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Quanto custa casar? O que você precisa saber antes de dizer sim

A cerimônia e a festa são só a cereja do bolo. Quem deseja se casar precisa estar atento aos gastos e à burocracia que envolvem esse dia especial. Saiba como se planejar financeiramente para o seu casamento.



ilustração de duas mãos e uma caixinha com anel de noivado dentro. O fundo é roxo e tem brilhinhos

Amar alguém a ponto de querer passar o resto da vida ao lado dessa pessoa. Às vezes, isso acontece de repente e até sem muitos planejamentos. Dados de 2018 do Instituto Nacional de Estatísticas do Reino Unido (ONS, na sigla em inglês) indicam que o número de casais que moram juntos está ultrapassando o de casais oficialmente casados e de famílias com um dos pais, após um aumento de mais de 25% entre 2008 e 2018.

Mas, em vários outros casos, casar de “papel passado”, com direito a cerimônia, festa, comes, bebes, registros em fotos e vídeos, na presença de amigos e familiares, é um sonho a ser realizado. 

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Segundo o Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM), o número de casamentos voltou a crescer após o aumento de vacinados contra a Covid-19 no Brasil. O instituto informa que entre janeiro e setembro de 2021 houve uma alta de 29% nos enlaces, sendo o mês de abril o mais significativo, com um salto de 130%.

E não para por aí. Ainda neste primeiro semestre de 2022, estima-se que o número de casamentos salte 47% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com um levantamento realizado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen).

Se você está pensando em se casar, saiba que o amor que vocês sentem um pelo outro é elemento fundamental, sim, porém não basta para fazer esse dia acontecer.

Da escolha do traje ao número de convidados e comidas servidas na festa, tudo envolve dinheiro (e até um pouco de burocracia, em alguns casos). Por isso, é importante se planejar financeiramente antes de formalizar a união.

Abaixo, veja como se organizar para a hora do tão aguardado “sim”. 

Quanto custa casar?

Uma resposta sincera é: depende. Ou seja, vai depender do lugar, do número de convidados, da data e buffet escolhidos, por exemplo.

Noivos de Goiânia, Goiás, chegam a pagar quase R$ 20 mil a mais para celebrar o casamento em comparação a noivos de Rio Branco, no Acre, segundo dados do Relatório Global de Casamento. O estudo aponta ainda que enquanto casais da região Norte gastam, em média, R$ 24.750 para a realização do casamento, os noivos da região Centro-Oeste desembolsam cerca de R$ 44.352 com a realização do evento. 

Confira a seguir quanto custa casar em cada região do Brasil.

Na maioria das vezes, os gastos envolvem contratação de nove fornecedores, em categorias como locação do espaço, contratação de buffet, decoração, música, roupas e beleza, etc, ainda segundo o estudo.

O que é preciso para casar no civil?

O casamento no civil é um momento muito importante na vida do casal. Afinal, é assim que a união se torna oficial perante a Justiça. Mas, por ser um processo burocrático, é comum surgirem dúvidas.

É essencial prestar atenção aos detalhes, como os documentos exigidos, prazos, testemunhas necessárias e regras para a realização do casamento, seja no cartório ou fora dele. 

Antes de mais nada, os noivos precisam conversar sobre o regime de bens que irão escolher. Esse processo existe para definir na Justiça como o casal irá administrar seus bens após a união. Dependendo da decisão, será necessário um passo anterior à entrada no casamento civil.

1. Comunhão parcial de bens

É quando todos os bens adquiridos após o casamento serão do casal.

2. Comunhão total de bens

Nesta opção, todos os bens atuais de cada um e os adquiridos depois do casamento irão pertencer ao casal. Se esta for a alternativa escolhida por vocês, será necessário comparecer a um Tabelionato de Notas para fazer uma escritura antes de dar entrada no casamento civil.

3. Separação total de bens

Na separação total de bens cada um possui seus próprios bens antes e depois do casamento, que irão permanecer como propriedade individual. Aqui, também é preciso ir ao Tabelionato de Notas.

4. Participação final nos aquestos (bens adquiridos juntos)

A participação final dos aquestos é semelhante à separação total de bens mas, caso haja divórcio, os bens adquiridos durante o casamento serão divididos igualmente para ambos os lados – ou seja, metade para cada um.

Quais os documentos necessários para o casamento no civil?

Para iniciar o processo do casamento civil, os noivos devem comparecer ao cartório escolhido em no máximo 60 dias e, no mínimo, 30 dias antes da cerimônia, para pedir a habilitação do casamento.

Nessa primeira ida ao cartório, os noivos irão receber as orientações sobre o retorno com os padrinhos e todos os documentos solicitados. Vale dizer que eles variam de acordo com o estado civil dos noivos. Veja detalhes abaixo.

Noivos solteiros

  • Documento de identificação dos noivos (RG, CNH, passaporte, Carteira da OAB, CRM, CRECI, etc) – cópia original e autenticada;
  • CPF original;
  • Certidão de nascimento original de ambos.

Noivos divorciados

  • Documento de identificação dos noivos (RG, CNH, passaporte, Carteira da OAB, CRM, CRECI, etc) – cópia original e autenticada;
  • CPF original;
  • Certidão de nascimento original de ambos;
  • Certidão de casamento anterior com registro do divórcio;
  • Cópia de sentença ou escritura pública de divórcio (é importante comprovar se houve ou não partilha de bens. Caso esse documento não esteja disponível, a separação de bens será obrigatória).

Noivos viúvos

  • Documento de identificação dos noivos (RG, CNH, passaporte, Carteira da OAB, CRM, CRECI, etc.) – cópia original e autenticada;
  • CPF original;
  • Certidão de nascimento original de ambos;
  • Certidão de casamento do primeiro matrimônio;
  • Certidão de óbito do cônjuge falecido;
  • Certidão de inventário e partilha (caso a pessoa  falecida tenha deixado bens e filhos).

Serão necessárias, pelo menos, duas testemunhas no cartório. E elas devem ser maiores de 18 anos.

Quanto custa casar no civil?

Alerta de boa notícia: segundo o Código Civil, a celebração do casamento civil é gratuita. O que é cobrado é uma taxa no Cartório de Registro Civil referente aos custos do processo de habilitação e registro da união.

Essa taxa varia de acordo com cada Estado e é atualizada anualmente. Na tabela da Anoreg (Associação dos Notários e Registradores do Brasil), é possível conferir os preços em todo o Brasil. Ao acessar a página do seu Estado, procure pela tabela de oficiais do registro civil.

Em São Paulo, por exemplo, atualmente um casamento realizado na sede do cartório, bem como em cerimônia religiosa com efeitos civis sai por cerca de R$ 483,58. O mesmo valor é cobrado para conversão de união estável.

Como solicitar casamento gratuito no civil?

Segundo o Artigo 1.512 do Código Civil, o casamento civil é gratuito quanto às taxas, registro e primeira via da certidão de casamento. No entanto, o casal precisa declarar pobreza sob as penas da lei: Art. 1.512. Isso pode ser feito no próprio cartório. Essa declaração não precisa ser um formulário ou ter formato padronizado, podendo ser manuscrito.

Casamento religioso: prepare o bolso (e os documentos)

O casamento religioso (em uma igreja católica, por exemplo) não chega a ser tão burocrático quanto o casamento civil, porém, existem algumas exigências. Cada igreja tem suas próprias regras, por isso, o primeiro passo é procurar se informar no local em que pretendem se casar, saber quais são os documentos e o processo para evitar transtornos no grande dia.

Um casamento na igreja pode custar entre R$ 600 e R$ 10 mil, dependendo da igreja e data  escolhidas. Vale dizer que esses valores se referem ao aluguel e reserva da data – não incluem decoração, músicos e outros gastos.

A assessoria de casamento não é algo obrigatório, mas pode fazer uma grande diferença para a organização de tudo. Esse serviço tem como objetivo, como o próprio nome sugere, assessorar os noivos em todo o planejamento da festa.

O valor de uma assessoria de casamento pode ficar entre R$ 3 e R$ 30 mil, dependendo do tamanho do evento.

Documentos necessários para casar na igreja

  • Transferência de paróquia – necessária quando o casamento será em uma paróquia diferente da que um dos noivos frequenta;
  • Cópias autenticadas do RG e CPF do casal;
  • Certidão de batismo dos noivos;
  • Cópia de comprovante de residência;
  • Certificado do curso de noivos (normalmente oferecido pela própria paróquia);
  • Carta do padre e cópia da identificação presbiteral (caso não seja o padre da própria paróquia);
  • Comprovante de pagamento de taxa;
  • Declaração da entrada do processo no casamento civil; comprovante de primeira comunhão e crisma (se os noivos tiverem);
  • Ficha de duas testemunhas – que não podem ser pai, mãe nem menores de 18 anos  , contendo nome, profissão, idade, RG, estado civil, nacionalidade e endereço completo das testemunhas;

Importante: essa documentação deverá ser apresentada três meses antes da data do casamento.

Para outros estilos de cerimônia, também é cobrado um valor. Para celebrar um casamento fora do cartório, o juíz de paz cobra uma taxa. Assim como o mestre de cerimônia. O preço varia entre R$ 300 e R$ 600, dependendo do que será feito.

Organização de casamento: como se planejar para o grande dia?

As emoções costumam estar à flor da pele durante o período de preparação do casamento. Para evitar dores de cabeça, é fundamental ter um planejamento financeiro. Assim, no grande dia, só terá espaço para sorrisos e muita emoção.

E atenção: tudo deve estar pago até a data do seu casamento. 

Um levantamento feito pela plataforma Casamentos.com.br aponta que “os casais não desejam se casar a qualquer custo”. Baseados em 300 mil entrevistas, as informações mostram que os principais recursos que financiam um casamento são: poupança e economias pessoais (56%), pagamentos parcelados (48%) e ajuda de familiares (30%). 

Cerca de 10% dos casais consideram efetuar o pagamento de alguns gastos com o dinheiro recebido como presente. Apenas 3,3% dos noivos responderam que existe a possibilidade de solicitar um empréstimo para pagar o casamento.

Com a palavra, a especialista

Ouvir de quem realmente entende do assunto pode ajudar a perceber qual caminho seguir. Segundo a assessora de eventos Denise Amgarten, o pontapé inicial do planejamento é definir o estilo do casamento e a quantidade de convidados. “Isso reflete na escolha do local, que é primordial”, diz ela. “De repente você pega um lugar de mini wedding que comporta 100 pessoas, e se quiser aumentar para 150 não vai caber”, complementa.

Atualmente, vários salões e espaços de eventos fecham contrato com um pacote, já com alguns itens incluídos, como buffet, cabine de foto, banda ou DJ, por exemplo. Nesse caso, o cálculo é por pessoa, e não por profissional. Se você não se encaixa nesse cenário, Denise orienta:

“A prioridade deve ser local, buffet, música (se vai ser banda, dupla), definir o estilo do casamento, fotógrafo e decoração”, diz. “Seguidos dos itens menores, como cabelo, maquiagem, traje, dia da noiva ou do noivo. E, por último, os detalhes, que são os produtos de papelaria, itens personalizados e lembrancinhas”.

Tá, mas e os valores?

Guarde isso: além de conhecer seu “público” (convidados), os noivos precisam levar em consideração seus próprios gostos e valores disponíveis. De acordo com a assessora de eventos, é dessa forma que o casal vai decidir o que oferecer. “Dependendo do que for decidido, é possível encontrar pacotes completos em São Paulo por R$ 20 mil. Mas em alguns espaços o mínimo cobrado é de R$ 70 mil”, diz ela.

7 dicas para se planejar para o casamento

  1. Conversar sobre dinheiro: Realizar o sonho de se casar – infelizmente – não é de graça e, às vezes, pode pesar no bolso. Por isso, é importante que o casal converse sobre dinheiro. Afinal, o conhecido clichê é, mesmo, verdade: o combinado não sai caro;
  2. Definir um orçamento total para o evento: Começar a organizar o casamento sem ter isso estabelecido pode levar os noivos a gastarem mais do que imaginaram inicialmente;
  3. Saber o quanto cada um pode disponibilizar para a data: De onde vai vir o orçamento para a festa? Com quanto cada um vai poder colaborar e com que frequência?;
  4. Buscar referências com conhecidos: Converse com amigos e familiares que já se casaram. Às vezes a indicação é boa e pode funcionar para você também;
  5. Fazer um plano de investimento: Mantenha investido o dinheiro separado para os pagamentos da cerimônia e festa;
  6. Pesquisar fornecedores diferentes: Procure e escolha serviços que cabem no seu bolso;
  7. Usar planilhas de gastos: Ter os gastos listados e organizados, além de permitir mais visibilidade de tudo que precisa ser feito, ajuda a controlar o orçamento.

Dica extra: lembre-se de curtir cada momento. Afinal, eles são únicos e ficarão para sempre na memória de vocês.

Pix como presente? 

As tradições de “passar a gravata do noivo” para recolher dinheiro dos convidados ou mesmo presentear o casal com algum item físico tem sido cada vez mais deixadas de lado nas comemorações desde que o Pix surgiu, em novembro de 2020.

Isso porque, na visão de muitos casais, o meio de pagamentos é uma opção mais segura e que oferece mais liberdade para os noivos.

“Se ganhamos uma geladeira, por exemplo, pode ser que a gente não consiga trocar. Ou se somos presenteados com algum objeto que não é tanto assim a nossa cara, não tem muito o que fazer”, dizem Gabriela, 28 anos, engenheira de produção, e João Pedro, 29 anos, comprador sênior, da cidade de Limeira, interior de São Paulo, que têm casamento marcado para o mês de julho de 2022.

“Já com o dinheiro transferido, além de ir direto para a conta escolhida, já podemos destinar para a viagem de lua de mel”, concluem.

Para Ana Luisa, 26 anos, professora, e Matheus, 28 anos, locutor, que casaram em dezembro de 2021, disponibilizar o Pix para os convidados transferirem uma quantia tiveram dois motivos principais: escapar das desculpas e constrangimentos, e evitar as taxas cobradas pelos sites de casamento.

“Às vezes a pessoa não tem dinheiro no dia do casamento ou mesmo pretende contribuir com um valor que faz sentido para ela, e se for uma quantia considerada pequena (perto daqueles que contribuem com valores altos), pode gerar um desconforto”, contam. 

“E sempre tem aqueles que, para não contribuir, inventam desculpas, como esqueci a carteira em casa. Bom, talvez você tenha o celular em mãos”, riem. “Já no site do nosso casamento, era possível escolher algo da lista para nos presentear (e receberíamos o valor equivalente em dinheiro), porém, era cobrada uma taxa de 3%. E com o Pix não tem taxa nenhuma”.

A verdade é que não tem receita pronta e nenhum casamento é igual ao outro. O mais importante de tudo é aproveitar cada processo e decisão tomada em conjunto. Além disso, tenha em mente que esse dia deve ser, sobretudo, especial para quem está se casando. 

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