Pedir Conta e
Cartão de Crédito

em menos de 1 minuto
e grátis

Precisamos seu nome completo. Precisamos seu nome completo.
Precisamos do seu CPF Precisamos de um CPF válido
Precisamos do seu e-mail. Aqui precisamos de um email válido.
Ops. Está diferente do campo acima.
Para prosseguir, você deve concordar com as políticas de privacidade.

Complete os campos ao lado para pedir sua Conta e Cartão de crédito

Agora complete abaixo para pedir sua conta e cartão de crédito

Precisamos de um CPF válido
Precisamos seu nome completo. Precisamos seu nome completo.
Precisamos do seu e-mail. Precisamos de um email válido.
Ops. Está diferente do campo acima.
Para prosseguir, você deve concordar com as políticas de privacidade.

Início Seu Dinheiro Dicionário Financeiro Consumo consciente: o qu...

Consumo consciente: o que é e por que você deve se importar?

Seriam necessárias 4,3 terras para sustentar o estilo de vida da população mundial em 2050. Entenda como consumir de forma consciente pode ajudar a reverter esse cenário.



Comprar é bom. As pessoas se sentem mais felizes e mais confiantes, como mostra essa pesquisa do Havas Group. Comprar sem pensar nas consequências, entretanto, pode ser perigoso, por isso é necessário falar sobre consumo consciente – algo que vai muito além de consumir com planejamento.

Mas o que é consumo consciente?

Se, ao ouvir falar sobre consumo consciente, você imagina uma pessoa com extremo autocontrole, que se planeja e compra apenas o necessário, saiba que essa é uma visão comum – mas não totalmente correta. 

Segundo a pesquisa Consumo Consciente, realizada em 2018 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 41% dos entrevistados associam esse comportamento com atitudes que evitam principalmente o desperdício e as compras desnecessárias.

É importante entender, entretanto, que consumo consciente vai muito além disso, impactando tanto as finanças pessoais quanto questões ambientais e sociais.

Como assim? 

De acordo com o SPC Brasil e a CNDL, consumo consciente é “o ato de considerar, durante o processo de compra de um produto [ou serviço], o equilíbrio entre a satisfação pessoal, as possibilidades ambientais, os impactos de longo prazo e os efeitos sociais e financeiros da decisão”. 

Isso significa, do ponto de vista de consumo consciente, que comprar vai muito além de pagar por algo e ganhar sua propriedade – passa por entender toda a cadeia de consumo e produção que existe por trás de uma aquisição:

  • A escolha e extração da matéria-prima pelo fabricante;
  • A instalação de uma indústria ou de um centro de compras e seus impactos;
  • O regime de trabalho imposto pela empresa e as condições de produção;
  • Os desdobramentos ambientais, econômicos e sociais provocados pelo uso final do item comprado….

São diversos fatores que podem contribuir para tornar uma compra mais (ou menos) consciente.

Entendi. E quais comportamentos são considerados conscientes?

O estudo Panorama do Consumo Consciente no Brasil: desafios, barreiras e motivações, realizado em 2018 pelo Instituto Akatu, elencou 13 comportamentos conscientes:

  1. Evitar deixar lâmpadas acesas em ambientes desocupados;
  2. Fechar a torneira enquanto escova os dentes;
  3. Desligar aparelho eletrônico quando não está usando;
  4. Esperar os alimentos esfriarem antes de guardar na geladeira;
  5. Planejar as compras de alimentos;
  6. Planejar as compras de roupas;
  7. Pedir nota fiscal quando vai às compras, mesmo que o fornecedor não ofereça espontaneamente;
  8. Ler atentamente os rótulos antes de comprar um produto;
  9. Usar também o verso das folhas de papel, quando possível;
  10. Separar o lixo de casa para reciclagem, mesmo que não haja coleta seletiva;
  11. Passar ao maior número possível de pessoas as informações que aprende sobre empresas e produtos;
  12. Comprar produtos feitos com material reciclado;
  13. Comprar produtos orgânicos.

Podem parecer atitudes pequenas, mas elas indicam como uma pessoa se relaciona com o consumo e como ela vê os impactos de suas ações na sociedade.

A partir desses comportamentos, por exemplo, o estudo classificou os entrevistados em quatro níveis de consciência.

Nível de consciência? O que isso significa? Em qual estágio eu estou?

Com base na quantidade de comportamentos que o entrevistado declarou “adotar sempre” ou “ter realizado nos últimos seis meses”, eles foram classificados em:

  • Indiferente (0 a 4 comportamentos): aquela pessoa para quem a questão financeira ainda é o principal fator para adotar atitudes conscientes (ela apaga as lâmpadas para economizar, por exemplo, não porque isso impacta o ambiente);
  • Iniciante (5 a 7): além das atitudes em casa, essa pessoa também planeja suas compras como uma forma de economizar;
  • Engajado (8 a 10): para ela, as práticas sustentáveis incluem o planejamento de compras de roupas e de alimentos, incluindo saber mais sobre os produtos e como destinar o próprio lixo;
  • Consciente (11 a 13): a pessoa que não só tem atitudes conscientes, mas também defende e compartilha ações que beneficiam questões sociais e ambientais (como recomendar marcas socialmente responsáveis).

Para saber seu nível de consciência, basta ver quantos comportamentos são parte do seu dia a dia e comparar com a classificação acima.

Por que é importante falar sobre consumo consciente?

Não é natural pensar sobre as consequências do consumo, mas é importante parar para refletir sobre isso. Afinal, os impactos vão muito além daqueles que é possível, literalmente, ver – como a água indo embora pelo ralo ou a conta de energia no final do mês.

No livro Hidden Impact (Impacto oculto, em tradução livre), a designer e pesquisadora holandesa Babette Porcelijn mostra que o maior impacto ambiental não é causado pelos carros ou pelo ar-condicionado das casas, por exemplo, mas por produtos que as pessoas consomem – como roupas, eletrônicos e alimentos.

Segundo Babette, em países como Holanda e Estados Unidos, apenas pouco mais  de um quarto da “pegada ecológica” (ou seja, as consequências ambientais de uma ação) de cada pessoa é perceptível no dia a dia.

Todo o resto está embutido no ciclo de vida de produtos e serviços, passando pela extração de matérias-primas, produção, transporte dos produtos, até o descarte.

Por exemplo, é mais fácil pensar sobre a energia gasta para carregar um celular, mas ainda é algo distante refletir sobre tudo o que está por trás da existência deste pequeno aparelho – como as consequências da mineração dos metais necessários para produzi-lo ou a enorme quantidade de água utilizada nesse processo. 

Ainda de acordo com Babette, seriam necessárias 4,3 terras para sustentar o estilo de vida da população mundial em 2050. 

Por conta de todos esses fatores, é essencial falar sobre os impactos do consumo no planeta e como reduzir os danos causados. Consumir de forma consciente é uma das formas. 

Consumo consciente é para todo mundo? 

Quando se fala em consumo consciente, uma dúvida que pode surgir é se este é um movimento para todo mundo. Afinal, só é possível escolher como consumir quando se tem liberdade para tal.

Uma forma de entender essa questão é olhar para alguns números que mostram a realidade brasileira:

  • Em 2018, a renda domiciliar per capita (por pessoa) do Brasil ficou em R$1.373, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – sendo que, em alguns estados, este valor cai para menos da metade;
  • A diferença de preço entre produtos orgânicos e convencionais pode superar 270%, de acordo com uma pesquisa de 2015 da Korin;
  • 43% das pessoas terminaram o mês zerados, segundo um estudo do SPC Brasil – e outros 33% não tiveram recursos suficientes para pagar todas as contas.

Ou seja, chega a ser injusto exigir que pessoas que mal têm dinheiro para pagar as próprias contas gastem mais para comprar produtos sustentáveis. A conta simplesmente não fecha.

Em contrapartida, mesmo quem não tem margem de manobra no orçamento pode adotar pequenas mudanças, como planejar as próprias compras e reutilizar produtos e embalagens.

Só é importante considerar que, em um cenário de desigualdade, não dá para esperar que todos os cidadãos adotem todas as práticas de consumo consciente.

Qual a realidade do consumo consciente no Brasil?

Consumo consciente é um assunto cada vez mais falado no Brasil, mas não necessariamente entendido. 

De acordo com o SPC e a CNDL, ainda predomina uma visão mais voltada para a questão financeira: quatro em cada dez pessoas ouvidas (41,4%) entendem consumo consciente como atitudes que evitam principalmente o desperdício e as compras desnecessárias.

É importante lembrar, entretanto, que isso é apenas parte da questão. 

Já 32,1% entende corretamente que se trata de refletir sobre as consequências de uma compra antes de realizá-la, sabendo que o consumo produz impactos sociais, ambientais e econômicos para todo mundo. 

Por último, 13,6% dos entrevistados pensam em consumo consciente como atitudes que têm como foco economizar dinheiro e 10,8% falam em economizar pensando no meio-ambiente.

Apesar de ser um primeiro passo, é preciso ir além.

Mas os brasileiros têm um consumo consciente?

No estudo do SPC e da CNDL, os consumidores tiveram de escolher uma nota de 1 a 10 em relação ao seu comportamento  – sendo 1 “nada consciente” e 10 “muito consciente”. A nota média foi 7,7.

Entretanto, a pesquisa sugere que, sob diversos aspectos, essa auto imagem não corresponde totalmente à realidade: 97,3% dos entrevistados admitem ter dificuldades para a adoção de práticas de consumo consciente.

Por que essa diferença entre expectativa e realidade?

Como a maioria das pessoas relaciona consumir de forma consciente com comprar apenas o necessário, elas se julgam conscientes.

Quando outros fatores são adicionados nesse cálculo, contudo, a realidade é outra.

Segundo o estudo Panorama do Consumo Consciente no Brasil, do Instituto Akatu, 76% dos entrevistados foram classificados como menos conscientes em relação ao consumo.

Ou seja, pensam mais em questões financeiras do que no impacto das ações no mundo – que podem ser muitos.

Quais são as barreiras para o consumo consciente?

Apesar da pesquisa do Instituto Akatu mostrar que os brasileiros desejam seguir um caminho sustentável, existem algumas barreiras para isso.

A principal delas é a necessidade de esforço, sendo apontada por 60% dos entrevistados.

Neste sentido, os principais obstáculos são:

  • Preço alto de produtos sustentáveis; 
  • Necessidade de mais informação sobre impactos ambientais e sociais do consumo;
  • Mudança nos hábitos da família e nos próprios;
  • Dificuldade para encontrar produtos sustentáveis;
  • Ter mais trabalho para levar uma vida consciente.

A segunda barreira principal é a falta de confiança. Segundo os consumidores, não adianta mudar o comportamento se empresas, governo e outras pessoas não fazem sua parte.

Além disso, eles entendem que seria preciso abrir mão de pequenos prazeres para adotar esse estilo de vida – e não estariam necessariamente dispostos a isso.

Como ter um consumo mais consciente?

Para quem quer ter um consumo mais consciente, é preciso estar disposto a refletir mais sobre os próprios hábitos e compras. Além disso, o Instituto Akatu sugere alguns comportamentos:

  1. Planejar as próprias compras;
  2. Avaliar os impactos ambientais e sociais do próprio consumo;
  3. Consumir apenas o necessário;
  4. Reutilizar produtos e embalagens;
  5. Separar o próprio lixo;
  6. Usar crédito de forma consciente para não se endividar;
  7. Conhecer e valorizar práticas de responsabilidade social das empresas;
  8. Não comprar produtos piratas ou contrabandeados;
  9. Divulgar o consumo consciente;
  10. Refletir sobre os próprios valores.

Você tem um consumo consciente?

Os membros da NuCommunity, a comunidade do Nubank, estão comentando por lá como eles lidam com consumo consciente.

O usuário Edvan_Cds, por exemplo, diz que pesquisa bastante antes de fazer uma compra.

Já Marina_Marta_Almeida faz a busca completa: entende o máximo de informações possível sobre os produtos, procedência e fornecedores antes de comprar.

E você, como lida com consumo consciente?

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

3.52

Esse artigo foi útil? Avalie

Obrigado pela avaliação

Você já votou neste post