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Como funciona o seguro de carros: da franquia à cobertura, veja no que ficar de olho

Entenda os termos e os diferentes tipos de seguros oferecidos no mercado.

Você está dirigindo para o trabalho quando, em um momento de distração, acaba se envolvendo em um acidente. E agora? Como funciona o reparo? Quem paga o que? Nessas horas, como funciona o seguro de carros?

Para começar a responder a essas perguntas é importante entender que existem diferentes tipos de cobertura e franquias – e que essas diferenças impactam o valor da mensalidade/anuidade e também o quanto o cliente terá que desembolsar (ou não) em caso de problemas. 

Começando do começo: o que é o seguro de carros?

O seguro de carros é um contrato entre segurado e seguradora – no caso, o dono de um veículo e a empresa que oferece uma cobertura em caso de acidentes. 

Quem contrata um seguro de carros paga um valor pré-determinado por mês ou ano a uma empresa seguradora e, em caso de necessidades, recebe uma cobertura parcial ou total para cobrir danos ao carro  ou até mesmo a terceiros envolvidos em problemas com o automóvel segurado. 

Vale a pena ter um seguro de carro?

Resposta curta: sim. Quem possui um automóvel próprio deve contar o gasto com seguro no orçamento mensal, pois as despesas em caso de acidente costumam ser altas. O custo médio de cada acidente em rodovias federais, por exemplo, é de mais de R$72 mil, segundo um levantamento do IPEA divulgado em 2015

No entanto, para realmente valer, é preciso checar as cláusulas do contrato e entender em quais situações você estará coberto. 

Como funciona o seguro de carros?

O seguro precisa ser contratado com um corretor ou diretamente com a seguradora. 

Ele envolve um contrato que estipula, entre outras coisas:

  • Pagamento de uma mensalidade ou anuidade;
  • Os direitos do motorista e o que está incluso;
  • O valor da franquia (até quanto o motorista cobre antes de ser reembolsado).

Perfil do motorista

Antes de escolher o tipo de seguro a seguradora irá identificar o seu perfil. É a partir de informações pessoais e do uso do carro que ela vai tentar encontrar opções que se adequem às suas necessidades e que cubram os principais riscos. Essa análise de perfil também determina o preço final do seguro. 

Os critérios envolvidos na formulação incluem:

  • a idade do motorista;
  • o valor do carro;
  • seu tempo como motorista habilitado;
  • a quilometragem que costuma rodar;
  • quantas pessoas vão utilizar o veículo;
  • as principais finalidades que o carro têm;
  • e o lugar o veículo ficará estacionado.

Além disso, a abrangência do seguro também influencia na hora da contratação. Quanto mais abrangente for o contrato, maior será o valor cobrado no final (veja mais abaixo).

O que são as franquias de seguro de carro?

A franquia é uma das regras para contratação de um seguro automotivo. Ela corresponde ao valor em dinheiro que o contratante (cliente) terá que pagar caso se envolva em algum acidente no qual tenha responsabilidade. 

Segundo as companhias, contar com a franquia faz com que os motoristas não entrem em riscos desnecessários, pois também se responsabilizam com pelo menos parte dos custos. 

Se a sua franquia for de R$1.500, isso significa que você cobrirá os gastos até esse valor e a seguradora cobrirá os demais custos até o limite do seu contrato.  

Por exemplo: você bateu o carro e a funilaria e a mecânica ficaram em R$5.000. Se a franquia do seguro for de R$1.500, então você pagará esse valor e a seguradora irá se responsabilizar pelos R$3.500 restantes.

Cada seguradora possui um valor de franquia e critérios para avaliar seu valor. 

Não há cobrança da franquia em casos como:

  • Necessidade de utilização de guincho;
  • Uso de um carro reserva.

Tipos de coberturas do seguro de carro

Danos ao carro

Os danos ao carro são as ocorrências mais básicas que um seguro vai cobrar. Esse tipo de cobertura inclui diversas situações, até mesmo as fora do controle do motorista, como incêndios, prejuízos por enchentes, tempestades, raios e granizo.

Também são considerados danos ao carro as ocorrências de roubo e furto, além dos acidentes e colisões envolvendo o veículo segurado.

Danos ao motorista e passageiros

Os danos causados ao motorista e aos passageiros do carro têm seu próprio tipo de cobertura. 

Isso envolve os prejuízos causados a vítimas de acidentes dentro do carro segurado, como em colisões e capotamentos. A cobertura, nesse caso, se estende até a casos de invalidez e morte dos ocupantes do carro.

Danos a terceiros

Por fim, uma parte de como funciona o seguro de carros diz respeito aos danos causados a terceiros. 

Esse tipo de cobertura específica trata do pagamento de despesas a pessoas que sofram danos por meio do carro segurado. É o caso de vítimas de acidentes e colisões que seu carro pode ter causado.

Até aqui nós já passamos pelo básico dos seguros de automóveis, que são: como funciona o seguro de carros e os principais danos a considerar nas coberturas. Por fim, vamos falar sobre os tipos de seguro que vão cobrir os diferentes danos acima.

Tipos de seguro

A instituição seguradora pode oferecer alguns tipos diferentes de seguro para carros que incluem diferentes coberturas. Eles costumam ser chamados de:

  • seguro compreensivo;
  • seguro contra roubo e furto;
  • seguro de terceiros;
  • e seguro de acidentes de passageiros.

Esses quatro tipos de seguros possuem coberturas específicas e oferecem opções e preços de acordo com os tipos de sinistro segurados. 

Seguro compreensivo

O seguro compreensivo é o mais completo entre as modalidades disponíveis. Esse tipo de seguro cobra mais ocorrências e, consequentemente, é o mais caro. 

Mesmo assim, é importante ressaltar que nem todo motorista, de acordo com seu perfil e uso do carro, vai estar sujeito a todas as ocorrências que o seguro compreensivo cobre. 

Nesse caso, os proprietários de veículos que mais se beneficiam desse modelo são os que dirigem bastante, que usam o veículo para viagens e trabalho. 

Quem não faz uso tão intenso do seu veículo pode continuar pesquisando como funciona o seguro de carros de outro tipo, que cubra a maior parte dos riscos, mas que não seja tão completo como o compreensivo.

Seguro contra roubo e furto

Um tipo de seguro menos completo, mas ainda muito popular é o seguro contra roubo e furto. 

Cobrindo menos do que o compreensivo, esse tipo de seguro pode atender aos condutores que querem segurança, mas pagando menos. Uma característica importante dessa modalidade é que o segurado recebe a indenização apenas quando o seu veículo roubado ou furtado não é encontrado. 

Além disso, se não consideradas coberturas adicionais, danos inferiores a 75% do valor do veículo ficam por conta do contratante.

Seguro para terceiros

A terceira modalidade de seguro para automóveis é o seguro de terceiros, também conhecido como RCF-V (Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos). Esse tipo de cobertura garante ao segurado a indenização contra prejuízos causados a outros motoristas. 

É esse seguro que garante as despesas pagas a outros motoristas, pedestres e ciclistas envolvidos em acidentes causados pelo veículo do segurado. Os danos cobertos ainda podem ser tanto materiais e físicos quanto morais e pessoais.

Cobertura APP

Por fim, existe ainda o tipo de seguro voltado para danos aos passageiros do veículo. 

Também chamado de cobertura APP – Acidentes Pessoais de Passageiros.  Esse seguro não visa cobrir os danos sofridos pelo motorista, mas sim pelos passageiros do carro. É nessa modalidade que, geralmente, estão cobertas as indenizações em caso morte acidental e invalidez dos passageiros. 

A cobertura APP se trata de um seguro mais usado por profissionais que usam o carro para trabalhar e transportar pessoas, como taxistas e motoristas do Uber, por exemplo. 

É a partir desses quatro tipos de cobertura que as seguradoras garantem a segurança em caso das mais variadas ocorrências. Cada um deles, é claro, atendendo a situações específicas, para cada tipo de motorista, de carro e de orçamento.

E por fim, toda atenção é pouco na hora de assinar o contrato. Leia cada cláusula atentamente para não sair no prejuízo

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