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O que aconteceu com as criptomoedas e com a Bolsa em 2021?

Enquanto as criptos viraram sensação neste ano, a Bolsa de Valores brasileira desabou. Entenda por que isso aconteceu e se uma tem relação com a outra.



No mundo todo, a dogecoin e o preço da ethereum estão na lista das dez notícias mais buscadas no Google em 2021. As duas são criptomoedas e apresentaram um forte crescimento neste ano, de quase 3.000% e de mais de 400%, respectivamente – até o dia 15 de dezembro. Enquanto isso, a Bolsa de Valores caiu 10% no mesmo período.

Antes de tirar conclusões precipitadas, crescer o olho em cima da valorização das criptomoedas e achar que a Bolsa brasileira é furada, entenda o que aconteceu em 2021 para que as moedas digitais tenham subido tanto e a Bolsa caído.

O que é criptomoeda mesmo? 

É uma moeda digital. Ou seja, ela só funciona no mundo da internet. Diferentemente de uma moeda fiduciária (real, dólar, euro, por exemplo), a criptomoeda é descentralizada. Ou seja, não existe um Banco Central que regula a sua emissão e circulação.  

Como são digitais, as criptomoedas não são impressas, mas criadas (mineradas) em uma rede de códigos – o blockchain. Nessa rede, a troca de informações é criptografada, ou seja, é protegida por camadas e camadas de códigos muito difíceis de serem fraudados.

Quais criptomoedas mais subiram em 2021?

Hoje, existem mais de 8.000 criptomoedas, cujo valor de mercado ultrapassou os US$ 2 trilhões, segundo o CoinMarketCap. Somente o bitcoin, a primeira e mais famosa delas, representa 40% desse valor, e a ethereum outros 21%. Ou seja, as duas criptos já abocanham 60% desse mercado. 

Apesar de ser o maior representante das criptomoedas, o bitcoin está longe de ser a que mais subiu em 2021 até agora. Para se ter uma ideia, teve criptomoeda que valorizou mais de 44.000% – não, você não leu errado. 

Veja quais foram as 10 criptomoedas que mais se valorizaram em 2021. 

CriptomoedaValorização no ano (até 17/12)
Gala (GALA)44.390%
Axie Infinity (AXS)15.647%
The Sandbox (SAND)12.970%
Polygon (MATIC)11.260%
Terra (LUNA)9.598%
Solana (SOL)9.238%
Fantom (FTM)7.944%
Kadena (KDA)7.458%
Harmony (ONE)4.481%
Decentraland (MANA)3.555%
Fonte: CoinMarketCap

Essas moedas são melhores que o bitcoin, então?

Não é por que uma moeda se valorizou muito em um período que ela é um bom negócio. Essa premissa vale para qualquer tipo de investimento e é ainda mais verdadeira nesse mercado. 

Isso porque, no mundo das criptos, existem as “memecoins”, ou criptomoedas-memes. Por trás de uma criptomoeda existe uma tecnologia que tem potencial de mexer com algum mercado. O bitcoin, por exemplo, colocou luz ao blockchain – que hoje é usado em outras coisas para além da criptomoeda. 

Mas não é bem isso o que acontece com as memecoins. Como o próprio nome diz, essas criptos nascem a partir de memes da internet. É o caso da dogecoin, uma das memecoins mais famosas do mundo. Ela foi criada em 2013 inspirada na imagem de um cachorro da raça Shiba Inu que explodiu na internet no mesmo ano e virou meme. 

Existe alguma tecnologia super inovadora por trás da dogecoin? Não. Ela é simplesmente uma criptomoeda que cresceu pela popularidade do próprio meme. Mas, em 2021, ela explodiu e cresceu quase 3.000%, aparecendo na 13ª posição da lista das criptos que mais subiram no ano. 

Isso aconteceu porque ela ganhou um fã bem influente: o bilionário Elon Musk, dono da empresa norte-americana de carros elétricos Tesla. Ele começou a falar da criptomoeda nas redes sociais e isso fez disparar as negociações. 

Esta é uma das características das memecoins: elas sobem ou desabam de acordo com a sua popularidade. Por isso, perto de outras criptos, elas são muito mais arriscadas e voláteis

Mas como saber se uma cripto é confiável?

Um dos critérios é a capitalização de mercado. Em outras palavras, quando uma empresa entra na Bolsa de Valores, o mercado passa a precificá-la. Ou seja, ele diz quanto ela vale, determinando assim o preço de uma ação da companhia.

Na prática, o valor de mercado é o preço da ação multiplicado pelo número total de ações que a empresa tem na Bolsa. 

No mercado de criptomoedas é a mesma coisa. A capitalização de mercado de uma cripto é o preço de cada moeda multiplicado pela quantidade de ativos disponíveis. Esse valor é um indicativo de certa maturidade de uma cripto no mercado. Mas não é – e nem deve ser – o único critério.  

Cripto precisa ter uma tecnologia para oferecer

O mais importante é olhar o projeto por trás da criptomoeda. “Para que essa moeda existe, quem é o time por trás dela, qual o ritmo de atualização da tecnologia? Da mesma forma que você analisa empresas para saber se são boas, você tem que analisar as moedas”, explica Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb e especialista em investimentos.

Em resumo, a criptomoeda deve ter alguma tecnologia a oferecer. E quanto mais inovadora é essa tecnologia, e quanto maior o potencial de ela ser utilizada agora ou no futuro, maior o valor dessa cripto.  

Na tabela abaixo você vai ver as 10 criptomoedas com maior capitalização de mercado, e quanto elas subiram no ano. A lista fica diferente daquela que considerou apenas a valorização de preço.  

CriptomoedaCapitalização de mercado (trilhões de US$)Valorização no ano
(até 17/12)
Bitcoin (BTC)887,3 60%
Ethereum (ETH)452,3 421%
Binance Coin (BNB)89,3 1.312%
Tether (USDT)76,3 – 0,18%
Solona (SOL)52,9 9.238%
USC Coin (USDC)41,8 0,12%
Cordano (ADA)42,6 595%
XRP (XRP)37,7236%
Avalanche (AVAX)25,62.775%
Polkadot (DOT)24,5199%
 Fonte: CoinMarketCap

Entendi, mas por que as criptomoedas cresceram tanto, afinal? 

Cada moeda tem suas particularidades e não tem como generalizar os motivos, mas, no geral, a inflação no mundo e a crise provocada pela covid-19 contribuíram para que elas fossem tão buscadas e compradas neste ano, segundo Hugo Carone, analista de renda variável do NuInvest. 

“Os governos no mundo não param de imprimir dinheiro e não está na sua mão dizer para ele parar. Como as criptomoedas são limitadas, elas são usadas para proteger o investidor da inflação”, afirma. 

Com quantidades limitadas, o valor da cripto pode subir com o tempo, protegendo o poder de compra de quem tem a moeda digital.  

Pascowitch ainda explica que o fator escassez, em um cenário de crise global, atraiu grandes investidores que passaram a apostar no bitcoin. Não à toa, a criptomoeda atingiu seus picos históricos de preço neste ano, chegando no seu maior valor até agora, de US$ 69 mil, em novembro.

“Conforme o bitcoin cresce, as outras moedas têm potencial para crescerem também. Ele é a locomotiva. Nenhum ativo performou melhor que o bitcoin nos últimos anos”, diz o especialista. 

Isso não significa que você tem de colocar todas as suas fichas nas criptomoedas. “Essa maior procura abriu espaço para uma euforia e uma ganância muito grandes, a ponto de projetos totalmente irrelevantes, criados a partir de piadas e memes, terem fortes valorizações”, alerta Pascowitch. 

Outro fator que puxou as criptomoedas para cima neste ano foi o crescimento de mercados específicos, como o de games – que acelerou durante a pandemia. 

A gala, criptomoeda que mais se valorizou no ano até agora, é a moeda oficial da Gala Games, uma plataforma de jogos em blockchain. Apesar da forte alta, cada gala ainda vale pouco (US$ 0,45) se comparada às moedas mais estabelecidas, como o bitcoin (US$ 47 mil).  

Mas e a Bolsa? O que aconteceu com ela? 

A Bolsa brasileira, assim como grande parte das bolsas globais, sofreu em 2021 com as notícias de novas variantes do coronavírus. O receio de que a reabertura tão esperada das economias não ocorresse ou atrasasse afetou as expectativas de todo mundo. 

Em um cenário de expectativas negativas, quem precisa trabalhar fica com receio de não conseguir alguma vaga e quem trabalha adia alguns planos de consumo com medo de perder o emprego e se endividar – o que faz o ritmo da economia diminuir. 

As empresas, por sua vez, preferem congelar investimentos, como de compra de equipamentos e contratações, e os investidores saem do país em busca de outros ambientes mais previsíveis. 

Esse receio de uma grande nova onda global da covid-19 fez as bolsas globais terem momentos de forte queda. Contudo, no acumulado do ano, a Bolsa brasileira se destaca por não conseguir se recuperar no mesmo ritmo. 

Confira o desempenho dos principais índices das Bolsas globais em 2021, até o dia 15 de dezembro. 

Principais Índices de Bolsa do mundoDesempenho no ano 
Ibovespa (Brasil)-10%
DAX (Alemanha)13%
Hang Seng (China)14%
Dow Jones (EUA)17%
Nasdaq (EUA)21%
S&P500 (EUA)26%
Fonte: Hugo Carone / NuInvest

Mas por que a Bolsa brasileira não se recuperou? 

Um dos motivos é a inflação. Entre o G20, grupo dos países mais ricos do mundo, o Brasil tem a terceira maior inflação acumulada (até novembro), de 10,74%, perdendo apenas para Argentina (51,2%) e Turquia (21,31%). 

Além disso, com os outros mercados se recuperando, o dólar se valoriza frente ao real, afetando ainda mais os preços por aqui. É que muitos produtos que você consome são feitos com matéria-prima importada, que fica mais cara com a subida do dólar. 

Outro fator para a Bolsa brasileira ficar atrás das principais Bolsas do mundo é a formação do Ibovespa. Em primeiro lugar, o índice é formado por 90 empresas que estão concentradas em poucos setores, principalmente commodities (petróleo, minério e grãos) e setor bancário. Apenas cinco empresas de todo o índice detêm mais de 35% do peso do Ibovespa. 

Ou seja, se o desempenho dessas cinco empresas não for bom, elas têm força para derrubar o índice. “A Bolsa só anda quando todas essas empresas resolvem andar. Isso quer dizer que o ano foi ruim? Não. O mercado não é só essas empresas”, afirma Carone. 

Já as principais bolsas do mundo são mais pulverizadas. O S&P 500, principal índice da bolsa de Nova York, por exemplo, tem 500 empresas de diversos setores, principalmente de tecnologia. E foi justamente esse setor que mais cresceu durante a pandemia.  

Taxa de juros, dólar e questões internas também entram na conta

Além disso, a alta dos juros também influencia a Bolsa. Com juros maiores, investimentos de renda fixa, mais conservadores, garantem uma rentabilidade maior. Se você pode deixar seu dinheiro rendendo sem grandes riscos, por que arriscaria perder na Bolsa? Esse raciocínio fez muita gente sair da Bolsa.  

O cenário internacional também entra na conta, principalmente os EUA. Com a expectativa de que o Fed (o banco central norte-americano) eleve os juros do país, muitos investidores estrangeiros preferem sair da Bolsa brasileira e colocar o dinheiro em títulos públicos dos EUA – considerados os títulos mais seguros do mundo e que ainda pagam em dólar. 

As questões internas do país também ajudaram a derrubar a Bolsa ao longo do ano, como o impasse sobre o teto de gastos e o auxílio emergencial. 

Existe alguma relação entre a Bolsa e as criptomoedas? 

Não. Embora sejam mercados de risco, Bolsa e criptomoedas não têm relação direta. Sequer faz mais sentido comparar as criptomoedas com as moedas fiduciárias (real, dólar, euro, etc). O ativo mais comparável às criptos é o ouro – por ser escasso e limitado. 

Apesar disso, o recuo da Bolsa em 2021 pode ter feito os investidores com perfil de risco olharem com mais atenção para o mercado de cripto, segundo Pascowitch. Para 2022, esse interesse deve aumentar. “É inevitável esse movimento de busca pelas criptos. Estamos só no começo desse movimento”, diz. 

O que não significa que os preços devem continuar registrando recordes. Como em todo mercado de renda variável, não é possível prever se um ativo vai se valorizar ou não, mas um aumento nos juros dos EUA faria muitos investidores escolherem a segurança dos títulos públicos do país norte-americano. 

“Esse fato é uma ameaça para o preço do bitcoin, que pode cair – mas isso pode ser uma oportunidade para quem quer entrar. Antes de investir em criptomoedas, contudo, os especialistas alertam que os cuidados devem ser os mesmos adotados para qualquer investimento. 

Para começar, entenda como está a sua saúde financeira. Se você tem dívidas, foque em quitá-las para, depois, criar sua reserva de emergência. Comece com investimentos mais conservadores, para você entender a lógica do mercado e só depois experimente investimentos mais arriscados, como Bolsa e criptomoedas. 

“Acho que criptomoedas é para todo mundo, como diversificação, porém pouco, com bom senso, e de acordo com o perfil“, resume Carone.  

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