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Selic acima de 14%: como era a vida com a taxa básica de juros alta?

Bom para investidores, ruim para endividados? Entenda como era a realidade dos brasileiros quando a taxa básica de juros estava nos dígitos duplos.



Você tem R$ 2.000. Coloca em uma aplicação em renda fixa que rende 100% da Selic e não mexe mais. No fim do ano, ganhou R$ 285.

Soa maravilhoso? Assim era a vida do pequeno investidor em 2015, quando o Banco Central estabeleceu a meta da Selic em 14,25%.

Entre julho de 2015 e outubro de 2016, a taxa básica de juros da economia permaneceu nesse patamar – foram 10 ciclos de manutenção até o Copom começar a baixá-la.

Hoje, a meta da Selic é de 7,75% ao ano, valor bem abaixo do registrado até 2016. Em termos práticos: aqueles mesmos R$ 2.000 naquela aplicação hoje renderiam R$ 155 – e não os R$ 285 de cinco anos atrás (em ambos os casos, sem contar eventuais descontos de impostos).

“Ah, mas então a Selic alta é muito melhor!”. Bom… não, não é bem assim. Olhar para a Selic sozinha não dá o cenário completo. E entender o papel dela na economia é essencial para saber por que ela caiu tanto.

Em primeiro lugar: a Selic é o quê, mesmo?

Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Esse é um sistema operado pelo Banco Central que, de forma simplificada, cuida das negociações de títulos públicos federais. A taxa Selic é a taxa de juros aplicada nas operações diárias de financiamento com esses títulos.

Mas por que isso importa para as pessoas no dia a dia?

Porque a Selic é considerada a taxa básica de juros da economia. Isso significa que ela serve de base para inúmeras outras – como os juros de um empréstimo ou o rendimento de uma aplicação, por exemplo.

A poupança, que apesar de oferecer uma das piores rentabilidades do mercado ainda é o investimento mais popular do Brasil, é um desses casos: atualmente, ela rende 70% da Selic. Ou seja, se a taxa cai, o rendimento da poupança cai junto.

E por que a taxa Selic sobe e desce?

Quem mexe na meta da taxa Selic é o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A cada 45 dias, ele se reúne para definir se a atual meta da Selic vai subir, cair, ou permanecer igual.

O objetivo do Banco Central com esses movimentos da Selic é controlar a inflação. Ao mexer nos juros do mercado como um todo, ela ajuda a determinar se haverá mais ou menos dinheiro em circulação na economia – mexendo, portanto, no termômetro da inflação.

De modo geral:

  • Quando a Selic está alta, os rendimentos de aplicações em renda fixa sobem e as taxas de crédito e empréstimo ficam mais caras. A tendência é que as pessoas gastem menos, puxando a inflação para baixo.
  • Quando a Selic está baixa, aplicações seguras têm rendimento menor e o acesso ao crédito fica maior. A tendência é que as pessoas gastem mais, puxando a inflação para cima.

Todo ano, o Banco Central coloca uma meta para a inflação e vai acompanhando a economia e olhando para o futuro. Ao mexer (ou não) na Selic, a intenção é manter a inflação o mais próxima possível da meta.

Outro fator altamente afetado pela taxa Selic é a quantidade de investimentos estrangeiros no país. Quando a taxa de juros está alta, a tendência é que investidores de outros países coloquem mais dinheiro no Brasil – afinal, os títulos públicos rendem mais.

Isso mexe na quantidade de dólares no país, que, por sua vez, também é um dos elementos que impacta a inflação. Quando a oferta de dólares no Brasil é alta, a cotação tende a cair. Quando ela é baixa, tende a subir. Um dólar mais alto do que o indicado favorece as exportações e tende a aumentar os preços por aqui – é o que estamos vivendo hoje com a alta dos alimentos.

Voltando para a Selic alta

Levando isso tudo em consideração, sim, é verdade que a taxa Selic a 14,25% representava ganhos relativamente altos para riscos baixíssimos.

Afinal, na maioria dos casos, as aplicações em renda fixa possuem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, naquele momento, as pessoas tinham um amplo leque de investimentos com rentabilidade garantida e sem risco de perder seu dinheiro.

Só que, do outro lado da balança, a Selic alta tornava a situação mais difícil para pessoas endividadas. Para quem precisava tomar um empréstimo ou fazer um parcelamento, o patamar das taxas de juros estava mais elevado.

Vale lembrar, também, que a inflação naquele momento estava bem elevada: em julho de 2016, ela registrava uma alta acumulada de 8,74% em 12 meses – bem acima da meta de 4,5%.

Em outras palavras: sim, o dinheiro rendia mais. Mas o poder de compra também reduzia bem.

Resumindo: não existem soluções fáceis na economia e raramente a pergunta “é bom ou ruim” vai ter uma resposta diferente de “depende”.

Atualmente, a inflação vem subindo, mas ainda está dentro da meta – e alterações bruscas ou pouco calculadas na meta da Selic poderiam piorar a situação delicada que o Brasil (e o mundo) vivem hoje.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

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