Música, muita história, praias, belas paisagens e um estilo de vida bem particular. Não é à toa que o Rio de Janeiro virou tema de canções antes mesmo de virar destino turístico. "Garota de Ipanema" levou o nome da cidade para fora do país, "Corcovado" transformou a vista do Cristo Redentor em trilha sonora de várias novelas, e o funk carioca se espalhou como forma de manifestação cultural.
O Rio de Janeiro também é uma das poucas cidades do planeta que sedia o Rock in Rio, um dos maiores festivais de música do mundo, além de palco do samba, que nasceu como demonstração popular e segue vivo em rodas de rua e escolas que desfilam pela Sapucaí todo ano.
Na hora de conhecer a cidade maravilhosa, vale incluir alguns clichês no roteiro. A seguir, confira 10 pontos turísticos (com opções gratuitas e pagas), horários de funcionamento e outras informações para curtir o Rio de Janeiro da melhor forma.
Como chegar ao Rio de Janeiro?
O Rio de Janeiro tem dois aeroportos: o Aeroporto Internacional Tom Jobim, mais conhecido como Galeão (GIG), localizado na Ilha do Governador, que recebe voos internacionais e a maioria dos nacionais de longa distância; e o Santos Dumont (SDU), na Zona Central, usado principalmente para a ponte aérea Rio-São Paulo e também o mais disputado porque fica a poucos minutos de Copacabana e do Centro da cidade.
Ao buscar voos para o Rio de Janeiro, a rota mais barata costuma sair de São Paulo. A depender da época, dá pra encontrar voos de ida que custam entre R$ 180 e R$ 250, por exemplo. Enquanto o trajeto de ida e volta, comprado com poucas semanas de antecedência, pode chegar a R$ 1 mil, dependendo da companhia, horário e dia da semana (sextas e domingos costumam ser os mais caros), segundo informações do Google Voos.
Já voos saindo de Brasília e Belo Horizonte com destino ao Rio de Janeiro podem custar em torno de R$ 300 e R$ 700 ida e volta, fora de temporada.
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Se você preferir ir de ônibus, saiba que existem opções saindo de várias cidades do Brasil com destino ao Rio de Janeiro. Partindo de São Paulo, são cerca de seis horas de viagem, com preços que variam entre R$ 130 e R$ 175, dependendo do tipo de assento. Quem sai de Belo Horizonte, por exemplo, leva em torno de oito horas para chegar a cidade maravilhosa, pagando entre R$ 80 e R$ 235.
O desembarque costuma ser na Rodoviária Novo Rio, no Centro. De lá, é bem fácil pegar um carro por aplicativo ou mesmo metrô, até a sua hospedagem.
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10 pontos turísticos do Rio de Janeiro e por que vale a pena visitá-los
Sem dúvida, os famosos Pão de Açúcar, Cristo Redentor e as belas praias são clichês. Mas existe um motivo para continuarem no topo de toda lista de pontos turísticos do Rio de Janeiro: eles realmente entregam uma experiência única.
Confira, abaixo, a localização, o horário de funcionamento e o valor dos principais
1. Pão de Açúcar
O bondinho que conecta a Praia Vermelha ao Morro da Urca e depois ao topo do Pão de Açúcar é, provavelmente, o passeio mais fotografado do Rio de Janeiro. A vista da Baía de Guanabara, com Cristo Redentor, Copacabana e o Centro Histórico ao fundo, justifica a fama.
“Fui em dezembro de 2023, numa manhã ensolarada de dia de semana, e estava bem tranquilo. A vista realmente é de tirar o fôlego". “A subida é super tranquila e lá em cima tem diversas lojinhas e espaços para alimentação. Ficamos umas duas horas caminhando e curtindo a paisagem. Com certeza é um clichê necessário no Rio.”


Onde: Avenida Pasteur, 520 – Urca
Horário de funcionamento: geralmente das 8h às 20h ou 21h (varia de acordo com a temporada), com último embarque cerca de 1h30 antes do fechamento
Valores: R$ 102 meia entrada e a partir de R$ 160 inteira, em julho de 2026, com desconto para crianças, idosos e residentes do Rio mediante comprovação
A compra dos ingressos pode ser feita pelo site oficial bondinho.com.br.
2. Mureta da Urca
Se a ideia é não desembolsar muito dinheiro, o Rio de Janeiro tem uma infinidade de programas gratuitos, como é o caso da Mureta da Urca. É ali, na orla do bairro da Urca, que rola a chamada "hora do chopp" ao pôr do sol.
“Quando fui na Mureta da Urca, cheguei no meio da tarde e passei algumas horas conversando com amigos, até o sol se pôr – porque vale mesmo a pena ficar para ver o espetáculo. Eu acho incrível que seja uma atração gratuita, pois alguns lugares pagos não proporcionam a vista e nem a experiência que sentar ali na mureta, sem pressa, oferecem".
Onde: Praça General Tibúrcio – Urca (ao lado do Instituto de Biologia da Marinha)
Horário de funcionamento: sem restrição, mas o movimento aumenta depois das 17h
Valores: gratuito
3. Cristo Redentor
Considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, o Cristo Redentor fica no alto do Corcovado, dentro do Parque Nacional da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo. O acesso até o monumento é sempre por transporte oficial, trem ou van, com equipes especializadas.
Onde: Parque Nacional da Tijuca, Alto da Boa Vista
Horário de funcionamento: geralmente das 8h às 19h, trens saindo a cada 20 ou 30 minutos
Valores: em julho de 2026, o ingresso custa R$ 132 para adultos, R$ 105 para jovens de 15 a 29 anos inscritos no Cadastro Único, idosos com idade igual ou superior 60 anos, pessoas com deficiência e estudantes. Você pode adquirir as entradas pelo site https://ingressos.paineirascorcovado.com.br/.
Se você escolher ir de van, é possível embarcar em três pontos distintos: Paineiras Corcovado, Largo do Machado e Copacabana.
O trenzinho parte da Estação Cosme Velho, localizada na Rua Cosme Velho, 513, em Cosme Velho, Zona Sul do Rio de Janeiro. A estação fica em frente à Praça São Judas Tadeu. O trajeto é mais charmoso e passa pela Mata Atlântica, mas tenha em mente que essa opção costuma ter uma fila maior.
4. AquaRio
O maior aquário marinho da América do Sul fica na Zona Portuária do Rio de Janeiro, pertinho do Museu do Amanhã, e é uma boa alternativa para dias de calor extremo ou chuva. O AquaRio reúne cerca de 350 espécies exclusivamente marinhas, nativas do Brasil e de outras partes do mundo, distribuídas em 27 tanques.
O grande destaque é o Recinto Oceânico, mais conhecido como "Tancão". Com 3,5 milhões de litros de água, ele tem um túnel subaquático que atravessa o tanque por dentro, rodeado por tubarões, raias e cardumes. Vale reservar tempo também para a Área dos Peixes-Boi, para a exposição imersiva "Mar de Espelhos", com salas de espelhos que criam um efeito infinito, e para o Museu do Surf, dedicado à história do esporte no país.
“Em janeiro de 2022 peguei uns dias nublados e chuvosos no Rio, por isso tivemos que fazer passeios em lugares fechados e visitar o AquaRio funcionou super na nossa programação. Saindo de lá, cerca de um minuto a pé, tem a Rio Star, a roda gigante. Também, vale a pena se a garoa estiver fina, como era o caso dessa vez. Assim, dá para emendar dois passeios em apenas algumas horas".
Onde: Praça Muhammad Ali, sem número – Gamboa
Horário de funcionamento: das 9h às 17h (última entrada às 16h), com extensão de horário em finais de semana e feriados
Valores: R$ 123 inteira, R$ 81 meia entrada, R$ 73 crianças de 3 a 11 anos de idade, e R$ 99 para nascidos e moradores do Estado do Rio de Janeiro, mediante comprovação.
5. Museu do Amanhã
Referência de arquitetura contemporânea no Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã foi projetado pelo espanhol Santiago Calatrava e faz parte da revitalização da Zona Portuária, batizada de Porto Maravilha. Até poucos anos atrás, essa área ficava escondida atrás do Elevado da Perimetral, uma via expressa que cortava a orla e separava o Centro da Baía de Guanabara.
Com a demolição do elevado, a região ganhou um espaço público e viadutos deram lugar a calçadas largas, ciclovia e o VLT (sigla para Veículo Leve sobre Trilhos, que é basicamente um bondinho elétrico, que circula sobre trilhos na superfície, não é subterrâneo como o metrô).
Foi nesse contexto que o museu nasceu, em 2015, como símbolo do "novo" Centro. A estrutura futurista, com asas móveis que se abrem e fecham conforme a posição do sol, já é uma atração por si só, antes mesmo de acessar o ambiente.
A exposição permanente, chamada "Do Cosmos ao Nós", começa de um jeito pouco convencional: sem celular na mão, o visitante se deita ou senta no chão de uma sala escura para assistir a uma projeção audiovisual em 360 graus sobre a origem do universo. Só depois dessa experiência imersiva é que o passeio segue para as ilhas digitais interativas, onde dá para se cadastrar na plataforma do museu e explorar dados sobre mudanças climáticas, crescimento populacional e o futuro das cidades, sempre cruzando ciência, arte e tecnologia.

Onde: Praça Mauá, 1 – Centro
Horário de funcionamento:: das 10h às 18h, última entrada às 17h, fechado às quartas-feiras
Valores: R$40 inteira e R$20 meia entrada. O ingresso é válido para o dia e hora agendados. Ou seja, o ingresso reservado para às 10h poderá ser utilizado entre 10h e 10h59.
6. Praias cariocas
Não dá para falar do Rio de Janeiro sem citar as praias. Na verdade, não dá para mencionar apenas uma delas. Afinal, a Zona Sul e a Zona Oeste contam com belezas e personalidades diferentes.
Na Zona Sul, por exemplo, a praia de Copacabana é a mais famosa, rodeada de quiosques e uma boa faixa de areia, disputada por moradores e turistas. As suas águas também recebem a prova de endurance IRONMAN 70.3, no início de agosto.
Do outro lado da calçada tem o tradicional e luxuoso Copacabana Palace, um hotel cinco estrelas da rede Belmond. O edifício histórico oferece 140 quartos e suítes, piscina e alta gastronomia.
Entre os postos nove e 10, você pode curtir Ipanema, inspiração para a música de Tom Jobim. Já a praia do Leblon, cenário de inúmeras novelas, costuma atrair um público mais familiar e tranquilo.
Para um pôr-do-sol digno de aplauso e belas fotos, a pedra do Arpoador, na ponta entre Ipanema e Copacabana, é o lugar certo.

Dessas praias é possível registrar o enquadramento perfeito do Morro da Urca e do Pão de Açúcar, cartão-postal do Rio de Janeiro.
Já na Zona Oeste, a praia mais conhecida é a da Barra da Tijuca, com mais de 18 km de extensão. Seguindo a orla, o Recreio dos Bandeirantes tem praias menores e mais reservadas, e costuma ser opção de quem já conhece a cidade e busca fugir do movimento.
Para quem surfa, duas paradas são obrigatórias: a Prainha, cercada por mata e considerada uma das melhores praias de surf do Rio e a Praia da Joatinga, entre São Conrado e a Barra, uma faixa de areia de menos de 300 metros, escondida dentro de um condomínio no Joá, com acesso livre por uma escada e trilha curtas.

7. Samba
Samba no Rio não é atração, é parte da vida cotidiana. Dá para curtir de graça em rodas de samba espalhadas pela cidade ou pagar por uma casa de show mais estruturada, geralmente na Lapa, bairro que virou sinônimo de vida noturna carioca.

Uma opção gratuita é a roda que acontece da Pedra do Sal, na Gamboa, normalmente às terças e sextas à noite. Você só vai gastar o que consumir dos vendedores locais.
8. Escadaria Selarón
Entre os bairros de Santa Teresa e Lapa, a Escadaria Selarón conta com 215 degraus e é coberta por mais de 2 mil azulejos vindos de mais de 60 países e é parada obrigatória para quem visita a cidade.
Os azulejos são obra do artista chileno Jorge Selarón, que morou no local por décadas e seguiu reformando a escada até sua morte, em 2013. Turistas do mundo todo passaram a doar azulejos dos próprios países durante a viagem ao Rio, o que explica a mistura tão diversa de peças – cerâmica portuguesa, ladrilho africano, souvenir asiático, tudo lado a lado.

Vale destacar que, no topo da escadaria encontra-se o mosaico da bandeira do Brasil – compensa subir todos os degraus pela vista e registro.
Onde: Rua Manuel Carneiro, entre Lapa e Santa Teresa
Horário de funcionamento: o local é aberto e gratuito, mas o ideal é visitar de manhã ou início da tarde, com boa luz e menos movimento
Dica extra: você pode aproveitar a região e fazer um passeio pelo bondinho de Santa Teresa, que sobe pelas ruas estreitas do bairro, passando por mansões e sobrados do final do século 19, quando a região virou ponto da elite carioca em busca de clima mais fresco que o do Centro.
9. Parque Lage
Aos pés do Corcovado, o Parque Lage se tornou um dos lugares mais visitados e fotografados do Rio de Janeiro. No pátio interno do casarão, construído no início do século 20 pelo empresário Henrique Lage, fica uma piscina ornamental cercada de mesas do Plage Café, com a arquitetura do palacete e a mata ao redor servindo de moldura para uma bela foto.
Atualmente, o casarão funciona como sede da Escola de Artes Visuais (EAV), referência nacional na formação de artistas, com exposições e oficinas abertas ao público.
Nos jardins é possível encontrar grutas artificiais da mesma época da construção, lagos e até uma antiga lavanderia de pedra que remonta ao período imperial.
O parque também é o ponto de partida da trilha mais tradicional até o Cristo Redentor, atravessando a Floresta da Tijuca em um percurso de 3 a 4 horas, de dificuldade moderada a alta.
“Em dias de céu aberto, a foto na beirada da piscina permite pegar o Cristo Redentor de fundo. Infelizmente, quando fui estava nublado. Mas valeu mesmo assim. Mais um check no RJ".

No momento, o Palacete do Parque Lage está fechado para reforma. A previsão é que as obras sejam concluídas até o fim de 2026, quando será reaberto ao público.
Onde: Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico
Horário de funcionamento: todos os dias, das 8h às 17h. O café funciona por ordem de chegada e costuma formar fila já pela manhã. O ideal é chegar por volta das 9h.
Valores: A entrada gratuita. Mas, se quiser consumir no Plage Café, os itens são pagos à parte. do casarão é pago à parte.
10. Feiras de rua
Um bom programa de domingo, sem precisar gastar tanto dinheiro (a não ser que você se empolgue muito e compre vários itens de diferentes comerciantes), é passear pelas feiras cariocas.
A mais famosa é a Feira da Glória, na Avenida Augusto Severo, próxima à estação de metrô Glória. Com mais de 100 anos de história, é considerada a maior feira livre do Rio e hoje é reconhecida como patrimônio cultural da cidade. Lá você encontra comida de rua, como caldo de cana e pastel, pratos internacionais, artesanato, roupa e uma roda de samba animando a manhã.
Também aos domingos, mas com foco maior em artesanato e lembrancinha, tem a Feira Hippie de Ipanema, na Praça General Osório. Ela existe desde 1968, quando um grupo de artistas passou a vender quadros na praça, e hoje reúne mais de 700 barracas espalhadas por um quarteirão inteiro. É o lugar certo se quiser achar lembrancinha de verdade, com direito a negociar o preço.
Onde: Avenida Augusto Severo, Glória (Feira da Glória); Praça General Osório, Ipanema (Feira Hippie)
Horário de funcionamento: Feira da Glória, domingos das 8h às 16h; Feira Hippie, domingos das 8h às 18h.
Rio de Janeiro e seu maior clichê: chá mate e biscoito Globo
Talvez não exista uma dupla mais carioca que chá mate bem gelado e biscoito Globo. Desde 2012, a combinação é reconhecida como Patrimônio Cultural Carioca, e não é exagero – é quase um ritual consumir esses dois num dia de sol na praia.
O biscoito de polvilho crocante existe há mais de 60 anos, e é produzido pela Panificadora Mandarino. Atualmente, é vendido por cerca de R$ 4. Vale experimentar tanto a versão salgada quanto a doce — e sim, tem gente que defende a mistura das duas no mesmo lanche.
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