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É possível aumentar a margem consignável? Saiba como liberar esse limite

A margem consignável é o limite de comprometimento da sua renda com crédito consignado, e esse teto é estabelecido por lei. Conheça 5 estratégias práticas de como liberar esse limite.
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Você conhece o Consignado CLT, o empréstimo direcionado para trabalhadores CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e decidiu que é hora de contratar esse crédito. Entrou no app da Carteira de Trabalho Digital (ou mesmo no app do Nubank) para simular as condições e descobriu que precisa ter uma margem consignável disponível. E agora? 

A margem consignável é um dos critérios para conseguir contratar qualquer crédito consignado, seja o Consignado CLT, o Consignado do INSS ou mesmo para servidores públicos. 

Essa margem nada mais é do que um limite de comprometimento da sua renda com esse tipo de crédito. Entender a margem do consignado na prática é simples: imagine uma pizza de oito pedaços. Se alguém come dois pedaços, restam seis pedaços para você escolher. A pizza é a sua margem consignável, e aqueles dois pedaços que foram embora são parcelas de algum empréstimo consignado que você já contratou.

Qual é o limite da margem do consignado?

Como você entendeu acima, a margem consignável é um teto de comprometimento da renda. Esse limite foi criado pelo Governo para evitar o superendividamento. Cada tipo de crédito consignado tem um limite diferente. 

Importante reforçar que o crédito consignado só pode ser solicitado por quem tem uma renda fixa ou que recebe um benefício fixo, como é o caso de trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e aposentados do INSS. 

Confira, no quadro abaixo, os percentuais vigentes em 2026

PúblicoMargem totalDivisãoBase legal
Trabalhador CLT35%Empréstimo consignadoLei nº 15.179/2025
Aposentado/pensionista do INSS45%35% empréstimo + 5% cartão de crédito + 5% cartão benefícioLei nº 10.820/2003
Servidor público federal45%35% empréstimo + 5% cartão de crédito + 5% cartão benefícioLei nº 14.509/2022
Beneficiário do BPC/LOAS35%30% empréstimo + 5% cartão consignadoLei nº 10.820/2003

As novas contratações de cartão consignado estão suspensas por decisão do TCU.

Margem consignável para trabalhadores CLT 

Os trabalhadores com carteira assinada podem contratar o Consignado CLT considerando um limite de até 35% da renda líquida.

A base de cálculo é o salário bruto menos os descontos obrigatórios (INSS e IRRF), e a soma de todos os contratos ativos não pode ultrapassar esse teto — o controle é feito automaticamente pela Dataprev com base nos dados do eSocial.

O Consignado CLT está disponível no app do Nubank. Clientes elegíveis ao empréstimo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital podem receber propostas. Quando isso acontecer, você será redirecionado para o aplicativo do Nu para checar as condições e finalizar a contratação. Mas também é possível simular o crédito pelo app do Nubank.

Margem consignável para beneficiários do INSS

O consignado do INSS é voltado para aposentados e pensionistas da Previdência Social. A MP nº 1.355/2026 (o "Novo Desenrola do Consignado") chegou a reduzir essa margem para 40%, mas perdeu a validade em 31 de agosto de 2026. Com isso, voltou a valer o limite de 45% da renda líquida, previsto na Lei nº 14.431/2022, dividido assim:

  • Até 35% para empréstimo consignado;
  • 5% para o cartão de crédito consignado (RMC);
  • 5% para o cartão consignado de benefício (RCC).

Importante: os contratos firmados durante a vigência da MP, entre maio e agosto de 2026, continuam válidos nas condições originais. Além disso, as novas contratações de cartão consignado estão suspensas por decisão do TCU.

No Nubank, você pode contratar o Consignado do INSS de forma simples, direto pelo aplicativo e sem taxas escondidas. É possível simular, contratar, pagar, antecipar parcelas e até mesmo quitar o empréstimo. Tudo no seu tempo, sem intermediários e sem condições confusas.

Margem consignável para servidores públicos federais 

A margem consignável dos servidores públicos federais é de 45%, de acordo com a Lei nº 14.509/2022, dividida da seguinte forma:

  • Até 35% para contratação de empréstimo consignado;
  • Até 5% exclusivos para o cartão de crédito consignado;
  • Até 5% exclusivos para o cartão consignado de benefício

A consulta da margem disponível pode ser feita pelo aplicativo SouGov.br.

Servidores públicos federais do SIAPE (Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos) contam com o Consignado para servidores públicos do Nubank. Com ele, servidores públicos federais que possuem margem consignável podem ter acesso a um empréstimo consignado SIAPE com menores taxas de juros e de forma segura, na hora que precisar. Tanto a contratação quanto o pagamento das parcelas são feitos diretamente pelo aplicativo, em poucos minutos e sem burocracia.

Margem consignável para beneficiários do BPC/LOAS

Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) tem regra própria — não foi alterada pela MP 1.355/2026. O limite total é de 35%, sendo até 30% para empréstimo consignado e 5% para um único cartão consignado. As novas contratações de cartão consignado, porém, estão suspensas por decisão do TCU.

Para entender em detalhes como o cálculo é feito passo a passo, leia Margem consignável: o que é e como calcular?

Tem como aumentar a margem consignável? 

Não é possível aumentar o percentual da margem consignável, afinal, os limites são definidos por lei. Mas é possível aumentar o valor disponível em reais dentro dessa margem 

Como assim? 35% em cima de R$ 1.000 são R$ 350, mas 35% em cima de R$ 10 mil são R$ 3.500. 

A margem é a mesma: 35%, mas os valores mudam de acordo com sua renda. 

Saiba mais a seguir. 

Como liberar a margem consignável? 

O caminho para ter uma margem maior é, na verdade, comprometer menos a sua renda. Se o valor disponível para contratação do consignado é baixo para você é porque: 

  • Você já tem um crédito consignado ativo, que já está comprometendo parte da sua margem;
  • Ou porque a sua renda é baixa. 

Para os dois casos, você pode testar um dos cinco caminhos abaixo para liberar mais valores dentro da sua margem:

1. Aumentar seu salário

Essa dica parece óbvia, mas é um caminho para ter mais valores disponíveis para a contratação do consignado, principalmente se o que te impede de contratar um consignado é o valor baixo da sua renda. Como a margem é um percentual, se você ganha mais, esse percentual destrava um valor maior e novas possibilidades de crédito consignado.

Você pode conseguir isso de algumas formas: uma promoção no seu trabalho atual é o caminho mais direto. Que tal conversar com seu gestor, mostrar resultados ou aceitar aquele novo desafio que parecia assustador? Às vezes o aumento está mais perto do que parece. Outra alternativa é mudar de emprego, se fizer sentido para você, buscando uma vaga com salário maior. 

Como a gente sabe que um aumento salarial pode não ser tão simples assim agora, existem outras formas de aumentar os valores dentro da sua margem consignável, principalmente se o seu caso não é o tamanho da renda, mas o comprometimento dela.

2. Refinanciar seu crédito ativo para reduzir a parcela

Se você já tem um consignado em andamento e sente que ele está “segurando” sua margem, talvez seja hora de repensar esse contrato. Uma das estratégias é refinanciar a dívida atual para reduzir o valor da parcela. Isso não elimina a dívida, mas alonga o prazo, tornando a prestação menor e liberando mais espaço na margem.

O refinanciamento funciona assim: o banco recalcula o saldo devedor e oferece um novo prazo de pagamento, diluindo as parcelas. Isso pode ser vantajoso, principalmente se os juros forem reduzidos. Mas atenção: alongar o prazo aumenta o número total de parcelas, e, em geral, o custo total do empréstimo, então, é um alívio no mês a mês, mas exige planejamento. Na prática, é como se você tivesse começando um novo contrato, com diferentes condições.

Se bem feito, esse movimento pode devolver parte da sua margem e até abrir espaço para um novo empréstimo, caso necessário. É como trocar uma calça apertada por uma que serve direitinho: alivia, respira e caminha melhor.

3. Fazer portabilidade do consignado para conseguir melhores condições

A portabilidade é como mudar de operadora de celular: você mantém seu número (ou no caso, sua dívida), mas troca o fornecedor por um que ofereça melhores condições. E isso vale ouro quando falamos de crédito consignado. Se outra instituição financeira oferece juros menores, você pode transferir seu contrato para lá e acabar pagando uma parcela mais leve.

Com uma parcela menor, sobra mais margem. Simples assim. E o melhor: essa é uma operação gratuita e garantida pelas regras do Banco Central. . Nenhuma instituição financeira pode te cobrar por fazer portabilidade de crédito.  

Só não vale cair em cilada: compare bem as taxas e condições antes de mudar. Faça as contas com calma, mas sim, a portabilidade é uma aliada forte na hora de liberar margem.

A portabilidade também já está disponível para a modalidade Consignado CLT, seguindo as regras do programa Crédito do Trabalhador. 

4. Amortizar o consignado que está comprometendo sua renda agora

Amortizar é um jeito chique de dizer: pagar antecipadamente parte da sua dívida. Se você tem uma graninha extra — seja de férias, antecipação do décimo terceiro salário, restituição do IR ou outro valor guardado — pode usá-la para diminuir o saldo devedor do seu consignado. E isso tem um efeito direto na sua margem.

Ao amortizar, você reduz o valor que ainda falta pagar, e isso pode diminuir o tamanho das parcelas ou até encurtar o prazo do contrato do seu empréstimo consignado atual. Resultado? Se a parcela diminuir, menos dinheiro será descontado mensalmente, e mais margem liberada.

Atenção: para liberar margem, escolha a opção de reduzir o valor das parcelas. Se você usar a amortização para encurtar o prazo, a parcela continua igual e a margem não muda.

Antecipar parcelas é um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor, mas o procedimento varia entre instituições. Consulte a instituição financeira onde você tem o contrato atual.

5. Finalizar o contrato ativo 

Às vezes, a melhor estratégia é a mais chata: esperar o contrato terminar. A cada mês que passa, sua dívida diminui, e quando a última parcela for quitada, a margem que estava comprometida volta todinha para o seu orçamento. Ou seja, você recupera o espaço na folha de pagamento.

Paciência pode não ser a dica mais empolgante, mas é eficaz. Se você já está perto do fim do contrato, talvez não valha a pena refinanciar ou fazer portabilidade agora. 

Nesse meio tempo, você pode organizar sua vida financeira, controlar os gastos e já planejar como vai usar essa margem quando ela estiver liberada. Quem espera, neste caso, colhe crédito mais consciente.

Posso ter mais de um contrato de empréstimo consignado ativo?

Se você estiver dentro da sua margem consignável, você até pode, mas não é recomendável. Pode parecer tentador contratar mais de um empréstimo consignado ao mesmo tempo — afinal, o desconto é direto na folha, e as condições costumam ser melhores que em outros tipos de crédito. Mas cuidado: ter vários contratos ativos pode virar uma bola de neve silenciosa. 

A soma das parcelas vai comendo pedaços da sua renda sem que você perceba, e de repente sobra pouco (ou quase nada) para bancar o mês.

Além disso, quanto mais contratos você tem, menos margem consignável sobra. E aí, se surgir uma emergência, você não vai conseguir contratar um novo empréstimo ou refinanciar o atual com tranquilidade. Ou seja: você trava sua renda futura em nome de resolver problemas do presente — e isso pode custar caro.

Por isso, o ideal é ter apenas um contrato bem planejado e adequado ao seu orçamento. Antes de assinar qualquer novo empréstimo, faça as contas com calma, entenda o quanto já está comprometido e pense a longo prazo. Crédito é ferramenta, não solução mágica — e usar com consciência faz toda a diferença.

Perguntas frequentes sobre margem consignável

O que acontece se eu passar da margem consignável?

O sistema, em regra, não libera o novo contrato. O cálculo é automático (feito pela Dataprev, no caso do CLT, ou pelo INSS/SIAPE) e, por isso, o desconto em folha não costuma ultrapassar o teto legal. A exceção é quando a renda diminui depois da contratação. No Consignado CLT, por exemplo, o empregador deve avisar o trabalhador quando não for possível descontar a parcela inteira.

A margem consignável considera 13º salário e férias?

Não. A base de cálculo é a remuneração mensal fixa, após descontos obrigatórios. Valores eventuais, como o 13º salário e o adicional de 1/3 de férias, não são considerados.

Quem tem nome negativado (Serasa/SPC) pode contratar consignado?

Sim. Como o desconto é feito diretamente na folha ou no benefício, a análise de crédito costuma ser mais flexível e a restrição no CPF, em regra, não impede a aprovação — desde que haja margem disponível.

Preciso comunicar meu empregador para contratar o Consignado CLT?

Não. Desde a Lei nº 15.179/2025, não é mais necessário convênio entre a empresa e o banco. A contratação é feita 100% digital pela Carteira de Trabalho Digital ou pelo app da instituição financeira, e o desconto é operacionalizado automaticamente via eSocial.

O que acontece com quem contratou consignado do INSS durante a vigência da MP 1.355/2026?

Nada muda para esses contratos. A MP perdeu a validade em 31 de agosto de 2026, mas os contratos firmados enquanto ela estava em vigor continuam válidos nas condições originais. Já as novas contratações voltam a seguir a regra anterior: margem de 45%, sendo 35% para empréstimo e 10% para cartões consignados, que estão com novas contratações suspensas pelo TCU.

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