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Criptomoedas em alta: por que as moedas virtuais ganharam mercado?

As buscas e o interesse pelos criptoativos só crescem no Brasil. Entenda o que está por trás das criptomoedas em alta e o que faz o valor delas subir ou cair.



O bitcoin não foi apenas a primeira criptomoeda do mundo, como deixou todas as outras criptomoedas em alta. Até 2016, as buscas por “criptomoedas” no Google praticamente não existiam. Mas, quando o bitcoin atingiu a sua primeira máxima histórica, de quase US$ 20 mil, em dezembro de 2017, ele colocou todas as moedas digitais no radar do mundo e muita gente queria entender o que estava acontecendo. 

De lá para cá, o interesse pelo assunto só aumentou. E, com ele, o número de criptomoedas: em 2016 não existiam nem 700 criptos por aí. Hoje, já são mais de 18 mil, sendo que pouco mais de 10 mil têm algum valor de mercado, segundo a plataforma CoinMarketCap

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Esse número não para de crescer. Enquanto este texto está sendo escrito, já surgiram 15 novas moedas digitais em menos de 24 horas.

Diferentemente de outros ativos financeiros, as criptomoedas se tornaram um fenômeno que vai além dos investimentos. Entenda, abaixo, por que as criptomoedas estão em alta e por que tanta gente está falando sobre elas. 

Criptomoedas em alta: por que se fala tanto sobre elas? 

Até 2016, o bitcoin reinava praticamente sozinho no mundo das criptomoedas. Com o crescimento do seu valor de mercado, outras ganharam a atenção do público, como o ethereum. Ele foi lançado em 2013, mas criado de fato em 2015 – em pouco tempo, ele se tornou a segunda maior cripto em valor de mercado. 

Um dos motivos que deixaram as criptomoedas em alta é justamente o crescimento do valor delas. Em 2017, o primeiro ano de estouro das moedas digitais, o valor do bitcoin cresceu mais de 1.200%. Já o valor do ethereum aumentou mais de 7.600%. 

Histórias de enriquecimento rápido geram efeito manada

Não demorou muito para histórias de enriquecimento rápido com criptomoedas se espalharem pela internet. Uma delas é a do norte-americano Erik Finman, que afirma ter ficado milionário aos 18 anos, em 2017, investindo US$ 1 mil em bitcoin. Outra é a do norte-americano Cooper Turley, que diz que também se tornou milionário ao comprar bitcoin e ethereum.   

Essas histórias de enriquecimento “do dia para a noite” levam a um comportamento conhecido no mundo dos investimentos: o efeito manada – que é a tendência de seguir a decisão de um grupo. Esse comportamento acontece com todas as pessoas e é um atalho que o cérebro usa para não gastar energia na tomada de decisão. 

Em outras palavras, histórias de gente enriquecendo com criptomoedas ajudam a aumentar o número de pessoas que compram criptos, sem analisar os prós e contras, em busca do mesmo resultado: o enriquecimento sem muito esforço. O problema é que, nessa hora, muita gente esquece que o mercado de cripto é muito volátil. Além disso, para cada história de enriquecimento, existem outras tantas de pessoas que perderam muito dinheiro com criptomoedas. 

“Esse movimento se resume realmente ao fator psicológico. Você fica com medo de ficar de fora da conversa. Vai ao bar com seu amigo, e ele conta que R$ 100 viraram R$ 200, mas ninguém conta quando R$ 100 viram R$ 1”, afirma Hugo Carone, analista de investimentos da NuInvest. 

Enquanto muita gente fala sobre os valores recordes do bitcoin, não é todo mundo que lembra dos seus tombos históricos. Um ano depois de atingir sua primeira máxima histórica, o bitcoin foi a US$ 3,4 mil – uma queda de 82%.  

Fator novidade mantém as criptomoedas em alta

Outro motivo que ajuda a deixar as criptomoedas em alta e que está ligado ao efeito manada é o efeito novidade. O FOMO (sigla em inglês para “medo de estar por fora”) não se aplica apenas às redes sociais e notícias, mas também a investimentos. Em um cenário em que muita gente fala de bitcoin e outras criptomoedas, ficar de fora gera desconforto. 

Segundo a psicologia comportamental, se tem uma coisa que o ser humano quer evitar na vida é o desconforto. É o que afirma Flávia Ávila, economista comportamental e fundadora da InBehaviorLab, que estuda o impacto do comportamento na tomada de decisão. 

Por isso, o burburinho em torno das criptos nas rodas de conversa, redes sociais e grupos de amigos fez muita gente pesquisar sobre elas. Foi uma conversa dessas que fez o professor de idiomas Jansen Trassatti, de 35 anos, buscar mais informações sobre a novidade. 

“Alguém me falou que o bitcoin era o futuro. Até então eu não tinha entendido e para mim não era seguro. Muitas vezes, via alguém falando que havia dobrado os ganhos com bitcoin e eu achava que não ia acontecer de novo. Com o passar do tempo, meus amigos começaram a falar mais sobre o assunto. Teve um amigo meu que ganhou muito dinheiro. Daí vi que poderia estudar mais sobre isso”, diz. 

Não é só uma moeda

O professor de Santo André (SP) conta que investe seu dinheiro desde 2008. Ele já experimentou títulos do Tesouro Direto, fundos imobiliários e ações. Em janeiro de 2021, ele comprou criptomoedas pela primeira vez e não parou mais. Começou com o ethereum, depois vieram outras, como a cardano, polkadot, e algumas menores, como a bao finance. Jansen também tem tokens, como a WMT (World Mobile Token), algumas NFTs, entre outros criptoativos. 

Hoje, ele diz que 60% da sua carteira de investimentos é formada por criptomoedas e os 40% restantes estão investidos em títulos do Tesouro e fundos imobiliários. Ele conta que boa parte do que investiu em cripto saiu da rentabilidade que ele teve com as próprias criptomoedas.  

Um dos atrativos das criptomoedas para Jansen é a descentralização – as criptomoedas não são controladas por nenhum governo ou Banco Central. Além disso, a tecnologia que muitas criptos carregam faz delas algo além do que apenas uma moeda. Jansen escolhe as criptos que quer comprar pelo projeto por trás delas e também pelo potencial de crescimento. 

“Essas tecnologias são revolucionárias. Elas criaram todo um mercado financeiro independente, que gera um ganho de eficiência e um benefício para todo mundo”, afirma Hugo Carone, da NuInvest. O especialista acredita que as tecnologias das moedas digitais mantêm as criptomoedas em alta.  

A pandemia tem alguma coisa a ver com as criptos?

O professor de idiomas não foi o único a investir em criptomoedas durante a pandemia. Na verdade, foi entre 2020 e 2021 que as criptos ganharam mais espaço nas conversas e também na carteira de investimentos das pessoas.

Pesquisa mostra que 50% dos investidores brasileiros de criptomoedas começaram seus investimentos nas moedas digitais justamente entre 2020 e 2021. O estudo foi realizado pela Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), em parceria com o University Blockchain Research Initiative (UBRI) e com a gestora Hashdex.

Existem dois motivos que explicam esse movimento. Um é comportamental. Por causa da pandemia da covid-19, as economias pararam e tudo ficou incerto e instável. É em momentos de incerteza que as pessoas se apoiam em indicações de “especialistas”, amigos e família.  

“Quando a gente não está tão seguro com alguma coisa, normalmente olha para quem entende mais do assunto e para o que as pessoas estão fazendo. Acabo seguindo alguém que já analisou os prós e os contras, mas às vezes essa pessoa também seguiu outra, que seguiu outra, que seguiu outra e muita informação se perde no caminho”, explica a economista comportamental Flávia Ávila. 

Cenário digital e econômico

O outro motivo está relacionado ao momento econômico. Segundo dados da consultoria e-bit e da Nielsen, o e-commerce ganhou 13 milhões de novos consumidores somente em 2020. Mais gente comprando on-line é mais gente suscetível a comprar também criptomoedas. Além disso, com inflação e desemprego em alta, e queda na renda média da população, a busca pela narrativa dos “ganhos rápidos” também ajudou a manter as criptomoedas em alta.  

Não à toa elas foram o principal produto de golpes financeiros em 2021, segundo 43,3% das vítimas de golpes pesquisadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Conforme o estudo, a promessa de altas rentabilidades é o principal gatilho nesse tipo de golpe. 

Por que investidores iniciantes querem comprar cripto? 

Por todos os fatores que você viu até aqui. As narrativas de valorização, as tecnologias inovadoras por trás de muitas criptomoedas, a necessidade de fazer parte desse movimento fizeram muita gente sem experiência com investimentos comprar criptoativos. 

O engenheiro de computação Michel Canesin, de 28 anos, é um desses investidores. Antes de comprar criptomoedas pela primeira vez, em 2021, ele tinha apenas CDBs, que comprou em 2020. Ele conta que começou a investir na moeda digital cardano a partir da indicação de um amigo. Hoje, ele tem várias criptomoedas, como a dogecoin, shiba inu e outras com baixo valor de mercado. 

A escolha dessas criptomoedas menores é intencional. Para o investidor, elas têm maior potencial de crescimento. “Acredito que posso ficar rico”, afirma. Apesar disso, Michel conta que conhece os riscos das criptos e, por isso, prefere ser um pouco mais conservador e investir o dinheiro que ele pode perder.  

“Elas representam 7% da minha carteira. Coloquei um dinheiro que não vai me fazer falta, porque não sei o que vai acontecer no futuro com elas. E não fico comprando e vendendo. Eu deixo essa grana parada. Tudo é uma questão de tempo. Compro e seguro. E quando alguém me fala de alguma cripto, eu vou pesquisar mais sobre ela, vejo as características e os projetos envolvidos. Esse também é um grande fator de escolha”, conta. 

Celebridades ajudam a manter criptomoedas em alta

Não é a primeira vez que um ativo ganha muita força no mercado atraindo milhares e milhares de investidores. Em 2000, as empresas que tinham boa parte do seu negócio atrelado à internet, as chamadas “empresas pontocom”, foram a bola da vez do mundo dos investimentos. 

Não se falava em outra coisa: eram muitas as histórias de altos ganhos e quem nunca havia investido na vida também queria fazer parte dessa conversa – algo muito parecido com o que acontece agora com as criptomoedas. 

“É um tipo de situação que se repete. O que ocorre hoje com as criptos, ocorreu com a bolha das pontocom. Tinham pessoas que achavam que aquelas empresas não valiam nada e outras dizendo que elas eram o futuro. É um comportamento humano que se repete”, afirma Hugo Carone, da NuInvest.  

Boca a boca digital

Mas os anos 2000 não tinham as redes sociais para espalhar essas conversas como agora. Diferentemente do que ocorreu nos outros investimentos e outros movimentos do mercado, as criptomoedas ganharam fama com a ajuda de celebridades e pessoas famosas do mercado, como a socialite Kim Kardashian e o empresário Elon Musk, para ficar em alguns exemplos. 

Hoje, um post em uma rede social pode disparar ou derrubar o valor de mercado de uma criptomoeda, principalmente de uma memecoin – criptomoeda que representa memes da internet cujo valor é muito suscetível ao que se fala dela por aí.   

“Não tem como negar o impacto disso. Essa é a diferença: é a quantidade de gente que você atinge hoje. Tem pessoas postando moedas que você nunca ouviu falar. É uma forma de status e imagem”, afirma o analista da NuInvest.  

Então, comprar criptomoedas é mais uma “modinha”?

Não. As criptomoedas vieram para ficar não pelo ativo em si, mas pelas tecnologias que elas estão colocando no mercado e que devem mudar diversos setores da economia. “As criptomoedas são o futuro e não tem volta. Não tem governo que segure esse movimento, mas vai ocorrer uma limpeza, que vai varrer tudo o que não serve”, acredita Hugo Carone. 

Para ele, assim como ocorreu nos anos 2000, uma hora a “bolha” das criptomoedas vai estourar. “Não tem como existirem 10 mil criptomoedas. A gente vai passar por essa limpeza para que as criptos que realmente apresentarem alguma solução fiquem. Economicamente, tudo é cíclico. Essa limpeza é inevitável. Só não dá para dizer quando isso vai acontecer”, diz.  

O especialista afirma, porém, que quem quer comprar criptos não precisa esperar esse movimento de limpeza acontecer. Dá para começar agora, mas com cautela e muito estudo para entender em qual criptomoeda investir, o que ela representa e os objetivos desse investimento. Sem saber disso, você pode acabar entrando em uma furada.

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