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O que a inflação tem a ver com seu pãozinho?

Lembra quando sua mãe te dava R$ 1 para comprar vários pãezinhos? Pois é, isso não acontece mais – e quem "comeu" tudo foi a inflação.



Em 1994, você ia na padaria com R$ 1 e voltava para casa com 11 pãezinhos. Em 2019, você ia na padaria com a mesma quantia e voltava com um total de… zero pãezinhos. É isso mesmo: nem unzinho para deixar aquele cheiro de pão fresco no ar. E com certeza você nota essa diferença.

Quem causou isso? Ela, a inflação, que quanto mais alta, mais come o poder de compra da população. Abaixo, entenda como esse índice super técnico impacta você no seu dia a dia.

O que é inflação, afinal?

De forma resumida, a inflação indica o aumento generalizado ou contínuo dos preços de uma série de categorias de bens e serviços importantes no dia a dia das pessoas. 

Na economia, o conjunto dessas categorias é chamado de “cesta de produtos” e inclui alimentação, habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde, despesas pessoais, educação e comunicação.

Por exemplo: se a inflação em determinado mês for de 1%, significa que o aumento médio dos preços naquele mês foi de 1%. Mas isso não quer dizer que tudo aumentou 1%.

Dentro de cada categoria, alguns itens podem aumentar de preço, diminuir ou ficar igual. Dependendo da categoria e o quanto ela impacta o bolso das famílias, o peso no cálculo também pode ser maior ou menor. No fim, a inflação é uma média.

Em 2021, por exemplo, a gasolina subiu 47,49%. Já o preço do arroz diminuiu 16,88%. Mas a inflação média do ano ficou em 10,06%. Ou seja, mesmo que a gasolina suba muito e que o arroz até caia, os itens isolados não dão um retrato total de como está a inflação.

Como a inflação é calculada?

O indicador oficial de inflação no Brasil é o IPCA, sigla para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Existem outros recortes para observar a inflação no país, mas o IPCA é o principal.

Ele é calculado com base em um levantamento feito pelo IBGE de aproximadamente 430 mil preços em 30 mil locais. Esses valores são comparados com os preços do mês anterior para chegar na variação geral de preços.

A economia não é uma ciência exata, por isso não dá para cravar um fator ou outro que causa o aumento nos preços. Além disso, esses são movimentos cíclicos em que uma ação afeta a outra, então nem sempre dá para isolar as causas de uma variação da inflação.

Alguns fatores comuns são:

  • Aumento da demanda em relação à oferta;
  • Quando determinados produtos ficam mais caros ou difíceis de produzir;
  • Mudanças na taxa de juros;
  • Aumento do dólar;
  • Entre outros motivos.

Lembrando que diferentes fatores vão impactar a inflação de diferentes formas, com maior ou menor grau de complexidade.

Como a inflação afeta seu bolso?

Na prática, a inflação faz com que seu dinheiro vá perdendo valor, já que muitas vezes ele não acompanha as altas nos preços. Em outras palavras: se seu salário continua o mesmo e o preço dos produtos aumenta, você consegue comprar menos itens com a mesma quantia.

Lembra das lojas de R$ 1,99 que bombavam no começo dos anos 2000? Se fosse corrigir pela inflação, hoje elas se chamariam lojas de R$ 7,54 – esse seria o valor atualizado pela inflação de quase 279% entre janeiro de 2000 e outubro de 2021.

Mas é importante dizer que uma inflação controlada faz parte de toda economia saudável – e ela é até esperada. É como um sinal de que a economia está se movimentando e que as pessoas estão consumindo.

O problema é que, quando o índice está muito alto, ele distorce os preços e fica mais difícil acompanhar o que está barato ou caro.

Em um cenário de hiperinflação, por exemplo, quando ela fica muito alta e gera um descontrole dos preços, os valores chegam a aumentar todos os dias. Isso significa que a cada dia que passa, a moeda perde valor muito rápido. Em pouco tempo, os preços param de ter significado e você não consegue mais avaliar se algo está caro ou barato.

O Brasil já viveu essa realidade entre o fim dos anos 1980 e o começo dos anos 1990. De julho de 1993 a julho de 1994, a inflação bateu 5.000%. Foram momentos de grande instabilidade na economia brasileira e que até hoje afetam a maneira como algumas pessoas lidam com dinheiro.

Inflação em 2021: qual foi o resultado?

O Brasil de hoje não está vivendo um cenário como o dos anos 90, bem longe disso. Mas o aumento dos preços está, sim, bem alto. Em 2021, por exemplo, o setor de transportes ficaram entre os itens que mais puxaram a inflação pra cima. A inflação oficial para o ano, medida pelo IPCA, fechou em alta de 10,06%.

Pra ficar mais fácil de visualizar o cenário atual, aqui vão alguns números da inflação acumulada em 12 meses até dezembro de 2021:

  • O etanol subiu cerca de 62,23%;
  • A gasolina aumentou quase 47,49%;
  • O gás de botijão ficou quase 36,99% mais caro;
  • O café subiu cerca de 50,24%;
  • A mandioca teve alta de 48,08%;
  • E o açúcar refinado ficou acima de 47,87% mais caro.

Foi primeira vez desde 2015 em que a inflação do país atingiu o patamar dos dois dígitos. 

Como lidar com tudo isso?

Infelizmente, não existe uma dica infalível para lidar com essa alta nos preços. São tantas realidades sociais e econômicas diferentes no Brasil que cada pessoa está passando por isso de um jeito diferente – e a verdade é que não está fácil para a maioria.

Mas aqui vai uma dica importante: olhe para suas finanças com ainda mais cuidado. Em momentos como esse, é fácil perder o controle com o aumento dos preços. Por isso, é essencial acompanhar mais de perto tudo o que entra, tudo o que sai, e fazer os ajustes necessários para passar por isso da melhor forma possível.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

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