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Inflação acima do teto da meta: o que isso significa?

O IPCA de março teve a maior alta desde 2015 e colocou a inflação oficialmente acima da teto estabelecido pelo Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março de 2021 bateu o resultado mais alto para este mês desde 2015: 0,93%. Esse resultado, divulgado pelo IBGE, coloca a inflação do Brasil acima do teto da meta. Mas o que isso significa?

A meta de inflação é basicamente a faixa que deve ser atingida em um ano – e o IPCA é o índice usado para isso. O Banco Central estabelece qual é a inflação considerada “ideal” para um ano e busca fazer com que o resultado real fique o mais próximo possível dela.

A meta da inflação em 2021 é 3,75%, mas existe uma faixa de tolerância que vai de 2,25% a 5,25%. Ou seja: contanto que o IPCA fique dentro dessa faixa, ele continua dentro da meta.

O resultado de março, no entanto, fez com que a inflação acumulada dos últimos 12 meses chegasse a 6,10%, acima do teto de 5,25%. De acordo com o IBGE, a última vez que isso aconteceu foi em novembro de 2016.

Isso não significa que a meta de 2021 está sendo descumprida: o que está acima do teto é o acumulado dos últimos 12 meses. Segundo o Boletim Focus (relatório semanal com avaliações de analistas do mercado), a previsão atual da inflação para o fim deste ano é de 4,81% – acima da meta, mas dentro da faixa de tolerância.

Por que existe meta de inflação?

Inflação é uma palavra com má fama. Quando ela está controlada, algum grau de inflação é considerado normal e saudável para a economia. A meta tenta refletir o que seria essa inflação mais normal, revisada anualmente para se adequar às condições do cenário nacional e mundial.

No Brasil, ela existe como política monetária desde 1999 e é estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) – um órgão composto por membros do Banco Central, Ministério da Economia e Comissão de Valores Mobiliários.

Com a meta definida, é responsabilidade do governo e do Banco Central tomar ações que coloquem a inflação dentro dela. Isso significa que, quando ela ultrapassa o teto, medidas precisam ser tomadas para contornar o cenário.

Por que ultrapassar o teto da inflação é um problema?

A inflação é basicamente o aumento generalizado de preços. Dentro de uma certa faixa, ela é normal: costuma significar que o dinheiro está circulando, que o crescimento de preços acompanha o poder de compra da população. Inflação acima do teto, no entanto, pode mostrar justamente o contrário.

O IPCA é formado por várias categorias de bens e serviços (a chamada “cesta de produtos”), o que significa que, dentro do índice, alguns grupos aumentaram mais, outros menos e alguns podem ter até reduzido.

No resultado divulgado em março pelo IBGE, o que mais pesou foi o aumento de preços dos combustíveis (11,23%) e do gás de botijão (4,98%). Ou seja, esses itens foram os que mais encareceram de fevereiro para março.

Desde que 2021 começou, os combustíveis tiveram múltiplos ajustes nas refinarias – um reflexo da alta demanda de petróleo no mercado mundial e do dólar caro: um levantamento feito pela Austin Rating mostrou que o real foi a quarta moeda que mais se desvalorizou em 2021, perdendo apenas para as do Sudão, da Líbia e da Venezuela.

E agora?

Inflação acima do teto costuma significar que os preços estão subindo acima do que é considerado saudável – e diminuindo o poder de compra da população. De forma simplificada, a mesma quantidade de dinheiro compra menos do que antes.

Uma das ferramentas que o Banco Central tem de ajudar a inflação a ficar dentro da meta é mexer na taxa Selic. A Selic serve como referência para todas as outras taxas de juros da economia – quando o BC aumenta sua meta, todos os juros tendem a subir também, desestimulando o consumo e buscando puxar os preços para baixo.

No entanto, o Brasil enfrenta hoje dificuldades mais profundas, com o desemprego em alta (e tendência de piora, segundo a Fundação Getúlio Vargas) e diversos setores impactados pela crise devido à pandemia e o cenário econômico como um todo.

Países como os Estados Unidos, que estão vacinando sua população rapidamente, já estão reabrindo diversos setores que foram afetados pela pandemia. No Brasil, os próximos meses deverão dar mais sinais de quanto a economia pode melhorar ou piorar até o fim do ano.

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