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Reserva de emergência: onde investir em 2022?

Ter dinheiro para emergências é uma tranquilidade que ajuda a organizar sua vida financeira. Veja como criar uma reserva e onde investir para ter esse saldo sempre disponível.



Seu cachorro ficou doente, o cano estourou, o pneu furou? O que há em comum nestas situações é que todas podem surgir sem aviso prévio – e todas podem acontecer com qualquer pessoa. Não tem como se livrar das emergências, mas uma reserva financeira ajuda a evitar que elas causem danos maiores. 

Mas onde investir em 2022 para manter esse dinheiro a salvo e disponível para quando você precisar? Veja, abaixo, algumas dicas.

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Por que é tão difícil criar uma reserva de emergência?

Antes de entender onde deixar a sua reserva de emergência é preciso criar uma. E ter esse dinheiro guardado não é a realidade dos brasileiros, seja por falta de dinheiro ou por pouco conhecimento. Uma pesquisa do Banco Central com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mostra que apenas 22% dos brasileiros dariam conta de bancar uma despesa inesperada.  

Existem algumas razões para esse despreparo. Primeiro, a renda: os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o brasileiro ganhou, em média, R$ 2.449 por mês no trimestre encerrado em outubro de 2021, o menor valor desde 2012. Não é à toa que 69,4% empatam ou gastam mais do que ganham, segundo o Banco Central.

Outra razão para a falta de reserva é a carência de planejamento: 64,7% dos brasileiros não têm segurança sobre o seu futuro financeiro. Isso sem contar que ter uma reserva pode nem sequer ter passado pela cabeça de muita gente – afinal, ninguém aprende isso na escola.  

Além disso, há fatores comportamentais que entram nesta conta. Segundo a Psicologia Econômica, é natural pensar no agora e valorizar a satisfação imediata (viés do presente), e muito difícil pensar no futuro, porque os benefícios de longo prazo são muito difíceis de ver – esse viés se chama desconto hiperbólico. 

Há, ainda, outro comportamento que influencia a reserva de emergência, ou a falta dela: o otimismo excessivo, quando prevalece a ideia de que nada de ruim vai acontecer. Todos esses comportamentos basicamente ignoram o fato de que algo de muito errado pode acontecer no meio do caminho e de que o “amanhã” sempre chega, e pode cobrar uma conta alta. 

O que deve entrar na conta da reserva?   

A reserva de emergência é um valor que você pode acessar a qualquer momento para bancar os custos de um acontecimento inesperado – aquele pneu que furou no meio da estrada. 

“A reserva é, principalmente, para o caso de você perder o emprego e para outros tipos de imprevistos inadiáveis, como um cano estourado. Precisa ter bom senso”, afirma Eduardo Perez, analista da NuInvest.  

Leia aqui como se organizar para construir a sua reserva e por que ela é importante. 

Antes de saber onde investir em 2022 para a sua reserva, é preciso entender o tamanho que ela precisa ter. 

Você já deve ter lido ou visto alguém dizer que a reserva de emergência deve representar de 6 a 12 meses do seu custo médio mensal. Ou seja, se você precisa de R$ 2.000 para bancar as suas contas por um mês, a reserva deve ser de R$ 12 mil a R$ 24 mil. 

Esses prazos, contudo, não valem para todo mundo. De acordo com a planejadora financeira Viviane Ferreira, três meses é um prazo mínimo, que todo mundo deve se preocupar em cobrir. Mas, há fatores que influenciam o prazo médio e máximo e, por consequência, o valor da reserva. 

“Cada um precisa analisar a realidade em que se encontra. Seis meses, por exemplo, é uma reserva boa para quem é funcionário registrado formalmente há mais de dois ou três anos. Neste caso, se essa pessoa for demitida, ela recebe direitos como fundo de garantia, seguro-desemprego. Mas para quem tem mais riscos, como profissionais autônomos ou quem trabalha informalmente, precisa pensar em uma reserva maior”, explica Viviane. 

O que influencia o valor da reserva?

O nível de empregabilidade é o fator principal. Além de considerar o modelo de trabalho (CLT ou PJ, por exemplo), é preciso analisar o mercado. Se você trabalha em uma área com muitas vagas disponíveis, está atualizado, tem contatos e já tem histórico de trocas rápidas de emprego, talvez não seja necessário manter um ano de reserva. 

Para quem trabalha com carteira assinada, o tempo de empregado também conta. “Quanto menor o seu tempo de empresa, mais você precisa se preocupar em ter um custo de vida menor, sem aumentá-lo a cada promoção”, afirma Viviane Ferreira.

Aqui, porém, entra outro fator: o seu perfil. Ainda que seu mercado esteja aquecido, você pode ter um perfil mais conservador e querer garantir uma reserva maior. Sem problemas, a regra fundamental da reserva de emergência é a tranquilidade na hora de dormir. 

A rede de apoio é outro ponto que pouco se fala, mas deve ser considerado. Caso perca o emprego, você tem com quem contar? Mora sozinho, com os pais, com amigos? Se precisar sair de casa, tem para onde voltar? Todos esses pontos devem ser considerados no seu plano de emergência. 

O número de dependentes (como filhos, pais, avós) é outra influência para a criação da reserva. Quanto mais pessoas dependerem de você, maior deve ser a sua reserva de emergência.  

Seu comportamento com o dinheiro também conta: você consegue reduzir custos rapidamente e fazer a reserva durar mais? A forma como lida com seus recursos influencia o valor da reserva. Quanto maior sua dificuldade de cortar custos e fazer mudanças no seu orçamento, maior deve ser o valor para emergências. 

Onde investir em 2022? 

O dinheiro da reserva de emergência precisa ficar acessível. Mas isso não significa que é para você deixá-lo debaixo do colchão ou perdido em uma gaveta. Em um ano como o de 2022, em que o mercado ainda projeta inflação e taxas de juros altas, onde investir para montar sua reserva? 

Eduardo Perez, da NuInvest, e a planejadora financeira Viviane Ferreira explicam que o dinheiro para emergências precisa ficar em um lugar seguro, acessível e que renda um pouco, para reduzir os efeitos da inflação.

Segundo os especialistas, para não perder seu valor, o dinheiro da reserva precisa ser corrigido, pelo menos, pelo CDI – taxa próxima à Selic, o índice de juros oficial do país. Ainda mais em um ano em que os juros estão em alta. 

Essa combinação de segurança, acessibilidade (também chamada de liquidez) e rentabilidade limita os tipos de investimento onde é possível deixar a reserva de emergência. Em resumo, precisa ser um investimento de renda fixa, com risco baixo de a pessoa perder dinheiro, que renda pelo menos 100% do CDI e que tenha alta liquidez, para sacar a hora que precisar. 

Pontos de atenção

Com esses critérios, veja onde investir em 2022 para manter sua reserva: CDBs de liquidez diária, contas remuneradas, Tesouro Selic e fundos do tipo DI. Cada opção, porém, tem pontos de atenção e que pouca gente fala. Veja abaixo quais são eles:

CDBs de liquidez diária: quanto mais alta a taxa Selic, menores as chances de você conseguir encontrar esse tipo de investimento que pague pelo menos 100% do CDI. 

Por isso, atenção: caso encontre esse ativo, verifique se de fato você consegue resgatar o dinheiro a qualquer momento. Além disso, só é possível fazer transações de compra e venda de CDBs em dias úteis.

Tesouro Selic: você já deve ter ouvido que esse título é uma ótima opção para a reserva. De fato é – ele acompanha a taxa Selic e é um dos ativos mais seguros do país. 

Apesar disso, você só consegue o dinheiro no mesmo dia se pedir o resgate até às 13h, em dias úteis. Se passar desse horário ou se pedir o resgate no final de semana, o valor só cai no dia útil seguinte. 

Fundos DI: por acompanhar o CDI, muitos planejadores acabam recomendando esse tipo de investimento para reserva. Contudo, os fundos DI não têm, em geral, a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e, se entrarem em liquidação, o cotista perde dinheiro. 

Para ser considerado seguro, o fundo DI tem de ter uma instituição sólida gerindo o fundo.  

Além disso, CDBs, Tesouro Selic e fundos DI sofrem marcação a mercado – uma atualização diária dos preços dos títulos. Ou seja, no dia em que você precisar resgatar o dinheiro, o preço desses ativos pode ter caído e a rentabilidade sacada pode ser menor do que a esperada.  

Contas remuneradas: aqui o cuidado é entender se essa conta remunerada é protegida pelo FGC. O saldo de contas correntes bancárias é protegido pelo fundo, mas nem todas as contas digitais são consideradas contas correntes.

Além disso, é preciso checar se essa conta rende pelo menos 100% do CDI para valer a pena para a reserva. 

Veja aqui se a conta do Nubank é protegida pelo FGC. 

Onde investir em 2022: estratégias para a reserva 

Emergências não acontecem apenas em dias úteis, e grande parte das opções para a reserva não permite resgate aos finais de semana. Elas não são boas escolhas, então? Nada disso. Elas são as melhores para o dinheiro de emergência, mas é preciso seguir uma estratégia para garantir acesso a esses recursos inclusive nos finais de semana. 

Para quem usa contas remuneradas para montar a reserva, a dica é separar esse dinheiro daquele que você usa no dia a dia. Caso contrário, você corre o risco de gastar o dinheiro da emergência.   

Leia aqui como separar o dinheiro que você quer guardar na conta do Nu.

Segundo Perez, da NuInvest, não existe problema em dividir a reserva em dois ou três tipos de ativos diferentes, desde que eles estejam dentro das regras de segurança, alta liquidez e rentabilidade próxima ao CDI.

Quem usa CDBs ou mesmo o Tesouro Selic, também precisa ficar atento para não misturar o dinheiro da emergência com os recursos para alguma outra meta. 

“Outra estratégia é ter um cartão de crédito com um limite mais alto para ser usado apenas nesse tipo de situação. Assim, você tem tempo de resgatar o dinheiro da reserva para pagar a fatura. Se o seu carro resolveu quebrar no domingo à noite, por exemplo, o cartão pode ser o seu aliado”, afirma Perez, da NuInvest.

Ele reforça, porém, que essa estratégia é válida para quem tem controle de suas contas. Um cartão de crédito com limite alto nas mãos de quem não sabe usar é um grande risco.   

E a poupança? Ela serve para a reserva? 

Muito criticada por boa parte dos planejadores financeiros, a poupança não é o melhor lugar para deixar seu dinheiro, mesmo a reserva de emergência. 

É que, com a taxa Selic acima de 8,5% ao ano, ela está rendendo bem abaixo do CDI: 6,17% ao ano mais a Taxa Referencial. E, quanto maior a taxa de juros, menos a poupança vai valer a pena para a reserva.

Apesar disso, a velha caderneta pode ter, sim, seu papel educador, principalmente para quem tem renda muito baixa e dispõe de valores pequenos para formar a reserva. 

“É melhor ter poupança do que não ter nada e vale o esforço de guardar R$ 5, R$ 10. A poupança ajuda a criar o hábito e esse dinheiro, ainda que pouco, vai fazer diferença lá na frente. Claro que, em termos de rentabilidade, como a poupança só rende uma vez por mês, dependendo de quando resgatar, você perde o rendimento do mês”, explica Viviane Ferreira. 

Onde investir em 2022 para a reserva render mais? 

Se você está buscando onde investir em 2022 para ter melhores resultados para a reserva de emergência diante de um ano instável, é melhor repensar essa estratégia. Para os especialistas, o objetivo da reserva não é garantir alta rentabilidade. 

“Não faz sentido buscar rentabilidades altas –100% do CDI já é aceitável para a reserva, até porque os produtos que são seguros e com liquidez diária têm rentabilidade próxima ao CDI e à Selic”, reforça Eduardo Perez.

“Rentabilidades maiores implicam riscos maiores. Não vale a pena colocar sua reserva em risco por causa de 1 ponto percentual a mais do CDI. Não vale o risco e nem a dor de cabeça de ficar fazendo essa busca”, afirma Viviane Ferreira.  

Quer buscar ativos que rendem mais? Use essa energia e esse tempo para aprender sobre o mundo dos investimentos. Assim, quando sua reserva estiver pronta, você pode começar a investir em outros ativos e a diversificar. 

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