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Início Seu Dinheiro Organizar as Finanças Como fazer uma retrospec...

Como fazer uma retrospectiva efetiva do seu ano?

Veja como usar as técnicas de retrospectivas ágeis para fazer uma revisão do seu ano e montar um plano de ação para o próximo.

Final de ano costuma ser aquele momento de nostalgia. De olhar para trás e pensar em tudo o que a gente fez – ou deixou de fazer. De aproveitar o começo de mais um ciclo para fazer uma retrospectiva do que está acabando. De lembrar de tudo o que passou… E, geralmente, parar a reflexão por aí.

Mas como dar um passo além? Como usar esse marco para realmente analisar tudo o que aconteceu, reconhecer o que foi bom – e o que precisa melhorar – e criar um plano para o ano seguinte ser ainda melhor?

A metodologia Ágil pode te ajudar a responder essas perguntas. 

Metodologia Ágil e retrospectivas?

Aqui no Nu, nos inspiramos nas metodologias ágeis para organizar nossos times e nossa forma de trabalhar.

Basicamente, metodologias (ou métodos) ágeis são uma forma alternativa à gestão de projetos tradicional. Elas nasceram pensadas para o desenvolvimento de software, mas podem ser adaptadas de diversas formas para outros tipos de projeto.

Entenda como o Nubank usa metodologia ágil para ser mais eficiente

Um dos rituais dos nossos times são as retrospectivas (ou retros): “um momento de parar, olhar para trás, aprender e se adaptar”, segundo Lina Horiguchi, Gerente de Produtos no Nubank e facilitadora de retros. 

“As retrospectivas têm dois objetivos”, diz Lina. “Reconhecer aquilo que está dando certo, porque é importante identificar os pontos fortes e falar sobre o que está funcionando, e identificar os pontos que não estão funcionando muito bem e criar um plano de ação para eles”, explica.

Abaixo, veja como utilizar as técnicas de uma retrospectiva ágil para fazer uma análise realmente efetiva do seu ano.

1- Prepare-se

Esteja presente

Lina gosta de começar as retrospectivas com uma dinâmica: todos os participantes devem escrever, em post its, como estão se sentindo, qual seu humor e outros sentimentos que expressem como eles estão no momento. 

“Essa é uma forma de garantir que todo mundo esteja presente na discussão”, conta. “Inconscientemente, as pessoas são preparadas para participar e serem ativas na conversa”, complementa.

Essa dinâmica também é importante para quem vai fazer uma retro pessoal. Afinal, é preciso estar realmente presente para tirar o máximo proveito desse momento.

Comece reconhecendo que você fez o melhor que podia

Existem duas regras básicas para qualquer retrospectiva, explica Lina, Gerente de Produtos no Nubank e facilitadora de retros:

  1. Reconhecer que todo mundo fez o melhor que podia, com as informações que tinha;
  2. Focar no que está no campo de ação do time.

Parecem regras simples, mas elas são essenciais para uma retro efetiva.

A primeira diz respeito a não julgar e não culpar o outro – ou, no caso de uma retrospectiva pessoal, a si mesmo. Afinal, é comum as pessoas serem mais duras consigo mesmas – o que acaba gerando um sentimento de culpa desnecessário.

Neste momento de retrospectiva, é importante cultivar um senso de abertura e compaixão. É isso que dará espaço para que assuntos difíceis sejam abordados.

“É comum as pessoas serem mais empáticas e compassivas com o outro e cobrarem mais de si mesmas”, diz Lina. “Uma forma de lidar com isso é olhar para o eu do passado como se fosse outra pessoa, criando um certo distanciamento”, sugere.

Já a segunda regra se refere a colocar atenção apenas nas questões sobre as quais se podia fazer algo a respeito – e não em fatores externos independentes.

Isso significa que, ao fazer uma retrospectiva pessoal, é importante focar no que estava dentro de sua esfera de atuação. Você poderia fazer algo para mudar certa situação? Se sim, inclua ela na sua retro. Se não, respire fundo e deixe para lá. 

Seja responsável

Numa retrospectiva, os participantes podem se encontrar em um de seis estados de responsabilidade:

  1. Responsabilidade: responde pelas próprias ações;
  2. Obrigação: delega a responsabilidade para o outro;
  3. Sentir culpa: acredita que prejudicou alguém;
  4. Justificar: defende as próprias ações;
  5. Culpar: acredita que foi prejudicado por alguém;
  6. Negação: nega que exista um problema.

De acordo com Lina, o melhor estado é o de responsabilidade: “Quando uma pessoa se coloca nesse lugar, ela pode tomar uma ação”, explica. “Em todos os outros estados, ela se põe como vítima da situação e não tem muito para onde ir.” 

Numa retrospectiva pessoal, assumir responsabilidade é essencial para conseguir olhar para os fatos, entender o que poderia ter sido feito diferente e encontrar uma forma de agir sobre esse assunto.

2- Liste o que foi bom e que deve continuar e o que precisa melhorar

Com as regras estabelecidas, o próximo passo é analisar o ano que passou a partir de três perguntas:

  1. O que foi bom e devo continuar fazendo?
  2. O que eu devo começar a fazer?
  3. O que devo parar de fazer?

Comece pela primeira pergunta e se dê um tempo para pensar e responder. Uma boa sugestão é colocar 10 minutos para cada uma.

Lina sugere escrever uma afirmação por post it. Por exemplo: “recebi uma promoção no trabalho” em um, “comecei um projeto pessoal” em outro.

Depois de escrever tudo relacionado a determinada pergunta, agrupe os post its por assuntos: trabalho, projeto pessoal, saúde, finanças, família ou o que mais aparecer. 

Essa é uma forma de visualizar as respostas com mais facilidade e entender que assunto apareceu mais – um sinal de que, talvez, seja importante dar mais atenção a essa área.

Neste momento, é essencial celebrar tudo o que foi feito de bom – e olhar para o que deve melhorar como uma oportunidade de evolução.

3- Monte um plano de ação objetivo

Depois de listar tudo o que aconteceu, fica mais fácil montar um plano de ação para cada área escolhida como prioridade.

“Um bom plano de ação deve ser objetivo e dizer o que será feito, quando e quem é responsável por cada ato”, ensina Lina. “Além disso, é essencial que a pessoa tenha autonomia para agir, responsabilidade para tomar ações e clareza sobre o que será feito e até quando”, completa.

“Mas não é preciso esperar o ano acabar para fazer uma nova retro”, sugere Lina. “Em times ágeis, esse ritual é feito regularmente ao longo do ano para garantir uma revisão constante do  trabalho.”

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Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

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