Nem todo crédito empresarial é igual e escolher a modalidade certa pode fazer a diferença no orçamento do seu negócio. Para se ter uma ideia: enquanto o cartão de crédito rotativo chegou a cobrar 428,3% de juros ao ano em março de 2026, uma linha de capital de giro fica em torno de 19,6% e 42,6% ao ano (equivalente a 1,5% a 3% ao mês, segundo dados do estudo Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central.
De acordo com a pesquisa Sondagem das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae em parceria com a FGV, 52% das micro e pequenas empresas brasileiras não têm reservas financeiras no caixa. Ou seja, recorrer a crédito pode virar uma necessidade e saber qual caminho tomar pode evitar dor de cabeça lá na frente.
A seguir, entenda como funciona o capital de giro, a antecipação de recebíveis e o cartão PJ, e saiba quando usar cada uma.
O que é capital de giro?
O empréstimo para empresas, também chamado de capital de giro, é uma linha de crédito para CNPJ contratada junto a uma instituição financeira, e tem o objetivo de cobrir um período de baixa receita, pagar fornecedores, abastecer estoque ou lidar com um imprevisto.
Essa modalidade está disponível para MEIs, microempresas, pequenas e médias empresas. No entanto, as condições (taxa, prazo e valor aprovado) variam bastante conforme o perfil do CNPJ e a instituição financeira escolhida.
Por exemplo, MEIs, em geral, têm acesso a linhas de microcrédito com condições específicas, enquanto empresas com mais tempo de atividade e faturamento comprovado conseguem acessar volumes maiores e taxas mais competitivas.
Como funciona o capital de giro?
Antes de liberar o crédito, o banco avalia seu histórico financeiro, a movimentação em conta e a ausência de inadimplência. Se aprovado, o valor cai diretamente na sua conta PJ e você paga em parcelas mensais com juros fixos, definidos em contrato.
Segundo o Banco Central, a taxa média de juros de capital de giro para empresas ficou em torno de 25% ao ano para operações de curto prazo em 2026, o que equivale a aproximadamente 1,9% ao mês. Fintechs e bancos digitais costumam oferecer taxas entre 1,5% a 3% ao mês, dependendo do perfil da empresa e do relacionamento com a instituição.
Uma opção para quem tem seu próprio negócio é o Capital de Giro da conta Nu Empresas. Você escolhe o valor, recebe na hora e paga de forma parcelada nos próximos meses. Tudo 100% digital e livre de burocracias.
Durante a contratação, feita totalmente pelo aplicativo, o Nu Empresas oferece todas as informações necessárias para que você entenda as condições e os valores. Tudo de forma transparente e sem taxas escondidas ou surpresas desagradáveis.
O que é antecipação de recebíveis?
A antecipação de recebíveis funciona de forma diferente do empréstimo. Com ela, você não está pegando dinheiro emprestado mas, sim, adiantando valores que já tem a receber: parcelas de cartão de crédito, boletos a vencer, duplicatas, notas fiscais. Em vez de esperar 30, 60 ou 90 dias, você recebe antes, pagando uma taxa de desconto sobre o valor antecipado.
Como funciona a antecipação de recebíveis?
A empresa precisa informar à instituição financeira os recebíveis que deseja antecipar. Ela calcula o valor líquido (já com a taxa de juros e o IOF descontados), deposita o dinheiro na sua conta e, nas datas originais de vencimento, recebe diretamente dos pagadores. O processo costuma ser rápido – geralmente o dinheiro cai no mesmo dia.
A taxa de juros para antecipação de recebíveis pode variar de 2% a 15%, a depender da instituição, do valor a antecipar e do prazo dos recebíveis negociados. O perfil do negócio e nicho de mercado também podem influenciar na taxa cobrada.
Quem é cliente Nu Empresas também pode fazer a Antecipação de Recebíveis diretamente pelo app. Essa solução de crédito dá acesso antecipado aos valores de boletos emitidos pelo Nu Empresas, ajudando a equilibrar o fluxo de caixa sem precisar gerar uma nova dívida. É mais controle para a sua gestão financeira, com a flexibilidade de decidir quando usar os valores a receber.
O que é cartão de crédito PJ?
O cartão de crédito PJ é vinculado ao CNPJ da empresa e resolve um problema que afeta a maioria dos pequenos negócios no Brasil. Atualmente, 61% dos empreendedores ainda usam a conta pessoal para pagar despesas da empresa, segundo a pesquisa Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios do Sebrae.
Isso complica a gestão financeira, atrapalha as contas e pode virar virar uma bola de neve na hora de declarar impostos ou pedir crédito. Com o cartão PJ é possível fazer compras à vista ou parceladas, e só precisa pagar a fatura na data de vencimento.
Se você quer um cartão PJ sem anuidade, sem tarifas escondidas e com a possibilidade de resolver tudo pelo app, o cartão Nu Empresas pode ser uma boa opção para o seu negócio.
Com ele, você faz Pix e paga boletos no crédito, podendo parcelar em até 12 vezes, acompanha os gastos em tempo real, com notificações instantâneas e ainda pode aumentar o limite com o Nu Limite Garantido, em que seu dinheiro fica guardado rendendo 100% do CDI enquanto o limite do cartão cresce para você fazer mais pelo negócio.
Leia também: como a conta PJ ajuda a separar o dinheiro da empresa das finanças pessoais?
Confira um comparativo entre as modalidades:
| Critério | Capital de Giro | Antecipação de Recebíveis | Cartão de crédito PJ |
|---|---|---|---|
| Taxa de juros | ~1,5% a 3% ao mês | ~1,49% a 4,5% ao mês | Zero (se pago no vencimento) / 428% ao ano no rotativo |
| Volume disponível | Alto | Limitado aos recebíveis em carteira | Limitado ao limite aprovado |
| Velocidade de acesso | Moderada (análise de crédito) | Rápida a muito rápida | Imediata (dentro do limite) |
| Exige recebíveis | Não | Sim | Não |
Qual a melhor forma de ter crédito para a sua empresa?
A resposta depende do momento do seu negócio. Mas alguns critérios ajudam a tomar essa decisão com mais clareza.
Se você é MEI ou microempresa buscando o primeiro crédito, comece verificando se já tem capital de giro disponível na instituição financeira onde você tem conta PJ. Muitas instituições liberam crédito para CNPJ com análise simplificada para quem tem conta ativa e movimentação regular.
Se você tem recebíveis em carteira e precisa de caixa, a antecipação costuma ser a saída mais rápida e menos burocrática.
Já se a necessidade é por um volume maior de recursos com prazo para pagar, o capital de giro é o caminho ideal. As parcelas são fixas, o prazo é definido e você consegue encaixar o pagamento no fluxo de caixa, sabendo exatamente quanto vai custar.
No entanto, se o que você precisa é cobrir despesas do dia a dia, o cartão PJ resolve – desde que a fatura seja quitada até o vencimento. Com organização, o cartão é uma das ferramentas mais eficientes para a gestão cotidiana da empresa. Sem ela, o rotativo transforma uma compra simples em uma dívida difícil de controlar.
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