Pedir Conta e
Cartão de Crédito

em menos de 1 minuto
e grátis

Precisamos seu nome completo. Precisamos seu nome completo.
Precisamos do seu CPF Precisamos de um CPF válido
Precisamos do seu e-mail. Aqui precisamos de um email válido.
Ops. Está diferente do campo acima.
Para prosseguir, você deve concordar com as políticas de privacidade.

Complete os campos ao lado para pedir sua Conta e Cartão de crédito

Agora complete abaixo para pedir sua conta e cartão de crédito

Precisamos de um CPF válido
Precisamos seu nome completo. Precisamos seu nome completo.
Precisamos do seu e-mail. Precisamos de um email válido.
Ops. Está diferente do campo acima.
Para prosseguir, você deve concordar com as políticas de privacidade.

Início Seu Dinheiro Dicionário Financeiro IPCA e IGP-M: o que são ...

IPCA e IGP-M: o que são e quais as diferenças entre eles?

Os dois medem a variação de preços de produtos e serviços consumidos pela população – então por que às vezes têm diferenças tão gritantes? Entenda as diferenças entre IPCA e IGP-M.

Quem nunca levou um susto ao se deparar com a alta no preço de algum produto no supermercado de um mês para o outro? O preço do arroz, do combustível e até do material escolar das crianças sofre variações que nem sempre acompanham o nosso bolso – essas variações, entre muitas outras, são medidas por índices chamados IPCA e IGP-M. 

O IPCA e o IGP-M são índices que medem a inflação e mostram como está o custo de vida da população diante das variações nos preços de produtos e serviços.

Mas isso não significa que eles sejam sempre iguais – aliás, pode haver uma discrepância enorme, dependendo das circunstâncias: em junho de 2021, por exemplo, o acumulado de 12 meses do IPCA foi de 8,35% e o do IGP-M foi de 35,75%.

Se ambos medem a variação de preços, como isso é possível? Afinal, qual deles reflete a inflação de verdade?

Para responder, é preciso entender como eles são formados e os fatores que influenciam no cálculo.

O que são IPCA e IGP-M, exatamente?

Tanto o IPCA quanto o IGP-M são indicadores que calculam e indicam a variação de preços.

  • IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é considerado o índice oficial de inflação no Brasil. Ele mede a variação de preços de produtos e serviços para o comprador final.
  • IGP-M é a sigla para Índice Geral de Preços-Mercado. Ele é calculado e divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) e foi concebido para ser uma medida abrangente da variação de preços, englobando diversas etapas de uma cadeia produtiva – ou seja, abrange não só os preços que chegam na ponta final de venda, como também os do meio do processo.

Em outras palavras, a principal diferença entre os dois é que, enquanto o IPCA considera a variação de preços de produtos e serviços para o consumidor final, o IGP-M leva em conta a oscilação de preços em todos os estágios de produção

A seguir, veja como os dois indicadores funcionam e de que forma esses números impactam o seu dia a dia.

Como o IPCA é calculado?

O IPCA mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pela população. Em outras palavras, ele calcula as mudanças de preços de vários tipos de itens que as pessoas compram – como alimentos, roupas e artigos de residência, por exemplo.

Todos os meses, o IBGE pesquisa o que as famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos consomem – desde gastos com alimentação e água, por exemplo, até transporte e salão de beleza – e mede o quanto do rendimento das pessoas tem sido usado para esse consumo. 

O cálculo considera as regiões metropolitanas de 16 capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Vitória, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. Mas os valores têm abrangência nacional, e valem para todo o país.

Nesse cálculo, cada produto tem um peso diferente de acordo com sua presença na cesta de consumo média da população. Produtos amplamente utilizados (como água e alimentação) têm um peso maior, enquanto produtos menos consumidos, como os que estão relacionados à comunicação e vestuário, por exemplo, pesam menos.

Nem sempre a cesta de produtos e serviços considerada pelo IBGE será idêntica aos seus gastos mensais, mas a ideia é que ela espelhe como os brasileiros consomem mensalmente, e quanto o custo de vida aumentou em média de um mês para o outro. 

Em junho de 2021, o IPCA ficou em 0,53%, acumulando 3,77% no ano e 8,35% nos últimos 12 meses. Então a notícia que você viu por aí sobre o aumento da inflação estava se referindo a esse indicador.

Como o IGP-M é calculado?

O IGP-M é composto por três indicadores, cada um com um peso diferente no cálculo. São eles:

  • IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo do Mercado): preços de produtos industriais e agrícolas no setor de atacado, como minério de ferro, cana de açúcar e milho.
  • IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor-Mercado): preços de bens e serviços que compõem as despesas comuns de famílias, como alimentos e produtos de limpeza.
  • INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção-Mercado): valor dos custos de construções de imóveis, como materiais, equipamentos e mão de obra.

E qual é o peso de cada um desses indicadores no IGP-M? 

O cálculo do IGP-M é composto por 60% do IPA-M, 30% do IPC-M e 10% do INCC-M. Calma, essa sopa de letrinhas pode ser resumida focando no que mais importa. 

Como o IPA-M tem um peso maior nessa composição, quando os preços dos produtos industriais e agrícolas sobem no atacado, isso reflete diretamente no IGP-M.

Em junho de 2021, o IGP-M variou 0,60%, acumulando uma alta de 15,08% no ano e de 35,75% em 12 meses. Ou seja, o IGP-M está atualmente muito mais alto que o IPCA, que acumulou 8,35% entre junho de 2020 e junho de 2021.

Como isso afeta o seu bolso? 

O IGP-M costuma ser usado no reajuste de contratos de aluguéis de imóveis e de algumas tarifas públicas, como a conta de luz. Ou seja, se ele cresce muito em relação à inflação oficial do país (medida pelo IPCA), o reajuste destas contas pode crescer muito além do poder de compra da população.

No caso dos aluguéis, em uma situação em que o IGP-M está muito acima do IPCA, como em 2021, muitas vezes existe margem para tentar negociar com o proprietário ou imobiliária e propor um reajuste abaixo do IGP-M.

Atualmente, existe uma proposta em andamento no Congresso Nacional para impedir que o reajuste de aluguéis fique acima do IPCA.

IPCA e IGP-M: por que eles estão tão diferentes? 

Resposta curta: a alta do dólar em relação ao real brasileiro. O IPCA e o IGP-M são retratos da inflação de um determinado período, mas esses retratos são feitos a partir de diferentes ângulos e a cotação da moeda americana é um fator importante.

Diferentemente do IPCA, o IGP-M é formado por indicadores que medem as variações de preço de toda a cadeia produtiva (atacado, consumidor e produtor), então a alta do dólar acaba tendo mais influência sobre esse índice. 

Isso acontece porque, com o aumento do preço de insumos e matérias-primas, o custo da produção aumenta. Ao mesmo tempo, fica mais vantajoso para produtores exportarem sua mercadoria do que vendê-la para o mercado interno.

E aí, é a velha lei da oferta e da procura. A oferta de produtos para o mercado brasileiro fica reduzida, e o consumidor sente no bolso tanto o custo elevado para a produção das mercadorias quanto a escassez de algumas delas, que agora são vendidas para o mercado externo.

Concluindo: o IPCA e o IGP-M medem a inflação, mas fazem recortes diferentes.

Como o IGP-M considera as variações de preços que atingem não só o consumidor final, mas toda a cadeia produtiva, quando o real está desvalorizado e o dólar sobe demais, ele tende a se distanciar do IPCA – já que este considera apenas as variações de preços de produtos e serviços consumidos pela população.

Leia mais:

Entenda a relação entre os reajustes dos aluguéis e o IGP-M

Por que o arroz subiu mais que a inflação? Entenda a alta dos preços

Por que a Bolsa de Valores está batendo recorde e como isso te afeta?


Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

5

Esse artigo foi útil? Avalie

Obrigado pela avaliação

Você já votou neste post