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Por que a Bolsa de Valores está batendo recorde e como isso te afeta?

O Ibovespa passou dos 130 mil pontos em 28 de maio, e a tendência é seguir atingindo novos patamares. Entenda o que está por trás da pontuação recorde da bolsa brasileira



O tal do mercado está animado com o recorde histórico do índice Bovespa, o recuo do dólar e o crescimento do PIB acima do esperado para o primeiro trimestre. 

Enquanto isso, a inflação dos últimos 12 meses foi anunciada em 8,06%. Está acima do teto da meta, puxada principalmente pela alta no preço de itens básicos do dia a dia, como a energia elétrica e o gás de cozinha. Ou seja: menos dinheiro no bolso das pessoas.

Você deve estar se perguntando se a empolgação do mercado vai produzir alguma melhoria imediata na saúde financeira da população.

Para entender um pouco mais sobre o índice da Bovespa e sua relação com a vida cotidiana, conversamos com José Roberto Savoia, pós-doutor pela Columbia University, nos Estados Unidos, e professor da Faculdade de Economia e Administração da USP. 

“O salário está comprimido, e há muito desemprego. Aumentou a informalidade no país, e o informal, além de ter instabilidade dos ganhos, não tem a cobertura social adequada. Então eu diria que o crescimento por si, em um primeiro instante, só aumenta a desigualdade [social]”, avalia.

Mas antes de nos aprofundarmos, é preciso decifrar o humor da bolsa.

Como o mercado se comporta?

Imagine que a previsão do tempo indica um temporal na cidade. São vários os motivos da tempestade: aquela corrente vinda do Oceano, uma sequência de dias sem chuva, uma onda de calor prolongado. 

Sabendo da previsão, o feirante, que vive de vender seus produtos, se prepara para enfrentar a intempérie. Leva menos itens, arruma uma banca menor e que pode ser coberta com uma lona. Outros colegas preferem nem se arriscar, esperando que na próxima semana o tempo colabore.

Os consumidores também tomam suas precauções. Alguns vão usar guarda chuva e galochas, outros, desprevenidos, vão se molhar bastante. Tem também aqueles que preferem esperar a próxima feira para não correr riscos.

Se a previsão fosse de um dia ensolarado, tudo seria diferente. A banca estaria cheia, o feirante lucraria muito mais, e o consumidor se animaria a levar alguns produtos frescos para a festa do final de semana.

Guardadas as enormes diferenças, essa pode ser uma metáfora do comportamento do mercado financeiro. O ânimo dos investidores varia de acordo com as previsões e tendências, avaliando se o tempo está bom para comprar e vender, ou se é melhor se resguardar nos dias nublados.

Como acontece no clima, essa tendência nunca é formada por um único fator — e, no caso da bolsa, é preciso avaliar as questões internas e externas, de outros pregões. 

O mercado sempre vai entender como bom sinal aquilo que funciona bem para os negócios, não necessariamente para a maior parte das pessoas. Às vezes chove, em outros dias bate sol, e assim vai se formando a tendência da bolsa de valores.

Ibovespa a 130 mil pontos: como isso aconteceu?

É como diz o ditado: depois da tempestade vem sempre a bonança. A OCDE estima que o impacto do coronavírus na economia mundial gerou a maior recessão em quase um século. Mas, agora, alguns países que estão com a vacinação adiantada e a pandemia mais controlada ensaiam uma retomada animadora. 

E é aí que o Brasil tem chances de se dar bem, especialmente quando se trata de nossos maiores parceiros comerciais. “Nós teremos maior necessidade por parte da China de insumos de alimentos, na mineração e commodities agrícolas. Então a China crescendo traz um grande alento para a economia brasileira”, explica o Prof. Dr. José Roberto Savoia. 

No caso dos Estados Unidos, comenta Savoia, seu crescimento garante um pouco mais de tranquilidade de que o mercado americano continuará em alta. Ainda que os vizinhos da América do Norte não sejam nosso principal parceiro comercial, a boa fase da maior economia do mundo afeta positivamente as demais bolsas pelo chamado efeito contágio.

De que forma o Brasil é impactado?

O crescimento das economias de grandes potências eleva a necessidade por produtos brasileiros para dar suporte ao avanço econômico, seja no ramo de alimentos, como a soja, milho e a carne, seja em petróleo, ferro, aço e outras commodities.

Para o professor, o efeito dessa demanda afeta positivamente o mercado daqui. “As expectativas de crescimento do Brasil também ficam elevadas. Nossas grandes empresas estão tendo aumento de suas receitas, e um movimento mais consistente de retomada de resultados”.

Ainda segundo Savoia, há sinais tímidos de retomada do consumo que ficou reprimido desde o ano passado com a pandemia, o que pode aquecer o comércio em breve. 

Como em um dia ensolarado na feira, há oportunidades de negócio, o que eleva o patamar do índice Bovespa. Ele é calculado com base na quantidade de negociações realizadas e no volume de dinheiro transacionado, e bateu um novo recorde de 130 mil pontos no fim de maio de 2021.

O que fazer nesse cenário?

Depende. Se você for um investidor pode aproveitar os bons ventos que andam soprando na economia para buscar oportunidades de negócio. 

Produtos e serviços que atendem o mercado de commodities também são imediatamente impactados pela alta, como os setores de venda de maquinário, postos de gasolina, produtos agrícolas, e tudo o que for necessário para a colheita e escoamento dos insumos.

Mas se você faz parte dos mais de 31 milhões de trabalhadores que, segundo o IBGE, atuam na informalidade, ou dos cerca de 30 milhões de assalariados, é melhor conter a animação.

“Eu falo que está tudo bem no andar de cima. Mas você tem hoje um grande aumento da desigualdade na renda, em que um grupo menor está concentrando riqueza enquanto um grupo maior está perdendo riqueza”, alerta Savoia.

Já posso ficar aliviado?

No momento, o crescimento do PIB e o aumento das riquezas no país ainda não significa melhora na vida das pessoas em geral.

Em um cenário de inflação e desemprego na casa dos 14,7%, a recomendação de Savoia é que se mantenha as coisas como estão, com a expectativa de que aumente a sensação de segurança e estabilidade.

“Ainda não estamos vendo esta recuperação chegar às empresas e às famílias, em boa parte por causa do endividamento que ficou muito alto nos tempos de pandemia”, pondera.

Então para quem estiver empregado, que busque continuar. Donos de pequenos negócios devem tentar alternativas para aumentar o faturamento, e aos endividados recomenda-se que procurem seus credores para renegociar os débitos.

Até que os bons resultados comecem a ser percebidos na economia como um todo, é melhor ter um guarda chuva a tiracolo.

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