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O que é a Bolsa de Valores e como ela funciona

Investir na bolsa de valores é, principalmente, investir em ações de empresas. Saiba como ela opera e tire outras dúvidas.

Todos os dias, notícias sobre a bolsa de valores do Brasil, dos Estados Unidos ou de outros países viram notícia: nova máxima, nova mínima, caiu, subiu… Mas o que é a bolsa de valores, afinal? Como ela funciona?

Basicamente, a bolsa de valores é um mercado onde são negociados títulos emitidos por empresas de capital aberto – as chamadas ações -, e outros investimentos, como opções, dólar, juros futuros, etc. 

Quando uma empresa abre seu capital, seja ela privada ou pública, ela passa a negociar suas ações para investidores através da bolsa de valores. Investidores podem, portanto, comprar ou vender suas ações na Bolsa.

No Brasil, a bolsa é chamada B3 e é controlada pela CVM, Comissão de Valores Mobiliários. Cada país possui o seu próprio órgão regulador. Isso porque existem inúmeras normas para garantir que o funcionamento da bolsa é seguro e disciplinado. Quando uma empresa ou investidor descumpre alguma das regras, fica sujeito à investigação do órgão. 

Apesar de bem conhecida, a bolsa está longe de ser um investimento comum no Brasil. Um balanço da B3 de junho de 2019 mostram que 858 mil brasileiros investiam na Bolsa na época. Para efeito de comparação, o Tesouro Direto conta com 1,7 milhões de investidores.

Mas essa cautela em investir na bolsa tem um motivo: essa é uma opção que oferece mais risco e costuma não ser indicada para quem está começando a investir.

Abaixo, veja em detalhes como funciona a Bolsa de valores.

O que é uma ação?

Uma ação é uma pequena parte de uma empresa. Quando uma empresa deseja levantar dinheiro, ela pode abrir seu capital, emitindo ações – quem compra as ações, se torna sócio da companhia. Elas podem ser compradas individualmente ou em diversas quantidades.

As ações são o principal ativo negociado na bolsa de valores. Na bolsa brasileira, a B3 (antiga BM&F Bovespa), são negociadas ações de mais de 300 empresas.

O preço das ações varia diariamente, muitas vezes até em um mesmo dia. Ele é definido de acordo com as ofertas de compra e venda dos investidores: quanto mais pessoas se interessam em comprar uma ação, maior será seu preço e, logo, sua valorização. No caso contrário, o preço cai e uma ação se desvaloriza.

O interesse de compra ou venda nas ações está diretamente ligado ao negócio da empresa. O setor da qual faz parte está indo bem? Então, maiores as chances da ação estar em alta. A empresa vive problemas financeiros? Se está em problemas, maiores as chances de da ação estar em baixa.

Existem dois tipos de ações que podem ser negociadas: as ordinárias (sigla ON) e as preferenciais (sigla PN). Para investidores pessoa física, vale a pena investir nas preferenciais – elas lhe garantem prioridade na distribuição de dividendos, que nada mais é do que a distribuição de lucros da companhia.

Investindo na bolsa de valores

Para investir na Bolsa de Valores é preciso ter uma conta em uma corretora de valores ou instituição financeira autorizada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Elas funcionam como intermediário do investimento.

O investimento na bolsa consiste, basicamente, na compra e venda de ações de empresas ou dos demais títulos negociados nela. Considerando que os preços variam todos os dias, a rentabilidade não é garantida ou fixa – por isso a bolsa de valores é um investimento em renda variável de alto risco. 

Outro risco é o de liquidez: existe a possibilidade de não conseguir vender as ações compradas, dependendo das tendências que envolvem a empresa ou de seu tamanho.

É possível investir na bolsa comprando ações individuais ou em fundos de ações de gestoras. Neste último caso, gestoras de investimentos montam seus fundos com uma determinadas ações e a sua rentabilidade depende do desempenho de todas elas. 

Existem dois tipos de operação na bolsa: a operação normal e o Day Trade. Essa última consiste na compra e venda de ações ou demais ativos em um mesmo pregão – isso é, em um mesmo dia. 

Como se ganha ou perde dinheiro na Bolsa?

Falando de ações, a rentabilidade está ligada à valorização – ou desvalorização – do título. Uma ação pode ter uma alta de 50% em determinado período, mas também uma baixa. É a partir disso que o investidor vai ganhar ou perder dinheiro. 

O lucro bruto de uma operação é definido pela seguinte conta: valor da venda – valor da compra. Ou seja: a diferença entre o valor que o investidor vendeu a ação e o que ele pagou ao comprá-la. 

Como nos demais investimentos, o quanto a pessoa investe também tem peso no quanto ela lucra ou perde dinheiro – uma que investe R$ 1 mil terá resultados diferentes de uma que investe R$ 10 mil.

Por isso é importante ficar atento, sempre, às oscilações da bolsa de valores e das ações. Da mesma maneira que se pode ganhar muito dinheiro, também acontece de perder tudo investido da noite para o dia.

Além disso, dependendo do tipo de ação comprada – e da quantidade – é possível ganhar participação nos lucros da empresa. Ou seja: mesmo que o investidor não venda suas ações, ele poderá ter uma renda dependendo do desempenho da empresa e de como funciona a distribição de resultados dela. 

Existe um valor mínimo para investir na Bolsa?

Não existe nenhum valor mínimo para investir em ações, mas é importante considerar que existem taxas por ordem de compra ou venda de ação, a chamada taxa de corretagem. O valor cobrado varia conforme a corretora ou banco que funciona como intermediário – e pode até não existir. Algumas instituições também podem cobrar taxa de custódia sobre o valor investido.

Quais impostos e taxas são cobrados de quem investe na Bolsa?

A B3, bolsa brasileira, cobra algumas taxas de quem investe nela: a taxa de negociação e taxa de liquidação. Elas variam conforme o tipo do investidor, valor investido e o tipo de operação e ambas são cobradas sobre o valor financeiro da operação – isto é, o valor total de compra ou de venda das ações.

Tipo de InvestidorTaxa de negociaçãoTaxa de liquidaçãoTotal de taxas
Pessoas físicas e demais investidores0,003756%0,0275%0,031256%
Fundos e clubes de investimento locais0,003756%0,0200%0,023756%

A tabela com as taxas cobradas de quem opera Daytrade podem ser encontradas aqui, no site da B3. 

É cobrado Imposto de Renda de quem opera na B3 quando as vendas mensais de ações ultrapassam R$ 20 mil. Quando isso acontece, são cobrados 15% de IR sobre o lucro líquido das operações até o último dia útil do mês subsequente.

As pessoas que operam com daytrade sempre pagam 20% de IR sobre o lurco líquido, independentemente do valor da operação.

O que é o Ibovespa?

O Ibovespa é o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, que antes se chamava BM&F Bovespa. Ele, basicamente, calcla a média de desempenho da bolsa de valores considerando as principais ações negociadas na B3. 

Pode-se dizer que ele serve como um termômetro de como está o desempenho da Bolsa: se, no geral, as ações estão em alta, o Ibovespa também terá valorização.

É possível, inclusive, investir nesse índice – ele é listado como BOVA11.

Vale a pena investir na bolsa?

Depende – mas, de modo geral, a Bolsa de valores não é um investimento indicado para quem está começando. Ele também não é recomendado para aplicar suas únicas economias. 

Isso porque, como explicado acima, o mercado é muito incerto. 

De forma geral, quanto maior risco em um investimento, maior o potencial de retorno – mas somente se ele der certo. Investimentos mais seguro costumam ter uma rentabilidade menor, mas são mais garantidos. 

Além do seu perfil, é preciso levar em conta também o momento de vida, quantia disponível e que outros valores se têm guardado caso a bolsa não renda o que você espera. 

Saiba mais: Como começar a investir?

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