemplo, esse dinheiro extra pode acelerar a realização dela. A professora Danielle reforça, ainda, que a restituição não pode ser um gatilho para o endividamento.

Por exemplo: você já estava planejando comprar uma geladeira nova e estava guardando dinheiro para comprá-la à vista. Com a restituição, não deu para completar todo o valor do produto, mas você decidiu comprar parcelado, dando uma entrada. Acontece que esse parcelamento não estava no planejamento. É aí que você pode começar a se enrolar.  

Está sem ideias do que fazer? Formação profissional pode ser um caminho 

Em tempos de desemprego alto, aproveitar o dinheiro extra da restituição para investir na sua formação e qualificação profissional é um caminho para quem não tem dívidas e está mais organizado financeiramente, segundo Ângela Tosatto. 

Dependendo do valor da sua restituição e das suas metas, você pode usar parte ou todo o dinheiro para se matricular em um curso específico que ajude a aumentar o valor do seu currículo. 

“Um curso que tem a ver com o seu trabalho pode te ajudar a ter uma promoção ou a aumentar a sua renda futura. Você pode suprir uma necessidade imediata da sua empresa, se fizer sentido para sua carreira. Por exemplo: se a empresa precisar de alguém que saiba usar planilhas de forma avançada, você pode ser essa pessoa se apostar nessa qualificação mais rápida”, explica Ângela. 

Não precisa ser nada muito complicado. Hoje, existem várias plataformas digitais de educação que oferecem cursos específicos, rápidos e de baixo custo. O retorno desse investimento pode não ser imediato, mas aproveitar esse dinheiro extra para se profissionalizar ainda mais eleva seu valor de mercado. 

E se eu estiver desempregado? O que fazer com a restituição? 

Se você está desempregado, é preciso pensar duas vezes antes de usar o dinheiro da restituição. Segundo as especialistas, primeiro, analise as suas contas. Você tem uma reserva de emergência e já está usando? Ou não tem reserva alguma? Esse dinheiro consegue cobrir quanto tempo das suas despesas? 

“Se essa pessoa não está no desequilíbrio, ela está perto de ficar. Então, ela precisa considerar que esse dinheiro é para priorizar o pagamento de algumas despesas básicas. Se o valor for equivalente a um mês do seus custos, por exemplo, é preciso fazer ajustes para ele durar mais tempo”, afirma a professora Danielle. 

E a reserva de emergência? 

Para quem não tem dívidas, está empregado, mas ainda não tem a reserva de emergência, usar o dinheiro da restituição para começar a montá-la é uma alternativa. 

Aqui, não tem uma regra fixa: dependendo do valor, você pode pegar esse dinheiro e usar uma parte para acelerar uma meta, outra parte para se qualificar e uma terceira parte para começar a sua reserva? Pode. Tudo depende de como estão as suas contas e o que é prioridade para você. 

“Você pode usar esse dinheiro para fazer a sua reserva de emergência, mas priorizá-la é uma decisão sua. E isso pode depender da estabilidade da sua renda. Um servidor público, por exemplo, não tem muito risco de ser demitido. Já uma pessoa que trabalha em uma empresa privada tem”, afirma a professora Danielle.  

Apesar de ser uma decisão individual, as especialistas reforçam a importância de se ter uma reserva de emergência. Esse colchão financeiro é aquele dinheiro que você só vai usar para situações de urgência. Em geral, ele deve representar de seis meses a um ano do seu custo médio mensal. 

Veja aqui como montar uma reserva de emergência e onde deixá-la. 

Posso usar a restituição para começar a investir? 

Como todos os outros caminhos, este também depende de muitos fatores. Se você não tiver dívidas, se suas contas estiverem organizadas e a reserva pelo menos iniciada, dá, sim, para usar o dinheiro da restituição para começar a investir.  

“Vale a pena colocar na renda fixa se você não tiver sua reserva toda montada ainda, para alguma meta de curto prazo, como uma viagem de férias ou formatura, por exemplo. Se você quiser entrar na renda variável, coloca bem pouquinho para experimentar. Mas lembre-se de que é preciso conhecer seu perfil de investidor antes e entender o ativo que você está investindo”, alerta Ângela Tosatto. 

Mesmo se você tiver toda a reserva montada e organizada, a analista não recomenda colocar todo o dinheiro da restituição do Imposto de Renda na renda variável. “Não coloca tudo, principalmente se você não conhece”, reforça. 

Quero usar a restituição para consumir mesmo: tudo bem? 

Essa resposta é você quem dá. Em finanças, nem tudo é objetivo de médio e longo prazo. Quem está com o orçamento em dia pode, sim, usar o dinheiro da restituição para consumir. Tudo depende daquilo que é importante para você. 

Ou seja, se suas contas estão equilibradas e sua reserva de emergência montada, comprar aquele produto ou serviço que você quer tanto não vai provocar um desastre no seu orçamento. 

“A gente tem que pensar no futuro, mas você não pode ser escravo dele e deixar de comprar alguma coisa quando tem dinheiro. Você pode se presentear com algo que goste, trocar de celular, ir a um show.”  

Ângela Tosatto, da NuInvest

Essa concessão não vale, porém, para quem tem dívidas ou está desorganizado. 

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