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Por que o coronavírus Covid-19 afeta a economia global?

Entenda porque uma epidemia na China afeta as bolsas de valores do mundo todo e a vida de milhões de empresas - de pequenos comerciantes e gigantes da tecnologia.

O surto de coronavírus Covid-19 que começou em dezembro na China segue como uma preocupação global – apesar de estudos recentes indicarem que menos de 5% dos casos da doença são graves. 

Autoridades de saúde, especialmente na Ásia, Oriente Médio e Europa, trabalham para conter a propagação do vírus e entender melhor seus reais sintomas – na maioria dos casos, o Covid-19 parece não passar de uma gripe; em outros, especialmente em idosos ou enfermos, parece levar a quadros respiratórios graves. Como precaução, e para evitar novos casos, algumas regiões na China e Itália foram isoladas e diversos voos cancelados.  

Ainda há muitas perguntas em aberto sobre a epidemia, mas, em meio às preocupações de saúde, parte do noticiário também tem focado em um outro efeito da propagação do vírus: o impacto do Covid-19 na economia. 

Coronavírus Covid-19 na economia

Depois do ano novo chinês, as bolsas da China reabriram em fevereiro com a maior queda em 5 anos, de 8%; no dia 25 de fevereiro, bolsas nos Estados Unidos e Europa também fecharam em queda – e a B3, em São Paulo, teve queda acentuada no dia 26. 

No dia 2 de março, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua projeção de crescimento global em 0,5 pontos percentuais – de 2,9% a 2,4%

Em paralelo, notícias sobre falta de equipamentos, insumos e produtos começam a surgir – de celulares a roupas, uma série de indústrias parece sentir o efeito da epidemia. 

Afinal, o que está acontecendo? 

Vamos falar sobre a China

A resposta simples, e mais direta, é que o epicentro de contágio é hoje a segunda maior economia do mundo. Com 1,4 bilhões de habitantes e um PIB de mais de US$12 trilhões, a China é uma potência – e praticamente qualquer movimento seu afeta os demais países.  

Acima de tudo, a China é hoje o maior exportador do mundo – o que significa que, de lá, saem produtos e matérias primas que abastecem praticamente todas as demais economias.

Exportação na China: celular, roupas e muito mais

Somente em 2017, a China exportou mais de US$ 2,4 trilhões – mais do que o PIB Brasileiro do ano, por exemplo. Verdade seja dita, a China também é um dos maiores importadores do mundo – são mais de US$1,5 trilhões ao ano. 

O ponto forte de exportação da China é na área de tecnologia e maquinário – são mais de US$231 bilhões ao ano em equipamentos de transmissão (como televisores, rádios, antenas, wi-fi…), mais de US$ 140 bilhões em computadores e US$ 62 bilhões em telefones/celulares. No setor têxtil , contando roupas finalizadas, fios e materiais da indústria, são mais de US$ 230 bilhões ao ano.  

Em resumo? São poucas as chances de você não ter na sua casa um celular, TV ou blusinha made in China. Ou, no mínimo, uma peça de roupa feita com fios que vieram da China – mesmo que tenham sido transformados em tecidos e peças aqui no Brasil. 

Os materiais e peças fabricados na China entram em cadeias de produção e venda globais – de pequenos comerciantes a gigantes da tecnologia, é difícil não ser afetado quando algo vai mal nas fábricas chinesas. 

O impacto do Covid-19 na produção da China

Até o início de fevereiro, mais de 16 cidades na China estavam em quarentena – um total de 46 milhões de pessoas isoladas. 

Nesse cenário, a produção logicamente caiu ou foi completamente interrompida. A cidade de Wuhan (capital da província de Hubei, onde o surto do coronavírus Covid-19 começou) é um polo tecnológico repleto de indústrias e fábricas, especialmente do setor automotivo, ferro e aço. 

Hubei foi a primeira província a fechar fábricas e orientar cidadãos a evitar exposição – mas, antes da quarentena, o vírus já havia chegado a outras regiões do país. 

Guangdong, mais ao sul, foi a segunda província mais afetada – e é lá que ficam diversas fábricas da Foxconn, que trabalha para marcas como a Apple e Sony. Já Zhejiang é a casa do Alibaba, uma das maiores plataformas de compra e venda e serviços de e-commerce do mundo. 

Ao final de fevereiro, com a diminuição do número de contágios, o governo chinês começou a orientar as fábricas a retomarem a produção – mas o impacto em alguns setores já pode ser sentido.

Bolsas de valores: por que caem?

As bolsas de valores funcionam, em grande parte, com base em especulações sobre as economias; por isso, em um cenário de incertezas, tendem a ser pessimistas e cair.

De forma geral, os investidores reagem muito mal a instabilidades – especialmente quando ela acontece em uma das maiores economias do mundo. 

A queda das bolsas na Europa e Estados Unidos foi bastante puxada por ações que podem ser diretamente relacionadas à epidemia – como companhias aéreas e grandes empresas que dependem amplamente da China para produção.

E, com a confirmação do primeiro caso no Brasil, a Bovespa (bolsa de valores de São Paulo) fechou em queda de 7% no dia 26 de fevereiro – esse é o pior desempenho desde maio de 2017.

O que esperar na economia com o Covid-19?

O cenário de incertezas tende a melhorar conforme mais informações sobre o vírus e seu impacto surgem. Na China, a taxa de contágio em fevereiro parece ter diminuído – e, mesmo com o surgimento de novos casos no mundo, estudos parecem indicar que o Covid-19 é bem menos assustador do que se previa (com 80% dos casos sendo brandos). 

Do ponto de vista econômico, um paralelo é o cenário da SARS – uma epidemia também causada por um coronavírus (SARS-CoV) entre novembro de 2002 e julho de 2003. 

A SARS foi notícia de forma bastante similar: um surto originado justamente na China infectou mais de 8 mil pessoas em 17 países (e, vale reforçar: nenhum caso da doença foi reportado no mundo desde 2004). 

Por causa da SARS, a economia chinesa desacelerou (vinha crescendo 10,5% e registrou apenas 8,9% no segundo trimestre de 2003), mas conseguiu se recuperar – especialmente no ano seguinte. O cenário, claro, era diferente – a China ainda não era a potência que é hoje e a economia global estava se reaquecendo da grande crise dos anos 2000. 

Embora o impacto já seja sentido, a real dimensão do Covid-19 na economia só deve ser medida em alguns meses, com a divulgação oficial dos resultados do primeiro trimestre – dos países e empresas.

Hoje, o principal foco das autoridades é preservar a saúde da população e evitar o pânico com a desinformação. 

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