Taxa Selic pra lá, taxa Selic pra cá… você deve ter ouvido falar dela ao longo dos últimos dias. O motivo? Ela é a “mãe” de todas as taxas de juros do país e, no último dia 17 de junho de 2026, o Banco Central decidiu reduzir a taxa para 14,25% ao ano. A decisão foi divulgada após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado já esperava a queda, portanto, não houve surpresas.
Mas o que você tem a ver com isso?
Entenda a seguir porque o Banco Central reduziu a Selic e os impactos da taxa no seu bolso.
Por que a taxa Selic foi reduzida?
A Selic foi reduzida, segundo o Copom, por diversos fatores. De acordo com a Agência Brasil, o comitê apontou como determinante a permanência de incertezas sobre os conflitos armados no Oriente Médio e seus efeitos já materializados sobre preços de ativos e commodities. No cenário doméstico, os indicadores mostram aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre de 2026, com mercado de trabalho ainda resiliente, mas o cenário segue marcado por expectativas desancoradas e projeções de inflação elevadas — as estimativas do Focus para 2026 e 2027 estão em 5,30% e 4,10%, respectivamente, acima do teto da meta de 4,50%.
Mas o que a inflação tem a ver com a taxa Selic?
É que o Banco Central usa a taxa Selic como ferramenta para controlar o aumento de preços. Assim, quando a Selic sobe, os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos e cartões de crédito ficam mais altos. Isso desestimula o consumo e favorece a queda da inflação. Afinal, pessoas e empresas pensam duas vezes antes de entrar em uma dívida com juros altos. E se há menos consumo de um produto ou serviço, os preços tendem a cair.
Como a Selic afeta o seu bolso?
A taxa Selic é a taxa-mãe da economia. Ela é a taxa de juros referência do mercado. Quando ela sobe, os juros que você paga em diversos produtos de crédito tendem a aumentar também. E quando ela cai, esse crédito fica mais barato.
Na prática, os juros que você paga em compras a prazo, em financiamentos e empréstimos ficam maiores quando a Selic sobe.
Além disso, como a Selic é a ferramenta que controla a inflação, quando ela aumenta, espera-se que os preços comecem a cair. Contudo, esse movimento não acontece de forma imediata. O efeito do aumento da Selic nos preços de produtos e serviços leva meses para chegar ao bolso dos consumidores.
Para quem investe, o aumento da taxa Selic é uma boa notícia. É porque existem muitos ativos de renda fixa – investimentos considerados mais conservadores – que acompanham a taxa de juros. Ou seja, eles têm a rentabilidade atrelada à taxa: quando a Selic sobe, esses investimentos rendem mais. Exemplos desses ativos são o Tesouro Selic e CDBs que pagam a taxa CDI (uma taxa muito próxima à Selic).
No Nubank, investir nesses ativos é muito simples. Os clientes do Nu não precisam acessar outras plataformas para aplicar com segurança e nem lidar com ferramentas complicadas de entender. O portfólio de investimentos do Nubank está reunido na aba de Planejamento do app – identificada pelo símbolo do cifrão ($). Nessa seção, além do Tesouro Selic e CDBs, você também tem acesso a ações, BDRs, fundos, letras de crédito e mais.
Leia também:
Selic alta: quais os melhores investimentos nesse cenário?
Quanto rende a poupança quando a Selic está alta? Vale a pena?
Estagflação: o que é esse conceito da economia?
Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.




