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O que é a Bolsa de Valores e como ela funciona

Investir na bolsa de valores é, principalmente, investir em ações de empresas. Saiba como ela opera e tire outras dúvidas.

Todos os dias, notícias sobre a Bolsa de Valores do Brasil, dos Estados Unidos ou de outros países viram notícia: nova máxima, nova mínima, caiu, subiu… Mas o que é a Bolsa de Valores, afinal? Como ela funciona?

Basicamente, a Bolsa de Valores é um mercado onde são negociados títulos emitidos por empresas de capital aberto – as chamadas ações -, e outros investimentos, como opções, dólar, juros futuros, etc. 

Quando uma empresa abre seu capital, seja ela privada ou pública, ela passa a negociar suas ações para investidores através da Bolsa de Valores. Investidores podem, portanto, comprar ou vender ações na Bolsa.

A Bolsa de Valores brasileira

No Brasil, a Bolsa de Valores é chamada B3 e é supervisionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Cada país possui o seu próprio órgão regulador. Isso porque existem inúmeras normas para garantir que o funcionamento da Bolsa de Valores seja seguro e disciplinado. Quando uma empresa ou investidor descumpre alguma das regras, fica sujeito à investigação do órgão. 

Em maio de 2019, cerca de 1 milhão de brasileiros investiam na B3. Em setembro de 2020, o número passou a ser de 3 milhões.

Apesar deste aumento recente, é preciso ter cautela: investir na Bolsa de Valores é muito mais arriscado do que em produtos de renda fixa, por exemplo. Os títulos negociados nela não contam com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que pode torná-los mais lucrativos, mas também menos seguros.

O que é uma ação?

Uma ação é uma pequena parte de uma empresa. Quando uma empresa deseja levantar dinheiro, ela pode abrir seu capital, emitindo ações – quem compra as ações, se torna sócio da companhia. Elas podem ser compradas individualmente ou em diversas quantidades.

As ações são o principal ativo negociado na bolsa de valores. Na Bolsa de Valores brasileira, a B3 (antiga BM&F Bovespa), são negociadas ações de mais de 300 empresas.

O preço das ações varia diariamente, muitas vezes até em um mesmo dia. Ele é definido de acordo com as ofertas de compra e venda dos investidores: quanto mais pessoas se interessam em comprar uma ação, maior será seu preço e, logo, sua valorização. No caso contrário, o preço cai e uma ação se desvaloriza.

O interesse de compra ou venda nas ações está diretamente ligado ao negócio da empresa. O setor da qual faz parte está indo bem? Então, maiores as chances da ação estar em alta. A empresa vive problemas financeiros? Se está em problemas, maiores as chances de da ação estar em baixa.

Existem dois tipos de ações que podem ser negociadas: as ordinárias (ON) e as preferenciais (PN). As preferenciais constumam ser mais indicadas para investidores pessoa física, já que garantem prioridade na distribuição de dividendos – que nada mais é do que a distribuição de lucros da companhia.

O que é um acionista?

Ao comprar ações de uma empresa na Bolsa de Valores, o investidor ou investidora se torna acionista daquela companhia. Isso significa que ele tem participação na empresa, por deter uma parte dela.

Em outras palavras, a pessoa se torna um pouco dona do negócio – quanto mais ações forem compradas por ela, maior a sua “fatia” da empresa.

Acionistas têm dois tipos de direitos sobre as empresas:

  • Direitos Essenciais: são os direitos básicos, que incluem participação nos lucros, direito de recesso, direito de fiscalização (por meio do conselho fiscal) e participação dos ativos da companhia.
  • Direitos Modificáveis: podem ser de acordo com a lei ou com o estatuto da empresa. Se estendem para todos os acionistas ou possuem alguma classe de ações excluídas.

Como investir na Bolsa de Valores?

Para investir na Bolsa de Valores é preciso ter uma conta em uma corretora de valores ou instituição financeira autorizada pela CVM. Elas funcionam como intermediárias do investimento.

O investimento na bolsa consiste, basicamente, na compra e venda de ações de empresas ou dos demais títulos negociados nela.

Considerando que os preços variam todos os dias, a rentabilidade não é garantida ou fixa – a Bolsa de Valores é um investimento em renda variável de alto risco. 

Outra questão importante é a liquidez: existe a possibilidade de você não conseguir vender as ações compradas, dependendo das tendências que envolvem a empresa ou de seu tamanho.

É possível investir na bolsa comprando ações individuais ou em fundos de ações de gestoras. Neste último caso, gestoras de investimentos montam seus fundos com determinadas ações e a sua rentabilidade depende do desempenho do conjunto. 

Como se ganha ou perde dinheiro na Bolsa?

Falando de ações, a rentabilidade está ligada à valorização – ou desvalorização – do título. Uma ação pode ter uma alta de 50% em determinado período, mas também uma baixa. É a partir disso que o investidor vai ganhar ou perder dinheiro. 

O lucro bruto de uma operação é definido pela seguinte conta: valor da venda menos valor da compra. Ou seja: a diferença entre o valor que o investidor vendeu a ação e o que ele pagou ao comprá-la. 

Como nos demais investimentos, o quanto a pessoa investe também tem peso no quanto ela lucra ou perde dinheiro – alguém que investe R$ 1 mil terá resultados diferentes de quem investe R$ 10 mil.

Por isso é importante ficar atento, sempre, às oscilações da bolsa de valores e das ações. Da mesma maneira que se pode ganhar muito dinheiro, também acontece de perder tudo investido da noite para o dia.

Além disso, dependendo do tipo de ação comprada – e da quantidade – é possível ganhar participação nos lucros da empresa. Ou seja: mesmo que o investidor não venda suas ações, ele poderá ter uma renda dependendo do desempenho da empresa e de como funciona a distribição de resultados dela. 

Existe um valor mínimo para investir na Bolsa?

Não existe um valor mínimo para investir em ações na Bolsa de Valores. Mas é importante considerar que existem taxas por ordem de compra ou venda de ação, a chamada taxa de corretagem.

O valor dessas taxas varia conforme a corretora ou banco que funciona como intermediário – em alguns casos, ela pode até ser zerada. Algumas instituições também podem cobrar taxa de custódia sobre o valor investido.

Quais impostos e taxas são cobrados de quem investe na Bolsa?

A B3, Bolsa de Valores brasileira, cobra algumas taxas de quem investe nela: a taxa de negociação e taxa de liquidação. Elas variam conforme o tipo do investidor, valor investido e o tipo de operação e ambas são cobradas sobre o valor financeiro da operação – isto é, o valor total de compra ou de venda das ações.

Tipo de InvestidorTaxa de negociaçãoTaxa de liquidaçãoTotal de taxas
Pessoas físicas e demais investidores0,003756%0,0275%0,031256%
Fundos e clubes de investimento locais0,003756%0,0200%0,023756%

É cobrado Imposto de Renda de quem opera na B3 quando as vendas mensais de ações ultrapassam R$ 20 mil. Quando isso acontece, são cobrados 15% de IR sobre o lucro líquido das operações até o último dia útil do mês subsequente.

As pessoas que operam com daytrade sempre pagam 20% de IR sobre o lurco líquido, independentemente do valor da operação.

O que é Day Trade?

Day trade é um tipo de operação na Bolsa de Valores que consiste na compra e venda de ações ou demais ativos em um mesmo pregão – isso é, em um mesmo dia. Quem realiza esse tipo de transação recebe o nome de day trader.

Um exemplo prático de day trade:

  • Compra seguida da venda: um investidor adquire um lote de ações às 10h pagando R$10 por ação. Às 12h, vende cada papel por R$10,50 cada –o day trader ganhou R$0,50 por ação;
  • Venda seguida da compra: um investidor vende um lote de ações às 10h pelo valor de R$10 cada e, às 16h, recompra os papéis pelo valor de R$9 – o day trader lucrou R$1 por ação.

A tabela com as taxas cobradas de quem opera day trade podem ser encontradas aqui, no site da B3. 

O que é IPO?

IPO é a sigla para Initial Public Offering, ou “oferta pública inicial”, em português. Fazer IPO significa que a empresa vai entrar na Bolsa de Valores e se tornar uma companhia de capital aberto.

Ou seja: no momento em que uma empresa faz um IPO, ela passa a ter ações que podem ser compradas e vendidas.

O processo de uma IPO é longo e passa por diversas etapas, além de precisar do crivo da CVM e outras autorizações.

O dia em que a companhia efetivamente se lança na Bolsa de Valores marca a primeira venda de suas ações no pregão. Existem dois tipos principais de ofertas de ações: a primária e a secundária.

  • Oferta primária: são as novas ações emitidas pela empresa para serem vendidas ao público. Todo o dinheiro adquirido nessa venda é revertido para a própria empresa.
  • Oferta secundária: são as ações já existentes – normalmente, de sócios que queiram reduzir ou diminuir suas participações no negócio. Como esses papéis já existiam e pertenciam a pessoas específicas, elas não aumentam o capital do negócio; o valor vai para os ex-proprietários das ações.

O que é o Ibovespa?

O Ibovespa é o principal índice da Bolsa de Valores brasileira. Ele, basicamente, calcla a média de desempenho da Bolsa de Valores considerando as principais ações negociadas na B3. 

Costuma-se dizer que o Ibovespa serve como um termômetro de como está o desempenho da Bolsa: se, no geral, as ações estão em alta, o Ibovespa também terá valorização.

É possível, inclusive, investir nesse índice – ele é listado como BOVA11.

O que é circuit breaker?

O circuit breaker é um mecanismo utilizado pelas bolsas de valores ao redor do mundo (incluindo a B3) para interromper as negociações de ações e outros ativos durante o período de pregão.

Ele foi criado para momentos em que a Bolsa de Valores apresenta variações muito bruscas e atípicas para o mercado e é acionado para proteger o mercado e os investidores da volatilidade, que pode resultar em enormes perdas financeiras.

Na B3, o circuit breaker acontece em três estágios:

  • Estágio 1: quando o Índice Bovespa apresenta desvalorização 10% em relação ao fechamento do dia anterior. Dura 30 minutos;
  • Estágio 2: depois do estágio 1, as negociações são reabertas; se depois disso o Índice Bovespa apresentar desvalorização de 15% em relação ao fechamento do dia anterior, as negociações são interrompidas por mais 1 hora;
  • Estágio 3: se, reabertas as negociações após 1 hora de suspensão, a bolsa apresentar queda de 20%, também em relação ao fechamento anterior, as negociações podem ser interrompidas por tempo indeterminado, a ser definido pela B3.

Em março de 2020, em meio a uma crise do petróleo e o início da pandemia do novo coronavírus, o circuit breaker chegou a ser acionado cinco vezes.

Vale a pena investir na bolsa?

Depende – mas, de modo geral, a investir na Bolsa de Valores não é indicado para quem está começando. Além disso, não é nunca recomendado usá-la para aplicar suas únicas economias. 

Isso porque, como explicado acima, o mercado é muito incerto. 

De forma geral, quanto maior risco em um investimento, maior o potencial de retorno – mas somente se ele der certo. Investimentos mais seguros costumam ter uma rentabilidade menor, mas são mais garantidos.

Além do seu perfil, é preciso levar em conta também o momento de vida, quantia disponível e que outros valores se têm guardado caso a bolsa não renda o que você espera. 

Saiba mais:

Como começar a investir?

A Bolsa de Valores afeta a economia do dia a dia?

3 erros comuns que novos investidores cometem na Bolsa

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