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Preço das ações: como é formado e quem decide?

O preço das ações oscila constantemente. Mas, afinal, o que provoca esse sobe e desce e quem decide quanto uma ação deve custar?



Já ouviu termos como “ação em alta ou em baixa”? Essa é uma expressão bastante comum no mercado financeiro e tem a ver com o fato dos preços das ações variarem o tempo todo. De forma resumida, o principal motivo para essa oscilação constante no preço das ações é a lei da oferta e da demanda, ou seja, o número de pessoas querendo comprar ou vender uma ação. 

Esse é um dos motivos pelos quais as ações são consideradas investimentos de alto risco. Por isso, antes de começar a investir, é importante conhecer seu perfil de investidor para entender se é o tipo de aplicação indicada para você e buscar construir uma reserva de emergência, que vai ter um baixo risco de desvalorizar e está sempre disponível para um imprevisto. 

Quer saber mais sobre quais são os outros fatores que influenciam no valor de uma ação da Bolsa e quem decide quanto ela vai custar?

Abaixo, veja respostas para essas e outras questões. 

Como ações funcionam?

Ações são como “pedacinhos” de empresas disponíveis para compra e venda na Bolsa de Valores. Investir em ações é o mesmo que comprar esses pedacinhos.

Uma pessoa que tenha conta em uma instituição intermediária (como uma corretora de valores) pode investir seu dinheiro nas ações dessas empresas e se tornar dona desses pedacinhos. Em outras palavras, ela se torna sócia da empresa (ou acionista).

Por dia, a B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, movimenta bilhões de reais com a compra e a venda de ações. Atualmente, as ações representam 80% dos ativos negociados na Bolsa brasileira.

Como são definidos os preços das ações?

A definição do preço de uma ação acontece basicamente em dois momentos. O primeiro é quando a empresa faz um IPO na Bolsa de Valores. Essa é a sigla para Initial Public Offering, ou “oferta pública inicial”, em português. De forma simplificada, é a estreia de uma empresa oferecendo suas ações na Bolsa.

O segundo momento de definição de preços acontece no dia a dia após a estreia na Bolsa – quando as ações passam a ser negociadas entre os investidores.

Em um IPO, o investidor compra ações diretamente da empresa, no chamado mercado primário.

Já no mercado secundário, a compra e a venda das ações acontece diretamente entre os investidores – quem já tem ações e quer vendê-las, por exemplo, executa essa venda por meio de sua corretora. A corretora, por sua vez, é responsável por conectar pessoas interessadas em comprar ações por meio da Bolsa de Valores.

Nesta segunda etapa, a formação do preço é mais complexa e envolve uma série de fatores. Veja abaixo como funciona a definição do preço das ações em cada um desses momentos.

Preço das ações em um IPO

Todo processo de IPO de uma empresa é coordenado por um banco de investimento. Durante os estudos realizados antes da estreia na Bolsa, os bancos utilizam um mecanismo chamado bookbuilding para definir o preço da ação, avaliando a empresa e a demanda pelos seus ativos.

Essa operação é baseada no valor que grandes investidores se propõem a pagar pelas ações versus a avaliação da companhia. O preço definido nesta etapa é o que deverá ser pago pelos investidores que reservarem as ações para compra.

O interesse dos investidores pelas ações faz toda a diferença em um IPO – lembra da lei da oferta e da demanda? Quanto maior a demanda de investidores em comprar ações da empresa, mais o preço das ações tende a aumentar. Uma empresa pode até mesmo cancelar o IPO na Bolsa se identificar que a demanda por suas ações é pequena.

Depois do IPO, acontece o começo das negociações no mercado secundário. Esse é o momento em que os investidores que compraram as ações diretamente da empresa podem começar a revendê-las no mercado. O preço, então, passa a oscilar de acordo com vários fatores.  

Como funciona o preço das ações no mercado secundário?

No mercado secundário, a lei da oferta e demanda também tem grande influência sobre o preço das ações. De forma geral, quanto mais pessoas interessadas em comprar uma ação, mais valorizada e cara ela ficará. O processo contrário também ocorre.

Essa oscilação no preço das ações, chamada de volatilidade, acontece de forma constante. O sobe e desce é influenciado por uma série de questões, que vão desde o desempenho financeiro da empresa até acontecimentos na política nacional e internacional – e que, por sua vez, acabam afetando a demanda dos investidores por essas ações. Entre os principais fatores que podem influenciar o valor de uma ação estão:

  • Resultados financeiros das empresas;
  • Nível de endividamento das empresas;
  • Projeções para o setor em que a empresa atua;
  • Acontecimentos na política e na economia do Brasil;
  • Acontecimentos na política e na economia internacionais;
  • Notícias envolvendo fusões de empresas, investimentos e mudanças de governança.

Dê um oi para o senhor Mercado

Algumas vezes, porém, o preço das ações pode ser influenciado por fatores nada concretos. A expectativa, ou seja, o que os investidores acreditam que poderá acontecer com uma empresa no futuro, já é capaz de movimentar o mercado financeiro. Vamos a um exemplo prático. 

Imagine que, durante uma entrevista, um especialista importante deixe transparecer um pessimismo com o futuro do país. Basta uma fala que sinalize que o desempenho econômico do país não será bom nos próximos anos para desencadear uma reação dos investidores. 

Motivadas por esse sentimento pessimista, as pessoas que investem na Bolsa esperam que as empresas poderão passar por dificuldades que afetem o seu lucro e começam a se desfazer de suas ações, provocando o aumento da oferta dessas ações e uma potencial queda nos preços dos ativos. 

Efeito previsto em livro

Esse tipo de comportamento foi descrito por Benjamin Grahan no livro O Investidor Inteligente, de 1949. Na obra, ele criou um personagem chamado Mr. Market (senhor Mercado), um investidor da Bolsa de Valores que sempre age motivado pelo pânico, a euforia ou a apatia. 

O senhor Mercado é emocional, eufórico e temperamental. Muda rapidamente do otimismo para o pessimismo.

Todas essas características são usadas como uma forma de representar o comportamento de certos investidores no curto prazo, que de maneira coletiva reagem às boas e às más notícias que surgem sobre as empresas.

Esses movimentos baseados nas expectativas de parte dos investidores acontecem diariamente e até mesmo várias vezes em um único dia, fazendo com que os preços das ações também oscilem.

Diferença entre valor e preço das ações

No mercado financeiro, o valor e o preço de uma ação são coisas distintas. Uma frase do megainvestidor Warren Buffett diz que “preço é o que você paga, valor é o que você leva”. Esse é um conceito subjetivo e que tem algumas interpretações. Mas, de maneira geral, o preço se refere a quanto uma empresa vale naquele momento, ou seja, por quanto ela está sendo vendida ou comprada.

Já o valor também pode ser denominado como o “verdadeiro valor de uma ação” ou simplesmente “preço justo”. Para simplificar ainda mais, pense em uma empresa cuja ação está sendo negociada pelo preço atual de R$ 10 na Bolsa de Valores. 

Muitos investidores podem considerar que o preço justo, ou o verdadeiro valor dessa ação, seja de R$ 20. Portanto, podemos dizer que o ativo está subvalorizado e, consequentemente, barato. Esses investidores consideram que ele ainda poderia se valorizar bastante. Isso faz com que alguns investidores identifiquem que aquele é um bom momento para comprar, já que a ação pode se valorizar.

Encontrar o verdadeiro valor de uma ação, porém, não é uma ciência exata. Muitos especialistas em investimentos e economistas utilizam cálculos complexos para isso, tentando prever, por exemplo, a capacidade que a empresa tem de gerar lucros no futuro. Mas existem outros fatores, como o desempenho da economia, que acabam interferindo nessa avaliação.

Existem dois principais tipos de análises utilizadas para encontrar o preço das ações e determinar se uma empresa é realmente um bom investimento.

Análise fundamentalista

Na análise fundamentalista é feito o estudo de empresas com base nos seus resultados e características e em outros fatores – como aspectos econômicos e políticos – que influenciam as empresas , também chamados de fundamentos. Assim, o investidor busca entender se determinada empresa possui boas chances de rentabilidade ou não. E, com isso, consegue fazer cálculos para determinar o valor justo de uma ação.

Neste caso, o foco é no longo prazo e na análise das expectativas da empresa e do cenário político-econômico para o investidor encontrar empresas que pareçam sólidas e saudáveis.

Para isso, é preciso estar atento às notícias e novidades sobre a empresa e também aos balanços econômicos, além da gestão corporativa, nível de endividamento e panoramas do mercado e do contexto político-econômico.

Análise técnica

É usada por investidores que optam por oportunidades de compras no curto prazo. Este tipo de análise exige muito conhecimento e é utilizada para analisar quedas e elevações por meio de gráficos. É usada principalmente por quem faz operações day trade, a estratégia de comprar e vender ações no mesmo dia.

Mas afinal, quem decide o preço das ações?

O preço das ações não é definido por uma única pessoa ou instituição, por exemplo. Esse é um movimento que envolve uma série de fatores e que também é influenciado pelo comportamento coletivo dos investidores. Por isso a importância de agir com cautela na hora de aplicar na Bolsa de Valores. 

Ações são consideradas um investimento de alto risco. É recomendável fazer esse investimento depois da construção de uma reserva de emergência. Ou seja, para quem não tem nenhuma economia, o ideal é começar a reserva de emergência, mantendo um valor sempre disponível em uma reserva que não deve desvalorizar, como,  por exemplo, com aplicações de renda fixa de baixo risco com liquidez diária.

Além disso, quem pretende investir em ações também precisa entender o seu perfil de investidor

Não é só o preço que conta

Outra recomendação é não levar em consideração apenas o preço das ações na hora de escolher uma ação para investir. Pesquise sobre a empresa, o setor que ela atua e os seus resultados financeiros antes de tomar uma decisão. 

E se você não sabe nadar, é melhor ficar no raso. Quando aprender mais, aí sim pode se arriscar. Faça isso para começar a investir em ações também.

Se está dando seus primeiros passos na Bolsa, comece investindo pouco e sempre diversifique, ou seja, não coloque todos os ovos em uma mesma cesta (nesse caso, uma parte importante do seu investimento em ações de uma ou poucas empresas). Vá entendendo como funciona o mercado e, depois que estiver habituado, arrisque mais.

E vale lembrar: o desempenho do passado não define o do futuro. Ou seja, não é porque o valor de uma ação vem subindo que ela necessariamente vai continuar se valorizando.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

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