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Como calcular a taxa de juros de um empréstimo? Saiba como avaliar se ela vale a pena

A taxa de juros de um empréstimo é o fator que define se vale a pena ou não contratar um crédito. Por isso, é importante entender as informações de todos os custos do crédito presentes no contrato.
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Pedir um empréstimo pode ser uma boa solução para lidar com alguma emergência financeira ou chegar mais perto de realizar aquele sonho e objetivo que, normalmente, levaria muito mais tempo para ser atingido. Mas existe um fator que define se realmente vale a pena contratar o crédito: o quanto você vai pagar por ele. Afinal, como calcular a taxa de juros de um empréstimo?

Na hora de contratar qualquer crédito, é preciso ter atenção a todos os custos envolvidos, que vão além da taxa de juros. A seguir, entenda quais taxas podem ser cobradas, como calcular os juros na prática, o que é o Custo Efetivo Total (CET), o que avaliar antes de assinar o contrato e outras informações que vão te ajudar a tomar uma decisão.

Quais taxas podem ser cobradas em um empréstimo? 

Além da taxa de juros convencional, existem outros custos, tarifas e taxas cobradas em um empréstimo. Conheça as principais delas: 

IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) 

O Imposto sobre Operações Financeiras é cobrado pelo governo federal sobre operações de crédito, câmbio, seguros, cartões de crédito, títulos e valores mobiliários. 

Em empréstimos e financiamentos para pessoas físicas, é cobrada uma alíquota fixa de 0,38% sobre o valor total, mais uma porcentagem diária de 0,0082%, calculada de acordo com o prazo de pagamento, limitada a 365 dias, o que resulta no teto de 3,38% ao ano. Financiamentos de imóveis residenciais seguem isentos de IOF.

Vale lembrar que, em 2025, o governo federal alterou regras do IOF em diversas operações financeiras (como câmbio e previdência privada), mas as alíquotas do IOF sobre crédito para pessoas físicas foram mantidas..

Entenda aqui tudo sobre o IOF

Seguros: quando são obrigatórios e quando é venda casada 

Se você tentar contratar um crédito em uma instituição financeira, e ela colocar algum seguro como "obrigatório", cuidado: essa prática é ilegal, e conhecida como venda casada. A contratação de um seguro para garantir o pagamento do empréstimo em casos de desemprego ou morte, por exemplo, como é o caso do seguro prestamista, não é obrigatória. 

Apenas nos créditos direcionados à compra de bens e imóveis, como o financiamento imobiliário, essa contratação do prestamista pode ser obrigatória. 

Tarifa de cadastro (TC) 

Não muito comum, a tarifa de cadastro é uma espécie de pagamento pela análise inicial do crédito e pode ser cobrada pela instituição financeira, caso o empréstimo esteja sendo concedido a um cliente que ainda não criou um relacionamento de longa data com o banco. Mas atenção, ela pode ser cobrada apenas uma vez.

TAC (Taxa de Abertura de Crédito) 

A TAC (Taxa de Abertura de Crédito) era uma tarifa cobrada para liberar o crédito ao cliente, mas fique atento: essa cobrança é proibida para todos os contratos feitos a partir de abril de 2008. Se ela aparecer no seu contrato, você pode contestar a cobrança junto ao banco, ao Procon ou ao Banco Central. 

Como calcular a taxa de juros de um empréstimo? 

A taxa de juros de um empréstimo é uma espécie de pagamento feito pelo consumidor às instituições financeiras, para que elas cubram os custos da aquisição desses recursos e por concederem esses valores

A taxa de juros depende de diversos fatores: um deles é a modalidade do crédito. Quanto maior é a garantia de que o banco vai receber os recursos de volta, menores são os juros. O crédito consignado, por exemplo, em que o pagamento é descontado diretamente da folha de pagamento das pessoas, tem os juros mais baixos do mercado. Ao passo que o crédito pessoal, em que os valores são mais disponíveis e sem garantia, a taxa de juros acaba sendo maior. 

Outro fator que afeta o cálculo da taxa de juros de um empréstimo é a taxa de juros básica da economia, a Selic. Essa taxa serve de referência para as demais taxas do mercado. Portanto, quanto maior é a Selic, maiores podem ser os juros do seu empréstimo.

Como calcular a taxa de juros de um empréstimo na prática? 

Não se preocupe, você não precisa fazer contas para saber qual a taxa de juros do seu empréstimo. Esse valor precisa, obrigatoriamente, estar no seu contrato. E você precisa saber dela antes mesmo de realizar essa contratação.Ainda assim, entender a lógica do cálculo ajuda a comparar propostas e evitar surpresas.

A fórmula básica dos juros compostos é:

M = C × (1 + i)ⁿ

Onde:

  • M = montante final (valor total a pagar)
  • C = capital (valor emprestado)
  • i = taxa de juros por período
  • n = número de períodos (meses)

Veja um exemplo simples: em um empréstimo de R$ 1.000, para pagar em 12 meses, com juros de 2% ao mês, o cálculo fica:

  • M = C × (1 + i)ⁿ
  • M = 1.000 × (1 + 0,02)¹²
  • M = 1.000 × 1,2682
  • M ≈ R$ 1.268,20

Ou seja, ao fim de 12 meses, você pagará cerca de R$ 268 a mais em juros. A tabela abaixo mostra como esse valor cresce conforme o prazo aumenta, mantendo os mesmos R$ 1.000 e 2% ao mês:

PrazoValor total a pagarJuros pagos
6 mesesR$ 1.126,20R$ 126,20
12 mesesR$ 1.268,20R$ 268,20
24 mesesR$ 1.608,40R$ 608,40
36 mesesR$ 2.039,90R$ 1.039,90

O aprendizado é que quanto maior o prazo, mais juros você paga no total, mesmo que a parcela mensal fique menor.

No Nubank, por exemplo, você conhece a taxa de juros e todos os encargos dos empréstimos de forma clara, direto no aplicativo, e sem precisar fazer contas.

Como são cobrados os juros em um empréstimo? 

Normalmente, os juros cobrados por um empréstimo são do tipo composto, ou, em outras palavras, juros sobre juros, pois são somados aos juros acumulados do montante que ainda está em aberto do empréstimo.

Exemplo prático de cálculo

Vamos considerar um empréstimo de R$ 3 mil, que será pago em 10 meses e tem juros de 3% ao mês. Na primeira parcela, serão cobrados R$ 90 de juros (3% de 3 mil). 

Neste caso, o total do empréstimo vai ser de R$ 3.516,90 e este será dividido em dez parcelas de R$ 351,69. O valor da primeira parcela é abatido do quanto ainda deve ser pago do empréstimo, logo, sobram  R$2.738,31. Sobre esse valor, incidem 3% de juros.

E assim por diante. 

É possível perceber que em um empréstimo, exatamente por conta da cobrança de juros compostos, o prazo de pagamento tem grande influência. Afinal, quanto mais tempo, maiores serão os juros acumulados.

Antecipação das parcelas: como reduzir os juros

O que as instituições financeiras fazem é considerar o custo total do empréstimo, já com os juros compostos cobrados, e dividi-lo pelo número de parcelas que o cliente quer pagar, assim, ele paga todo o mês o mesmo valor. Por isso, é possível oferecer descontos nas parcelas quando o cliente faz o pagamento antecipado delas, o desconto corresponde justamente aos juros que deixariam de correr sobre o valor antecipado. 

No Nubank, os clientes conseguem checar os valores que já pagaram do empréstimo e quanto ainda falta pagar. E tem desconto na antecipação de parcelas. Para saber qual modalidade está liberada para você, basta acessar a área de Empréstimos do aplicativo, e simular a opção disponível.

O que é o Custo Efetivo Total (CET) do empréstimo?

A composição de todos esses custos é chamada de Custo Efetivo Total (CET). O CET é apresentado para quem contrata o empréstimo como um percentual anual e pode incluir seguros, tributos e tarifas, além dos juros e do IOF que são obrigatórios.

Na prática, o CET é o quanto de fato você vai pagar a mais em cima do valor que pegou emprestado. Além de checar a taxa de juros, é preciso conhecer bem o CET do crédito. No aplicativo do Nubank, por exemplo, todas essas informações estão disponíveis de forma clara, sem complicação, antes de você fechar a contratação.

Check list: empréstimo vale a pena?

Antes de assinar o contrato, vale passar por uma checagem simples para ter certeza de que o crédito faz sentido para o seu momento financeiro:

  • A taxa de juros e o CET estão claros no contrato?
  • A parcela cabe no seu orçamento sem comprometer despesas essenciais?
  • Você comparou pelo menos duas ou três propostas de instituições diferentes?
  • O prazo escolhido equilibra parcela mensal e juros totais pagos?
  • Existe alguma tarifa, seguro ou TAC (Taxa de Abertura de Crédito) indevida sendo cobrada?
  • Pesquisou e comparou outras alternativas para o mesmo objetivo (como consignado ou empréstimo com garantia)?

Se a resposta para todas essas perguntas for positiva, é sinal de que o seu pedido de empréstimo está bem estruturado. Caso contrário, vale renegociar ou buscar outra proposta antes de contratar.

Perguntas frequentes sobre taxa de juros de empréstimo

Qual a diferença entre juros nominais e juros efetivos em um empréstimo?

A taxa nominal é o percentual divulgado no contrato, geralmente ao ano, sem considerar a capitalização. Já a taxa efetiva considera como os juros são compostos ao longo do tempo, por isso, ela é sempre maior que a nominal e reflete melhor o custo real do crédito.

Como saber se a taxa de juros de um empréstimo é abusiva?

Não existe um teto único para juros de empréstimo no Brasil, mas o Banco Central publica mensalmente as taxas médias praticadas pelo mercado em cada modalidade (consignado, pessoal, cheque especial etc.). Se a taxa oferecida for muito acima da média, é um sinal de alerta.

Os juros de um empréstimo podem mudar durante o contrato?

Depende do tipo de contrato. Na maioria dos empréstimos pessoais, a taxa é pré-fixada, ou seja, definida no momento da contratação e mantida até o fim do prazo. Em contratos pós-fixados, os juros podem variar conforme algum indicador (como a Selic ou o IPCA), e isso precisa estar claramente informado no contrato.

O que acontece com os juros se eu atrasar uma parcela do empréstimo?

Em caso de atraso, além dos juros do próprio contrato, a instituição pode cobrar juros de mora (limitados a 1% ao mês pelo Código de Defesa do Consumidor) e multa de até 2% sobre o valor da parcela. Além disso, o nome do devedor pode ser negativado em cadastros de inadimplentes, como Serasa e SPC.

É possível negociar a taxa de juros com o banco antes de contratar o empréstimo?

Sim. Bom histórico de crédito, tempo de relacionamento com a instituição, comprovação de renda e apresentação de propostas concorrentes são fatores que podem ajudar na negociação. Simular o crédito em mais de uma instituição também dá margem para conseguir condições melhores.

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