Pular navegação

O que fazer em Salvador: 7 bairros para conhecer a capital da Bahia

Está planejando viajar para Salvador ou mora na cidade, mas não sai muito de casa? Conheça alguns pontos turísticos para visitar e curtir a primeira capital do Brasil.
|
Imagem padrão

Não só de carnaval vive a cidade do Axé music. Para além do mês de fevereiro, que é cheio de festas, há muito o que fazer em Salvador ao longo do ano. 

O clima da capital baiana, que varia entre dias quentes e nublados, garante bom movimento em quase todos os meses. E não faltam opções de passeios. Afinal, todo o Brasil é cheio de lugares incríveis para conhecer, inclusive para quem vai viajar de carro.

Conhecida por ser a primeira capital do país, cada bairro de Salvador carrega uma história e um gostinho da cidade que é cheia de sabores e rotinas. Do acarajé ao abará (bolinho também feito de feijão, mas ao invés de frito no azeite de dendê, é cozido envolto na folha da bananeira); da moqueca baiana ao peixe frito; do suco de cajá à caipirinha de siriguela. 

Quer embarcar nesse passeio entre os bairros da “Salcity” (apelido de Salvador para soteropolitanos)? Confira as dicas abaixo e divirta-se.

O que fazer em Salvador: 7 pontos turísticos da primeira capital do Brasil

1. Barra

É parada obrigatória. Há quem diga que se a pessoa for para Salvador e não passear pela Barra, não foi para Salvador. De fato, a praia do Porto da Barra é a queridinha de muitos soteropolitanos, turistas e famosos; de Caetano Veloso a Pedro Sampaio.

Farol da Barra -  Salvador, Ba/Foto: Arquivo Pessoal Gislene Ramos
Farol da Barra –  Salvador, BA / Foto: Arquivo Pessoal Gislene Ramos

Tem Barra para todos os gostos e rotinas. O grupo da caminhada e da corrida, por exemplo, já marca presença na orla antes mesmo do sol nascer. E basta olhar para o mar para avistar uma outra opção de atividade física: aula de natação em mar aberto na praia do Porto. O Natação Fácil promove aulas para quem é iniciante e para aqueles que já nadam e buscam se preparar para competições que exigem mais, como é o caso do IRONMAN.

  • Natação fácil R$ 60 a aula com duração de 90 minutos (às terças, sextas e sábados)
Praia Porto da Barra – Salvador, BA / Foto: Arquivo Pessoal Gislene Ramos
Praia Porto da Barra - Salvador, Ba / Foto: Arquivo Pessoal Gislene Ramos

No meio da tarde é possível encontrar a galera da “altinha”, o tradicional futevôlei. Se bater a fome, é só escolher entre as diversas opções de restaurantes na orla, como o Mana, queridinho dos atletas, que tem tapioca, açaí e suco natural como carros-chefe. Outra alternativa é a Casa Castanho. Com ambiente agradável, os ovos mexidos com cogumelos são o ponto alto.

Brunch Casa Castanho -  Salvador, BA / Foto: Arquivo Pessoal Gislene Ramos

Depois de alguns mergulhos no mar, vale a pena esperar para ver o espetáculo que é o pôr do sol. E não se impressione caso a praia ainda estiver cheia à noite. Afinal, Porto da Barra também conta com bares, restaurantes e orla bem iluminada.

Na hora de pagar pelas delícias dos restaurantes em Salvador, você pode usar o seu Cartão Nubank Ultravioleta. Com ele, todas as compras realizadas geram a partir de 2,2 pontos por dólar gasto ou recebem 1,25% de cashback. Que tal? Você aproveita a viagem, concentra os gastos no cartão e junta muito mais pontos.

2. Rio Vermelho

Não precisa ser 2 de fevereiro – dia da festa de Iemanjá – para apreciar o Rio Vermelho. Independentemente da data, vale fazer uma visita à casa dos pescadores, que é um verdadeiro santuário com presentes, velas e objetos dedicados à rainha do mar pelos devotos da crença para pedidos e agradecimentos.

Casa de Iemanjá - Salvador, BA / Foto: AsMelhoresCoisasDeSalvador
Praia do Rio Vermelho - Salvador, BA / Foto: AsMelhoresCoisasDeSalvador

Para almoçar, você pode visitar o restaurante Pedra do Mar. Com pratos típicos saborosos, ambiente aconchegante e muito requinte, o local tem vista para o mar, possui cardápio variado e ainda aceita animais de estimação.


Outra possibilidade no bairro é o charmoso passeio até a Casa do Rio Vermelho, local onde moravam  Jorge Amado e Zélia Gattai. A residência tem uma energia ímpar e revela detalhes preciosos da vida dos dois. Larissa D’Eça, soteropolitana e criadora da página As Melhores Coisas de Salvador, conta um pouco sobre o lugar.

"A casa conta com vários espaços que retratam a vida do casal. Como Jorge Amado e Zélia Gattai foram amigos de muitos escritores, filósofos e artistas, a visita acaba mostrando também muito sobre a história do país", conta ela.

Larissa D’Eça/Foto: Ritielle Nunes

A visitação funciona de terça a domingo, das 9h às 17h (entrada até 16h), ingressos a R$ 20 (inteira). Às quartas-feiras o ingresso é gratuito.

Casa do Rio Vermelho - Salvador, Ba /Foto: AsMelhoresCoisasDeSalvador
Casa do Rio Vermelho - Salvador, BA /Foto: AsMelhoresCoisasDeSalvador

Para quem gosta de feiras e comércio popular, um passeio no Mercado do Rio Vermelho, carinhosamente chamado de Ceasinha, é uma opção para comprar peixes frescos, flores, peças de artesanato e outros itens.

Se estiver de carro e quiser passear mais para conhecer melhor o bairro, você pode economizar tempo em estacionamentos que têm a cobertura da Taggy e utilizar a NuTag, a tag de pedágios e estacionamentos do Nubank. Com ela, os pagamentos das tarifas são lançados diretamente na fatura do seu Cartão Ultravioleta, de forma automática. E o melhor: a tag de pedágios não exige recarga e clientes Nubank Ultravioleta não pagam por ela.

3. Pelourinho

O Pelourinho é aquele clássico que não enjoa nunca. É o centro histórico onde tudo acontece, que abriga beleza, cultura e diversidade. Dos casarões coloridos, que são sedes de centros culturais, restaurantes e lojinhas de souvenirs, às igrejas com suas belezas arquitetônicas.

Destaque para a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos que foi fundada em 1685 por negros escravizados oriundos do Congo e de Angola. O templo abriga a história ligada à diáspora negra – processo histórico que forçou a população negra escravizada a se dispersar pelo mundo, resultando na junção e criação de novas culturas. Toda terça-feira é celebrada a missa católica com elementos da cultura africana, como as cantorias e danças.

Recomendo chegar cedo, pois a beleza da celebração atrai muitas pessoas. Já no Largo do Pelourinho, você provavelmente irá encontrar algum grupo de percussão ensaiando,talvez até o Olodum aquecendo os tambores para algum show.

Perto dali, fica o Elevador Lacerda, o primeiro elevador do país, famoso pela bela vista da baía de Todos os Santos. Em março de 2026 o acesso ao Elevador é gratuito, mas, a partir de abril de 2026 a entrada deve custar R$ 1.

O horário de funcionamento é de segunda à sexta, das 6h às 23h, e sábado, domingo e feriados, das 7h às 22h.

Elevador Lacerda - Salvador, BA / Foto: Banco de imagem Pixabay 

4. Comércio

É difícil falar de Salvador sem mencionar a musicalidade da capital baiana. Uma dica é visitar o Museu da Música da Bahia, cujo acervo integra curiosidades sobre a música da cidade e sobre a história local.

O horário de visitação é de terça a domingo, das 9h às 17h. O ingresso custa R$ 20, com meia entrada para residentes em Salvador, estudantes e idosos.

Já a Casa das Histórias de Salvador faz jus ao nome. Ela fica bem pertinho do Museu da Música da Bahia, então dá para conhecer os dois lugares no mesmo dia. Além da programação de exposições, o acervo possui materiais restaurados que contam a trajetória sócio-cultural-política da cidade.

O funcionamento é de terça a sábado, das 9h às 17h (entrada até 16h). Domingos e feriados, das 10h às 17h (entrada até 16h). Os ingressos custam R$ 20 inteira e R$ 10 (meia entrada). O acesso é gratuito às quartas-feiras.

Ainda na mesma região, temos o famoso Mercado Modelo, onde fica a Galeria Mercado, como indica a Limah, soteropolitana e integrante da NuCommunity, a comunidade do Nubank. Ela lembra que por estar situada no subsolo do Mercado Modelo, só é possível visitar quando a maré está baixa.

"São passarelas localizadas sobre o mar e durante as cheias da maré as águas invadem a galeria. É lá que está a instalação permanente Lágrimas, do artista plástico Vinícius S.A, composta por 15 mil lâmpadas preenchidas com vaselina e suspensas por redes de nylon", diz.

“O efeito visual é muito lindo e tem algumas obras restauradas, como a imagem de Nossa Senhora da Conceição"

Para visitar é necessário comprar o ingresso no link disponível no perfil oficial do Instagram, de terça a sábado, das 09h às 16h (última entrada até às 16h30) e domingo e feriado das 10h às 13h45 (última entrada até às 13:30h). O ingresso custa R$ 20 inteira e R$ 10 meia entrada. Às quartas-feiras a entrada é gratuita.

Galeria Mercado - Salvador, BA / Foto: Arquivo Pessoal Limah
Galeria Mercado - Salvador, BA / Foto: Arquivo Pessoal Limah

5. Ribeira

A Ribeira, queridinha da Cidade Baixa, possui um clima bem particular, repleto de casarões antigos. A famosa Sorveteria da Ribeira é parada obrigatória e, caso fique em dúvida entre tantos sabores, eu recomendo os sorvetes de cajá e de coco verde.

Mas como sorvete também é história, logo ali do lado tem o Museu do Sorvete, como indica Limah.

“O casarão histórico tem 114 anos e preserva memórias da família que viveu lá e a trajetória do próprio sorvete. Além do acervo, o antigo quintal da propriedade abriga atualmente uma sorveteria com mais de 50 sabores.”

Museu do Sorvete - Salvador, BA / Foto: Arquivo Pessoal Limah

6. Bonfim

Neste outro bairro da Cidade Baixa, temos a famosa Igreja do Senhor do Bonfim. O lugar carrega muita beleza e tradição, e faz parte do calendário oficial do estado da Bahia, com uma das festas mais populares do mundo – a Lavagem das Escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim. 

O evento é um dos exemplos do sincretismo religioso baiano, unindo a fé católica com a crença das religiões de matriz africana. Sempre celebrada na segunda quinta-feira do ano, na ocasião, é possível encontrar mulheres vestidas tradicionalmente de baianas que lavam as escadarias da igreja, com água de cheiro, pipoca e flores.

E tudo começa bem cedinho, na frente da Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia, onde se reúnem figuras públicas, artistas, fiéis, baianos e simpatizantes da tradição que caminham até a colina sagrada onde fica a Igreja do Senhor do Bonfim. Ao todo são oito quilômetros de caminhada, com cortejos, grupos musicais e manifestações populares. Mas tem quem prefira fazer o caminho até o Bonfim em um belo passeio de barco pela Baía de Todos os Santos. 

O ritual encerra ao chegar na igreja, que no dia da lavagem tem uma programação especial de missas. Para concluir a simbologia da fé, amarra-se a fitinha do senhor do Bonfim, fazendo seus pedidos e agradecimentos.

Igreja do Senhor do Bonfim - Salvador, BA / Foto: Arquivo Pessoal Gislene Ramos

E logo depois de amarrar a sua fitinha, que tal comer praticamente aos pés da Igreja? O Sagratto Café Bar oferece brunches, almoços e outras delícias. Com uma gastronomia autoral e toques de baianidade, o cardápio tem preços variados. O estabelecimento funciona de quarta a domingo, das 8h às 18h. O menu executivo conta com entrada, prato principal e sobremesa a partir de R$ 49.

Depois da refeição no Bonfim, você ainda pode traçar mais uma rota de passeio pela região da Cidade Baixa, curtir a vista da Ponta do Humaitá e conhecer o Forte de Monte Serrat. A dica para clientes Ultravioleta é usar o ChatGPT Go e montar um roteiro pelo bairro. A assinatura é isenta por 12 meses. Após esse período, a renovação acontece automaticamente e são cobrados R$ 39,99 mês no cartão cadastrado.

7. Gamboa - MAM e Prainha

Outra opção de passeio é o Museu de Arte Moderna da Bahia. Com projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi, a instituição está localizada na Avenida Lafayete Coutinho e abriga um acervo de instalações, pinturas e fotografias, além de ter uma agenda de exposições temporárias.

Vale conferir a programação na página do Instagram, pois o museu é famoso por promover cursos, oficinas e atividades de residência artística. Fiz um curso de crítica literária incrível por lá!

A visitação é de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita.

E se o passeio ao museu ocorrer em um sábado, aproveite mais um evento que já faz parte do calendário da cidade: a Jam no Mam. Uma jam session – formato de apresentação inspirada no jazz em que os instrumentistas improvisam melodias ali na hora – com músicos baianos e convidados. Mas lembre-se de comprar o ingresso com antecedência, pois costuma esgotar.

Jam no MAM - Salvador, BA / Foto: Arquivo Pessoal Gislene Ramos

Por meio da travessia de barco, você chega até a pequena e charmosa praia do Solar do Unhão, conhecida como “praia das pedrinhas”, na comunidade da Gamboa. Também considerado um ponto de encontro de diversos artistas. E ainda tem o Bar da Mônica, que se destaca pela moqueca de peixe.

Praia Solar do Unhão -  Salvador, BA / Foto: Arquivo Pessoal Gislene Ramos_ 

Quer conhecer outros lugares do Brasil? Leia também:

O que fazer em São Paulo? Saiba como aproveitar a capital paulista 

Curitiba: guia para curtir parques, museus e gastronomia sem sair do orçamento

O que fazer em Gramado: quanto custa e como aproveitar a cidade da Serra Gaúcha?

Bagagem de mão: o que pode levar em voos nacionais e internacionais?   

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossaPolítica de Privacidade.Ao continuar a navegar, você concorda com essa Política.