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Parcelamento da fatura do cartão de crédito: quando vale a pena

Quando você não puder pagar a totalidade de sua fatura do cartão, pode fazer o parcelamento do valor. Confira quais as regras dessa operação.
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Pagar o valor total da sua fatura do cartão de crédito é sempre a melhor estratégia: você evita o pagamento de juros e multa, além de se organizar melhor financeiramente. Mas entendemos que problemas podem acontecer e, quando não for possível pagar o total, o parcelamento da fatura do cartão de crédito é uma opção.

O parcelamento da fatura do cartão de crédito é uma modalidade de financiamento oferecida pela emissora do cartão para quem não consegue pagar o valor total da fatura no vencimento. Em vez de quitar tudo de uma vez, o cliente divide o saldo em aberto em parcelas fixas, que são adicionadas às próximas faturas com juros e IOF definidos em contrato.

A opção costuma ter juros menores e prazos maiores, em comparação aos juros do crédito rotativo, o que ajuda a evitar o superendividamento. Neste artigo você entende as regras e condições para fazer o parcelamento da fatura do cartão de crédito e quando vale a pena.

Como funciona o parcelamento da fatura do cartão de crédito?

Basicamente, o parcelamento da fatura é um acordo que você faz com a emissora do cartão informando que não conseguirá quitar seu débito atual dentro do mês e fará esse acerto ao longo das próximas faturas. Ou seja: o valor que ficar em aberto será adicionado à sua fatura do mês seguinte. 

Ao optar por parcelar a fatura, a emissora do cartão financia o saldo em aberto e divide esse valor em parcelas com juros e IOF. Essas parcelas são somadas às próximas faturas do cartão, até o fim do prazo contratado.

O Banco Central possui regras específicas sobre o parcelamento de fatura que você deve ter em mente se tiver um cartão de crédito, afinal, nunca se sabe quando você precisará parcelar sua fatura.

Antes de confirmar o parcelamento, é fundamental entender três pontos: o Custo Efetivo Total (CET), o prazo e o número de parcelas, e o que compõe o valor de cada parcela.

O que é o CET  e por que ele importa

O CET é a sigla para Custo Efetivo Total, um indicador financeiro usado para medir o custo total de um serviço de crédito, como empréstimo ou financiamento. O CET compreende os encargos, tarifas, seguros e demais despesas que compõem a operação financeira.

Além de ser regulamentado pelo Banco Central do Brasil, é obrigatório ter o seu valor informado em toda proposta de crédito. Portanto, mais importante que a taxa de juros do parcelamento, é preciso ter atenção ao valor total da operação, no caso, parcelamento da fatura do cartão de crédito.

Prazo, número de parcelas e juros

Cada emissora define o número máximo de parcelas e as taxas de juros aplicáveis ao parcelamento da fatura do cartão.

  • Prazo de pagamento: pode variar de 2 a 24 vezes, dependendo da instituição e do perfil do cliente;
  • Número de parcelas: quanto maior o número de parcelas, maior tende a ser o custo total da operação, pois juros compostos incidem sobre um período mais longo;
  • Taxas de juros: os juros do parcelamento costumam ser menores que as do rotativo, mas ainda podem ser elevadas.

No cartão de crédito do Nubank, você pode simular o parcelamento diretamente pelo aplicativo e escolher, entre as opções disponíveis, a quantidade de parcelas e o valor de entrada que melhor cabem no orçamento, sempre com CET informado antes da confirmação.

Juros e IOF nas parcelas

Cada parcela do parcelamento da fatura é formada por três componentes principais:

  1. Amortização do saldo devedor: a parte que efetivamente abate a dívida original;
  2. Juros: taxa cobrada pela emissora pelo financiamento;
  3. IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): tributo federal cobrado em operações de crédito, com alíquota diária e adicional fixo.

A soma desses componentes resulta no valor fixo que aparece nas suas próximas faturas do cartão de crédito. Após a contratação, você também pode antecipar parcelas para reduzir o custo total; confira como funciona em Vale a pena antecipar as compras parceladas no cartão Nubank?.

Parcelamento de fatura: as regras do Banco Central

Cada instituição financeira estabelece um mínimo – normalmente, um percentual – da fatura que deve ser pago. Ele é o necessário a ser pago para que o cliente não fique inadimplente. Quando é pago o valor mínimo ou um valor distinto, que não seja o total da fatura, o usuário tem duas opções:

  • Entrar no crédito rotativo – ou seja, não parcelar o restante da fatura.
  • Optar pelo parcelamento da fatura.

Crédito rotativo

O crédito rotativo é um financiamento do valor não pago da fatura do cartão de crédito. Ele é utilizado quando há pagamento inferior ao total da fatura, mas maior que o mínimo estabelecido. 

Basicamente, o saldo da fatura que ficar em aberto será acrescido à sua fatura subsequente, acrescido de juros do crédito rotativo. Ele só pode ser usado por 30 dias - normalmente, até a data de vencimento da fatura a que é acrescido.

Na fatura seguinte à que você entrou no rotativo, portanto, você pagará: o saldo devedor da fatura, do valor que entrou no crédito rotativo, os juros do crédito rotativo e IOF.

Desde 2017, a Resolução CMN nº 4.549 determina que o saldo devedor do cartão de crédito só pode permanecer no crédito rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois desse prazo, a emissora é obrigada a oferecer uma linha de parcelamento com condições mais vantajosas que as do rotativo, é o chamado parcelamento automático.

Rotativo, pagamento mínimo e parcelamento: qual a diferença?

ModalidadeComo funcionaPrazoCustoQuando usar
Pagar o mínimo (rotativo)Você paga uma parte da fatura e o saldo restante vira uma dívida no crédito rotativo, com juros.Máximo de 30 dias, até o vencimento da próxima faturaJuros costumam ser mais altos Recomendado para emergências pontuais, quando sabe que conseguirá quitar tudo na próxima fatura
Parcelar a faturaO saldo em aberto é dividido em parcelas fixas, com juros e IOF, adicionadas às próximas faturasDefinido em contrato (geralmente de 2 a 24 meses)Juros menores que os do rotativoQuando o cliente sabe que não conseguirá quitar a fatura em até 30 dias e precisa de mais prazo
Atrasar o pagamentoA fatura não é paga até o vencimento e acumula multa, juros de mora e juros do rotativoEnquanto a fatura permanecer em abertoCusto mais alto de todos: a multa + juros de mora + juros do rotativo, além do risco de negativaçãoPouco recomendado; procure a emissora para negociar antes do vencimento

Vale a pena parcelar a fatura do cartão?

Parcelar a fatura do cartão de crédito pode ajudar em diversas situações, como evitar cair no rotativo ou cuidar de algum gasto inesperado, mas a decisão exige planejamento. Antes de contratar, vale avaliar alguns pontos:

Quando parcelar tende a valer a pena:

  • Quando você sabe que não conseguirá quitar a fatura em até 30 dias e quer evitar o rotativo;
  • Diante de um gasto inesperado (emergência médica ou conserto urgente, por exemplo) que compromete o orçamento do mês;
  • Quando o CET do parcelamento é menor do que o de outras linhas de crédito disponíveis (empréstimo pessoal, cheque especial etc.);
  • Quando você prefere pagar parcelas fixas para se organizar melhor.

Quando parcelar pode não ser a melhor escolha:

  • Se você consegue quitar o valor total da fatura no vencimento;
  • Quando existe uma linha de crédito com CET mais baixo disponível;
  • Se você já tem outros parcelamentos ativos que comprometem uma parte importante da sua renda mensal.

Lembre-se de sempre comparar o CET do parcelamento da fatura com o de outras opções e simule o impacto das parcelas no seu orçamento dos próximos meses.

Principais perguntas sobre parcelamento da fatura do cartão

Posso pagar contas com cartão de crédito?

Você pode pagar e parcelar seus boletos e também fazer transferências Pix usando o limite pré-aprovado do seu cartão de crédito de forma simples, direto pelo aplicativo do Nubank. Esta é uma opção para quem busca manter as contas em dia, concentrando gastos e pagamentos no mesmo lugar, ou seja, na fatura. Você pode pagar boletos de compras diversas, conta de luz, água e telefonia, boletos de impostos públicos, entre outros.

Parcelar a fatura do cartão de crédito consome o limite do cartão?

Sim. Enquanto as parcelas do parcelamento estiverem em aberto, o valor correspondente permanece comprometido no limite do cartão. À medida que as parcelas são pagas nas faturas seguintes, o limite é liberado proporcionalmente.

Parcelar a fatura prejudica o score de crédito ou negativa o CPF?

Não. Parcelar a fatura é uma operação de crédito regular oferecida pela emissora e não prejudica o score de crédito. O parcelamento, por si só, não gera negativação. Já atrasos e falta de pagamento podem afetar o histórico de crédito.

Posso quitar o parcelamento da fatura antes do prazo?

Sim. É possível quitar o parcelamento total ou parcialmente antes do vencimento, com redução proporcional dos juros e demais encargos, conforme o Código de Defesa do Consumidor.  No Nubank, essa operação pode ser feita pelo próprio app.

É possível parcelar a fatura mais de uma vez ou renegociar?

Sim. O cliente pode contratar novos parcelamentos ao longo do tempo, desde que tenha limite disponível e a emissora ofereça a opção. Também é possível renegociar dívidas em aberto diretamente com a instituição financeira.

O que acontece se eu não pagar uma parcela do parcelamento?

A parcela em atraso passa a ser cobrada encargos previstos em contrato, como multa e juros de mora, seguindo as regras do Banco Central. Se o atraso persistir, o cliente pode ser negativado. O ideal é procurar a emissora antes do vencimento para renegociar a dívida.

Todos os cartões de crédito oferecem parcelamento da fatura?

A oferta e as condições do parcelamento variam por instituição financeira. Segundo o Banco Central, quando o cliente permanece no rotativo após o vencimento da fatura seguinte, a emissora é obrigada a oferecer uma linha de parcelamento com condições mais vantajosas que as do rotativo.

Existe limite para os juros e encargos do cartão?

Sim. Desde 3 de janeiro de 2024, os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida. Assim, uma dívida de R$ 100 pode chegar, no máximo, a R$ 200.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

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