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Início Dinheiro no mundo Inflação 2021: como está...

Inflação 2021: como está o Brasil na lista dos países do G20?

Os preços subiram em todo o mundo, mas entre o grupo dos países ricos, o Brasil ganhou destaque. Entenda o que está acontecendo e por que o Brasil tem uma das maiores inflações do G20.



A cada compra no supermercado, a cada vez que você abasteceu o carro, todo botijão de gás que trocou ou conta de luz que pagou este ano, você deve ter sentido no bolso a diferença. A inflação de 2021 fez você comprar cada vez menos com o mesmo dinheiro.

O aumento dos preços não é exclusividade dos brasileiros. O mundo também está sentindo a alta inflação em 2021. Mas, ao olhar para os números, dá para perceber que o Brasil ganhou um destaque negativo.

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Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), a inflação média para 2021 é de 2,8% em economias desenvolvidas e de 5,5% em mercados emergentes, como o Brasil. Quem vem acompanhando o noticiário já nota a discrepância: a inflação do Brasil fechou 2021 em 10,06%, bem superior à média de 5,5%  

Inflação 2021 para o G20: como estão os países?

O Brasil faz parte do G20, grupo das maiores economias do mundo. A média da inflação em 2021 do grupo como um todo está em 5,2%, acima dos 3,7% projetados pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). E o Brasil, com seus mais de 10%, tem a terceira maior inflação do ano de 2021.

PaísInflação em 12 meses (até dez. 21)
Argentina50,9%
Turquia36,08%
Brasil10,06%
Rússia8,4%
México7,36%
Estados Unidos7%
África do Sul5,9%
Índia5,59%
Reino Unido5,4%
Alemanha5,3%
Canadá4,8%
Itália3,8%
Coreia do Sul 3,7%
Austrália3,5%
França2,8%
Indonésia1,87%
China1,5%
Arábia Saudita1,2%
Japão0,8%
Fonte: Trading Economics |  

Por que o G20 é importante para a economia global? 

Entender como está a economia do G20 é como ter uma fotografia de como está o mundo e em que direção ele pode ir. Afinal, esses países concentram 80% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial, 75% do comércio global e 60% da população do mundo.

O G20 é formado pelos oito países mais ricos do mundo e outros considerados emergentes – aqueles que estão em desenvolvimento. O Brasil faz parte desse grupo, que foi criado em 1999 para que ministros e representantes de bancos centrais conversassem sobre estratégias para estabilizar a economia global. 

Essa necessidade surgiu após as crises econômicas ocorridas no México (1994), na Ásia (1997) e na Rússia (1998). O grupo ganhou ainda mais importância depois da crise financeira de 2008.  

Inflação no G20: o que está pesando mais?

Alimentação e energia subiram em todos os países do mundo e são as categorias que mais pesam no bolso das pessoas, principalmente as de baixa renda. Os preços de bens duráveis, como carro e geladeira, também dispararam – principalmente por conta da falta de insumos para produzir esses itens. 

Esses produtos devem continuar pressionando os preços em 2022, segundo um relatório da OCDE.  

“A inflação pode continuar surpreendendo, por conta de pressões de fornecimento e pelo aumento mais forte nos custos de energia. O aumento dos preços pode atingir o pico no final de 2021, passando para níveis moderados com a queda do desemprego no mundo”, afirma a Organização.  

Mas por que a inflação está alta? 

A resposta rápida é: por causa da pandemia. É normal, e até saudável, que um país tenha uma taxa positiva de inflação, mas quando ela está controlada. O que está acontecendo com os países do G20 e com o mundo é um movimento provocado pela pandemia da covid-19. 

Quando ela apareceu, no início de 2020, muitos países adotaram medidas de restrição de circulação sem data para terminar, e a gente não sabia o que ia acontecer e nem até quando. Incerteza é tudo o que uma economia não gosta. 

Em um cenário nebuloso, de caminhos incertos, ninguém faz planos: nem empresas, nem investidores e nem você.

Com negócios fechados em muitos lugares, e muita gente com medo de ficar sem renda, o consumo desabou. Os poucos setores que mantiveram a produção dos seus produtos reduziram as vendas. Sem dinheiro em caixa, muitas empresas tiveram de demitir. 

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), 255 milhões de pessoas no mundo perderam seus empregos no primeiro ano da pandemia. No Brasil, o número de desempregados atingiu o pico histórico de 14,8 milhões de pessoas em junho de 2021. E gente sem renda faz o consumo desabar ainda mais.

Pouco dinheiro circulando na economia e pouca demanda fizeram a inflação cair no mundo todo. No Brasil, o IPCA – o índice que mede a inflação oficial do país – fechou 2020 em 4,52%, acima da meta de 4%. Contudo, o país chegou a ter deflação: ou seja, teve variação negativa de 0,31% em abril e 0,38% em maio.

Se a inflação estava até baixa, por que ela subiu agora?

Porque as economias do mundo todo começaram a reabrir quase ao mesmo tempo. Com o avanço da vacinação, muitos países reduziram as restrições. O comércio voltou a funcionar, as pessoas começaram a sair mais e, sentindo-se mais seguras, voltaram a fazer planos e a gastar. 

O problema é que o ritmo de consumo agora está maior do que o ritmo de produção. Para dar conta da busca por produtos e serviços que começou a crescer com a reabertura, as empresas que estavam paradas e com menos funcionários voltaram a produzir. 

Contudo, para fazer esse produto chegar até você leva tempo: para encontrar todos os insumos necessários para voltar à ativa, produzir e colocar esse item no mercado. Enquanto isso, com o celular nas mãos, você leva alguns segundos para comprar ou pedir qualquer coisa. 

É como se o consumo fosse um trem em alta velocidade e a produção tenta alcançá-lo a cavalo. Esse cenário é um clássico da lei da oferta e da demanda. A reabertura das economias fez a demanda aumentar em um ambiente de pouca matéria-prima disponível. Isso faz os preços dispararem. 

Inflação 2021 no Brasil: por que está mais alta que no resto do G20? 

Embora a pandemia tenha provocado um problema generalizado de oferta e demanda, cada país tem uma realidade econômica local que ameniza ou agrava o problema – e, no Brasil, a inflação está mais grave do que na maioria dos países do G20. 

O Brasil já não estava em uma boa fase na economia quando a pandemia apareceu e deixou tudo em suspenso, reduzindo as expectativas de crescimento. Em 2019, por exemplo, o país cresceu apenas 1,1%, bem abaixo da expectativa. O avanço da vacinação permitiu aos estados iniciarem um processo de abertura. E o problema de oferta e demanda apareceu por aqui também. 

A economia, porém, não anda sozinha, isolada do ambiente. No meio do caminho, ela encontrou problemas que contribuíram para a inflação no Brasil disparar mais do que em outros países do G20. Entenda, abaixo, alguns desses problemas.

Escassez hídrica

A escassez hídrica é o primeiro e um dos mais grave deles. Chove pouco no Brasil desde o início do ano. Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o país passa pela pior crise hídrica desde 1930 – afetando a energia que a gente consome. Isso porque 65% de toda a eletricidade gerada no país é hidráulica, de acordo com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética). 

Ou seja, somos muito dependentes de chuvas para manter as hidrelétricas cheias e, assim, ter energia. Contudo, nos últimos sete anos, os reservatórios receberam um volume de água inferior à média histórica. Em situações como essa, as usinas termelétricas são ativadas para compensar a perda de energia gerada pelas hidrelétricas. 

O problema é que a operação das termelétricas é mais cara. Então, para bancar esse custo foi criada, em setembro, uma bandeira da escassez hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. 

Energia e comida caras 

Por ser essencial, a energia elétrica é um dos itens que mais pesa no bolso das pessoas de qualquer renda. Ela é uma das grandes responsáveis pela inflação de 2021 do Brasil ser tão alta e fazer o país se destacar no G20. 

Em 2021, a energia aumentou 21,21%, segundo o IBGE.   

Mas não é só a energia da sua casa que fica mais cara. Indústrias e empresas de todos os setores também precisam dela para produzir e vender seus produtos e serviços. Essa alta no custo da energia elétrica afetou esses negócios também e, para conseguir bancar a operação, essas empresas tiveram de repassar esse custo ao consumidor. 

A falta de chuvas impactou a produção de grãos e alimentos, diminuindo a oferta para o mercado interno. Isso também fez os preços dispararem. 

No ano passado, comer em casa ficou 7,17% mais caro. Mas isso é uma média. No grupo de alimentação, teve itens que subiram bem acima disso. É o caso do café moído, que ficou 50,24% mais caro em 2021.

O dólar e a desvalorização do real

A valorização da moeda norte-americana em relação ao real foi outro fator que puxou a inflação do Brasil para o topo do ranking dos países do G20. Os Estados Unidos foram um dos primeiros países a reabrir a economia, puxando a fila dos países que estavam voltando a consumir (e muito!). 

Para a reabertura, o país criou um megaplano para investir em obras e, assim, gerar empregos e movimentar o consumo. Claro que não é só isso que mexe com o valor de uma moeda, mas tudo isso contribuiu para o dólar ficar mais valorizado em relação ao real. 

No terceiro trimestre de 2021, o real ficou 31% mais fraco, segundo estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas). Estudo da Austin Rating mostra que a moeda já é uma das que mais se desvalorizaram em 2021 no mundo. 

Nessa situação, as empresas – principalmente as do agronegócio – preferem vender seus produtos para outros países e, assim, receber em dólar, do que vender internamente e receber em real. Desse modo, a oferta no Brasil diminui ainda mais, aumentando os preços, principalmente de alimentos.

Então, a inflação em 2021 no Brasil é diferente do resto do G20?

Em resumo, sim. Apesar de o problema de oferta e custos de matéria-prima ser uma questão global, o Brasil tem características econômicas internas que interferem nos preços. Ou seja, não é porque os países do G20 estão reduzindo seus níveis de inflação que vai acontecer o mesmo por aqui.

No ano passado, a inflação ficou em 10,06%, a maior desde 2015. Para 2022, por enquanto, os economistas consultados pelo Banco Central esperam que a inflação fique em torno de 5%. 

Quer entender mais sobre inflação? Leia os conteúdos abaixo: 

O que é inflação e como ela afeta a sua vida?

IPCA e IGP-M: O que são e quais as diferenças entre eles?

O que é PIB, como é calculado e o que indica?

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