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Quanto renderam poupança, Tesouro Direto, Bolsa e outros investimentos no 1º semestre de 2022?

Confira também o desempenho do bitcoin, do dólar, de CDBs e do ouro de janeiro a junho. E entenda o que esperar para o segundo semestre.



Veja o rendimento de investimentos que você conhece e entenda o que pode afetar o desempenho deles nos próximos meses.

Existe um ditado muito conhecido no mercado financeiro que diz: “rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura”. É verdade. Apesar disso, olhar o histórico de rendimento de um investimento pode ajudar quem investe ou está pensando em investir a entender melhor o comportamento de um ativo. 

Nesse sentido, quanto renderam os principais investimentos de renda fixa e de renda variável? No primeiro semestre de 2022, poupança, Tesouro Direto, CDBs, Bolsa, dólar, ouro e bitcoin sentiram os efeitos do que está acontecendo no Brasil e no exterior.

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Veja, abaixo, o rendimento desses ativos, entenda o que pesou em cada um deles e o que esperar do segundo semestre. 

Quanto foi o rendimento de investimentos de renda fixa?

Confira o desempenho dos principais investimentos de renda fixa de janeiro a junho de 2022, segundo dados levantados pelos analistas da NuInvest. 

InvestimentoRendimento
Poupança+2,91%
CDB 100% do CDI+5,36%
Tesouro Selic 2023+5,40%
Tesouro Selic 2024+5,48%
Tesouro Selic 2025+5,54%
Tesouro Selic 2027+5,95%
Tesouro IPCA 2024+6,04%
Tesouro IPCA 2026+5,18%
Tesouro IPCA 2035+0,04%
Tesouro IPCA 2045-5,91%
Tesouro prefixado 2023+4,76%
Tesouro prefixado 2024+0,92%
Tesouro prefixado 2025+0,16%
Tesouro prefixado 2026-1,87%
Tesouro prefixado 2029-4,19%
Fonte: Eduardo Perez, da NuInvest, com base na Calculadora do Cidadão, do Banco Central, e dados do Tesouro Nacional.
Títulos de curto prazo tiveram melhor desempenho do os de longo prazo.

O que afetou o desempenho da renda fixa?

Da lista dos investimentos mais populares do país, os de renda fixa foram os que apresentaram o melhor desempenho. Isso aconteceu por causa do aumento da taxa básica de juros, a Selic

Como assim? 

A Selic é a taxa de todas as taxas, e é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação do país. Quando ela sobe, as outras taxas de juros também sobem, como as de empréstimos, cheque especial, cartão de crédito, de financiamentos e também de alguns investimentos, principalmente os de renda fixa. 

De forma geral, quando a Selic sobe, o rendimento desses investimentos sobe também. Mas esses efeitos são diferentes, dependendo do ativo. Entenda o que influenciou o rendimento da renda fixa, segundo explica Eduardo Perez, analista de renda fixa da NuInvest. 

CDBs que acompanham o CDI, poupança e Tesouro Selic

Esses investimentos são afetados diretamente pela taxa Selic. A poupança rende conforme a regra abaixo:

  • Se a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic + taxa referencial;
  • Agora, se a taxa de juros estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês sobre o valor depositado + TR. 

Ou seja, à medida que a Selic sobe, a poupança rende mais. O mesmo vale para o Tesouro Selic, que também tem o rendimento amarrado à taxa de juros. Em outras palavras, quando os juros sobem, o desempenho da poupança e do Tesouro Selic ficam maiores. Esse foi o principal fator que impulsionou esses investimentos no primeiro semestre. 

O rendimento dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) que acompanham o CDI também subiu com a alta dos juros. O CDI acompanha de perto a evolução da taxa Selic. Por isso, quando os juros sobem, os CDBs que pagam o CDI também rendem mais.  

Tesouro IPCA e Tesouro prefixado 

O Tesouro IPCA e Tesouro prefixado de curto prazo tiveram um rendimento positivo e os de longo prazo renderam menos ou até tiveram desempenho negativo. Por que isso aconteceu? Por causa das expectativas, segundo Eduardo Perez, analista de investimentos da NuInvest.

“Os títulos de mais curto prazo se valorizaram porque nesse primeiro semestre a expectativa do mercado era de que a inflação melhoraria. Contudo, para o longo prazo, a expectativa é mais negativa”, explica. 

Na prática, essas expectativas mexem com os preços diários dos títulos. Eduardo Perez explica que o fato de o Banco Central elevar os juros passa uma mensagem positiva para o mercado: o BC está agindo para controlar a inflação. Isso elevou a confiança desse mercado e fez os preços dos títulos de curto prazo subirem. 

Contudo, as eleições, uma possível recessão na Europa e nos Estados Unidos e o aumento dos juros norte-americanos deixam o mercado menos otimista no longo prazo. Por isso, os preços desses títulos com vencimento lá na frente caíram no primeiro semestre.   

Quanto foi o rendimento de investimentos de renda variável? 

Confira o desempenho dos principais investimentos de renda variável de janeiro a junho, segundo dados levantados pelos analistas da NuInvest. 

InvestimentoRendimento
Ibovespa-5,99%
Dólar-5,70%
Ouro-1,26% (em dólar)
Bitcoin-56,81% (em dólar)
Fonte: Hugo Carone/NuInvest
Bolsa, ouro, dólar e bitcoin caíram muito no primeiro semestre de 2022.

Por que a Bolsa caiu no primeiro semestre de 2022? 

O Ibovespa é o principal índice da Bolsa brasileira. Ele representa as ações mais negociadas e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. É por isso que, para avaliar a Bolsa, todo mundo olha para o Ibovespa. 

No primeiro semestre de 2022, o Ibovespa caiu 6%. Segundo Hugo Carone, analista de renda variável da NuInvest, existem três fatores que explicam esse desempenho. 

1. Juros subindo em outros países, principalmente nos Estados Unidos

Segundo dados da B3, o investidor estrangeiro representa quase 25% das compras feitas na Bolsa brasileira. Quando eles começam a vender seus ativos e a sair da Bolsa, o Ibovespa tende a cair. Foi exatamente isso que aconteceu no primeiro semestre. 

E por que eles saíram? Porque os juros de países ricos, como os Estados Unidos, começaram a subir. 

Para os investidores, vale mais a pena investir em títulos públicos de uma economia forte, com risco praticamente zero de calote, do que colocar dinheiro em ativos de renda variável em um país considerado de maior risco e de muito sobe e desce, como é o caso do Brasil. 

É a velha história do “mais vale um passarinho na mão do que dois voando”. 

2. Inflação insistente 

Para o analista, os investidores estão preocupados com a inflação que segue em alta, apesar das elevações da Selic. Uma inflação alta demais por muito tempo não é saudável para uma economia. Em primeiro lugar porque afeta o poder de compra das pessoas. Além disso, fica difícil fazer planos de médio e longo prazo.

3. Volatilidade de anos eleitorais 

A economia funciona em ciclos, e alguns deles são conhecidos e até esperados. É o caso de anos de eleição presidencial. A cada quatro anos, espera-se uma oscilação maior da Bolsa. O motivo por trás desse sobe e desce mais intenso é a incerteza sobre os rumos que os candidatos vão adotar para a economia. 

Dólar: fluxo da moeda no país afetou cotação 

A moeda mais forte do mundo se desvalorizou frente ao real no primeiro semestre. Essa desvalorização foi de 5,70%. Mas, ao longo do semestre, a queda chegou a ser de 18%. 

O que está acontecendo com o dólar? Para Hugo Carone, o fluxo de investidores no Brasil foi o principal motivo. Esses investidores não são apenas os da Bolsa, mas também aqueles que compram títulos públicos. 

Como assim? Enquanto os Estados Unidos ensaiavam o aumento de juros, os investidores compravam títulos públicos brasileiros, que pagam altas taxas. Ou seja, nessa operação, entra dólar no país. Com mais dólares no mercado, a moeda norte-americana fica mais “barata”, ela se desvaloriza frente ao real. 

Contudo, o Fed, o banco central norte-americano, decidiu subir os juros pela primeira vez desde 2018, para a faixa de 0,25% e 0,50%. Quando isso aconteceu, o fluxo de dólar no país começou a sair porque os investidores preferem colocar o dinheiro numa economia forte, como a dos Estados Unidos, do que num país de risco, como é o caso do Brasil. 

“A partir do momento que o Fed agiu, parte desse fluxo foi embora. Isso desvaloriza o real frente ao dólar. Mas esse fluxo é especulativo”, afirma Carone. Nessa situação, o dólar se valoriza. Mas isso aconteceu no fim do semestre e não conseguiu contornar a queda da moeda dos últimos meses.

Bitcoin: queda das criptomoedas vai acabar? 

As criptomoedas sofreram no primeiro semestre de 2022. O chamado inverno das moedas digitais, ou seja, a queda das criptomoedas, chegou e deixou muitos investidores inseguros. Somente o bitcoin, principal moeda digital desse mercado, caiu 56% de janeiro a junho, e influenciou outras moedas. 

Essa é a primeira grande crise desse mercado e, segundo Hugo Carone, aconteceria em algum momento de qualquer jeito. O aumento dos juros nos Estados Unidos e a expectativa de uma possível recessão global influenciaram a queda do bitcoin e de todo o mercado cripto.  

“Em um momento de crise, você corre para o que é mais conhecido e seguro. Daí foi um efeito dominó. Também é, de certa forma, uma limpeza desse mercado, que tem quase 20 mil ativos. Contudo, continuo achando que, no longo prazo, bitcoin e ethereum, que são as mais sólidas, saem dessa”, afirma o analista. 

Ouro: ele não sobe quando o mercado cai? 

Existe uma lógica no mercado financeiro de que quando a situação econômica está muito ruim, todo mundo compra ouro. Esse pensamento tem fundamento: o ouro é limitado, e oferta limitada ajuda a valorizar o ativo. Ou seja, o ouro funciona como uma proteção em momentos de instabilidade. 

Mas até ele caiu no primeiro semestre de 2022. A queda foi de 1,28% no mercado internacional, em dólar. E de 7,28% aqui no Brasil, em real. Por que isso aconteceu? 

“Porque ele estava num movimento mais lento de valorização, e nada de novo aconteceu no semestre para gerar um impacto positivo no preço do ativo”, afirma Hugo Carone. Ele explica que os ciclos do ouro são muito longos. 

Entre 2001 e 2011, o ouro teve uma valorização de mais de 600%, considerando o preço em dólar. De 2012 até agora, ele apresentou uma certa estabilidade. 

Muitos fatores que afetaram os investimentos no primeiro semestre continuam nos próximos meses.

O que pode afetar os investimentos no segundo semestre? 

Em geral, os investimentos de renda fixa tiveram um desempenho melhor do que os de renda variável. E essa dinâmica pode ser bem parecida nos próximos meses. Para Murilo Breder, analista da NuInvest, são quatro os fatores que devem influenciar os investimentos no segundo semestre de 2022: 

Inflação

O mercado estará de olho na inflação especialmente no segundo semestre porque, em tese, é quando o aumento dos juros teria de mostrar os seus efeitos. A partir do momento que o Banco Central eleva a Selic, demora de seis a nove meses para que essa alta gere efeitos na economia. 

Taxa de juros

No Brasil, a preocupação é até quando vai o ciclo de aumento. Uma elevação ainda maior nos juros dos Estados Unidos é outra preocupação. Como você viu, quanto maior essa taxa lá, mais dinheiro sai daqui.

Eleições

Todo ano eleitoral gera um sobe e desce mais intenso nos mercados. E quanto mais próximo das eleições, maior é essa volatilidade.  

Recessão

É algo que está no radar e pode afetar tanto os investimentos de renda fixa como os de renda variável.  

“Mas nada disso está no controle do investidor. O que está no controle dele é escolher boas empresas e olhar para um horizonte de mais longo prazo. O importante é manter a disciplina, porque uma hora o mercado vai começar a andar, investir em boas empresas e apostar na diversificação”, afirma Murilo Breder.

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