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Barras de ouro valem mais que dinheiro?

Saiba por que a resposta é relativa. E entenda de onde vem o fascínio que as pessoas têm por ouro e qual é o papel desse metal hoje em dia.



Já pensou sair por aí com uma sacola cheia de ouro?

Talvez fosse isso que você imaginava lá no início dos anos 2000, quando ouvia que os vencedores de um programa de TV ganhavam “R$ 1 milhão em barras de ouro, que valem mais do que dinheiro.”

Quem ganhava o programa não saía do estúdio com uma maleta de barras de ouro na mão, e sim, com um certificado de posse do metal, que depois poderia ser trocado por dinheiro.

Mas ouro vale mais do que dinheiro?

A resposta curta é não. Ou melhor, é relativo. Abaixo, saiba por que e entenda de onde vem o fascínio que as pessoas têm por ouro, e qual é o papel desse metal hoje em dia.

Um milhão é um milhão

Começando do princípio: se você ganha R$1 milhão, não importa se foi em barras de ouro, notas de cem reais ou balas de troco: naquele momento, é 1 milhão de reais e pronto.

Lembra daquele truque que tentavam te fazer cair quando você era criança: “o que pesa mais, um quilo de chumbo ou um quilo de papel?”. Ora, os dois são um quilo, certo?

Só que, diferentemente do peso, o valor financeiro pode variar muito dependendo do tipo de ativo em que ele foi dado.

Ou seja, naquele momento específico em que a pessoa ganhou R$1 milhão, ela tem um milhão de reais, não importa no quê. Mas pode ser que, daqui um ano, por exemplo, ela tenha mais do que isso. Ou menos. E isso vai depender muito do formato desse dinheiro.

Como assim?

Dinheiro existe em vários formatos. Papel moeda é o mais óbvio, mas você também pode ter dinheiro em imóveis, notas promissórias, ações, moeda de outros países, obras de arte… e em ouro.

Se você participar de um programa que dá R$1 milhão em barras de ouro, não vai sair carregando as barras.

O que o programa daria de fato seria um certificado de posse do equivalente a R$1 milhão de reais em ouro, de acordo com o preço do metal naquele momento.

É que o ouro é um ativo financeiro. Você pode investir em ouro na Bolsa de Valores se quiser, por exemplo. Isso significa que o preço dele sobe e desce de acordo com vários fatores, como a oferta e demanda, oscilações do mercado, etc.

Então naquele momento, o prêmio vale um milhão. Se você vender na hora, tem um milhão em dinheiro. Mas se não vender… Daqui um ano, pode ser que o ouro valorize 20%, e aí o prêmio passa a valer mais.

Mas e se o contrário acontecer? E se, em um ano, o ouro desvalorizar 10%? Seu prêmio também vai valer menos, né? E se esse prêmio tivesse sido dado em dinheiro mesmo, papel moeda, e naquele mesmo ano, a inflação fosse de 6%?

Tecnicamente, o dinheiro nesse caso valeria mais do que o ouro, colocando por água abaixo a frase “barras de ouro valem mais do que dinheiro.”

Então, de onde vem essa história?

Olhando para trás, o ouro tem, de fato, um histórico de valorização. Para dar uma ideia, na década que se encerrou em 2020, o ouro valorizou mais de 250%.

Não significa que o ouro sempre sobe! Pode haver, sim, momentos de queda. Só que a longo prazo, a tendência tende a ser de valorização.

Um dos motivos para isso é que existe uma confiança muito grande no ouro como ativo. Pense na crise que se iniciou com a pandemia do coronavírus.

No início de 2020, a insegurança e o pessimismo tomaram conta de muitos investidores, que decidiram se desfazer de investimentos considerados mais arriscados. Parte deles viu no ouro uma opção mais estável. Esse foi um dos fatores que fizeram o preço do metal subir mais de 55% ao longo do ano passado.

Por que toda essa confiança no ouro?

Um dos motivos é que o ouro é um bem finito, ou seja, não dá pra qualquer um sair fabricando. Isso significa que existe escassez, o que tende a gerar desejo e, portanto, valorização.

Todo o ouro já extraído até hoje está por aí no mundo, cerca de 190 mil toneladas, de acordo com o World Gold Council. A estimativa é que ainda existam aproximadamente mais 50 mil toneladas ainda não mineradas – ou seja, 20% a mais do que já existe hoje e é isso, acabou.

O ouro também costuma ter um comportamento particular. É muito comum ele ser uma das poucas coisas que estão subindo enquanto os outros ativos caem, e vice versa. Quando o mundo está em crise, o ouro volta a ser queridinho e, por consequência, sobe de valor.

O dólar é outro fator: o ouro é considerado uma commodity, um produto negociado a nível mundial e, portanto, tem o preço atrelado à moeda americana.

É claro que também existem desvantagens. Como o ouro é visto como um investimento mais a longo prazo, ele pode sofrer quedas grandes em um período curto de tempo.

O ouro físico tem custos de armazenamento, motivo pelo qual muitos investidores acabam investindo em fundos que incluem ouro, e não no metal sozinho.

E, é claro, tem risco envolvido. O ouro é um investimento de renda variável, ou seja, não existe garantia de que você vá sempre ganhar dinheiro com ele.

Por conta disso tudo, muitos analistas costumam dizer que o ouro é um investimento de defesa. Equilibrando bem os investimentos, ele pode ajudar a garantir uma certa estabilidade em momentos de crise e segurar eventuais perdas a longo prazo.

Nem tudo que reluz é ouro. Mas o ouro reluz mesmo

 Por que esse, entre todos os metais, é aquele associado com riqueza de um jeito quase mítico?

Curiosamente, um dos motivos para o ouro ser tão interessante é o quão desinteressante ele é do ponto de vista químico. Ele é raro, mas não é o mais raro. Não produz reações curiosas, não interage com outros elementos de forma relevante, ou sequer muda com a exposição ao tempo, ar ou água.

É essa combinação de fatores – ou melhor, de não-fatores – que o tornou a moeda perfeita. Raro, mas não raro demais; difícil de mudar ou estragar e, tão importante quanto, não venenoso ao toque. Sim, tem muitos metais que podem matar com o contato dependendo do volume – como o mercúrio, por exemplo, que era usado até pouco tempo atrás em termômetros caseiros.

Civilizações muito mais antigas que a tabela periódica já sabiam disso. Não é à toa que o ouro já tinha lugar de destaque e valor entre os incas e antigos egípcios, por exemplo.

Mas se tudo isso parece muito prático, concreto, não dá para negar que existe um outro valor intangível atribuído ao ouro. Ele marcou a história de sociedades ao redor do mundo, guerras foram travadas, terras dominadas.

Esculturas feitas em ouro há milhares de anos ainda podem ser vistas intactas em museus. Joias são feitas com ele para durar por muitas gerações – mesmo não sendo de ouro puro.

No fim das contas, boa parte do valor do ouro é uma construção social. Ele se tornou valioso porque as pessoas decidiram que ele é valioso. 

Mas isso também vale para uma nota de dinheiro, certo? Só que o ouro é tangível, mas também é emocional.

Ganhar uma joia de ouro, por exemplo, carrega uma emoção diferente do que ganhar um bônus depositado na sua conta, mesmo se o valor monetário dos dois for igual. Não necessariamente uma emoção melhor ou pior, apenas diferente.

Ou seja: parte do fascínio pelo ouro é o próprio mistério desse fascínio. Talvez por isso seja tão mais mágico pensar em ganhar barras de ouro – que não, não valem mais do que dinheiro

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

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