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O que é a Bolsa de Valores e como ela funciona

Investir na bolsa de valores é, principalmente, investir em ações de empresas. Saiba como ela opera e tire outras dúvidas.

Todos os dias, notícias sobre a bolsa de valores do Brasil, dos Estados Unidos ou de outros países viram notícia: nova máxima, nova mínima, caiu, subiu… Mas o que é a bolsa de valores, afinal? Como ela funciona?

Basicamente, a bolsa de valores é um mercado onde são negociados títulos emitidos por empresas de capital aberto – as chamadas ações -, e outros investimentos, como opções, dólar, juros futuros, etc. 

Quando uma empresa abre seu capital, seja ela privada ou pública, ela passa a negociar suas ações para investidores através da bolsa de valores. Investidores podem, portanto, comprar ou vender suas ações na Bolsa.

No Brasil, a bolsa é chamada B3 e é controlada pela CVM, Comissão de Valores Mobiliários. Cada país possui o seu próprio órgão regulador. Isso porque existem inúmeras normas para garantir que o funcionamento da bolsa é seguro e disciplinado. Quando uma empresa ou investidor descumpre alguma das regras, fica sujeito à investigação do órgão. 

Apesar de bem conhecida, a bolsa está longe de ser um investimento comum no Brasil. Um balanço da B3 mostrou que mais de 1 milhão de brasileiros investiam na Bolsa em maio. Para efeito de comparação, o Tesouro Direto conta com 1,7 milhões de investidores.

Mas essa cautela em investir na bolsa tem um motivo: essa é uma opção que oferece mais risco e costuma não ser indicada para quem está começando a investir.

Abaixo, veja em detalhes como funciona a Bolsa de valores.

O que é uma ação?

Uma ação é uma pequena parte de uma empresa. Quando uma empresa deseja levantar dinheiro, ela pode abrir seu capital, emitindo ações – quem compra as ações, se torna sócio da companhia. Elas podem ser compradas individualmente ou em diversas quantidades.

As ações são o principal ativo negociado na bolsa de valores. Na bolsa brasileira, a B3 (antiga BM&F Bovespa), são negociadas ações de mais de 300 empresas.

O preço das ações varia diariamente, muitas vezes até em um mesmo dia. Ele é definido de acordo com as ofertas de compra e venda dos investidores: quanto mais pessoas se interessam em comprar uma ação, maior será seu preço e, logo, sua valorização. No caso contrário, o preço cai e uma ação se desvaloriza.

O interesse de compra ou venda nas ações está diretamente ligado ao negócio da empresa. O setor da qual faz parte está indo bem? Então, maiores as chances da ação estar em alta. A empresa vive problemas financeiros? Se está em problemas, maiores as chances de da ação estar em baixa.

Existem dois tipos de ações que podem ser negociadas: as ordinárias (sigla ON) e as preferenciais (sigla PN). Para investidores pessoa física, vale a pena investir nas preferenciais – elas lhe garantem prioridade na distribuição de dividendos, que nada mais é do que a distribuição de lucros da companhia.

Investindo na bolsa de valores

Para investir na Bolsa de Valores é preciso ter uma conta em uma corretora de valores ou instituição financeira autorizada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Elas funcionam como intermediário do investimento.

O investimento na bolsa consiste, basicamente, na compra e venda de ações de empresas ou dos demais títulos negociados nela. Considerando que os preços variam todos os dias, a rentabilidade não é garantida ou fixa – por isso a bolsa de valores é um investimento em renda variável de alto risco. 

Outro risco é o de liquidez: existe a possibilidade de não conseguir vender as ações compradas, dependendo das tendências que envolvem a empresa ou de seu tamanho.

É possível investir na bolsa comprando ações individuais ou em fundos de ações de gestoras. Neste último caso, gestoras de investimentos montam seus fundos com uma determinadas ações e a sua rentabilidade depende do desempenho de todas elas. 

Existem dois tipos de operação na bolsa: a operação normal e o Day Trade. Essa última consiste na compra e venda de ações ou demais ativos em um mesmo pregão – isso é, em um mesmo dia. 

Como se ganha ou perde dinheiro na Bolsa?

Falando de ações, a rentabilidade está ligada à valorização – ou desvalorização – do título. Uma ação pode ter uma alta de 50% em determinado período, mas também uma baixa. É a partir disso que o investidor vai ganhar ou perder dinheiro. 

O lucro bruto de uma operação é definido pela seguinte conta: valor da venda – valor da compra. Ou seja: a diferença entre o valor que o investidor vendeu a ação e o que ele pagou ao comprá-la. 

Como nos demais investimentos, o quanto a pessoa investe também tem peso no quanto ela lucra ou perde dinheiro – uma que investe R$ 1 mil terá resultados diferentes de uma que investe R$ 10 mil.

Por isso é importante ficar atento, sempre, às oscilações da bolsa de valores e das ações. Da mesma maneira que se pode ganhar muito dinheiro, também acontece de perder tudo investido da noite para o dia.

Além disso, dependendo do tipo de ação comprada – e da quantidade – é possível ganhar participação nos lucros da empresa. Ou seja: mesmo que o investidor não venda suas ações, ele poderá ter uma renda dependendo do desempenho da empresa e de como funciona a distribição de resultados dela. 

Existe um valor mínimo para investir na Bolsa?

Não existe nenhum valor mínimo para investir em ações, mas é importante considerar que existem taxas por ordem de compra ou venda de ação, a chamada taxa de corretagem. O valor cobrado varia conforme a corretora ou banco que funciona como intermediário – e pode até não existir. Algumas instituições também podem cobrar taxa de custódia sobre o valor investido.

Quais impostos e taxas são cobrados de quem investe na Bolsa?

A B3, bolsa brasileira, cobra algumas taxas de quem investe nela: a taxa de negociação e taxa de liquidação. Elas variam conforme o tipo do investidor, valor investido e o tipo de operação e ambas são cobradas sobre o valor financeiro da operação – isto é, o valor total de compra ou de venda das ações.

Tipo de InvestidorTaxa de negociaçãoTaxa de liquidaçãoTotal de taxas
Pessoas físicas e demais investidores0,003756%0,0275%0,031256%
Fundos e clubes de investimento locais0,003756%0,0200%0,023756%

A tabela com as taxas cobradas de quem opera Daytrade podem ser encontradas aqui, no site da B3. 

É cobrado Imposto de Renda de quem opera na B3 quando as vendas mensais de ações ultrapassam R$ 20 mil. Quando isso acontece, são cobrados 15% de IR sobre o lucro líquido das operações até o último dia útil do mês subsequente.

As pessoas que operam com daytrade sempre pagam 20% de IR sobre o lurco líquido, independentemente do valor da operação.

O que é o Ibovespa?

O Ibovespa é o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, que antes se chamava BM&F Bovespa. Ele, basicamente, calcla a média de desempenho da bolsa de valores considerando as principais ações negociadas na B3. 

Pode-se dizer que ele serve como um termômetro de como está o desempenho da Bolsa: se, no geral, as ações estão em alta, o Ibovespa também terá valorização.

É possível, inclusive, investir nesse índice – ele é listado como BOVA11.

Vale a pena investir na bolsa?

Depende – mas, de modo geral, a Bolsa de valores não é um investimento indicado para quem está começando. Ele também não é recomendado para aplicar suas únicas economias. 

Isso porque, como explicado acima, o mercado é muito incerto. 

De forma geral, quanto maior risco em um investimento, maior o potencial de retorno – mas somente se ele der certo. Investimentos mais seguro costumam ter uma rentabilidade menor, mas são mais garantidos. 

Além do seu perfil, é preciso levar em conta também o momento de vida, quantia disponível e que outros valores se têm guardado caso a bolsa não renda o que você espera. 

Saiba mais: Como começar a investir?

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