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“Vou ser a ‘véia’ da lancha hoje”: Marina Sena é entrevistada por Emicida no podcast Chamaê

Em um papo sobre vida, carreira e dinheiro, Emicida e a cantora Marina Sena estreiam o Chamaê, podcast em quatro episódios produzido em uma parceria do Nubank com Emicida. Veja o que rolou e ouça o episódio.

É impossível não reparar que Marina Sena entrou na sala: do andar confiante à saia roxa e bota zebrada de salto alto, ela chega ao estúdio pronta para ser o centro das atenções. Marina é, afinal, a convidada especial da estreia do Chamaê. 

O Chamaê é um podcast do Nubank com Emicida. Ao longo de quatro episódios, Emicida recebe convidados para conversas sobre carreira, dinheiro, desafios e futuro. Saiba tudo sobre ele aqui.

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Bastaram alguns “ois” sem jeito e as primeiras trocas de palavras para entender que além da segurança, também há doçura. Aos 25 anos, Marina é uma mulher de sorriso fácil e fala mansa, como boa mineira. Nascida e criada em Taiobeiras, no norte do estado, ela exibe com orgulho a sua mineiridade, ao mesmo tempo em que exala a jovialidade de quem ainda se abre para o mundo.

Emicida e Marina sentaram-se um de frente um para o outro e começaram uma conversa que poderia muito bem acontecer na varanda de casa. Em um papo leve, que vai de música a sensualidade e dinheiro, eles apresentaram uma Marina que os clipes e as apresentações performáticas talvez não mostrem por completo, mas que a sensibilidade de Emicida conseguiu capturar em uma hora de diálogo.

Veja a seguir alguns dos pontos altos da conversa. E aproveite para dar o play aqui abaixo e escutar o episódio completo do Chamaê. Combinado?

A menina do sertão

Depois de passar os primeiros 18 anos da vida na sua cidade natal, Taiobeiras, Marina se mudou para Montes Claros – MG, a maior cidade da região norte do estado. Por lá, fundou o grupo A Outra Banda da Lua.

“Foi quando eu fui pra Montes Claros, e senti mais orgulho de onde eu vim, que eu descobri que eu era do sertão. Estudei na escola sobre o sertão, mas não sabia que morava nele”. 

Sobre essa reflexão, Emicida lembra: “Tem um ditado maravilhoso que diz: os peixes não sabem que estão molhados”.

A infância e adolescência em Taiobeiras foi pacata e, segundo a artista, foi de lá que vieram os valores de simplicidade e honestidade que ela carrega consigo. A ida para Montes Claros foi um momento importante que marcou o início da sua carreira como artista. 

“Eu encarava aquilo como o projeto da minha vida, como o trabalho em que ia focar. Ensaiamos mais do que tocamos, porque tinha poucos lugares pra tocar, mas foi um movimento muito importante para a cidade. Estava meio morta a coisa da juventude pela arte na rua”. 

O sucesso na pandemia

Filha do seu tempo, Marina explodiu em todo o Brasil em 2021 no TikTok com a música Por Supuesto. A canção viralizou na rede, e depois tomou conta do streaming, chegando a ocupar a 1° posição nas paradas do Spotify

Fazer sucesso na era das redes sociais tem seus prós e contras. Junto com a fama instantânea, vêm também os haters, como a internet chama aquelas pessoas que amam odiar alguém. Após suas primeiras apresentações de repercussão nacional, Marina foi duramente criticada na internet.

Sobre os haters, Marina diz. “Sou libriana e compreensiva. Eu sinto quase que uma empatia pelas pessoas que falam mal de mim. Eu penso: se você tivesse a oportunidade de me conhecer, você nunca teria essa opinião”. 

Marina conta que percebeu que estava fazendo sucesso em um episódio peculiar – e que ressoa diretamente com a própria vida de Emicida:

“Eu fui numa ilha em Belém – PA, num botequinho na beira do rio, e estava bebendo cerveja quando começou a tocar Por Supuesto. Eu pensei, ‘tô numa Ilha na Floresta Amazônica e não fui eu quem colocou’. Aí perguntaram pro cara se ele sabia quem estava tocando. Ele não sabia quem eu era, mas gostava da música”.

A história de Emicida sobre descobrir o sucesso não é tão diferente – e foi até retratada no vídeo da nova campanha do Nubank. 

“Eu entrei no ônibus e tinha duas meninas ouvindo um som no celular, e era a minha música. Elas estavam dizendo ‘nossa, que som bom’. E eu no banco de trás sem poder falar que eu era eu”, conta o rapper.

A fama veio, e o dinheiro também

Para Marina, o sucesso veio acompanhado de dinheiro. A menina que até poucos anos antes passava “aperto” vivendo sozinha em Montes Claros descobriu pela primeira vez o que era poder aquisitivo.

“Eu estava em Maceió e resolvi alugar uma lancha. Falei: vou ser a ‘veia’ da lancha hoje. E uma hora eu estava do lado da lancha e pensei: eu gostei demais. Mas e se um dia eu não puder mais? E nunca mais quero não poder alugar uma lancha (risos). Quero inclusive comprar uma”.

Ainda sobre dinheiro, Marina conta que nunca passou necessidade do básico, como muitos brasileiros, mas na sua casa tudo foi sempre contado. “Eu lembro de minha mãe chorando um dia porque perdeu R$ 300 num mês. Recentemente, levei ela para a praia e ela disse: ‘é a primeira vez que eu sento numa barraca e não me preocupo com a conta'”. 

De acordo com Emicida, dinheiro é um tópico que fragiliza muitos artistas. Marina concorda, e acrescenta: “eu vejo muitos artistas que poderiam ter mais dinheiro do que eu, mas não têm porque não sabem o que está acontecendo. Como estrutura royalty, por exemplo.”

“A gente precisa estar ligado em tudo e se resguardar. Ninguém pode ganhar mais dinheiro com você do que você e se isso acontecer, tem algo errado”, diz ela. 

A redescoberta de si como artista

Quem assiste as performances de Marina Sena pode achar difícil de acreditar que, até pouco tempo atrás, a artista não se achava bonita ou poderosa. Segundo ela, no entanto, foram os palcos que fizeram aflorar nela toda esse poder e confiança que exala numa simples caminhada pelo estúdio.

“Eu comecei a sentir que a minha existência brilhava quando eu comecei a ser artista. Quando eu subi no palco com A Outra Banda da Lua eu pensei: ‘o que? Que poder!’ Eu não sabia que eu tinha esse poder, e ele só foi ativado quando eu subi no palco pela primeira vez. Eu estava no casulo e saí dele. Eu finalmente comecei a me achar bonita, e todo mundo concordou. Virei outra pessoa”, conta Marina.

Emicida compartilha desse sentimento por uma perspectiva um pouco diferente. O menino tímido da zona norte de São Paulo que esbanjava confiança nos palcos das batalhas de freestyle, na verdade, só foi se sentindo mais seguro na medida em que as pessoas foram reconhecendo o seu talento. 

“Eu era tímido, ligava uma chavinha e me fingia de extrovertido. Sentia que a minha existência era invisível, descartável. Quando eu comecei a ser reconhecido, isso mudou”.

Para finalizar o papo, Emicida parafraseou Nelson Mandela, que disse: “quando você brilha, você incentiva outras pessoas a brilharem”. E que bom que Marina Sena e Emicida descobriram essa chama que fez com que eles se iluminassem e inspiraram a vida de tantas outras pessoas.

Quer saber mais sobre Marina Sena e sobre o Chamaê? Então confira a página especial do podcast com tudo em primeira mão.

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