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Como fica a economia com o coronavírus e a quarentena?

O distanciamento social é a melhor forma de evitar a propagação do novo coronavírus. A prioridade é o bem-estar das pessoas, mesmo que isso impacte a economia. Entenda.

O novo coronavírus (Covid-19) já é uma realidade no mundo todo – inclusive no Brasil. Mas não é momento para entrar em pânico. É preciso se informar, ter calma e agir com consciência para que o vírus não se propague ainda mais rápido.

A forma mais efetiva de fazer isso é adotar o distanciamento social – ou seja, evitar ter contato com outras pessoas e grandes aglomerações. Por isso, diferentes regiões da China, da Espanha, dos Estados Unidos, toda a Itália e outros países estão adotando a quarentena para proteger sua população.

A prioridade, neste caso, é o bem-estar das pessoas – mesmo que isso impacte a economia. Entenda, abaixo, por que isso pode acontecer.

O que é quarentena e por que o distanciamento social é importante?

A quarentena é um ato administrativo, estabelecido pelas autoridades do governo, para restringir a circulação de pessoas pelo prazo de até 40 dias – que pode ser estendido por mais tempo, caso necessário. Essa medida têm sido usada em todo o mundo para evitar a propagação do novo coronavírus.

Mas por quê?

No dia 31 de dezembro de 2019, as autoridades de saúde chinesas reportaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) o primeiro caso do novo coronavírus na província de Hubei.

Até 18 de março de 2020, já eram mais de 200 mil casos espalhados por 166 países e territórios diferentes ao redor do mundo, segundo a OMS – incluindo 530 casos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde estaduais.

Na maioria das vezes, o novo coronavírus apresenta os mesmos sintomas de uma gripe comum: febre, dores no corpo e na cabeça, coriza… Em outros, especialmente em idosos e pessoas com problemas crônicos (como diabetes e asma), a doença pode levar a quadros respiratórios graves.

O problema maior é que o novo coronavírus se espalha muito rápido. Em algumas regiões, o número de infectados dobra dia após dia, o que pode gerar a superlotação do sistema de saúde.

É por isso que o distanciamento social, incluindo o isolamento e a quarentena, é a melhor forma de evitar a propagação do vírus e garantir que as pessoas infectadas recebam o cuidado necessário. 

No primeiro momento, as pessoas estavam céticas sobre a efetividade dessa medida. Mas, em fevereiro, oficiais da Organização Mundial da Saúde disseram que a quarentena em massa ajudou a retardar a propagação do novo coronavírus para outros países – e recomendaram que outros governos adotassem a mesma medida.

E o que é isolamento social?

É importante entender, entretanto, que quarenta é diferente de isolamento social. O isolamento serve para separar pessoas com suspeita da doença – em casa ou em hospitais – por 14 dias, evitando novos contágios enquanto o vírus não se manifesta.

E como fica a economia com o coronavírus e a quarentena?

Quando um país decreta quarentena, as pessoas devem permanecer em casa – exceto em alguns casos específicos, como ir ao mercado ou à farmácia. Essa medida é para garantir o bem-estar da população, mas pode acabar impactando a economia. Por quê?

Mais gente em casa significa:

  • Menos gente usando transporte, o que impacta na demanda por combustíveis e na vida de motoristas por aplicativos;
  • Baixo ou nenhum consumo em restaurantes, bares e cafés, o que se traduz em baixa nas vendas e consequente queda na demanda de insumos (como ingredientes e outras matérias-primas fornecidas por produtores e comerciantes locais);
  • Poucas pessoas (ou nenhuma) frequentando cinemas, teatros, museus e outras atrações culturais – sem falar nos diversos eventos cancelados para evitar aglomerações;
  • Aeroportos e fronteiras fechadas, diminuindo muito o número de passageiros e impactando o setor de turismo;
  • Baixo consumo de produtos não essenciais, como roupas, calçados, eletrônicos e outros itens que movimentam a cadeia industrial;
  • Menos pessoas trabalhando em indústrias, resultando em menor oferta de determinados produtos ou peças utilizadas na montagem de bens finais.

Os efeitos econômicos de uma quarentena são diversos e entender isso é importante para se preparar. Ainda não é possível mensurar os resultados finais – uma vez que estamos no meio da pandemia –, mas já dá para olhar alguns números do novo coronavírus para ter a dimensão desse impacto.

O crescimento da economia global pode chegar a 1,5% em 2020

Por causa do surto do novo coronavírus e de todos os seus impactos, a economia global pode crescer na menor taxa desde 2009 (um ano após a grande crise de 2008), de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A previsão é de um crescimento global de 2,4% em 2020 – uma ligeira queda em relação ao previsto em novembro do ano passado, de 2,9%.

Mas o impacto pode ser maior. Segundo a OCDE, se o surto durar mais tempo do que o esperado e for ainda pior, a economia global pode crescer apenas 1,5% neste ano. 

Bolsas do mundo todo estão caindo

Até o dia 18 de março, a bolsa de valores brasileira (B3) entrou em circuit breaker seis vezes no mês – ou seja, cinco vezes em que as negociações foram paralisadas após o Ibovespa cair mais de 10%.

Nas Filipinas, a bolsa de valores fechou por período indeterminado no dia 17 de março com autoridades citando riscos à segurança dos operadores. 

Os mercados do mundo inteiro também entram em crise à medida que o coronavírus se espalha, registrando bilhões de dólares em valores perdidos.

Fábricas fechadas

Com a quarentena decretada em algumas regiões da China, a atividade de diversas fábricas foram paralisadas, impactando a cadeia produtiva de grandes empresas e a própria economia chinesa. 

Segundo a Caixin/Markit Manufacturing Purchasing Managers’ Index (uma pesquisa de companhias privadas), as atividades industriais na China contraíram em fevereiro – impactando também economias próximas ao país, como Vietnã, Singapura e Coréia do Sul. 

As pessoas estão consumindo menos

O surto de coronavírus na China também atingiu o setor de serviços, diminuindo o consumo em lojas e restaurantes, por exemplo.

De acordo com a pesquisa Caixin/Markit Services Purchasing Managers’ Index, a atividade econômica do setor de serviços na China caiu mais de 20 pontos em fevereiro, entrando em contração pela primeira vez em 15 anos.

Nos Estados Unidos, o setor de serviços também teve uma queda em fevereiro com o coronavírus se espalhando pelo país. 

O setor de turismo sente os impactos

Com restrições à circulação de pessoas entre países, o turismo é um dos setores mais afetados. De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo, as perdas globais de receita do setor devem ficar entre US$63 bilhões e US$113 bilhões.

Além disso, com menos pessoas saindo da China, diversos países do mundo podem sofrer com a queda de turistas chineses.

Especialistas do setor turístico do Reino Unido, por exemplo, já sentem esse impacto: mais de 400 mil chineses viajam ao país todos os anos e gastam três vezes mais que a média.

O que fazer com tudo isso?

Apesar dos impactos econômicos, manter o distanciamento social ainda é a melhor forma de evitar a propagação do novo coronavírus. Por isso, caso seja possível, fique em casa, mantenha a calma e busque se informar.

Abaixo, veja alguns conteúdos que podem sanar algumas dúvidas nesse momento confuso:

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