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Taxa Selic sobe para 9,25%: o que isso significa?

Taxa básica de juros da economia passou de 7,75% para 9,25% ao ano. Esse foi o sétimo aumento promovido pelo Copom, que tenta controlar a inflação do país.



O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central subiu a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 7,75% para 9,25% ao ano. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (8). Essa é a sétima vez consecutiva que a taxa Selic sobe.

A maioria dos analistas do mercado financeiro já esperava o aumento de 1,5 ponto percentual. A escalada da inflação, puxada pelo aumento nos preços dos combustíveis, transportes, energia, vestuário, entre outros, foi o principal motivo para o reajuste.

A subida da taxa de juros tem a intenção de tornar mais caro o crédito e, assim, reduzir o consumo para frear a inflação. A expectativa é que a Selic continue a subir ao longo de 2022, podendo chegar a 12% no segundo semestre.

Por que a taxa Selic sobe?

A pressão inflacionária e a alta do dólar são os principais motivos para o Banco Central subir a taxa básica de juros. Em 2021, a Selic passou por sete reajustes, passando de 2%, em março, para 9,25% em dezembro.

O Banco Central usa a taxa Selic para controlar a inflação. Assim, quando a Selic sobe, os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos e cartões de crédito ficam mais altos. Isso desestimula o consumo e, em teoria, favorece a queda da inflação.

Da mesma forma, a alta da taxa Selic também impacta o câmbio. Em outras palavras, ela interfere no valor do real frente às moedas estrangeiras. No longo prazo, a tendência é de que o aumento dos juros favoreça a valorização do real perante o dólar.

Mas está funcionando?

Mas o problema é que os reajustes feitos até agora na taxa de juros não estão sendo suficientes para controlar a inflação. Em 2021, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, fechou em alta de 10,06%. Foi a maior inflação anual acumulada desde 2015 (10,67%).

Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro efeito colateral da alta da Selic é a desaceleração da economia. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 0,1% no terceiro trimestre em comparação aos três meses anteriores, também segundo o IBGE. 

O PIB mede a atividade econômica do Brasil e funciona como um termômetro da economia. Ele é calculado a partir da soma de todos os produtos e serviços finais produzidos em um país.

Quando a taxa Selic sobe, empréstimos, parcelamentos ou financiamentos ficam mais caros. As empresas também têm mais dificuldades na hora de tomar crédito, o que também pode contribuir, por exemplo, com o desemprego. Quando isso acontece, temos o cenário chamado de estagflação, que é estagnação econômica com inflação.

O Copom está atento à desaceleração da economia, e por isso já existe no mercado a expectativa que os próximos aumentos da taxa Selic, a partir da reunião dos dias 1º e 2 de fevereiro, sejam mais brandos.

Leia também: 

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