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Pandemia fez número de MEIs no Brasil aumentar

Com o desemprego em alta no país, milhares de pessoas encontraram no microempreendedorismo individual uma fonte de renda.

No início de 2020, as previsões para a economia no Brasil eram otimistas. Então veio a pandemia de Covid-19: negócios tiveram que pausar suas atividades por meses, cerca de um milhão de empresas fecharam as portas e 13,4 milhões de pessoas terminaram o ano desempregadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE).

Ao buscar outras fontes de renda para se manter, muitos brasileiros encontraram no empreendedorismo uma alternativa – mais especificamente na figura do MEI.

O boom dos MEIs na pandemia

MEI, sigla para Microempreendedor Individual, é um modelo simplificado de empresa para quem trabalha por conta própria em atividades econômicas não regulamentadas por entidades de classe. Alguns exemplos são cabeleireiros, manicures, artesãos, pintores, vendedores de doces e donos de minimercados.

Em 2020, de aproximadamente 3,36 milhões de empresas abertas, cerca de 2,66 milhões eram MEIs – um crescimento de 8,4% no número de novos microemprendedores individuais em relação a 2019, segundo o Mapa de Empresas do Ministério da Economia.

Além disso, nos primeiros meses da pandemia, entre abril e julho do ano passado, o número de clientes Nubank que se tornaram MEIs aumentou mais de 60%, segundo o Data Nubank

Isso mostra que, em um momento em que o desemprego estava aumentando, muitas pessoas buscaram no empreendedorismo uma forma de se manter – especialmente os mais jovens.

Antes da pandemia, 27% dos novos microempreendedores individuais tinham menos de 25 anos, mas este número subiu para 30% em agosto de 2020.

Uma hipótese para esse fenômeno é a necessidade, entre os jovens, de encontrar uma fonte alternativa de renda em um cenário de desemprego em alta – dado que as oportunidades para pessoas com pouca ou nenhuma experiência ficaram ainda mais escassas.

Crescimento do delivery durante a pandemia

Com mais pessoas em casa para conter o avanço da Covid-19, o mercado de delivery explodiu. Entre janeiro e junho de 2020, os gastos com aplicativos de entrega de comida aumentaram 103%, de acordo com o app de gestão financeira Mobilis.

Novos empreendedores, então, viram nesse movimento uma oportunidade – o setor de alimentação foi um dos que mais ganhou MEIs desde que a pandemia começou. Em maio de 2020, quase um quinto dos novos Microempreendedores Individuais entre os clientes Nubank entraram nessa categoria, segundo o Data Nubank. 

Outro setor que atraiu novos MEIs na pandemia foi o de comércio varejista. Segundo o Data Nubank, a porcentagem de novos microempreendedores individuais nesta categoria subiu 8 pontos nos três primeiros meses de isolamento social, entre março e junho de 2020.

Veja outras descobertas da 4ª edição do Data Nubank

Este texto faz parte da missão do Nubank de lutar contra a complexidade do sistema financeiro para empoderar as pessoas – físicas e jurídicas. Com a conta PJ, queremos ajudar donos de pequenos negócios, empreendedores e autônomos a focarem no que realmente importa. Saiba mais.

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