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Planejamento financeiro pessoal: Guia para organizar suas finanças

Não sabe como organizar as contas? Confira como montar um planejamento financeiro pessoal eficiente e retome o controle do seu orçamento.
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Organizar as contas, juntar dinheiro, viajar, casar, estudar fora… Grande parte dos planos e objetivos das pessoas começam com um planejamento financeiro pessoal. 

Mas pagar todos os boletos e ainda ter dinheiro para uma reserva de emergência e investimentos pode exigir algum malabarismo com as finanças. Por isso, fazer um planejamento financeiro que seja eficiente pode te ajudar a ter mais controle sobre o seu orçamento.

Abaixo, confira como organizar a sua renda para alcançar suas metas. 

O que é o planejamento financeiro pessoal?

O planejamento financeiro pessoal é um guia para organizar melhor o seu dinheiro. Na prática, esse plano funciona como um controle do que entra e sai de dinheiro na sua conta e ajuda a tomar decisões financeiras melhores. 

Segundo Florence Correa, planejadora financeira da Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), "este plano não deve ser interpretado como uma restrição à qualidade de vida, mas como um meio de viabilizar a segurança e o alcance de metas que, muitas vezes, permanecem apenas no campo das ideias".

Qual a importância do planejamento financeiro no Brasil?

Uma pesquisa do Banco Central com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mostra que 65% dos brasileiros afirmam que não têm segurança sobre seu futuro financeiro. 

Já se perguntou por que isso acontece? Existem muitos fatores que fazem um planejamento falhar, mas o principal deles é a falta de um plano adequado à sua realidade. 

Muitas vezes, na ansiedade de querer organizar as finanças, aquela receita da internet parece servir bem. Daí, quando está tudo no papel, o plano não se sustenta.

Se você acha que chegou a hora de morar sozinho, de se casar ou de fazer uma pós-graduação, por exemplo, é fundamental garantir que será possível arcar com as despesas que envolvem essas decisões – e todos os detalhes serão analisados por meio do seu planejamento financeiro pessoal. 

Como criar um planejamento financeiro pessoal? Confira 4 dicas

1. Organize suas contas mensais e coloque as despesas em uma planilha

Quem quer traçar o plano ideal deve começar organizando tudo aquilo que vai fazer parte dele.

  • Comece anotando todos os ganhos fixos ao longo de um determinado período. O ideal seria registrar as previsões de um ano, dividido mês a mês. Coloque na planilha o seu salário líquido e outros rendimentos já previstos;
  • Em seguida, planeje os gastos fixos ao longo desse mesmo período, como planos de celular e/ou Internet aluguel, prestação do carro ou da casa, que não variam sem avisos prévios;
  • Inclua um valor referente às contas de energia elétrica, gás e até as suas plataformas de streaming.

Com esses dados registrados, você irá entender mais claramente a sua situação financeira atual e, a partir dela, o que é possível fazer para o dinheiro render mais no futuro.

2. Ajuste sua rotina de acordo com essas informações

Após realizar a etapa anterior, será necessário adequar os gastos à sua rotina.

  • Uma boa dica para controlar essa etapa do planejamento financeiro pessoal é lançar na sua planilha todo tipo de gasto, como as suas compras no supermercado e o valor da fatura do cartão de crédito;
  • Outra dica é definir limites para cada tipo de gasto e saída financeira do orçamento;
  • Separar as despesas por categorias também é uma boa forma de enxergar o que mais consome seu dinheiro e equilibrar as finanças;
  • Além disso, separe uma porcentagem do seu salário e demais rendimentos para o lazer e, se possível, não deixe de definir uma quantia para guardar no fim do mês e investir.

3. Procure aprender mais sobre educação financeira

Segundo dados da Serasa, jovens com idade entre 18 e 25 anos representam 12,2% dos inadimplentes do Brasil. 

As dificuldades macroeconômicas contribuem para esse tipo de índice negativo, mas outro ponto importante deve ser ressaltado nessa situação: a educação financeira.

Pesquisar sobre finanças, se atualizar sobre as melhores práticas para organizar o orçamento e poupar dinheiro faz a diferença

Educação financeira significa entender de onde vem o seu dinheiro, como ele é gasto e, principalmente, como ele pode ser melhor empregado, rendendo mais e te garantindo um futuro mais tranquilo.

4. Cuide do seu dinheiro

Além de guardar uma quantia periodicamente, é importante evitar que o seu dinheiro seja consumido por taxas ou tarifas abusivas, ou que perca valor por causa da inflação

Por isso, uma das recomendações é checar as cobranças do seu banco para movimentações e transferências, e também conferir qual é o rendimento da sua conta.

As contas correntes tradicionais, por exemplo, não oferecem nenhum tipo de rendimento. A poupança possui aniversário de depósito, ou seja, é preciso esperar 30 dias para resgatar o que rendeu. 

Já o dinheiro depositado na Conta do Nubank rende 100% do CDI, um índice muito usado na economia, que determina o rendimento anual de diversos tipos de investimento.

Estratégias para pagar dívidas e ter um planejamento financeiro

Para indivíduos em situação de inadimplência, o planejamento financeiro pessoal deve focar prioritariamente no pagamento de débitos. Segundo Ângela Tosatto, analista do Nubank, o primeiro passo é a conscientização.

"É o momento para ter consciência da sua realidade financeira. Coloque no papel todas as dívidas, desde o cartão de crédito até a conta na lojinha da rua". A estratégia deve seguir:

  • Priorização de juros elevados: Dívidas como cheque especial e o rotativo do cartão de crédito devem ser liquidadas primeiro devido ao efeito exponencial dos juros compostos.
  • Renegociação: Buscar a substituição de dívidas complexas por linhas de crédito com taxas mais reduzidas. Como reforça Florence Correa, da Planejar: "Nos casos de endividamento, é preciso cortar tudo o que é possível, até mesmo o que você gosta, mas é temporário, só até colocar ordem na casa".
  • Reserva de Emergência: A reserva de emergência é um montante que deve ser destinado a imprevistos. Recomenda-se que este valor corresponda a um período de 3 a 6 meses do seu custo de vida mensal.

Onde colocar: O montante deve ser mantido em ativos de alta liquidez e baixo risco, como o Tesouro Selic ou CDBs que remunerem ao menos 100% do CDI. Sobre a importância de começar, mesmo com pouco, Ângela Tosatto observa: "Se você conseguir reservar R$ 50 por mês, ao final de 12 meses terá mais do que meio salário mínimo. Esse valor já pode bancar uma pequena emergência".

  • Educação financeira e o início nos investimentos: A consolidação do patrimônio ocorre por meio da educação financeira contínua. Ferramentas como as Caixinhas do Nubank auxiliam na separação de recursos conforme o objetivo, utilizando ativos como o RDB para garantir rentabilidade atrelada ao CDI.

O planejamento financeiro é um processo dinâmico. Florence Correa destaca que o hábito da anotação e controle, embora possa parecer trabalhoso inicialmente, é o que sustenta seus sonhos: "É chato no começo, mas depois é como escovar os dentes. Muitas vezes eu também não gosto de fazer esse controle, mas faço, porque meus planos dependem disso". A disciplina na execução deste plano é, portanto, o diferencial entre a desorganização e a conquista da liberdade econômica.

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Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

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