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Vida Nu Corre: como organizar o financeiro da sua empresa?

Em sua coluna mensal no Nubank, Monique Evelle ajuda empreendedores com conselhos didáticos. Neste artigo, ela dá dicas sobre como organizar o caixa da empresa para ter um negócio lucrativo. Confira



Vida Nu Corre: foto da empreendedora Monique Evelle sorrindo. Ela é negra, tem dreads e usa um brinco grande e prateado. Na imagem também está escrito

Quero começar esta coluna contando um fato sobre mim. Eu empreendo desde muito nova, mas demorei a aprender a forma ideal de gerir a organização financeira do meu negócio.

Lá no início, assim como muitos, eu também misturava minhas finanças pessoais com as finanças da empresa. Eu nem tinha uma conta jurídica, porque era bem mais difícil ser aceito por um banco nessa modalidade de conta. 

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Mas não precisa ser do mesmo jeito pra você. Quer começar o seu negócio com o pé direito e com as finanças zero bala? Então vem comigo!

Se preferir ver as dicas em vídeo, é só dar o play aqui embaixo.

Dinheiro ainda é tabu

Eu sei que falar sobre dinheiro causa ansiedade. Talvez até o título da coluna tenha te assustado um pouco. É cultural: evitamos falar de dinheiro para não lidar com uma área da vida que nem sempre está do jeito que gostaríamos. A psicologia explica. Brasileiros, inclusive, se sentem mais confortáveis para falar de sexo do que de dinheiro. E, quando abrimos uma empresa, toda essa insegurança se reflete no negócio 

A forma como a maioria das pessoas fala de finanças também não ajuda, né? É muito conteúdo com linguagem técnica, de um economês que já dá vontade de desistir antes mesmo de começar. Se esse é o seu medo, pode relaxar: aqui é um espaço onde aprendemos juntos, sem julgamentos.

Como o meu objetivo é te ajudar a chegar ainda mais longe, passar pelo tópico mais espinhoso logo de cara pode tirar um peso do ombro. Por isso, hoje nossa lição será sobre organização financeira. 

Qual é a hora certa de organizar o financeiro da minha empresa?

Quem tá começando às vezes acha que primeiro é necessário mostrar serviço para só depois lucrar. Ou que à medida que o dinheiro vai entrando, o caixa se resolve… Tem também aqueles que pensam em fazer um empréstimo como sendo o melhor caminho para começar, certo? Errado.

Eu tenho um spoiler pra você: nenhum desses caminhos é o ideal. Pensar o financeiro do seu negócio antes mesmo do primeiro dia dele é fundamental para o seu desenvolvimento.

Uma pesquisa de 2018 do Sebrae mostrou que 34% dos MEIs enfrentam dificuldades para acertar as contas no fim do mês e 39% não registram todas as receitas ou fazem o controle das entradas. Ou seja, ter dificuldade com a gestão financeira de uma empresa não é uma questão só sua. É de muita gente. 

Mas, se tem uma coisa boa sobre essa história é que ela não precisa ser sempre assim. Independentemente do estágio da sua empresa, sempre dá tempo de parar, recalcular a rota, e colocar tudo no lugar. 

Como expandir uma loja pequena e conseguir crédito?

Essa é a dúvida de Diego, dono da loja VAVAVUM Doses Criativas, que fica em Londrina, Paraná. A loja é focada em presentes personalizados e apareceu na vida dele de forma inesperada. Ele não pretendia ser empreendedor. Na verdade, Diego era funcionário de uma outra loja onde funcionava o que hoje é a VAVAVUM. 

Na época, a dona decidiu vender o negócio e Diego enxergou uma oportunidade. Ele comprou loja e repaginou tudo. Mudou toda a identidade visual, o nome e o propósito, deixando a VAVAVUM com uma cara única. 

A empresa foi crescendo, os pedidos foram chegando e Diego ia conduzindo tudo sem ter muita ideia do que estava fazendo. Mas aí surgiu uma pandemia no meio do caminho e a falta de controle se tornou um problemão. “Ela veio avassaladora e eu não tinha o mínimo planejamento. Muita coisa aconteceu e muita coisa deu errado”, lembra. 

Com isso, veio aquele baque: como segurar as pontas com a loja fechada? Diego contou com a ajuda de muita gente para dar conta dos boletos, que não paravam de chegar. Aos poucos, tudo foi se encaixando e a loja pôde reabrir. Essa história foi o estopim para que ele buscasse por mais organização nos processos financeiros da empresa. Agora, ele sonha em expandir a operação, mas precisa de crédito para isso. Por isso, ele nos pediu ajuda para entender qual é o melhor caminho para a expansão.

Dicas de quem entende: Mônica Costa

Para responder a dúvida do Diego, eu convidei a Mônica Costa, uma mulher que sabe tudo de gestão financeira e que ajuda outros empreendedores, sobretudo mulheres negras, a lidar com problemas financeiros complexos. Ela é  dona do G&P Finanças Para Mulheres Negras e deixou duas dicas para que ele (e você também) tenha mais segurança na hora de fazer alguma movimentação. 

A primeira é entender qual é o plano de expansão da empresa. Saber o que essa expansão significa te ajuda a traçar um caminho mais específico. Por exemplo: você quer contratar mais funcionários? Quer ampliar o espaço da loja que você já tem? Quer oferecer uma nova gama de produtos? Ou então, quer abrir uma filial em outro endereço? Apesar de serem dúvidas de uma mesma natureza, elas não são iguais. 

“Cada um desses objetivos vai exigir um orçamento. Você precisa ter clareza sobre a quantidade de dinheiro que vai precisar para fazer essas mudanças antes de começar”, explica Mônica. 

Depois desse mapeamento, é possível recorrer ao capital de giro. Mônica explica que existem algumas linhas de crédito pensadas para pequenos empreendedores que oferecem taxas de juros menores e prazos maiores para o pagamento. Só que, antes de contratar uma linha de crédito, é necessário ter a gestão do negócio alinhada.

“Do lucro do negócio deve sair a parcela necessária para quitar a linha de crédito, mas você também precisa continuar sustentando o crescimento da empresa. Para evitar qualquer tipo de cilada, o ideal é que a empresa tenha o próprio capital de giro”, diz Mônica. 

Ela continua explicando que o caminho para isso é salvar parte do lucro por um determinado período e deixar o valor investido. “Aos poucos, você terá um montante suficiente para fazer melhorias na empresa sem recorrer às burocracias e taxas de juros dos bancos”, completa. 

Como investir sem capital de giro?

Do Paraná, vamos direto para Minas Gerais, terra da Valeriana e do Anderson, um casal que administra uma quadra de areia chamada Arena Sabiá Beach. A trajetória dos dois passou por uma maré ruim. Quando a primeira filha do casal nasceu, Valeriana, que é jornalista, foi demitida. Logo depois veio a pandemia, que fez com que o Anderson, que é educador físico, perdesse 90% dos clientes que tinha. 

Nesse período, eles começaram a vender roupas infantis para segurar as pontas, até que tiveram a ideia de aproveitar a onda de beach tennis que tomou a cidade de Uberlândia para inaugurar uma quadra. Eles optaram por um empréstimo e construíram tudo em 2021. O negócio vai muito bem até aqui, mas agora eles precisam de ajuda. 

Sabe esse capital de giro que a Mônica acabou de mencionar? No caso do casal, é exatamente o que falta. Hoje, a renda familiar dos dois depende exclusivamente do sucesso do aluguel da quadra, mas todo dinheiro que sobra é revertido em melhorias que os próprios clientes demandam. 

Eles também não têm funcionários. Os dois são os únicos que cuidam de tudo: desde resolver problemas no marketing, passando pelas aulas, até a manutenção e limpeza da quadra. Mas calma, tem saída! Falo como pessoa que empreende e que já viu muitos negócios passarem por essa mesma situação. 

Muitas vezes nós queremos fazer tantas coisas ao mesmo tempo, mas esquecemos de priorizar o que realmente vamos conseguir vender e o que realmente nos ajudará a construir esse capital de giro.

Eu sei que existem algumas ideias que são muito legais e que deixariam o negócio mais atrativo. Só que, às vezes, não dá para absorver tudo. Foque no que é fundamental e priorize nas ações que vão te ajudar a ter o capital que você precisa. Essa priorização pode passar por uma renegociação com fornecedores, análise e diminuição de despesas fixas e por aí vai…

Outra dica importante é entender o que é receita, o que é lucro e o que é caixa e separar tudo direitinho. Resumidamente, a receita é todo o dinheiro que entra na empresa. Lucro é o dinheiro que sobra depois que você desconta os custos e as despesas. 

Caixa é quanto dinheiro a empresa tem disponível para usar. Por exemplo: o dinheiro que o seu negócio tem pra montar estoque, fazer manutenções, pagar transporte, entre outras coisas. Saber disso vai te ajudar a ter clareza nos processos.

Como começar a guardar dinheiro para o meu negócio?

Essa dúvida quem escreveu foi a Raquel, dona de uma empresa de cosméticos em São Paulo. Aqui, o ponto é o seguinte: a primeira coisa a se considerar para montar a reserva é escolher quanto você quer ter de caixa. Sem saber quanto você quer ou precisa, você se sentirá perdida e terá a sensação de que nada é suficiente. 

Depois, determine em quanto tempo você quer juntar esse valor. Sabendo qual é o seu ganho médio, você consegue fazer uma previsão de quanto vai guardar mensalmente para alcançar o seu objetivo. Siga o plano direitinho e coloque isso como parte dos seus gastos fixos. Dessa forma, eles se tornam um investimento.

Como fazer uma reserva de emergência para cobrir momentos de ganhos ruins?

O Pablo Roniere, dono de uma empresa de fotografia que leva o nome dele, passou por maus momentos com a pandemia. Ele me escreveu para saber como poderia se preparar para imprevistos como esse, em que ele fica sem trabalho.

Pensa o seguinte, Pablo: quanto dinheiro o seu negócio precisa para existir por um mês? Uma reserva de emergência deve ser o suficiente para cobrir os gastos do negócio durante, pelo menos, seis meses. Para juntar esse dinheiro, você vai incluir um custo fixo nas contas da empresa e colocá-lo numa reserva. 

É importante saber que esse dinheiro não é o que “sobra do mês”, mas sim um dinheiro que está comprometido com a reserva que você quer construir. Isso não é algo rápido, não acontece do dia pra noite, mas funciona e traz segurança. 

Dê o primeiro passo e se comprometa em seguir esse cronograma. Se você ficou com dúvidas, dá uma olhada em outros conteúdos aqui no blog do Nubank. Tem MUITO material sobre isso que com certeza pode te ajudar.

Acesse aqui.

Como otimizar o caixa da empresa quando tenho entradas em até 60 dias?

O Cleverson, dono da A5 Marcenaria, em Guarulhos, foi o responsável por essa pergunta. Na empresa dele funciona assim: ele recebe 50% do valor do projeto de entrada e tem um período de até 60 dias para receber os outros 50%. Diferente, né?

Ele percebeu que outras empresas e prestadores de serviço também vivem esse dilema. Eu mesma já passei por isso. Uma dica é: a sua empresa precisa fazer reservas para dar conta de sobreviver ao período de tempo em que fica sem receber. 

É preciso um plano para distribuir os ganhos entre pagamentos, reinvestimento no negócio e reserva financeira. É aí que precisamos lembrar que nem todo dinheiro que entra no negócio é lucro que pode ser usado imediatamente ou para aumentar nosso valor de pró-labore, ou seja, o nosso salário.

Vale se perguntar também se essa forma de cobrança é a melhor para o modelo de negócio

da sua empresa. Alguns empreendedores não agem na raiz do problema e ficam tentando remediar de outras formas. Pense se não é esse o seu caso e, precisando, escreva de novo: estamos aqui para te ajudar.

Vamos crescer em comunidade?

Se você leu essa coluna até aqui, muito obrigada. Mais uma vez foi um prazer e um privilégio ouvir tantas histórias e poder dividir um pouco daquilo que eu aprendi ao longo desses anos.

Se essa é a sua primeira vez por aqui, corre para ler a primeira coluna que eu escrevi. Se gostou, volte sempre, pois todo mês tem texto novo. Se você é do time do vídeo, também pode consumir esse conteúdo no Youtube. Para quem prefere áudio, o caminho é pelo podcast no Spotify.  

Como eu sempre digo, empreender é uma jornada solitária, mas não precisa ser assim. Crescer com outras pessoas é melhor e mais simples. Então, conta comigo, com o Nubank, e com a comunidade que estamos criando aqui para fazer o seu negócio se tornar um grande sucesso. 

Aproveitando: a próxima coluna será sobre precificação. Então aproveite e participe mandando a sua pergunta e a sua história para vidanucorre@nubank.com.br. Combinado? Te vejo em breve!

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