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Como vender pela internet: 5 passos para quem quer começar

Entre janeiro e agosto de 2020, o faturamento do comércio eletrônico no Brasil atingiu a marca de R$ 41,92 bilhões – mas é preciso planejamento para entrar nesse mercado.

O crescimento do comércio virtual no Brasil – muito impulsionado pela pandemia do novo coronavírus – despertou o interesse de muitos empreendedores em como vender pela internet.

Entre 23 de março e 31 de maio deste ano, por exemplo, foram abertas 107 mil novas lojas online no país – mais de uma por minuto –, segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). 

Apesar de ser um mercado em expansão, vender pela internet não é simples e exige muito preparo e planejamento. Abaixo, confira um guia com o que você precisa saber para começar seu negócio virtual. 

Como vender pela internet: 5 passos para você começar

  1. Monte um plano de negócio
  2. Defina seu canal de vendas
  3. Foque na experiência do cliente
  4. Invista em segurança
  5. Estruture uma gestão eficiente

Abaixo, confira cada passo em detalhes.

1. Monte um plano de negócio

O primeiro passo para quem quer vender pela internet é montar um plano de negócio. Com este documento, é possível estruturar os pilares de uma empresa – como propósito, valores e produtos –, traçar seus objetivos e os passos necessários para atingi-los – incluindo uma análise de mercado, plano de marketing, plano operacional e plano financeiro.

Apesar de ser uma etapa mais burocrática do processo, criar um plano de negócio é muito importante para ter uma visão geral da empresa e corrigir o que for necessário enquanto tudo ainda está no papel.

Confira um manual do Sebrae de como montar um plano de negócio

2. Defina seu canal de vendas

Por muito tempo, vender pela internet foi sinônimo de ter um site. Hoje em dia, entretanto, existem outros canais de vendas que ganham cada vez mais espaço, como redes sociais, aplicativos e marketplaces.

Na hora de definir onde você vai vender online, é importante considerar onde seu público-alvo está e entender os prós e contras de cada canal. Uma boa opção pode ser começar em um lugar e, conforme o negócio cresça, expandir para outros.

3. Foque na experiência do cliente

Tudo no comércio online tem a ver com a experiência do cliente – desde o momento em que ele é impactado por um anúncio ou entra no site até a entrega do produto.

Por isso, é importante ter atenção a cada detalhe e garantir que, em todas as interações com sua loja, a experiência seja a melhor possível. Alguns itens para ficar atento:

  • Experiência de navegação: se seu canal de vendas carrega rápido ou demora; se o visual da página desperta o desejo de compra ou não; se quem abre a página pelo celular consegue navegar bem ou tem dificuldade para visualizar…
  • Qualidade das imagens e das informações: se as fotos têm uma resolução boa; se é possível visualizar os detalhes das peças; se todas as informações estão disponíveis de forma fácil…
  • Fluxo de compra: quantos cliques o cliente precisa dar entre escolher um produto e finalizar a transação; quanto tempo leva esse fluxo; quantas páginas ele precisa acessar; quais os meios de pagamento disponíveis…
  • Atendimento ao cliente: quais canais estão disponíveis; qual o horário de funcionamento; se essas informações podem ser encontradas facilmente pelo consumidor; quanto tempo leva para ele ser atendido…
  • Entrega: quanto tempo leva para o item chegar até o cliente; se o tempo estimado está correto; como é a embalagem; qual a experiência da pessoa ao abrir o pacote…
  • Comunicação: como você se comunica com os clientes; qual a linguagem utilizada; se as imagens das redes sociais são boas e valorizam sua marca…

Todos esses elementos constroem a experiência do cliente e a imagem do seu negócio.

4. Invista em segurança

Em uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 32,9% dos entrevistados citaram como uma desvantagem do comércio online a falta de segurança com relação a vírus no computador/clonagem de dados bancários ou cartão de crédito.

Ou seja: essa é uma preocupação real das pessoas e o papel das empresas é buscar formas de tornar as transações virtuais mais seguras.

Isso pode ser feito investindo em um certificado de segurança para o site e escolhendo uma plataforma segura para realizar os pagamentos, por exemplo. 

5. Estruture uma gestão eficiente

Além de estruturar toda a parte do negócio que estará em contato direto com o cliente, é essencial criar uma gestão eficiente por trás que vai garantir o funcionamento sustentável da empresa – como manutenção do estoque, logística, contato com fornecedores, processamento de pagamentos e gestão financeira. 

Apesar de ninguém ver essa parte dos bastidores, são esses processos que mantêm uma empresa funcionando – por isso é essencial investir tempo e energia nisso.

Será que está na hora de vender pela internet?

Algumas pessoas podem pensar que vender pela internet é algo simples – afinal, não é necessário investir num ponto físico nem ter os custos envolvidos numa operação deste tipo. Mas não é bem assim.

Ter um comércio eletrônico pode ser tão desafiador quanto ter uma loja física: é necessário pensar na logística dos produtos, no estoque, na embalagem, na prospecção de clientes, no atendimento, no financeiro… São diversos fatores que influenciam diretamente o resultado do negócio e, consequentemente, impactam o bolso de quem está à frente da empresa.

Por isso, antes de se aventurar no comércio eletrônico, é importante entender se você está realmente preparado para isso. Caso contrário, essa empreitada poderá gerar mais frustração – para você e para os clientes – do que retorno financeiro.

A realidade do e-commerce no Brasil

No primeiro semestre de 2020, o e-commerce brasileiro registrou recorde de faturamento em relação ao mesmo período dos anos anteriores, de acordo com a 42º edição do relatório Webshoppers – foram R$ 38,8 bilhões em vendas, um crescimento de 47% se comparado ao primeiro semestre de 2019.  

O que explica essa alta exponencial?

A pandemia do novo coronavírus restringiu a circulação de pessoas, fechou lojas e outros estabelecimentos físicos e forçou milhões de brasileiros a uma nova realidade. Uma realidade com menos toques entre pessoas e mais toques na tela. 

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o uso de internet no Brasil aumentou entre 40% e 50% durante a quarentena. 

Mais pessoas conectadas e menos liberdade para sair levaram a uma alta das vendas pela internet. Entre janeiro e agosto, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro atingiu a marca de R$ 41,92 bilhões – 56,8% maior do que o mesmo período de 2019, segundo pesquisa divulgada pela ABComm em parceria com o movimento Compre&Confie. 

Embora o valor médio das compras online tenha diminuído de R$ 420,78 para R$ 398,03, de acordo com a mesma pesquisa, o número de transações saltou de 63,4 bilhões para 105,6 bilhões no primeiro semestre de 2020 – um crescimento de 65,7% em relação ao mesmo período do ano passado. 

As três categorias que mais cresceram entre janeiro e agosto de 2020 foram:

  1. Beleza e Perfumaria: alta de 107,4% e faturamento de R$ 2,11 bilhões;
  2. Móveis: crescimento de 94,4% e faturamento de R$ 2,51 bilhões;
  3. Eletroportáteis: aumento de 85,7% e faturamento de R$ 1,02 bilhão.

Mas, apesar de ter sido acelerado durante a pandemia, o crescimento do comércio eletrônico tem sido constante nos últimos anos.

Segundo a 41ª edição do relatório Webshoppers, o faturamento do e-commerce brasileiro cresceu 348,55% entre 2010 e 2019 – passou de R$ 13,8 bilhões para R$ 61,9 bilhões.

De 2011 a 2019, o número de pedidos também saltou de 54 milhões para 148 milhões – um crescimento de aproximadamente 174%.

Além disso, a quantidade de consumidores do e-commerce cresce ano após ano. Só em 2019, foram 10,7 milhões de novos consumidores online – 17% do total. 

Apesar disso, ainda existe muito espaço para crescimento do comércio eletrônico no Brasil. No ano passado, ele foi responsável por apenas 8% do faturamento total do varejo no país, segundo a consultoria Euromonitor International – e a expectativa é de que essa fatia atinja um patamar de 12% em 2020. 

E quais categorias concentram o maior volume de pedidos do comércio eletrônico brasileiro?

Segundo a 2ª edição do relatório NeoTrust, as principais categorias em relação ao número de pedidos em 2019 foram:

  1. Moda e acessórios: 21% dos pedidos;
  2. Entretenimento (como livros, eletrônicos e games): 14,9% dos pedidos;
  3. Beleza, perfumaria e saúde: 12,5% dos pedidos;
  4. Artigos para casa (como eletroportáteis e utilidades domésticas): 8% dos pedidos;
  5. Telefonia: 7,4% dos pedidos;
  6. Eletrodomésticos e ventilação: 6,7% dos pedidos;
  7. Suplementos, esporte e lazer: 6,3% dos pedidos;
  8. Móveis, construção e decoração: 6,1% dos pedidos;
  9. Informática e câmeras: 5,4% dos pedidos;
  10. Brinquedos e artigos para bebês: 2,3% dos pedidos.

Este texto faz parte da missão do Nubank de lutar contra a complexidade do sistema financeiro para empoderar as pessoas – físicas e jurídicas. Com a conta PJ, queremos ajudar donos de pequenos negócios, empreendedores e autônomos a focarem no que realmente importa. Saiba mais.

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