Você tem um animal de estimação – que é quase parte da família – e vai sair de férias ou precisa fazer uma viagem a trabalho? Nesses momentos, pode surgir a preocupação: levá-lo ou não? O que é preciso considerar na hora de viajar com seu pet?
Segundo a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), existem um total de 167,6 milhões de pets no Brasil, sendo 67,8 milhões de cães e 33,6 milhões de gatos. Por isso, é importante entender as regras gerais, documentos exigidos, embalagens e dicas para transporte em carros, ônibus, aviões e outros meios de transporte.
Quais as regras para viajar com pet?
Pets de pequeno porte (até 10kg) precisam ser transportados em caixas especiais, assim, você garante a segurança do animal e também dos demais passageiros.
Para viajar com pet, você deve escolher uma caixa adequada e limpa. Ela deve ser feita de fibra de vidro ou algum material similar que seja resistente, sem saliências ou protuberâncias, e à prova de vazamentos.
A dimensão máxima recomendada para a caixa varia de acordo com o meio de transporte. No entanto, de forma geral, ela deve permitir que o animal se mova e gire confortavelmente dentro dela, sem tocar o teto ou as laterais.
Lembre-se de colocar uma etiqueta com seus dados na caixa para facilitar a identificação do seu pet em caso de imprevistos e transtornos.
Lucélia Brito, 39, especialista em comunicação aqui no Nubank, tem um chihuahua de 7 anos de idade e que pesa 3,5 kg. Por ser de porte pequeno, Gumercindo (nome do animalzinho) consegue viajar sossegado dentro da cabine do avião.
“Ele viaja comigo desde que tinha cerca de um ano, tanto de avião quanto de carro. É tranquilo nas duas situações, exatamente porque ele foi preparado para as viagens e consequentemente não aparenta desconforto na maior parte do tempo", diz ela.


Se o seu cachorro é grande e você vai viajar de avião, por exemplo, o deslocamento entre um destino e outro deve ser feito no compartimento de carga, dentro de uma caixa de transporte adequada para ele. A exceção se aplica apenas a cães-guia ou de apoio emocional, que têm permissão para viajar na cabine da aeronave.
Para cães-guia é preciso apresentar um documento que ateste o treinamento oficial, enquanto para os animais de apoio emocional o tutor deve apresentar um laudo médico detalhado, além do atestado de saúde e vacinação do animal. Lembrando que cada companhia aérea tem suas próprias políticas, então é sempre bom checar tudo antes nos sites das empresas.
Quais os documentos necessários para viajar com pet?
Em viagens de avião, a norma da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) não limita os animais de estimação a cães e gatos. Segundo a Portaria nº 12.307/SAS, o termo se aplica a todas as espécies, desde que sejam dóceis e convivam em ambiente doméstico.
No entanto, a maioria das grandes companhias aéreas só presta serviço a cães e gatos por alguns motivos:
- Segurança operacional: já que o transporte na cabine é muito restrito em termos de temperatura, espaço e contaminação;
- Manual ISO/IATA: a indústria possui protocolos para cães e gatos. Outras espécies ainda não contam com contêineres ou práticas padronizadas para viagens;
- Custo e responsabilidade: cada companhia aérea calcula volumes, taxas e treinamentos específicos para a tripulação lidar com cães e gatos. Incluir outros animais exigiria mais investimentos e outras certificações.
Passaporte para cães e gatos: saiba como tirar
Para viajar com seu pet em território nacional ou internacional, você pode adquirir o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, emitido gratuitamente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O documento pode ser obtido nas Unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), localizadas em portos, aeroportos, postos de fronteira e aduanas especiais ou nas Superintendências Federais de Agricultura nos Estados.
Ele não é obrigatório, mas vai facilitar – e muito – a sua vida na hora de embarcar, independentemente do transporte. Vale dizer que o prazo é de 30 dias úteis para emissão do documento.
No caso de viagens internacionais para países que não aceitam o passaporte, você terá que providenciar Certificado Veterinário Internacional (CVI), documento que comprova a boa condição sanitária do animal, emitido por um médico veterinário.
Não deixe para ir atrás disso quando estiver próximo a data da viagem. O ideal é se programar com antecedência para evitar dor de cabeça.
Como funciona o seguro viagem para viajar com pets?
O seguro viagem para pets consiste no reembolso de despesas com o animal de estimação (cão ou gato) durante a viagem em casos de falecimento, acidente ou doença do bichinho. A proteção também vale para a necessidade de adiamento do retorno do segurado para seu domicílio em razão de um acidente pessoal ou doença repentina.
A cobertura é válida apenas para tutores que vão viajar com pet, desde que sejam cães ou gatos de estimação.
Clientes Nubank Ultravioleta, que viajam ao exterior, saindo do Brasil, com passagens aéreas compradas pelo Nu Viagens, têm direito a um seguro viagem, sem custo adicional, e podem emitir uma apólice para até cinco acompanhantes que estejam na mesma reserva.
A cobertura do Seguro Viagem Ultravioleta inclui despesas com pet (cães e gatos) até US$500,00. Essa cobertura garante o reembolso dos gastos com transporte extra do cão ou gato do segurado, ou despesas com hospedagem temporária em hotel para pets – se o retorno do segurado ao seu domicílio for adiado devido a lesão ou enfermidade. Essa condição deve estar coberta pela garantia de Despesas Médicas, Hospitalares e/ou Odontológicas em viagem ao exterior, e o reembolso é limitado ao capital segurado.
Como viajar com pet em diferentes meios de transporte?
É possível viajar com seu pet utilizando diferentes meios de transporte, mas vale ficar atento às regras de cada um sobre espécie aceita, tamanho, peso e documentação necessária.
Confira mas detalhes a seguir:
Viajar com gato de carro? E com cachorro?
Para viajar com pet no carro basta seguir as leis de trânsito para garantir a segurança do seu animal de estimação e evitar multas e acidentes.
Importante: É proibido transportar animais soltos dentro do carro ou com a cabeça para fora da janela. De acordo com o artigo 235 do Código de Trânsito Brasileiro, também é proibido transitar com animais ao lado do motorista ou entre as pernas, sujeito à infração média e multa.
Viajar com animais de estimação de grande porte na carroceria dos veículos também é uma infração grave e pode acarretar multa e até retenção do automóvel.
A forma de transporte do pet vai depender muito do seu porte e da adaptação. Para cães de pequeno e médio porte ou gatos, é possível transportá-los em caixas de transporte, sempre garantindo que a caixa seja do tamanho ideal ao pet, possibilitando sua movimentação e acomodação de forma confortável. A caixa pode ser transportada no assoalho do veículo.
Outra opção é o cinto de segurança peitoral, que serve para proteger o pet de impactos durante o trajeto. Com ele, é possível levar o pet no banco do carro, forrando o assento para melhor higiene do veículo e conforto do animal.
Vale dizer também que existem tamanhos adequados de coleiras e guias para cada porte de animal. A guia deve ser fixada no cinto do banco traseiro e ajustada de uma forma a limitar os movimentos do animal e impedir que ele alcance o motorista.
Se você preferir, pode optar pelos assentos especiais, mais conhecidos como “cadeirinhas”, para o transporte de cães e gatos. O equipamento funciona como uma pequena poltrona acolchoada, em que você prende as alças na parte de trás do banco do carro – geralmente nos encostos de cabeça – e anexa ao cinto de segurança, criando uma base fixada ao veículo.
Viagem com pet de ônibus
No Brasil, quando você viaja com o seu cão ou gato em ônibus intermunicipal, é preciso seguir à risca normas da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e das empresas. Por exemplo: o pet deve ir dentro do veículo, em caixa de transporte apropriada e, normalmente, é necessário comprar passagem para o assento ao lado da poltrona onde a caixa será colocada.
São aceitos somente animais de porte pequeno ou médio, com um pet por caixa e no máximo duas caixas por viagem (uma por passageiro). Algumas empresas podem exigir que o pet seja sedado com medicação prescrita por veterinário para permanecer tranquilo durante o trajeto.
Vale dizer que essas regras são específicas do transporte terrestre – as companhias aéreas proíbem animais sedados, tanto na cabine quanto no porão, por razões sanitárias e de segurança. Por isso, consulte sempre a política da empresa que você vai usar antes de reservar, para não ser pego de surpresa.
Viagem com cachorro de avião
Viajar com seu pet de avião pode ser bem tranquilo, basta respeitar as regras estabelecidas pela ANAC e lembrar que cada empresa aérea tem suas diretrizes. Na maioria dos casos, o animal deve ter idade mínima para viajar (geralmente entre 4 e 16 semanas), estar com as vacinas em dia (incluindo antirrábica, aplicada entre 30 dias e 1 ano antes da viagem) e apresentar atestado veterinário com até 10 dias de emissão.
Na cabine da aeronave, costuma ser aceito um pet por passageiro, com o limite que vai de três a cinco animais por voo em trechos domésticos, dependendo da capacidade do avião. O pet deve viajar em caixa ou bolsa apropriada, rígida ou flexível, que tenha ventilação e espaço suficiente para que o animal fique em pé, se mova e fique confortável. O peso total permitido (animal + caixa) varia conforme a companhia, mas normalmente fica entre 5kg e 10kg, permitindo que a unidade caiba embaixo do assento à frente do tutor.
Se o pet ultrapassar os limites de peso ou tamanho da cabine, algumas empresas oferecem o transporte no porão (como carga viva). É essencial consultar a política da empresa com antecedência.
Lucélia evita fazer viagens muito longas com seu cachorro por considerar cansativo, mas, como ela mora em Recife e vem para São Paulo com certa frequência, esse trajeto acaba sendo bem comum. E ela dá a dica para facilitar a sua vida na hora de viajar com seu pet.
“Dias antes de qualquer viagem de avião, estimulo Gumer (apelido carinhoso do chiuaua) a entrar na bolsinha, colocando brinquedos e petiscos que ele gosta", conta ela. “Prefiro a caixa de transporte flexível, que permite que ele se movimente melhor, se levantando e mudando de posição sempre que quiser. No voo, ele só fica tenso em momentos como pouso e decolagem, no restante do tempo ele apenas dorme”.
Caso você tenha dúvida sobre o melhor horário para viajar com seu animal de estimação, vale considerar a experiência da Nubanker. “Noto que o Gumercindo fica mais tranquilo em viagens noturnas, então priorizo voos na madrugada (com menos movimento dos passageiros e, consequentemente, menos estímulos). Para nosso conforto, escolho sempre as poltronas com mais espaço, assim consigo ver melhor como ele está embaixo do assento à frente", diz.

“Idealmente, é preciso chegar um pouco antes no aeroporto, porque, quando estamos com pets, precisamos passar pelo balcão da companhia aérea, onde os funcionários pesam o animal, pedem para ver a carteira de vacinação (principalmente pela vacina da raiva) e solicitam o atestado de saúde para viagens de cães e gatos. Também é preciso tirar o animal da bolsinha na hora de passar pela segurança/raio-x, comenta.
É importante dizer que o transporte de animais de estimação é pago. Por isso, é fundamental incluir esse valor no seu planejamento. “Pago cerca de R$ 250 por trecho nacional na companhia aérea que costumo viajar, considerando que meu cachorro pesa menos de 10kg e pode viajar na cabine. Por ser um cão de pequeno porte, sempre planejo levá-lo comigo e compro passagens antecipadamente”, conta Lucélia Brito.
Bolsa de transporte para pet: como escolher?
Viajar com seu pet se torna mais prático e confortável quando você escolhe o tipo de bolsa de transporte ideal para cada momento. Opções como a bolsa frontal oferecem aconchego e contato próximo, enquanto modelos fechados funcionam mais como um abrigo. Para aventuras ao ar livre, mochilas – especialmente no estilo canguru – liberam as mãos e mantêm seu companheiro na altura dos olhos, permitindo uma experiência compartilhada.
Ao viajar com seu pet de carro, bolsas com encaixe adequado e cintos de segurança garantem estabilidade e evitam distrações. Já em viagens de avião, é essencial escolher uma bolsa que atenda às normas das companhias: deve ser ventilada, segura (com fechos), confortável e adaptada às dimensões exigidas.
Além do formato, atenção a detalhes como tamanho adequado, materiais duráveis (nylon ou poliéster com costuras reforçadas) e boa ventilação são fundamentais. Recursos extras como fundo acolchoado removível, redes respiráveis, aberturas reforçadas para cabeça ou patas e compartimentos adicionais oferecem ainda mais conforto e praticidade.
Ao optar pela bolsa ideal, considere tanto as necessidades do seu pet quanto a mobilidade e segurança durante cada tipo de viagem. Dessa forma, é possível garantir uma experiência mais tranquila e agradável para ambos.
Caixa de transporte para pet
Se você optar por uma caixa de transporte para pet, prefira modelos feitos de plástico rígido. Eles são fáceis de limpar, resistentes a impactos e ideais para longas viagens de carro ou avião. Além disso, garanta que a caixa ofereça ventilação eficiente (idealmente com aberturas frontais, laterais e até no teto), para manter o ar circulando e evitar que o seu pet superaqueça ou se sinta sufocado.
O tamanho também é essencial: o pet precisa conseguir ficar em pé, girar, deitar e sair – isso significa pelo menos 2 cm de folga acima da cabeça quando estiver sentado, e comprimento que leve em conta a medida do animal deitado. Se quiser viajar de avião, é recomendável verificar se a caixa tem homologação IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), garantindo que atende às normas internacionais de segurança.
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