Pedir Conta e
Cartão de Crédito

em menos de 1 minuto
e grátis

Precisamos seu nome completo. Precisamos seu nome completo.
Precisamos do seu CPF Precisamos de um CPF válido
Precisamos do seu e-mail. Aqui precisamos de um email válido.
Ops. Está diferente do campo acima.
Para prosseguir, você deve concordar com as políticas de privacidade.

Início Seu Dinheiro PIB, IPCA e IGP-M: por q...

PIB, IPCA e IGP-M: por que você precisa entender essas três siglas em 2021

O PIB indica o quanto a economia está crescendo ou diminuindo, o IPCA e IGP-M mostram como isso está impactando o bolso das pessoas – e os três foram temas centrais em 2020.

Responder como vai a economia não é fácil e envolve muitos fatores. Mas há alguns grandes indicadores que ajudam a nortear essa resposta: entre eles, se destacam o PIB, o IPCA e o IGP-M.

Quem são eles? De forma simplificada:

  • PIB é a sigla para Produto Interno Bruto. Ele é a soma de todos os produtos e serviços finais produzidos em um país. Ou seja, quando você ouve que o PIB cresceu, é porque essa soma aumentou. Quando o PIB caiu, é porque a soma diminuiu.
  • IPCA significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Ele é o principal indicador da inflação no Brasil, porque mede a variação de preços de produtos e serviços. Se o IPCA sobe, é porque a média dos preços está aumentando.
  • IGP-M, finalmente, é o Índice Geral de Preços-Mercado. Ele também é um indicador da inflação, mas reflete a oscilação de preços em todos os estágios de produção – e não só quando eles chegam ao consumidor final. Ele também serve como o padrão para reajustar os contratos de aluguéis de imóveis.

Não é que eles sejam os três  índices mais importantes da economia. Mas ganham um destaque maior porque, juntos, desenham um bom retrato da situação econômica.

Enquanto o PIB indica o quanto a economia como um todo está crescendo ou diminuindo, o IPCA e IGP-M mostram como isso está impactando diretamente o bolso das pessoas.

E qual é o estado deles hoje? Vamos por partes.

1. PIB

O PIB é um valor monetário: ele cresce ou diminui sempre em relação ao período anterior – é por isso que você sempre ouve falar dele em porcentagens.

Por exemplo: um país fecha o primeiro trimestre com o PIB de US$100 bilhões: isso significa que, naqueles três meses, a soma de todos os produtos e serviços finais geraram esse valor. No trimestre seguinte, o valor foi de US$102 bilhões. Em outras palavras, o PIB cresceu 2%.

E como anda o PIB do Brasil?

No início de dezembro, o IBGE divulgou que o PIB do terceiro trimestre de 2020 subiu 7,7% – o maior aumento desde que os registros começaram. Sozinho, esse número pode causar bastante otimismo, mas ele não significa que a economia está recuperada, nem mesmo que a crise está próxima de melhorar.

A primeira coisa que precisa ser compreendida é o fator percentual. No segundo trimestre de 2020, o PIB caiu 9,6%. No trimestre anterior, havia caído também. Antes disso, cresceu bem pouquinho.

Ou seja, os 7,7% de aumento ainda mantêm o valor absoluto do PIB bem abaixo do que ele estava há cerca de um ano.

Além disso, quando se perde um valor percentual, a proporção fica diferente na hora de ganhar de volta. Por exemplo: se você tem R$10 e perde 10%, significa que perdeu R$1, ficando com R$9. Se, no mês seguinte, ganha 10%, essa porcentagem é aplicada ao novo valor de R$9. Portanto, seu novo valor final é de R$9,90 e não os R$10 originais.

Agora pense nisso aplicado a trilhões de reais. A perda absoluta é um pouquinho maior.

Outro fator importante para entender o aumento do PIB (e por que ele talvez não reflita um cenário positivo olhando pra frente) é o auxílio emergencial. O terceiro trimestre foi o período em que a maioria dos beneficiários do auxílio em mãos pelo menos uma parcela de R$600, o que estimulou o consumo.

Na próxima análise, esse já não será o caso: a maioria das pessoas agora recebe R$300 e não há clareza sobre como o auxílio ficará em 2021. Isso, mais a taxa recorde de desemprego (14,6%) sugerem que as pessoas devem comprar menos.

2. IPCA

Você deve ter reparado que o arroz foi o grande “vilão” dos alimentos em 2020: o saco de 5kg chegou a custar R$40 em alguns lugares. E não foi só ele: outros alimentos básicos do dia a dia dos brasileiros, como o óleo de soja e o feijão, também tiveram aumentos expressivos.

Quem registra essas altas todas é o IPCA. A sua variação mostra o aumento generalizado (em outras palavras, a inflação) dos preços para os consumidores finais – não só de alimentos, como também de combustíveis, vestuário, entre outros grupos.

E como anda o IPCA?

Em maio de 2020, o Brasil chegou a registrar deflação por dois meses consecutivos – ou seja, a média de preços caiu. Esse foi um reflexo da desaceleração da economia: o principal grupo em queda do IPCA era o dos combustíveis, puxado para baixo devido às restrições de viagens.

Já naquele momento, no entanto, o preço dos alimentos vinha crescendo – e continuou assim.

Em novembro, a inflação subiu 0,89%, a maior parcial para este mês em cinco anos. Entre os alimentos que mais subiram de preço, se destacam a batata-inglesa (29,65%) e o tomate (18,45%)

O dólar alto é um dos principais responsáveis. De forma simplificada, um dólar muito valorizado significa que os produtores de alimentos tendem a exportar mais – ou seja, vender mais para outros países, gerando uma escassez dos produtos aqui no Brasil.

Isso, associado ao aumento da demanda por alimentos básicos durante o período de quarentena, fez os preços se elevarem. Afinal, mais gente procurando e menos oferta de produto acaba gerando encarecimento.

A meta da inflação para o ano que vem é de 3,75%. Semana após semana, os especialistas do mercado vêm aumentando a projeção do IPCA.

Mas vale lembrar que existe uma margem para cima e para baixo da meta: de acordo com a regra atual, se a inflação oscilar entre 2,25% e 5,25% no ano que vem, ela continua sendo cumprida.

3. IGP-M

O motivo para tanta gente prestar atenção no IGP-M no dia a dia é que, como padrão, ele é o índice usado para reajustes dos contratos de aluguéis.

Em outras palavras: se o seu aluguel é de R$1.000 e o IGP-M aumenta 10% no período de ajuste do seu contrato, o dono do imóvel pode passar a cobrar R$1.100.

E como anda o IGP-M?

Bom, ele não aumentou só 10%. O aumento acumulado nos últimos 12 meses foi de quase 25%, segundo a FGV. Ou seja, aquele aluguel de R$1.000 poderia, na verdade, passar para R$1.250.

O efeito das commodities (bens de consumo negociadas em bolsas de valores no mundo todo, como o milho e a soja) é um dos que mais vêm mexendo no ponteiro do índice.

Elas vêm sendo mais exportadas, também graças à alta do dólar e ao aumento do consumo no exterior, deixando o preço mais caro aqui no Brasil.

Para os locatários, existe margem para negociação. Quem tem contrato de aluguel prestes a completar aniversário pode negociar com o proprietário ou imobiliária para que o valor não suba tanto quanto o IGP-M – afinal, ele está muito mais elevado que o IPCA, que reflete um retrato mais fiel da inflação no país.

Existem até imobiliárias que começaram a propor o IPCA como índice para reajuste no contrato. Quem chega à conversa munido de informações consegue mais cartas na manga na hora de negociar.

Resumindo

A crise não acabou. E o Brasil e o mundo ainda devem sentir seus efeitos por um bom tempo. O momento ainda é de muitas incertezas, com perguntas em aberto a respeito de como lidaremos com a Covid-19 em 2021.

Mas uma coisa é certa: se manter informado sobre o que está acontecendo é um passo essencial para passar por esse período da melhor forma possível.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

4.9

Esse artigo foi útil? Avalie

Obrigado pela avaliação

Você já votou neste post