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Mochilão: dicas de experts para economizar

Cinco viajantes profissionais dividem suas estratégias que tornam o mochilão (ou qualquer outra viagem) mais barato

Quem quer fazer uma viagem muitas vezes esbarra na barreira do orçamento. Sim, viajar é caro, mas não precisa ser um sonho inalcançável. Dependendo das circunstâncias, existem maneiras de tornar um mochilão (ou outros tipos de viagem) financeiramente acessível.

Conversamos com cinco brasileiros que vivem viajando para saber os macetes que eles usam para economizar. Funciona para todo mundo? Não necessariamente. Mas, ao abrir mão de certos (às vezes, vários) confortos, essas pessoas conseguiram fazer do planeta sua casa.

Para saber mais:

Como planejar uma viagem sem gastar todo seu dinheiro

Como fazer um orçamento de viagem

Os viajantes

Amanda Areias

Amanda (e lhamas) em Machu Picchu

Designer de formação, Amanda viajou sozinha pela primeira vez aos 17 anos. Desde então, não parou mais: foi do deserto da Bolívia aos templos de Mianmar, das praias cariocas aos parques californianos e do vulcão da Etiópia aos vilarejos da Índia. Em 2018, foi para Barcelona para fazer um curso de programação e, em maio, se mudou para Londres, onde se fixou com um emprego.

Lugar favorito que visitou: “Impossível”, diz, “cada viagem é muito particular”. Mas, pra citar alguns, destaca Etiópia, Índia, Noruega e Egito.

Andre Matarazzo e Guilherme Abuchahla

Andre e Guilherme na região francesa da Bretanha

O relacionamento do Andre e do Guilherme já começou na estrada: um mês após se conhecerem, combinaram uma viagem pela Grécia e Turquia. Cerca de 12 anos depois, já somam mais de 100 países visitados (“mas ainda falta metade”, dizem, rindo). Foi há três anos, quando viviam em Amsterdã, que decidiram criar o Two Free Guys, um blog com dicas gratuitas de destinos por onde passam.

Lugar favorito que visitaram: Apesar da dificuldade de escolher um, admitem que o Japão é o mais próximo. “É incrível. A gente já foi umas 10 vezes.”

Thaisy Costa e Silvana Lins

Thai e Sil na Laguna Humantay, Peru

Em 2016, a Thai percebeu que só queria duas coisas: viajar e passar 24 horas por dia com a Sil. Com isso em mente, decidiu que, até o fim daquele ano, as duas sairiam de seus empregos e cairiam na estrada. “Eu só esqueci de contar pra Sil”, diz. “De repente, eu tinha esse plano todo formado e, na minha cabeça, ela já sabia”. Quando a Sil descobriu, não teve problema – ela topou de cara. Disso nasceu o Vamo? Vamo!, um projeto em que as duas documentam suas jornadas.

Lugar favorito que visitaram: Vietnã. “A barreira do idioma foi zero problemática: a gente tinha conversas de horas só com linguagem das mãos”, contam. “É uma viagem fácil, barata, encantadora. Comida, pessoas, paisagens, tudo tirou nosso fôlego.”

Dicas para um mochilão mais barato

Hospedagem

Thai e Sil em hotel de Cafayate, Argentina

Amanda

“Tem quem prefira se hospedar longe do centro porque costuma ser mais barato. Na minha experiência, você economiza em diária, mas acaba gastando em locomoção. Prefiro escolher um bairro onde tenha muita coisa que eu quero fazer, daí não perco tanto em trajeto.”

“Eu praticamente só fico em hostel – e no quarto mais barato possível, mesmo que seja coletivo. Pagar uns 2 dólares a menos pode parecer pouco, mas vai acumulando – pra quem quer viajar direto, os centavos realmente contam.”

Andre e Guilherme

“Na maior parte das vezes, café da manhã de hotel é caro e bem meia boca. A gente nunca pega incluso. Em vez disso, assim que chegamos, já passamos em um mercado ou uma lojinha de conveniência e compramos algumas coisas gostosas.”

“Uma coisa que a gente gosta de fazer é abrir o Google Maps, olhar a região que a gente quer ficar e, no campo de buscas, digitar “Hotels”. Ele puxa toda a base (que é gigante) com as taxas de cada um. Bem mais fácil do que ficar comparando em vários buscadores.”

Thai e Sil

“Raramente pagamos. Fazemos muito trabalho voluntário, que normalmente oferece hospedagem, ou trocamos serviços por alguma diárias – muitas vezes, é uma simples questão de entrar em contato com o hotel e oferecer pra fazer fotos novas pro site deles, por exemplo.”

“Usamos bastante um site chamado Trusted House Sitters: através dele, você encontra casas de pessoas pra ficar em troca de cuidar dos animais de estimação delas quando elas estão viajando. Costuma ser nossa primeira opção.”

Comida

Amanda no Egito

Andre e Guilherme

“O que a gente mais faz é comprar em loja de conveniência. Geralmente, comemos uma refeição mais ‘normal’ por dia e, de resto, fazemos piquenique, carregamos as compras e comemos coisas rápidas.”

Thai e Sil

“Comer bem é um dos nossos maiores prazeres viajando – e, surpresa, quase nunca vamos em restaurantes considerados mais ‘bacanas’. A gente sente que só conhece de verdade o lugar se come que nem as pessoas de lá, então, sempre perguntamos pra qualquer um que conhecemos onde eles costumam ir.

Mas é claro que vai variar de país pra país: em vários lugares da Ásia, por exemplo, dá pra ir em restaurantes super bons; no México, o nosso negócio é comida de rua.”

Passagem

Andre e Guilherme

“Não tem muita receita pra passagem barata. Buscamos pelo Google Flights, que faz um bom apanhado da maioria das empresas aéreas. Ele também tem uma ferramenta de alerta para quando os preços baixarem que é bem útil.”

Para saber mais:

Quando vale a pena comprar passagem low cost?

Passeios

Amanda no Deserto do Saara: “negociar ao vivo é bem mais efetivo”

Amanda

“Eu sempre fecho já no destino. As pessoas às vezes ficam inseguras, achando que vão chegar e não vai estar disponível, mas, se é um passeio turístico, sempre vai ter. Negociar ao vivo é bem mais efetivo, em quase todos os casos sai mais barato.”

Andre e Guilherme

“Pesquisar ‘coisas gratuitas para fazer em tal lugar’ é o primeiro passo. Só nessa busca você já sai com uma lista boa. Usamos muito um site chamado Atlas Obscura, que indica atrações bem peculiares dos destinos.”

“Tentamos sempre coincidir a viagem com algum festival folclórico, nacional etc. Eles quase sempre são gratuitos e já é a chance de você entrar em contato com a cultura de uma forma bem rica.”

“Em praticamente qualquer grande cidade do mundo os museus têm dias gratuitos, então é importante sempre pesquisar pra não pagar ingresso desnecessariamente.”

Bagagem

Amanda

“Sempre vou atrás da passagem mais barata e, via de regra, ela não inclui o despacho de bagagem. Então eu viajo leve – às vezes bem leve. Na minha última viagem, pro Marrocos, a passagem não incluía nem mala de mão, só a mochilinha que você leva no pé. Passei duas semanas com quase nada. Às vezes vale mais a pena comprar produto de higiene no lugar do que pagar pra levar, por exemplo.”

Thai e Sil

“A nossa mala é grande pra quem viaja, mas pequena pra quem carrega a vida toda nas costas. Não tem muito jeito, com passagem aérea precisamos despachar. Por isso, tentamos fazer o máximo possível de trajetos por terra. Se não for possível, priorizamos passagens que cobram valores diferentes por peso – até 15 kg custa tanto, a partir disso, custa mais, por exemplo. Daí distribuímos e, eventualmente, deixamos algo pra trás.”

Para saber mais:

6 custos “extras” pra ficar de olho na sua passagem

Viajar barato é bom?

Andre e Guilherme em Pernambuco

Viagens são sobre escolhas: é impossível conhecer tudo sobre um destino, portanto, no tempo que se tem nele, é preciso optar por algumas coisas e abrir mão de outras. E, mais importante, entender o que é importante para cada um.

“Gastar pouco em viagem costuma vir acompanhado de andar mais, ver mais, explorar mais”, diz Amanda. “No geral, você está vivenciando algo muito autêntico”.

Não significa que sempre seja a melhor opção pra todo mundo. Para a Thai, “às vezes, quando você tem pouco tempo na viagem, acaba precisando ir pelo caminho mais prático, que nem sempre é o mais barato. O importante é sempre pesquisar se aquela experiência não podia ser melhor ou mais econômica.”

Vai viajar em breve? Tem dicas de como economizar? Divide com a gente nos comentários!

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