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Taxa Selic: o que é e como ela afeta seu dinheiro

A sigla aparece em investimentos, nos jornais, tem um papel importante na economia brasileira e afeta (e muito!) sua vida financeira. Saiba mais sobre a taxa Selic.

A Selic, ou Taxa Selic, é a taxa de juros básica da economia. A cada 45 dias, a taxa Selic vira notícia em todo o Brasil – seja por ter aumentado, diminuído ou ter se mantido estável após a reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária. Em setembro de 2019, ela foi definida em 5,5% ao ano.

Mas, calma: não faz ideia do que o termo  “taxa Selic” significa e qual a importância dele no seu dia a dia? Fique tranquilo, a gente explica.

O que é a taxa Selic 

Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Ela é, basicamente, a taxa de juros básica da economia brasileira. Isso significa que ela influencia todas as demais taxas de juros do Brasil, como as cobradas em empréstimos, financiamentos e até de retorno em aplicações financeiras.

História da Selic: por que ela existe

A taxa Selic foi criada em 1979, período em que a economia brasileira enfrentava um cenário de hiperinflação. Seu objetivo sempre foi ser uma ferramenta de controle da inflação: qualquer mudança que o Banco Central do Brasil fizer na taxa resultará em uma alta ou queda da inflação. 

Além disso, podemos dizer que o Banco Central:

  • ao aumentar a Selic, tem como objetivo desacelerar a economia, impedindo a inflação de ficar muito alta;
  • e, ao baixar a Selic, tem como objetivo estimular o consumo e aquecer a economia, aumentando a inflação quando essa está abaixo da meta.

Por que a Selic é importante? 

Até hoje, a Selic serve como uma referência para a economia brasileira – uma ferramenta para controlar a inflação do país que pode ser entendida como um indicador da nossa situação econômica.

Vale ressaltar: 

A taxa Selic que conhecemos, definida pelo Copom (Comitê de Políticas Monetárias) é a taxa Selic Meta. 

Além da taxa Selic Meta existe a Taxa Selic Over, definida pelo mercado de compra e venda de títulos públicos federais para bancos e que varia diariamente de acordo com a média ponderada de todas as operações que envolvem esses títulos, incluindo empréstimos entre as instituições financeiras que tenham como garantia os tais títulos públicos federais.

Nesse post, vamos falar sobre a taxa Selic Meta.

Como a taxa Selic é calculada 

A taxa Selic é definida a cada 45 dias pelo Copom (Comitê de Política Monetária), ligado ao Banco Central, que se baseia em inúmeros indicadores financeiros do país para chegar a uma taxa. Nessas decisões, a Selic pode tanto se manter estável, sem alterações, quanto aumentar ou diminuir em pontos percentuais.

As mudanças na taxa Selic acontecem pois a economia não é estável – e, por isso, é preciso adequá-la ao cenário para que exista um equilíbrio e garantir que o dinheiro continue circulando.

Como a Selic afeta o seu dinheiro

Os efeitos da mudança da Selic são sentidos por todos os brasileiros, bancos e até investidores estrangeiros. Basicamente:

Se a taxa Selic diminui

  • O crédito fica mais acessível, já que os bancos tendem a abaixar as taxas de juros;
  • A inflação tende a subir.

Se a taxa Selic aumenta

  • Os preços tendem a baixar ou ficar estáveis, como uma consequência do controle da inflação;
  • Os juros de crédito, parcelamento e cheque especial ficam mais altos.

Em setembro de 2019, o Copom (Comitê de Política Monetária) abaixou a taxa Selic de 6% para 5,5%, afetando as aplicações financeiras de todos os brasileiros – inclusive na NuConta. Entenda aqui como ela ficou. 

Quais investimentos são afetados pela Selic

Considerando que a taxa Selic tem forte influência na taxa de remuneração de diversos investimentos, qualquer mudança na Selic impacta a rentabilidade desses produtos financeiros. São eles:

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título público cuja rentabilidade está indexada à taxa Selic. Quando a taxa Selic é reduzida, também fica menor a rentabilidade do título – e o mesmo para a situação contrária: um aumento na taxa Selic torna os títulos públicos mais vantajosos.

Caderneta de poupança

A poupança também sofre os efeitos das mudanças na Selic. Isso porque seu rendimento, por definição, está atrelado à taxa:

  • Se a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano: a poupança rende 0,5% sobre o valor depositado + Taxa Referencial;
  • Se a taxa Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano: a poupança rende 70% da Selic + Taxa Referencial.

Ou seja: com a Selic abaixo de 8,5% (como em 2019, quando ela foi reduzida para 5,5%), a rentabilidade da poupança diminui e muito.

Investimentos de Renda Fixa

Mudanças na taxa Selic impactam o CDI, um dos índices de rentabilidade mais usados por investimentos de Renda Fixa. Explicaremos abaixo sobre a relação entre as duas taxas, mas basicamente: quando a taxa Selic diminui, o CDI também fica mais baixo, e vice-versa.

CDBs, LCIs, LCAs, LCs são os investimentos mais comuns que usam o CDI como indicador de rentabilidade. Esses investimentos terão sua remuneração afetada no caso de mudanças na taxa Selic.

Taxa Selic e CDI: qual a relação?

O CDI e a taxa Selic andam de mãos dadas. Mas por quê? 

Antes disso, é importante dizer, rapidamente, o que é o CDI. CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interbancário – o nome dos empréstimos que os bancos fazem entre si para fechar o caixa do dia no positivo. 

Por determinação do Banco Central, todo banco deve fechar o dia com mais dinheiro entrando do que saindo dele – em outras palavras: fechar o dia com saldo positivo. Entretanto, dependendo das operações realizadas pelos clientes dos bancos, nem sempre isso acontece. 

Neste caso, os bancos precisam fazer um empréstimo para cobrir a diferença e deixar o caixa do dia positivo. E esse empréstimo e feito, por sua vez, de outras instituições financeiras. Como todo empréstimo, os bancos também pagam juros que, neste caso, são definidos pela Taxa CDI.

Voltando à relação entre a taxa Selic e o CDI:

  • Se a taxa Selic for muito maior que o CDI, os bancos podem preferir emprestar dinheiro ao governo, e não ao outros bancos, já que assim terão uma rentabilidade maior;
  • Por outro lado, se a Taxa CDI estiver muito acima da taxa Selic, a remuneração dos títulos que usam essa taxa sobe, o que também não é interessante para os bancos. 

Taxa Selic e IPCA: o que têm a ver?

O IPCA é o índice que aponta a inflação do país; ele indica se houve variação nos preços de uma série de categorias de bens e serviços importantes no dia a dia das pessoas, como vestuário, alimentação, transporte, saúde, despesas pessoais, educação e comunicação.  

Ele é calculado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e Vitória, além de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. Apesar de não ser calculado em todo o país, o índice é de abrangência nacional – ou seja, vale para todas as regiões e cidades do Brasil.

Considerando que a taxa Selic é uma ferramenta de controle da inflação, o IPCA e a taxa Selic estão sempre muito próximos – afinal, qualquer mudança feita na taxa Selic afetará o resultado do IPCA.

Um exemplo: quando a taxa Selic aumenta e o acesso ao dinheiro (crédito, empréstimos, financiamentos…) fica menor, o consumidor para de fazer maiores gastos. No longo prazo, essa estratégia controla a inflação por gerar menor demanda e, consequentemente, oferta mais barata.

Portanto, aumentar a taxa Selic ou mantê-la estável é uma maneira de conter o aumento do IPCA. 

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

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