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Lugares para viajar no Brasil: Conheça 20 destinos nas diferentes regiões do país

De praias desertas no Nordeste ao charme da região sul. Confira uma lista de lugares para visitar no Brasil e descubra o país de ponta a ponta.
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Repleto de diversidade cultural e belezas naturais, espalhadas pelos mais de 8,5 milhões de km² de território, as opções de lugares para viajar no Brasil são inúmeras. Dos rios da Amazônia e praias do nordeste, às vinícolas no sul e aventuras no Pantanal, cada destino oferece uma experiência única e pode ser aproveitado de acordo com o seu estilo de viagem.

Segundo a pesquisa Previsões de Viagem, realizada pela Booking, em 2026 o viajante costuma buscar itinerários que reflitam sua personalidade, metas, paixões e singularidades.

A seguir, confira 20 lugares para viajar no Brasil, descubra um pouco mais das cinco regiões do país e encontre o destino que mais combina com você.

4 lugares para viajar no Brasil na região Norte

Explorar a região norte do Brasil é uma experiência indescritível. A proximidade com a natureza, hospedagens no estilo rústico e a gastronomia influenciada pela cultura indígena, oferecem aos turistas uma vivência única. Confira alguns destinos que valem a pena conhecer:

Careiro, Amazonas

Situado ao sul de Manaus, o município de Careiro fica a 120 km da capital do Amazonas, cerca de 2h30 de distância. Para chegar até o local, é preciso sair do Porto da Ceasa, um ponto de embarque e desembarque em Manaus, localizado na Avenida Ministro Mário Andreazza. 

A viagem dura aproximadamente 40 minutos e inclui o Encontro das Águas (famoso fenômeno natural em que as águas do Rio Negro e do Rio Solimões correm lado a lado sem se misturar). Depois, o trajeto segue pela rodovia BR-319 até a hospedagem escolhida. 

Na hora de se planejar, tenha em mente que a região opera quase exclusivamente com pacotes fechados, com transfer, todas as refeições e passeios guiados incluídos, como a observação noturna de jacarés e da vida selvagem, e o encontro com os botos-cor-de-rosa (que rendem bons registros).

As opções de hospedagem vão do estilo flutuante (lembre-se disso se você tende a ficar enjoado com o balanço) aos jungle lodges às margens dos lagos.

“Os hotéis lá são bem caros, então tentei encontrar um equilíbrio, pensando em custo-benefício, além de seguir indicação de amigos", conta a Nubanker Mylena Moraes. “Fiquei no Dolphin Lodge, e lá está tudo incluído, alimentação, transporte e passeios.

Para completar a imersão na cultura nortista, não deixe de provar a autêntica costela de tambaqui assada na brasa, o pirarucu de manejo e o caldo de piranha, típicos da região amazônica.  

Supreme de Tambaqui, no Restaurante Caxiri / Foto: Arquivo Pessoal Mylena Moraes

Por muito tempo, surfar ondas gigantes foi a maior troca de Maya Gabeira com a natureza. Numa viagem a convite do Nubank Ultravioleta, ela descobriu, na Amazônia, que “grandeza também pode ser calma”. Acompanhe essa experiência.

https://www.instagram.com/p/DL5r-R4PzZP/

Alter do Chão, Pará

Conhecida como o "Caribe Amazônico", Alter do Chão, no Pará, é um dos lugares para viajar no Brasil que mais chama a atenção dos turistas. O motivo? Praias com areia branca, água doce, morna e cristalina, no coração da Amazônia. Uma das paisagens mais belas (e cartão-postal do vilarejo), a famosa Ilha do Amor, se forma no Rio Tapajós, entre os meses de agosto a janeiro.

A maneira mais fácil de chegar em Alter do Chão é voando até o Aeroporto de Santarém (STM), que recebe voos das principais capitais, geralmente com conexão em Brasília ou Belém. Ao desembarcar, o trajeto final é feito por terra: a vila de Alter do Chão fica a cerca de 35 km do aeroporto, um percurso que dura em média 45 minutos de carro, táxi ou transfer em estrada asfaltada.

A vila oferece diferentes tipos de hospedagens, desde hostels e pousadas confortáveis e bem localizadas, até hotéis-boutique, com bangalôs privativos e piscinas, proporcionando mais conforto para os visitantes. 

“Eu amei Alter do Chão e voltaria com certeza. Cidade pequena, mas organizada, praia de rio com água doce e clarinha! Uma delícia", comenta Mylena, que atua como gerente de produto aqui no Nubank. 

Quanto à gastronomia, não deixe de provar o tambaqui sem espinha, os bolinhos de pirarucu, o clássico peixe filhote e, claro, a Piracaia – o peixe assado na brasa,  que você pode saborear curtindo um pôr do sol com os pés na areia (deixando a experiência mais gostosa).

Tábua paraense, com as principais iguarias da culinária do Pará em pequenas porções / Foto: Arquivo Pessoal Mylena Moraes

Belém, Pará

Em Belém, capital do Pará, a história e a cultura amazônica se encontram. A cidade é reconhecida pela UNESCO como um dos principais polos gastronômicos do mundo – é nela que você pode tomar um tacacá, dançar, curtir, ficar de boa, como diz a música. 

Por isso convidamos o chef @thiagocastanho para te guiar por esse destino. Da Ilha do Combu à Cidade Velha, ele compartilha lugares e histórias que fazem dessa cidade um destino para estar em seu próximo roteiro. Confira:

https://www.instagram.com/p/DJZanOeR3aT/?img_index=1

Mas a experiência de quem passa por lá vai além. O roteiro inclui o Mercado Ver-o-Peso, com aromas, cores e sabores regionais; a arquitetura do Teatro da Paz, e também a histórica Cidade Velha (com suas igrejas e o Forte do Presépio). A Estação das Docas, com orla à beira do rio, é perfeita para um passeio de fim de tarde.

Para Mylena, o mais imperdível de Belém foi a Ilha do Combu. “Você pega um barquinho e atravessa para o outro lado do rio, que tem vários restaurantes. Nessa Ilha, também é legal pegar um barquinho que faça algum passeio para a prainha, que se forma no meio do rio. Lá tem uma loja de chocolates da Amazônia que é uma delícia", comenta.

Barco na Ilha do Combu / Foto: Arquivo Pessoal Mylena Moraes

O acesso à capital paraense é feito pelo Aeroporto Internacional de Belém (BEL), que recebe voos diretos das principais cidades do país. Mylena, por exemplo, saiu do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro.

Jalapão, Tocantins

O Jalapão, no Tocantins, é o destino ideal para quem busca aventura. O cenário é composto por paisagens deslumbrantes, como os fervedouros – aquelas nascentes de águas cristalinas onde muitas pessoas fazem vídeos e fotos durante a viagem. 

Para curtir um pôr do sol de tirar o fôlego, vale a pena conhecer as dunas douradas. Se você quiser mergulhar, a Cachoeira do Formiga, com sua água verde-esmeralda, é o lugar certo. 

Lobo-guará, iguanas, macaco-prego, capivaras, gambás, entre outros animais, são parte da fauna local e podem ser vistos em meio a natureza. Lembre-se que eles estão em seu habitat, logo, mantenha uma distância segura e não os alimente.

A logística para chegar até lá é um pouco complexa. O acesso é feito por Palmas, capital do estado do Tocantins, de onde saem as expedições em veículos 4x4. Para evitar dor de cabeça, considere contratar um pacote de viagem

Na hora de escolher sua hospedagem, saiba que a estrutura é focada em pousadas, em sua maioria, nas cidades-base, como Mateiros e São Félix. Se a ideia é ter mais exclusividade, você pode optar por acampamentos em estilo safári (glamping), com acomodações em domos e cabanas, localizadas em ambientes naturais. 

Anote aí: galinha caipira (ensopada ou frita) e paçoca de carne de sol devem fazer parte da sua lista de “o que comer no Jalapão". 

E não importa o destino, o Nu Viagens pode te ajudar a organizar tudo. A experiência Ultravioleta permite reservar hotéis e comprar passagens aéreas com o melhor preço garantido, além de acumular 9 pontos por dólar gasto ou 5% de cashback. Tudo diretamente pelo app.

4 lugares para viajar no Brasil na região Nordeste

As praias do Nordeste são famosas mundialmente. Não à toa, a região está repleta de pontos turísticos para incluir na sua lista de lugares para conhecer no Brasil!, por esse motivo, você deve considerar ir para lá nas suas próximas férias.

Caraíva, Bahia

Caraíva, no sul da Bahia, é um destino para quem busca desacelerar. O distrito que pertence a Porto Seguro tem cerca de 13 mil habitantes, diversos restaurantes beira rio e um sossego que deixa saudade quando você vai embora. 

Eu fui em novembro de 2021 com a minha mãe e foi umas das melhores viagens que fizemos juntas. Ela lembra com carinho e saudosismo dos nossos dias lá – ficamos uma semana. Tomamos banho de rio, caminhamos até a praia do Satu, fizemos passeio de buggy até Corumbau, comemos o famoso pastel de arraia, do Boteco do Pará e apreciamos o pôr do sol sentadas na areia fofa. Também experimentamos o conhecido drink de cacau – a bebida preparada com as sementes e polpa fresca da fruta, geralmente misturadas com cachaça, limão, mel e gelo, faz parte da experiência de estar em Caraíva. E ela ainda é servida na própria casca do cacau.

O acesso mais comum é pelo Aeroporto de Porto Seguro (BPS), distante cerca de 160 km, pouco mais de 3 horas. De lá, a melhor opção é pegar um transfer até a margem do Rio Caraíva. A travessia até a vila é feita de canoa e dura uns cinco minutos. 

Lençóis Maranhenses, Maranhão

Formado por quilômetros de dunas de areia branca, vale a pena visitar o parque nacional dos Lençóis Maranhenses. A melhor época para viajar para lá é entre junho e setembro, já que as lagoas ficam cheias de água da chuva, proporcionando uma vista linda, bons mergulhos e cenários emocionantes.

No período chuvoso, mais de 30 mil lagoas se formam entre as dunas, criando um visual que só existe ali, em um bioma único no mundo. O artista @edgarazevedo foi até lá para registrar e apreciar de perto o parque, que é um dos cenários naturais mais impressionantes do Brasil.

https://www.instagram.com/p/DLIHusZxlHK/?img_index=1

Os passeios por lá percorrem os pontos principais, como a Lagoa Bonita e a Lagoa Azul. O pôr do sol é um espetáculo à parte e merece um tempo dedicado a apreciá-lo. 

Mas é importante você saber: a logística para chegar até os Lençóis Maranhenses exige planejamento, já que o deslocamento entre um ponto e outro pode ser demorado. O Aeroporto de São Luís (SLZ) é o mais próximo. De lá, você pode pegar um transfer terrestre por um trajeto que dura cerca de quatro horas até Barreirinhas, a principal cidade-base, com diversas opções de hotéis e restaurantes. Outras duas alternativas são Atins (acessível por barco) ou Santo Amaro. Em Atins vale provar o camarão grelhado, servido nos restaurantes à beira-rio.

Vale dizer que o acesso às lagoas é gratuito. Porém, existe uma taxa de turismo cobrada por alguns dos municípios que servem de base, como Santo Amaro e Barreirinhas, por volta de R$ 10, pago uma única vez e válido por três dias. O valor é destinado à manutenção e infraestrutura local.

Fernando de Noronha, Pernambuco

Conhecido por ser um destino de famosos, pelos registros durante o mergulho no mar e por pousadas, em sua maioria, mais sofisticadas, Fernando de Noronha é um Parque Nacional Marinho. O arquipélago, formado por 21 ilhas, pertence ao estado de Pernambuco. O acesso ao local é feito apenas por avião, com voos partindo de Recife ou Natal. 

Planeje ficar, pelo menos, quatro dias. Lá, você não pode deixar de conhecer a Baía do Sancho (eleita a praia mais bonita do mundo várias vezes), praticar snorkel com tartarugas na Baía do Sueste e fazer o passeio de barco para ver os golfinhos. 

Ao escolher Fernando de Noronha como destino das suas férias, saiba que é preciso incluir nos gastos da viagem o pagamento de duas taxas obrigatórias, que devem ser pagas online e com antecedência para evitar filas. São elas: a TPA (Taxa de Preservação Ambiental), cobrada por dia de estadia, e o ingresso do Parque Nacional, que dá acesso às praias protegidas e é válida por 10 dias. Entenda:

TPA (Taxa de Preservação Ambiental): O valor-base em 2026 é de R$ 105,79. Essa é uma taxa cobrada pelo governo de Pernambuco e a quantia é progressiva aumenta a cada dia que você passa na ilha. Por exemplo, dois dias são R$ 211,59 e 10 dias totalizam R$ 901,36 (uma média de R$ 90,13 por dia).

Ingresso do Parque Nacional (Parnamar): Atualmente, o valor é de R$ 192 para brasileiros e R$ 384 para estrangeiros. Esse valor é pago uma única vez ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), é válido por 10 dias e é o que permite o acesso às praias mais famosas, como a Baía do Sancho, Baía dos Porcos e Sueste. Idosos acima de 60 anos de idade são isentos de ambas as taxas.

Na gastronomia, quem se destaca é o peixe fresco. Além do atum selado e da moqueca local, não deixe de provar o tradicional Buraco da Raquel (peixe desfiado com farofa de camarão) e o famoso bolinho de tubalhau (bolinho frito, preparado com carne de tubarão),  uma das iguarias mais famosas e tradicionais da culinária de Fernando de Noronha.

Jericoacoara, Ceará

Jericoacoara, no Ceará, é uma vila mundialmente famosa que fica dentro de um Parque Nacional, com ruas de areia fofa, pousadas rústicas e uma série de restaurantes que servem o melhor da culinária nordestina.

Os passeios são, basicamente, divididos em dois: o Lado Leste, que leva à Lagoa do Paraíso (onde ficam as redes coloridas dentro da água, ideais para relaxar e registrar o momento) e o Lado Oeste, com os manguezais de Guriú e as dunas de Tatajuba. Ambos os passeios devem ser feitos com buggy, veículo 4x4 ou quadriciclo, sempre acompanhados de guias credenciados. O roteiro inclui a parada obrigatória ao cartão-postal de Jeri, a Pedra Furada.

Fui em junho de 2024 com meus pais e fizemos os dois passeios principais (para o Lado Leste e Oeste) e nos impressionamos com a beleza única de cada um. Fechamos com a mesma agência e o guia ainda tirou centenas de fotos nossas. Foi incrível!

Caipirinha de Cajá durante o pôr do sol em Jericoacoara / Foto: Arquivo Pessoal Mariana Neves

O Aeroporto de Jericoacoara recebe voos diretos de algumas capitais do Brasil (como São Paulo e Fortaleza). Saindo da capital paulista, por exemplo, o trajeto dura cerca de 3h30. Mas vale pesquisar bem, porque, por ser um aeroporto menor, a disponibilidade de voos é reduzida.

Depois de desembarcar, o caminho até o município de Jijoca de Jericoacoara dura cerca de 50 minutos e pode ser feito por um transfer 4x4.

Para aproveitar os dias em Jeri é necessário pagar a Taxa de Turismo Sustentável (TSS) – o que pode ser feito online, diretamente no site da prefeitura local. Atualmente o valor é R$ 41,50, pago uma única vez e válido por até 10 dias. 

Vale dizer que idosos acima de 60 anos são isentos não apenas do pagamento da taxa, mas também em diversos passeios.

4 lugares para viajar no Brasil na região Centro-Oeste

O Centro-Oeste do Brasil concentra os principais destinos de ecoturismo do país, permitindo que você observe os animais no Pantanal e flutue nos rios cristalinos de Bonito. Conheça

Pantanal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

O Pantanal é o principal destino para quem tem um perfil mais aventureiro. Diferentemente da Amazônia, onde a mata fechada esconde os bichos, no Pantanal a vegetação aberta e as áreas alagadas facilitam a visualização dos animais.

Sabe aqueles vídeos de onça-pintada descansando nas margens dos rios? No Pantanal essa cena é bem possível de ser vista. Conhecido como o safári brasileiro, o cenário lá é dominado por jacarés, capivaras, tuiuiú e pela beleza da arara-azul. Também há chances de encontrar com um tamanduá-bandeira e com antas, o maior mamífero terrestre do Brasil.

Na hora de se planejar, saiba que a melhor época para visitar o Pantanal é na seca, entre os meses de maio e setembro, porque é nesse período que os bichos se concentram nas margens dos rios. Dessa forma, a sua experiência fica mais completa.

As atividades na natureza são organizadas pelos hotéis, muitas vezes em parceria com agências de turismo, e incluem passeios de barco, safáris em carros 4x4 abertos e observação noturna de jacarés. 

Viaje sabendo que, por lá, as refeições são fartas, com destaque para o caldo de piranha (isso mesmo), o arroz carreteiro e peixes de água doce, como o pintado a urucum (molho colorau) e pacu assado.

Como a região é dividida em dois eixos principais, a logística precisa ser bem pensada, se você quiser conhecer o Pantanal nos dois estados. Para ir ao Pantanal Norte (MT), região com áreas mais alagadas, com maior quantidade de rios e lagos, você deve desembarcar no Aeroporto de Cuiabá (CGB) e seguir pela rodovia Transpantaneira até a cidade que escolheu se hospedar. Para ir ao Pantanal Sul (MS), que possui maior presença de savanas e florestas, o voo é até Campo Grande (CGR) ou Corumbá (CMG).

Bonito, Mato Grosso do Sul

Bonito, no Mato Grosso do Sul, faz jus ao seu nome. Quem planeja viajar para lá deve saber que não há como fazer passeios por conta própria para as atrações principais, como a Gruta do Lago Azul. Você precisa procurar uma agência credenciada para comprar os ingressos, que custam R$ 120 durante a baixa temporada (entre março e junho) e R$ 180 na alta temporada (julho, dezembro e janeiro).

A Taxa de Conservação Ambiental (TCA) em 2026 é de R$ 15 por dia. O valor é cobrado para manutenção do local e deve ser pago no site da prefeitura e apresentado nas agências de turismo. Crianças de até 7 anos e moradores são isentos do pagamento.

E, sim, é comum a presença de cobras, como a sucuri, nos rios de Bonito. Mas pode ficar despreocupado, pois elas não representam perigo para os turistas. Além disso, a segurança é reforçada pela obrigatoriedade de guias em todos os passeios de flutuação.

Chapada dos Veadeiros, Goiás

Grandes cachoeiras e trilhas no cerrado. O roteiro na Chapada dos Veadeiros se divide em três bases: Alto Paraíso (mais infraestrutura), a vila de São Jorge (rústica, pé na areia e entrada do Parque Nacional) e Cavalcante (mais remota).

O jornalista Lucas Calore, 34 anos, já esteve na Chapada dos Veadeiros duas vezes e é apaixonado pelo lugar.

“Em julho de 2021 fui pela primeira vez, com a ‘cara e a coragem', sem guias, ficando em Alto Paraíso de Goiás, a capital da Chapada. Já na segunda vez, em julho de 2024, optei por ir com uma guia e fiquei em Cavalcante, ao norte da Chapada, com o meu companheiro", diz.

O jornalista compartilhou um pouco da diferença entre os dois lugares.  

“Em Cavalcante, o ritmo da Chapada é outro. A cidade fica em Kalunga, um território de povos originários que estão há 300 anos cuidando daquela região que se aproxima da divisa com o sul do Tocantins. Enquanto em Alto Paraíso há também muita vida urbana em meio à natureza, em Cavalcante a experiência é completamente diferente. Estradas de terra, ao longo de dezenas de quilômetros, nos levam para o ‘lado B’ da Chapada dos Veadeiros, com lugares pouco explorados e uma beleza impressionante. A experiência ficou ainda mais incrível pelo fato de termos passado todos os dias com um quilombo kalunga, em sua própria casa", comenta ele. 

Café da manhã na casa de um morador local. Foto: Arquivo Pessoal Lucas Calore

A melhor época para visitar a região é na seca, entre os meses de maio e setembro. Nesse período a cor da água atinge um azul tão lindo, que é difícil não se encantar.

Para se deslocar de forma mais rápida e com maior conforto, o ideal é alugar um carro no Aeroporto de Brasília (BSB) e dirigir cerca de 230 km até Alto Paraíso. Foi o que Calore optou por fazer.

“O uso do carro é bastante importante para quem quer praticidade. Brasília fica a três horas da Chapada. Se não for de carro, precisa se atentar aos ônibus, que não são muitos e têm um trajeto com mais horas de viagem. Há a possibilidade também de contratar guias que fazem traslados desde o aeroporto e vice-versa", conta.

Sobre custos, a maioria das atrações fica em propriedades privadas e cobra ingresso com valores entre R$ 60 e R$ 120 por pessoa. Além disso, em atrativos específicos, como a Cachoeira Santa Bárbara, na comunidade Kalunga, a contratação de um guia local é obrigatória e paga à parte. Mas cada centavo vale a pena.

“O Complexo Canjica, em pleno território Kalunga, é impressionante de lindo. Num mesmo local é possível aproveitar várias cachoeiras enormes, com água cristalina. O Complexo Prata também é parada obrigatória para ter uma experiência fora do comum. Já no Cânion São Félix, com pedras rochosas alaranjadas, é surreal, um lugar que eu jamais imaginei que poderia existir", diz Lucas. E reforça: “Todos os lugares em Cavalcante só são possíveis com guias experientes". 

Lucas Calore no Cânion São Félix / Foto: Arquivo Pessoal

Vale dizer que, como o sinal de internet nas portarias das fazendas é instável ou inexistente, andar com dinheiro em espécie é indispensável.

Pirenópolis, Goiás

Pirenópolis, carinhosamente chamada de "Piri", equilibra charme histórico e ecoturismo. O centro, com suas ruas de pedra e construções coloridas, rende aos turistas bons registros em foto.

A famosa Rua do Lazer é um polo gastronômico na cidade. E você não pode passar por lá e deixar de provar o autêntico empadão goiano, a pamonha local e um sorvete de pequi (o tal do pequi de Goiás). E tanto Lucas Calore quanto Ana Bassetti, líder de operações aqui no Nubank, concordam com essa afirmação.

“Desde criança já amava pequi, mas foi comendo em Goiás mesmo que passei a gostar ainda mais. Até sorvete de pequi eu experimentei. As pamonhas de todos recheios possíveis são imperdíveis, principalmente a de carne seca com catupiry, e o tradicional empadão goiano de guariroba (uma espécie de palmito) é delicioso", conta Lucas.

Sorvete de pequi. Foto: Arquivo Pessoal Lucas Calore

“Dá para comer muito bem, pagar barato, e deixar para gastar mais em restaurantes tradicionais da cidade, que servem comida local. Eu achei a pamonha salgada muito gostosa e comia sempre no café da manhã por lá", relembra Ana.

Durante o dia, você pode aproveitar as cachoeiras, como a do Abade, localizada na Reserva de mesmo nome, distante 17 km do centro de Pirenópolis. E também as cachoeiras do Lázaro e Santa Maria, na Reserva Vargem Grande, a 12 km do centro da cidade.. 

Se você for entre maio e setembro, tem grandes chances de pegar dias ensolarados e vivenciar as Cavalhadas (festas folclóricas que ocorrem geralmente entre maio e junho). 

O acesso mais fácil a Pirenópolis acontece saindo de Brasília – com um carro alugado ou transfer. São aproximadamente 150 km (2 horas) até a cidade. 

Diferente da Chapada dos Veadeiros, a contratação de guia não é obrigatória para a maioria dos atrativos, mas é importante saber que quase todas as atrações ficam em fazendas particulares e cobram ingresso que custam, em média, de R$ 50 a R$ 90.

Vale dizer que todas as compras realizadas com o cartão de crédito Nubank Ultravioleta Mastercard® Black geram a partir de 2,2 pontos por dólar gasto ou recebem 1,25% de cashback. Com isso, você consegue planejar a viagem enquanto concentra todos os seus gastos no cartão. É possível também transferir para os programas de milhas da LATAM Pass, Gol Smiles e Azul Fidelidade.

4 lugares para viajar no Brasil na região Sudeste

No sudeste do Brasil, o ritmo das grandes cidades contrasta com a calmaria da serra e do litoral. A região mistura história e modernidade em cenários que vão de belas paisagens a boa infraestrutura.

Itaúnas, Espírito Santo

Itaúnas, no Espírito Santo, é um destino praiano indicado para quem prefere um estilo mais rústico de viagem. No local, é possível encontrar dunas de areia que chegam a 30 metros de altura e separam a vila do mar. 

Prepare-se para aproveitar o clima de pé na areia, muito forró e as delícias da gastronomia capixaba, como a tradicional moqueca (diferente da baiana, feita na panela de barro, sem dendê e sem leite de coco) e o peroá frito (um peixe popular no estado). 

Se você gosta de agito, pode se planejar para conhecer Itaúnas em julho, que é o mês do festival de Forró (Fenfit). Mas vale ter em mente que, nessa época, a vila fica lotada e talvez você pegue um pouco de chuva. 

Inspire-se no roteiro do ator Paulo Lessa, que contou com a Trilha do Tamandaré, as famosas dunas de Itaúnas, o Restaurante Dona Pedrolina, o tradicional Forró da Padaria e o encontro do rio com o mar no Riacho Doce. Confira no vídeo a seguir:

https://www.instagram.com/reel/DN6XMy1j5mz/

O acesso exige tempo: primeiro é preciso chegar até Vitória (VIX) e, de lá, você pode alugar um carro ou pegar um transfer num trajeto de cerca de 260 km, que dura aproximadamente 5 horas, até o norte do estado. 

Paraty, Rio de Janeiro

Paraty, suas portas coloridas e suas ruas de pedra unem a história colonial e a natureza de forma única. O centro histórico é preservado e repleto de lojas de artesanato e restaurantes. 

Para conhecer as praias, a melhor opção é ir de barco. Existem várias agências de turismo que fazem esse tipo de passeio e te levam para explorar a baía e ilhas como a do Algodão ou a Praia da Lula. 

Além da cachaça Gabriela, a mais famosa e local, vale a pena experimentar o peixe com banana-da-terra. Anote aí: a melhor época para ir é abril, maio e setembro, quando chove menos e a cidade está mais vazia.

Se você estiver em São Paulo ou no Rio de Janeiro, o jeito mais fácil de chegar à cidade é de carro, pela rodovia Rio-Santos. 

Lugares para viajar sozinha: 10 destinos nacionais e internacionais seguros para mulheres 

Brumadinho, Minas Gerais

Falar de Brumadinho é falar do Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo. Localizado a cerca de 55 km de Belo Horizonte, o Instituto Inhotim é um projeto do artista plástico e paisagista brasileiro Roberto Burle Marx. 

Johnatan Castro, estrategista de conteúdo aqui no Nubank, já foi algumas vezes e garante que a visita vale muito a pena. “O Inhotim é um espaço único no Brasil, que consegue unir arte contemporânea e natureza de uma forma rara. Além de abrigar obras de grande relevância, ele oferece uma experiência que vai além da contemplação artística, trazendo bem-estar e conexão com o ambiente", diz ele.

Paisagem no Inhotim / Foto: Arquivo Pessoal Johnatan Castro
https://www.instagram.com/p/DPwzBQtD3Kk/

Para quem sai de Belo Horizonte, por exemplo, a viagem de carro com certeza é a alternativa mais prática e rápida, já que o trajeto dura apenas 1h30.

Quem é cliente Ultravioleta tem direito a utilizar até duas NuTag, a tag de pedágios e estacionamentos do Nubank. Com ela, você economiza tempo em filas de todos os pedágios do país e estacionamentos que têm a cobertura da Taggy. Ao usar a NuTag, os pagamentos são lançados diretamente na fatura do cartão de crédito Nubank Ultravioleta de forma automática. Além disso, a tag não exige recarga nem possui fidelidade.

Em 2026, o ingresso do Museu Inhotim custa R$ 65 (inteira), e todas as quartas-feiras e o último domingo do mês, o Inhotim tem entrada gratuita

É importante saber que clientes Nubank Ultravioleta têm 50% de desconto durante todo o ano para visitar o Inhotim. 

Campos do Jordão, São Paulo

Com arquitetura de estilo europeu e muito procurada durante o inverno principalmente por famílias e casais apaixonados, Campos do Jordão é a escolha certa para quem prefere destinos mais sofisticados. 

Além do clichê e lindo centrinho Capivari, você também pode curtir a natureza. O Parque Amantikir, por exemplo, tem vários jardins temáticos. Fondues, vinho e cervejas artesanais locais (como a Baden Baden) são parte da gastronomia tradicional. 

A 2h30 da capital paulista, Campos do Jordão é lindo no inverno, mas também é mais caro e costuma ter mais gente circulando por lá.

4 lugares para viajar no Brasil na região Sul

A região sul do Brasil tem uma boa infraestrutura turística e uma herança cultural europeia bem nítida. As experiências podem ser distintas, dependendo da escolha do destino e da época do ano.

Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul

Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, é reconhecida como o coração do Vale dos Vinhedos e o principal polo de enoturismo do Brasil, sendo a capital da produção de vinhos e espumantes premiados. 

O turismo na cidade gaúcha é totalmente focado em vinícolas – são cerca de 70 – que vão desde as maiores e mais famosas, às charmosas boutiques familiares, onde os visitantes podem participar de degustações guiadas e piqueniques nos parreirais. 

A gastronomia local é uma atração à parte, e tem como prato principal o galeto al primo canto (frango assado servido com massas e polenta), além dos fartos cafés coloniais.

No planejamento de viagem, considere o aluguel de um carro. Assim, fica mais fácil se deslocar entre uma vinícola e outra, por exemplo. Se você é de outra região do país, saiba que os aeroportos mais próximos de Bento Gonçalves são o de Porto Alegre (POA), a cerca de 120 km, pouco mais de 1h30, ou o de Caxias do Sul (CXJ), a 42 km, por volta de 50 minutos. 

Se você quiser participar da vindima (processo de colheita e pisa da uva), programe-se para viajar entre janeiro e março. Lembre-se que as degustações e tours são pagos, então, inclua no orçamento em média R$ 100 por visitação. 

Leia também: O que fazer em Gramado: quanto custa e como aproveitar a cidade da Serra Gaúcha?

Foz do Iguaçu, Paraná

A beleza e grandiosidade das Cataratas do Iguaçu costuma atrair turistas de todas as partes do Brasil e do mundo. No entanto, a viagem para Foz do Iguaçu pode ir além dessa experiência. Você pode incluir no roteiro uma visita ao Parque Nacional no qual, do lado brasileiro é possível ter a vista panorâmica e do lado argentino, sentir a queda d'água de perto na Garganta do Diabo. A entrada custa cerca de R$ 91 para brasileiros. 

Se tiver tempo, faça uma parada no Parque das Aves, onde é possível para observar mais de mil aves de cerca de 140 espécies, incluindo araras, tucanos e flamingos, em um passeio na Mata Atlântica. 

A gastronomia mistura culinária brasileira e argentina, já que Foz do Iguaçu faz fronteira com Puerto Iguazú. Portanto, prove os peixes de água doce como o dourado e pacu assado; e também um bife de chorizo. 

Os meses de abril, maio, setembro e outubro são os melhores para conhecer o local, já que nesse período a temperatura é agradável e o volume de água é equilibrado.

O Aeroporto de Foz do Iguaçu (IGU) recebe voos nacionais e internacionais vindos da Argentina, Chile e Uruguai. Se você quiser mais liberdade para transitar e conhecer a cidade, pode alugar um carro. Outra opção é investir em transporte por aplicativo e transfers. 

Urubici, Santa Catarina

Para quem busca natureza, frio e sossego, Urubici, em Santa Catarina, pode ser a escolha perfeita. Entre as principais atrações da região estão o Morro da Igreja (onde fica a Pedra Furada), a Serra do Rio do Rastro e belas cachoeiras, como a do Avencal. 

A gastronomia é típica da serra catarinense: além da truta, que é o peixe local, muitas receitas são preparadas com pinhão e frescal, uma carne suculenta e bem saborosa.

Se você for durante o inverno, tem grandes chances de ver neve, já que o frio é intenso. Mas no outono e na primavera o céu tende a ficar mais limpo, o que permite aproveitar mais a paisagem dos mirantes.

O aeroporto de Florianópolis fica a cerca de 170 km de Urubici – aproximadamente três horas de carro. No seu orçamento de viagem, leve em consideração que a maioria dos pontos turísticos, como as cascatas e mirantes, fica em propriedades privadas e cobra um valor de entrada, variando entre R$ 20 a R$ 50 por atração. A visita ao Morro da Igreja é gratuita, mas exige agendamento prévio e retirada de autorização no site do governo, pois o acesso é limitado.

Praia do Rosa, Santa Catarina

A Praia do Rosa, localizada no município de Imbituba, em Santa Catarina, oferece diversos atrativos, a depender da época do ano. No verão, por exemplo, o foco é o surf, as trilhas costeiras, como caminhar até a Praia Vermelha ou a da Luz, e os banhos na Lagoa do Meio.

Já no inverno e na primavera, a baía tem grande concentração de baleias francas, que podem ser avistadas da areia ou dos mirantes das pousadas. A gastronomia conta com bistrôs renomados ao redor da praia. Pratos preparados com camarões e peixe fresco fazem parte do cardápio da região.

A melhor época para conhecer a Praia do Rosa é de dezembro a março, mas para ver as baleias e curtir o frio com vinho e lareira, setembro e outubro são ideais. O acesso mais prático é voar até Florianópolis e alugar um carro. O trajeto até o destino dura aproximadamente 1h30.

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