Pular navegação

Como sair das dívidas? Entenda qual conta pagar primeiro quando você não consegue pagar tudo

O número de brasileiros endividados só cresce. Aprenda com métodos e passo a passo para a bola de neve das dívidas não ficar maior, e saiba como priorizar e pagar as contas.
|
Imagem padrão

Conta de luz atrasada, fatura do cartão de crédito estourada, saldo negativo no banco, conta pendurada no mercadinho. Se essa é a sua realidade, ou parte dela, você não está sozinho. Milhões de pessoas acordam todos os dias pensando em como sair das dívidas.

Cartão de crédito, carnê, financiamento de carro e casa, empréstimos e cheque especial são as principais dívidas dos brasileiros. Em 2026, mais de 83 milhões de brasileiros têm alguma dívida em atraso, segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa. Já a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), mostra que 29,9% das famílias estão com contas atrasadas no mês e que 82% têm dívidas, o maior nível da série histórica. 

O endividamento chegou também às contas essenciais, como luz, água e gás, o que torna o assunto ainda mais importante.

Entenda, neste artigo, como priorizar uma dívida quando você não tem como pagar tudo.

Qual dívida devo pagar primeiro?

Quando o dinheiro não dá para tudo, a regra geral é considerar primeiro as contas essenciais e, depois, as dívidas com os juros mais altos. Na seguinte ordem:

  1. Contas essenciais: água, luz, gás e moradia. Entram também as contas que garantem a sua renda, como a internet, se você trabalha com ela.
  2. Dívidas com os juros mais altos: normalmente, o rotativo do cartão de crédito, o cheque especial e o empréstimo pessoal sem garantia. Quanto maior a taxa, mais rápido a dívida cresce.
  3. Demais dívidas: enquanto isso, procure manter pelo menos o valor mínimo ou uma parcela negociada em cada uma.

Duas exceções importantes: dívidas com garantia (como financiamento da casa ou do carro) e dívidas prestes a ter uma consequência grave, como corte de serviço, merecem atenção antes que o prazo estoure. E quem te ajudou sem cobrar juros, como um parente ou o dono do mercadinho, merece uma proposta de pagamento parcelado.

Esse critério, de atacar primeiro os juros mais altos, é a base do método avalanche. Confira abaixo como ele funciona e como comparar com o método bola de neve.

Primeiro passo: livre-se da culpa 

Quem tem dívidas, sabe: elas não afetam apenas o bolso, mas também a mente e a rotina. É difícil dormir, se concentrar, trabalhar, sair e se relacionar com amigos e família. Essas consequências foram apontadas em estudo da Serasa: 62% dos endividados afirmam que as dívidas afetam a relação com os parceiros, 85% têm insônia por causa delas e 88% dizem sentir vergonha dessa situação.  

"O endividamento tem um peso emocional muito grande. Não é uma questão fácil e traz sofrimento. Encarar a própria realidade passa por um processo interno de autoconhecimento e de autocuidado. Quem tem dívida tem o seu futuro comprometido porque não consegue fazer planejamento de longo prazo, até de coisas mais simples, por isso sente essa culpa", afirma a economista Regiane Vieira, da consultoria Reconomizar.

Esses sentimentos negativos são ignorados no planejamento para sair do endividamento. Contudo, eles devem ser os primeiros a serem trabalhados, segundo a economista.

"As pessoas endividadas querem resolver tudo sozinhas e evitam olhar para o tamanho da dívida, porque sentem essa culpa. Mas isso só piora a situação", diz. 

Esses sentimentos negativos geram uma ansiedade tão grande que podem fazer você se enrolar ainda mais. Por exemplo: na pressa de querer pagar tudo, você pega um empréstimo sem fazer as avaliações necessárias e acaba pagando mais juros do que precisava. 

Por isso, antes de pensar em qual conta pagar primeiro e como sair das dívidas, você precisa respirar e se livrar da culpa. Como fazer isso? Entendendo que o motivo desse caos nas contas não se resume à falta de organização e planejamento financeiro.  

Como assim?  

Fatores externos também pesam nessa conta. O desemprego atinge 5,3% em agosto de 2026, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a renda média de R$ 2.264. Mas média não é realidade para todo mundo: nos domicílios que recebem Bolsa Família, por exemplo, a renda per capita foi de R$ 774.

Quem tem alguma renda ainda precisa enfrentar uma inflação de 4,58% em 12 meses, segundo dados do IBGE. Na prática, isso significa que R$ 100 de um ano atrás valem cerca de R$ 95,60 hoje. Isso sem contar os juros e a taxa Selic em 13,75% ao ano, um patamar ainda alto, que deixa aquele seu boleto financiado mais caro.

Todos esses números ajudam a explicar o que muita gente sente no bolso: mesmo com mais gente trabalhando, o dinheiro que cai todo mês (quando cai) muitas vezes não rende, não acompanha o custo de vida e não dá conta de pagar os boletos. Além disso, essas contas continuam chegando com valores altos e comprometem uma fatia grande do orçamento. 

"O endividamento não é meramente falta de educação financeira, ele é falta de educação financeira aliada a questões estruturais que limitam o crescimento patrimonial das pessoas. Educação financeira não resolve questões estruturais, mas reduz a vulnerabilidade pessoal", afirma Regiane Vieira. 

Ou seja, se você está batendo a cabeça para entender como sair das dívidas e se culpando por elas, calma: tem muita coisa acontecendo que não está no seu controle, mas que afeta sua renda e seus boletos. 

Isso não significa que você deve ficar parado, esperando a situação externa melhorar. A ideia é deixar o emocional mais de lado para ser racional na hora de focar naquilo que você consegue controlar para sair das dívidas. O próximo passo é avaliar qual conta pagar primeiro.

Isso não significa ficar parado. A ideia é deixar o emocional de lado e ser racional. Comece listando tudo o que você deve.

Antes de seguir, assista ao vídeo para entender a diferença entre estar endividado e com "nome sujo".

https://www.youtube.com/watch?v=7s6BYEMgHZw

Como priorizar as dívidas e contas atrasadas? 

Liste todas as dívidas e contas atrasadas, inclusive a conta de luz vencida, o dinheiro que você pegou emprestado de algum parente e a compra pendurada no mercadinho. Ao lado de cada uma delas faça anotações conforme a tabela a seguir.

O que anotar em cada dívida

InformaçãoO que anotar
CredorPara quem você deve: banco, financeira, loja, parente, dono do mercadinho
ValorValor contratado, quanto já pagou e quanto falta. Essencial em dívidas parceladas
PrazoHá quanto tempo está atrasada e, em financiamentos, quantas parcelas restam
Juros e multaQuanto você paga de juros em dia e depois do vencimento. Bancos e financeiras são obrigados a informar; se não souber, pergunte ao credor. Dívidas com parentes e conhecidos geralmente não têm juros
Possibilidade de pausaAlgumas instituições permitem pausar parcelas, por exemplo em caso de desemprego. Consulte o credor
Comprometimento da rendaQuanto a parcela representa do que você ganha (cálculo abaixo)

Como calcular o comprometimento da renda:

Dívida [dividido pela] Renda = Comprometimento [vezes] 100 

Exemplo: R$ 200 / R$ 2.000 = 0,1 x 100 = 10%

Consequências de não pagar cada dívida

Além dos juros, cada dívida tem consequências diferentes. Mapeie as de cada uma antes de decidir a ordem de pagamento:

Por exemplo: se você não pagar a conta de luz ou de água, e o vencimento dessas contas superar os 90 dias, o serviço pode ser cortado. No caso do financiamento imobiliário, a legislação permite que o banco credor peça a casa de volta após três parcelas em atraso. O mesmo prazo pode ser aplicado ao financiamento do carro. Tudo isso e outras consequências da inadimplência.

Em resumo, estar com o nome negativado dificulta principalmente conseguir crédito com juros atrativos e limita sua capacidade de negociação com as instituições financeiras. 

Revise o orçamento antes de negociar

Depois de fazer um raio-x das suas dívidas e das consequências de não pagar cada uma, é hora de rever o seu orçamento. Essa é a etapa que mais se pula e a mais importante: sem ela, as chances de não conseguir pagar o que for negociado, ou de voltar a se endividar, são grandes.

"Não adianta negociar se você está desorganizado. Você precisa ter alguma previsibilidade de renda para pagar as parcelas daquilo que você vai negociar", explica Ângela Tosatto. 

Veja aqui como fazer um planejamento financeiro. 

Desemprego, inflação e juros altos contribuem para aumentar o número de inadimplentes.

As especialistas afirmam que quem está endividado precisa reduzir os gastos. É claro que essa redução só é possível para quem tem alguma margem para fazer isso e não se aplica a quem está em situação de vulnerabilidade social – ou seja, quem não tem dinheiro nem para o básico. 

Como planejar cortes de gastos?

Esforço coletivo: todo mundo da casa precisa estar comprometido com essas reduções. Caso contrário, essa estratégia não vai funcionar.

Tamanho do comprometimento da renda com a dívida: quanto maior o peso total da dívida, maiores serão os cortes. 

O que é importante para você versus o peso da dívida: se aquele café da padaria é importante para você e te faz feliz, tente não cortar. Contudo, é importante comparar esse prazer com a dor de cabeça que a dívida está te dando. Quem vai decidir o que é mais importante é você.

Prazo de validade: se você decidir por cortes maiores, inclusive aquele café da padaria, eles precisam ter prazo de validade. Só é possível sustentar um planejamento financeiro super enxuto, e sem prazeres, por prazos muito curtos. Lembrar que uma hora isso vai acabar ajuda a manter esse orçamento temporário nos trilhos. Assim que for possível, retome aquele consumo que te faz feliz, mas sempre de forma planejada.

"Não pode cortar o lazer infinitamente. É importante que a família como um todo entenda por que ela está cortando e o prazo. Tudo isso de maneira planejada, sugere Regiane. 

Para saber qual dívida pagar primeiro, você precisa fazer um raio-x de todas as suas contas.

O que pagar primeiro? Passo a passo

Com o raio-x e o orçamento prontos, siga a ordem:

1. Contas essenciais

Comece pelas contas essenciais, mesmo que você tenha uma dívida grande no cartão ou um empréstimo com juros altos. As primeiras dívidas que você precisa pagar são as contas essenciais, como as de água, luz e gás. 

Se ao pagar essas contas básicas não sobrar muita coisa para quitar as outras dívidas, a recomendação é reduzir o consumo desses boletos básicos, mas não deixar de pagá-los. 

Dentro dessa conta também devem entrar aqueles boletos que ajudam na geração de renda. Por exemplo: se você usa internet para trabalhar, essa conta deve ser priorizada. Se esse boleto está vindo muito alto, negocie, mas não deixe ele de lado.

2. Dívidas com os juros mais altos

Depois das essenciais, priorize as dívidas mais caras, mesmo que o valor não seja alto. É o caso da fatura atrasada do cartão de crédito (rotativo) e do cheque especial, que estão entre as taxas mais altas do mercado. O cheque especial tem limite de juros definido pelo Conselho Monetário Nacional, e o rotativo não tem um teto equivalente, o que reforça a urgência de tratar essas dívidas. Negocie antes de completar 30 dias de atraso, para evitar a negativação.

3. Demais dívidas: da taxa mais alta à mais baixa

Agora, sim, vem aquelas dívidas com os juros maiores. Mesmo se o valor desses boletos não for alto, coloque eles na sequência. É o caso da fatura atrasada do cartão de crédito ou o cheque especial, que têm os juros mais caros do mercado. 

Aqui vale a regra de não deixar aquele prazo de 30 dias após o vencimento estourar. Fique de olho e negocie antes para não ter o seu nome em listas de inadimplentes.

Por fim, na sequência vem aquelas contas que estão comendo boa parte da sua renda, mas têm taxas de juros mais baixas. 

Método avalanche e bola de neve: qual escolher?

Depois de definir a ordem, você pode usar um método para organizar o pagamento. Os dois mais conhecidos são o avalanche e o da bola de neve. Em ambos, você continua pagando o valor mínimo ou a parcela combinada em todas as dívidas e concentra o dinheiro extra em uma delas por vez.

O que é o método avalanche?

No método avalanche, você ordena as dívidas da maior para a menor taxa de juros e concentra o dinheiro extra na primeira. Quando ela é quitada, o valor que ia para ela passa para a próxima da fila. É o método que costuma gerar a maior economia de juros, e o mesmo critério da nossa resposta rápida.

O que é o método bola de neve?

No método bola de neve, você ordena as dívidas do menor para o maior saldo devedor e quita primeiro as menores. Cada dívida quitada dá uma sensação de progresso, o que ajuda a manter a motivação. O ponto de atenção é que, se as dívidas menores tiverem juros baixos, você pode pagar mais juros no total.

Comparação Avalanche x Bola de neve

CritérioAvalancheBola de neve
Ordem de pagamentoMaior taxa de juros primeiroMenor saldo devedor primeiro
FocoEconomia de jurosMotivação e vitórias rápidas
Custo totalGeralmente menorGeralmente maior
Ideal para quemQuer pagar menos juros e tem disciplinaPrecisa de resultados rápidos para não desistir
AtençãoA primeira dívida pode demorar a ser quitadaPode adiar dívidas com juros muito altos

Confira no quadro a seguir um exemplo prático com valores fictícios, considerando ter quatro dívidas e R$ 300 por mês disponíveis:

DívidaSaldoJuros ao mêsOrdem no avalancheOrdem no bola de neve
Fatura do cartão (rotativo)R$ 1.50012%1º3º
Cheque especialR$ 8008%2º2º
Empréstimo pessoalR$ 4.0005%3º4º
Carnê de lojaR$ 3003%4º1º

Em ambos os métodos, você paga a parcela mínima ou combinada de todas e usa o restante na dívida da vez. No avalanche, o foco vai para o cartão; no bola de neve, para o carnê de R$ 300, que é quitado mais rápido.

Qual método escolher?

Se você quer pagar menos juros, é mais apropriado usar o método avalanche. Se já tentou e desistiu ou precisa de motivação, pode começar pelo bola de neve. Uma outra alternativa é combinar os dois: quite primeiro uma dívida pequena, para ganhar ritmo, e depois siga a ordem por juros.

Pago uma dívida por vez ou ao mesmo tempo? 

Nenhum dos dois métodos manda parar de pagar as outras dívidas. A ideia é pagar um pouquinho de cada uma todo mês, de forma parcelada, e concentrar o excedente na dívida da vez, sempre de olho nos prazos para evitar as consequências mais pesadas.

O valor mensal que sobra depois da revisão do orçamento é o seu limite. Pode parecer pouco, mas respeitá-lo evita que você se enrole de novo. Só depois de definir esse limite você entra na fase de negociação.

As contas essenciais são a proteção básica de qualquer pessoa e precisam ser priorizadas.

Como negociar dívidas? 

Você já sabe por qual dívida começar a negociar. Siga a sequência de prioridades para escolher por qual dívida começar. Confira dicas para uma boa negociação:

  • Você quer pagar e o credor quer receber: não se esqueça de que a pessoa e a empresa para quem você deve tem tanto interesse em receber esse dinheiro de volta como você tem de pagar. Ou seja, tenha em mente que negociar é interessante para o outro lado também. 
  • Leve tudo anotado: não tente lembrar todo o planejamento que você fez de cabeça. Todo aquele raio-x e a revisão do seu orçamento devem estar nas suas mãos, anotado, seja em papel ou aplicativo. Você vai usar o raio-x da dívida que está negociando. 
  • Respeite seu limite mensal disponível para pagar essa conta: se você tem três dívidas para pagar e R$ 300 disponíveis por mês, por exemplo, a parcela de cada uma precisa ser de R$ 100. Em uma negociação, pode haver uma pressão para um valor mensal maior. Não ceda. Respeite o seu orçamento. 
  • Fique de olho nos juros: cuidado na hora de parcelar uma dívida. Os juros do parcelamento devem ser menores que os que você pagava antes. Não olhe só a parcela e o prazo: compare o valor total e o CET (Custo Efetivo Total).
  • Coloque o valor inicial da dívida e o que já pagou na mesa: se você pegou R$ 5 mil emprestados, já pagou R$ 4 mil, mas deixou a dívida rolar e ela acumulou, com juros, em R$ 6 mil, é hora de colocar na mesa o valor inicial e o que você já pagou. O importante na negociação é que o novo valor considere tudo o que foi pago.
  • Com entrada ou sem entrada? Cuidado com as contas e respeite o seu orçamento e o limite de renda para bancar as dívidas. Se você não tem dinheiro para pagar uma entrada, não se endivide para conseguir.
  • Ficou muito complicado, pegue a proposta e pense: não caia na pressão e na ansiedade de assinar um contrato de negociação na hora. Se você precisar de mais tempo para entender as contas, leve a proposta para casa. Só não demore a responder: as propostas de negociação podem mudar de um dia para o outro.

Como sair das dívidas mais rápido? 

Só dá para acelerar o pagamento das dívidas com o aumento da sua renda. A ideia de fazer renda extra é muito romantizada e vendida como algo fácil. Mas não é bem assim. Fazer isso depende de muitas coisas, como tempo, habilidade, disponibilidade e, muitas vezes, investimento inicial. 

Se você tem alguma habilidade ou tempo para vender, como dar aulas ou cuidar de pets, aproveite. Se não, foque no planejamento com a renda que tem.

Inclua no plano o dinheiro que pode entrar lá na frente: décimo terceiro, bônus e participação nos lucros. Use-o para adiantar parcelas, quitar uma dívida ou dar uma entrada maior.

"Dependendo do tamanho da dívida e do nível de renda, talvez não caiba tudo naquela fatia que você separou. Por isso, a gente planeja também as entradas. O que não posso fazer é refinanciar dívida sem previsão de renda", afirma Regiane. 

Dependendo da sua situação, existem os programas sociais nacionais ou do seu estado que podem ajudar a aumentar a fatia da renda destinada ao pagamento das dívidas.

Conheça aqui oito programas sociais e auxílios.

Check list: como sair das dívidas resumido

  • Liste todas as suas dívidas, considerando valores, prazos, credores, juros; 
  • Revise o seu orçamento; 
  • Priorize as dívidas seguindo a sequência: contas essenciais, dívidas com os juros mais altos e demais dívidas da maior para a menor taxa. Abra exceção para dívidas com garantia perto de consequência grave e para quem te ajudou;
  • Escolha o método avalanche (juros) ou bola de neve (motivação), ou combine os dois;
  • Estabeleça um limite previsível de dinheiro todo mês para quitar suas dívidas; 
  • Se puder, aumente a renda, ainda que de forma temporária; 
  • Aproveite todo dinheiro extra para adiantar parcelas ou para juntar dinheiro para quitar alguma dívida em feirões de desconto.

Perguntas frequentes

Vale a pena pedir um empréstimo para pagar dívidas?

Só vale se o novo crédito tiver juros e CET (Custo Efetivo Total) menores que os da dívida atual e se a parcela couber no orçamento. Caso contrário, você pode aumentar o problema. Saiba mais sobre o assunto.

Como negociar dívidas sem cair em golpe?

Negocie apenas pelos canais oficiais do credor ou pelos programas do governo em sites que terminam em gov.br. Desconfie de cobranças por links ou mensagens não solicitadas e nunca pague taxas antecipadas para "liberar" uma renegociação.

Como sair das dívidas ganhando pouco?

Liste todas as dívidas, revise o orçamento para descobrir quanto sobra por mês, siga a ordem de prioridade, negocie parcelas que caibam nesse valor e use qualquer dinheiro extra, como o 13º, para antecipar parcelas. Evite novas dívidas durante o processo.

Qual dívida pagar primeiro?

Primeiro as contas essenciais, como água, luz, gás e moradia. Depois, as dívidas com os juros mais altos, como o rotativo do cartão, o cheque especial e o empréstimo pessoal sem garantia. Dívidas com garantia (casa ou carro) e com risco de consequência grave exigem atenção para não perder o bem.

Preciso pagar todas as dívidas ao mesmo tempo?

Não. O ideal é pagar um valor mínimo ou uma parcela combinada em cada dívida e concentrar o dinheiro extra em uma delas por vez, seguindo a ordem de prioridade.

Leia também 

Guia do planejamento financeiro: como fazer uma virada nas suas contas

Estou inadimplente, e agora? Quais são as consequências?

Vale a pena pedir empréstimos para quitar dívidas?

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

Navegue
    Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossaPolítica de Privacidade.Ao continuar a navegar, você concorda com essa Política.