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Quanto rende R$ 1 mil na poupança, no Tesouro Direto e em CDBs? Veja os efeitos da Selic na renda fixa

Com a alta da Selic, veja quanto rende R$ 1 mil nos investimentos de renda fixa mais populares do país.



Veja quanto rende R$ 1 mil na poupança, no Tesouro e em CDBs.

Quem está aprendendo agora a investir, já deve ter ouvido falar que o caminho é começar pelos investimentos de renda fixa. Essa recomendação tem uma razão de existir: a renda fixa oscila menos que os ativos de renda variável. Além disso, esse tipo de investimento garante um retorno sobre o valor aplicado. Esse rendimento pode ser conhecido no momento da aplicação ou atrelado a um indicador da economia. 

Um desses indicadores é a taxa básica de juros, a Selic. A taxa Selic, basicamente, influencia todas as demais taxas de juros do país, como as cobradas em empréstimos, financiamentos e no seu cartão de crédito. Ela também afeta o retorno de muitas aplicações financeiras, principalmente as de renda fixa.

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Existem vários ativos de renda fixa influenciados diretamente e indiretamente pela taxa Selic, mas os mais populares são a poupança, os títulos do Tesouro Direto e os CDBs. Com a Selic a 13,25% ao ano, esses ativos ficam mais atraentes para quem quer investir. Veja quanto renderia R$ 1 mil nesses investimentos.

Quanto rende R$ 1 mil?

Veja quanto rende R$ 1 mil, em um ano, na poupança, no Tesouro Selic e em um CDB que paga 100% do CDI. 

As simulações foram feitas no dia 28 de junho de 2022, pelo Eduardo Perez, analista de investimentos de renda fixa da NuInvest. Esse rendimento é líquido – ou seja, o valor depois do desconto do Imposto de Renda, e o resgate em um ano. 

Além disso, o analista ressalta que as contas foram feitas com base em projeções do mercado. Então, esses números não necessariamente vão se concretizar.

Tesouro Selic

Os títulos do Tesouro Direto seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda. Para o período de um ano, é cobrado 17,5% de imposto em cima do dinheiro que rendeu no período. 

  • Tesouro Selic 2025 Bruto: R$ 1.137,54
  • Tesouro Selic 2025 Líquido: R$ 1.113,47

CDB que paga 100% do CDI   

Os certificados também seguem a tabela regressiva do IR. Para o período de um ano, é cobrado 17,5% de imposto em cima do dinheiro que rendeu no período. 

  • CDB 100% do CDI bruto: R$ 1.137,40
  • CDB 100% do CDI líquido: R$ 1.113,36

Poupança: R$ 1.061,70

A poupança é isenta de Imposto de Renda. Ainda assim, é a pior opção da renda fixa. Existem outras opções mais rentáveis e tão seguras quanto a caderneta de poupança.

Para esse cálculo não foi considerada TR, porque não é possível estimar a TR futura.

Como a Selic afeta os investimentos de renda fixa? 

A taxa básica de juros afeta a rentabilidade desses investimentos. De forma geral, quando a taxa Selic sobe, os ativos de renda fixa ficam maiores. E quando ela cai, a rentabilidade desses investimentos cai junto. 

Mas o impacto direto vai depender do papel que a Selic tem em cada investimento. Existem ativos cujo rendimento é diretamente atrelado à taxa de juros, como é o caso do Tesouro Selic, por exemplo. E também aqueles que têm uma interferência indireta, como é o caso da poupança e do Tesouro IPCA. 

Veja os efeitos da Selic nos principais investimentos de renda fixa. 

Poupança

O efeito da taxa de juros é sobre a regra de rentabilidade desse investimento. Todos os depósitos feitos a partir de maio de 2012 rendem conforme a regra abaixo:

  • Se a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic + taxa referencial;
  • Agora, se a taxa de juros estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês sobre o valor depositado + TR. 

Os depósitos feitos antes de maio de 2012 rendem 0,5% ao ano mais a taxa referencial. 

Ou seja: com a taxa de juros a 13,25% ao ano, o rendimento da poupança velha e da poupança nova segue a mesma regra: 6,17% ao ano + TR.

Tesouro Selic

O título mais popular do Tesouro Direto tem a rentabilidade diretamente ligada à variação da taxa de juros. Ou seja, quando a Selic sobe, esse título paga mais, e quando os juros caem, esse título rende mais. 

Assim como qualquer outro título do Tesouro Direto, o Tesouro Selic é um título público. Na prática, quando você investe em títulos públicos está emprestando dinheiro para o governo. Em troca, você recebe esse valor de volta, depois de um tempo, acrescido de juros. 

No caso do Tesouro Selic, essa rentabilidade é a própria Selic. Ou seja, você sabe que vai ter um retorno e que esse retorno vai ser equivalente à taxa básica de juros da economia. 

Contudo, não tem como saber, exatamente, quanto será esse rendimento, pois ele dependerá da oscilação desse indicador. Mas é possível fazer projeções, considerando a taxa Selic do momento, por exemplo. 

Tesouro IPCA

IPCA é a sigla para Índice de Preços ao Consumidor Amplo, ou seja, a inflação oficial do país. O rendimento desse título do Tesouro Direto é a soma de duas partes: uma prefixada, ou seja, já conhecida, e a outra parte é a variação da inflação. 

E o que a inflação tem a ver com a Selic? 

A taxa Selic é uma das ferramentas do Banco Central para diminuir a inflação quando ela está muito alta. Quando a Selic sobe, todos os demais juros da economia sobem. Ou seja, o crédito fica mais caro. E quando isso acontece, as pessoas tendem a comprar menos. Essa demanda menor puxa os preços para baixo, reduzindo a inflação. 

Em outras palavras, a tarefa da Selic é reduzir a inflação. Quando a Selic sobe, a inflação tende a cair. E, com ela, a rentabilidade do Tesouro IPCA.

Tesouro Prefixado 

Nesse tipo de título, você conhece os juros que vai receber na data do vencimento. Mas não é porque a rentabilidade do Tesouro Prefixado não segue a taxa de juros ou a inflação que esse título não seja influenciado por eles. 

Ao contrário, o Tesouro Nacional define os juros a serem pagos ao investidor com base nos juros futuros, que são projetados e negociados em contratos diariamente na Bolsa de Valores.  

É com base nessa projeção futura da taxa Selic que o Tesouro Nacional define quanto vai pagar ao investidor que comprar o Tesouro Prefixado. E essa projeção tem como base a taxa de curto prazo dos juros, que é o valor atual da própria Selic. 

Se o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, sobe ou reduz os juros, o mercado se ajusta a essa nova realidade. É por isso que a Selic afeta diretamente a rentabilidade desse título.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

Esse certificado é um título emitido por instituições financeiras. Ao investir em um CDB, você está emprestando seu dinheiro a um banco que te pagará esse valor com juros em um prazo determinado. Esses juros podem ser prefixados ou pós-fixados. 

Nos CDBs prefixados, você já sabe exatamente qual será o rendimento que vai receber na data de vencimento. Por exemplo, um CDB que, após um ano, rende 10% te pagará exatamente 10% de juros num período de 12 meses. 

Já nos CDBs pós-fixados, os juros não são fixos e variam de acordo com outros indicadores da economia, ou de acordo com índices, como é o caso do IPCA e da Selic, por exemplo.  

Há também CDBs que rendem conforme a variação do CDI – essa taxa de juros acompanha de perto a evolução da taxa Selic. 

LCI e LCA

Embora não sejam os investimentos de renda fixa mais populares, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também sentem as oscilações da taxa básica de juros. 

Quando você investe nessas letras, você está emprestando dinheiro para os setor imobiliário, no caso da LCI, e para o agronegócio, no caso da LCA.

Nesse tipo de investimento, a rentabilidade pode ser prefixada, ser um percentual do CDI ou até mesmo acompanhar o IPCA. Como você viu, a Selic influencia tanto o CDI como o IPCA. 

CRI e CRA

CRI e CRA são títulos de renda fixa de crédito privado. As siglas significam Certificado de Recebíveis Imobiliários e Certificado de Recebíveis do Agronegócio, respectivamente. Assim como no caso das LCIs e LCAs, todo o dinheiro investido nesses títulos é usado para financiar o mercado imobiliário e o setor do agronegócio.

A diferença é que as LCAs e as LCIs são emitidas por bancos, enquanto os CRIs e os CRAs são emitidos por companhias securitizadoras.

E a Bolsa? Quanto rende R$ 1 mil?

Diferentemente da renda fixa, na renda variável não há garantia de retorno e também não é possível prever a rentabilidade futura desses investimentos. Só é possível verificar a rentabilidade passada. 

O Ibovespa é o principal índice da Bolsa brasileira. Ele reúne as ações das empresas mais negociadas da B3 e, por isso, serve como um termômetro do mercado de renda variável. 

Do dia 28 de junho de 2021 até o fechamento do dia 27 de junho de 2022, o Ibovespa acumulou uma queda de quase 21%. 

Ou seja, se você tivesse deixado R$ 1 mil no índice há um ano, teria hoje R$ 790. Isso não significa, porém, que o índice vai continuar em queda ou voltar a subir. É importante reforçar que, na renda variável, rentabilidade passada não garante rentabilidade futura, assim como no caso de prejuízos. 

É que esse tipo de ativo oscila muito e, por isso, é considerado de alto risco. Em outras palavras, o investidor pode ganhar e perder dinheiro muito rapidamente.

Existem vários aspectos que podem interferir diretamente no retorno dos ativos da renda variável, inclusive a variação da taxa Selic. 

Quando os juros sobem aqui no Brasil ou mesmo em outros países, principalmente nos Estados Unidos, ocorre um movimento de saída da Bolsa. É que com juros altos, vale mais a pena garantir retorno em investimentos de renda fixa do que correr riscos na Bolsa de Valores. 

Essa saída dos investidores costuma derrubar os ativos da Bolsa, principalmente o Ibovespa.

Qual desses investimentos é melhor para começar?

Não tem uma resposta certa para essa pergunta. É que ela depende do seu perfil de investidor, da sua renda, do prazo que você deixar o dinheiro no investimento e dos seus objetivos financeiros. 

Investimentos em títulos do Tesouro Direto, por exemplo, valem a pena quando deixados até o vencimento. Ao retirar seu dinheiro antes dessa data, você pode ter uma rentabilidade menor, por causa da marcação a mercado – que é uma atualização diária dos preços dos ativos. 

Já os CDBs compensam quando pagam, pelo menos, 100% do CDI. Rentabilidades menores que essa tornam outras opções mais vantajosas, como o próprio Tesouro Selic. 

A poupança, por outro lado, é a pior opção da renda fixa. Isso porque ela rende praticamente metade da taxa Selic quando os juros estão acima de 12% ao ano. Mas vale lembrar: ainda é melhor manter o dinheiro na poupança ou em uma conta remunerada do que parado numa conta corrente comum.

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