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Dá para trocar um grampo de cabelo por uma casa? Essa americana resolveu tentar

Veja as lições de negociação da americana Demi Skipper, que começou fazendo trocas onlines com um grampo de cabelo e já conseguiu até um carro.

Demi Skipper tem uma missão: adquirir uma casa. Seu método para chegar lá, no entanto, é pouco convencional – ela pretende trocar itens de pouquinho em pouquinho, aumentando o valor até chegar no imóvel. O item de partida foi um grampo de cabelo – e ela já conseguiu até um carro no meio do caminho.

Toda a jornada está sendo comentada nas redes sociais sob o nome Trade Me Project – você pode acompanhar as trocas no TikTok, Instagram e YouTube.

“Eu vi o vídeo de um homem que começou com um clipe de papel e foi trocando até conseguir uma casa”, disse a americana, que, aos 29 anos, trabalha em uma empresa de tecnologia em São Francisco. “Eu pensei: estou em casa, de quarentena, e tenho o privilégio de poder trabalhar daqui. Acho que eu também consigo.”

Com a ideia formada, o primeiro passo foi escolher o item mais descartável que conseguisse encontrar dentro de casa – o grampo – e definir as únicas duas regras: não trocar com ninguém que ela já conhecesse e não gastar nada para tornar um item mais valioso.

“Na primeira vez, eu estava disposta a trocar por literalmente qualquer coisa”, conta ela.

“Compartilhei minha ideia em uns dez grupos de redes sociais e uma mulher do outro lado dos Estados Unidos, na Georgia, disse que eu parecia meio doida, mas que gostaria de ver até onde eu chegaria. O único pedido dela foi que eu a convidasse para a festa inaugural da casa.”

O grampo de cabelo que começou tudo: hoje, a peça mais valiosa de Demi vale até US$ 4.000. Foto: Arquivo pessoal

A mulher da Georgia trocou o grampo por um par de brincos. Os brincos viraram taças de plástico, que viraram um aspirador de pó usado, que virou uma prancha de snowboard, um fone de ouvido, um videogame e assim por diante.

Como convencer alguém a te dar algo mais valioso?

Essa é a pergunta que Demi mais ouve de seus seguidores. “A resposta é mais simples do que parece”, diz ela. “Você tem que conversar com as pessoas.”

“Tem algo de fascinante em encontrar aquela pessoa que quer o que você tem. E aí você percebe que o valor monetário, de mercado, é apenas um dos fatores. O que vai mover a negociação é o valor que a outra pessoa dá ao seu item”, explica.

Ao longo de sua jornada, Demi foi desenvolvendo técnicas que a ajudam a maximizar o potencial de cada troca.

1. Ser generalista

“Houve um momento em que eu estava com um par de tênis colecionáveis que valiam US$ 1.000. Era uma peça incrível, mas muito específica – eu precisava entrar em grupos de amantes de tênis, encontrar alguém com o tamanho certo e que estivesse disposto a trocar por um item que valesse a pena para mim. Se eu tenho um celular, por outro lado, a quantidade de compradores aumenta e eu consigo negócios melhores.”

2. Pensar à frente

“Uma pessoa me ofereceu uma máquina de fazer donuts industrial que valia US$ 3.000. Eu fiquei muito tentada, porque era um valor bem superior ao que eu tinha, mas o que eu ia fazer com ela? Quantas pessoas iriam querer trocar? Eu estou sempre pensando duas, três trocas à frente, senão acabo ficando com um item parado.”

3. Mudar de categoria

“Você não consegue trocar um computador por outro computador melhor. É muito comparável. Mas se eu tenho um computador e a outra pessoa tem uma mesa de jantar, essa referência se perde e passa a ser sobre o quanto ela quer o meu item. E aí eu troco essa mesa por mais uma coisa, depois outra, até chegar em um computador melhor.”

Snowboard, TV digital, fone de ouvido, videogame, notebook e câmera: para Demi, diversificar é a chave. Foto: Arquivo pessoal

4. Dedicar tempo

“Nas minhas redes, você vê aquele vídeo de 15 segundos e talvez pareça fácil. Mas são horas, dias, até semanas de pesquisa e negociação”, explica Demi. “São 100 ‘nãos’ até chegar um ‘talvez’ – e aí começa a conversa para convencer aquela pessoa de que a troca vale a pena.”

“Você também precisa ter paciência. Às vezes uma troca não é a mais vantajosa do mundo, mas é um trabalho de formiguinha. A curva de progresso tem que ir aumentando, mesmo que uma ou outra transação não seja a melhor.”

5. Manter a segurança

“Em qualquer compra online, você precisa tomar alguns cuidados. Com a troca, mais ainda. Tem um pouco de confiança que você precisa ter na outra pessoa, mas há formas de minimizar o risco. Eu passo um bom tempo conversando por videochamada, peço para ela me mandar vídeos do produto, da embalagem, da entrega… E nunca vou sozinha ao lugar da troca.”

Do grampo ao carro

Trocar um grampo por uma casa é bem impressionante, mas trocar um grampo por um carro também é – e isso Demi já fez.

De troca em troca, Demi já conseguiu até um carro. Foto: Arquivo pessoal

“Foi uma montanha-russa de emoções. Uma família do outro lado dos Estados Unidos tinha um carro antigo parado, viu minha história e resolveu aproveitar para viver uma aventura”, conta ela. “Eles cruzaram o país com aquele carro que, quando chegou nas minhas mãos, estava prestes a desabar.”

“Eu fiz a troca já sabendo de todos os problemas, mas acho que não me dei conta da extensão. E eu não podia gastar com um mecânico! Houve um momento em que pensei que teria que levar para um ferro-velho e vender o metal por dinheiro”, relembra.

“Eu já estava pensando, ‘bom, qualquer coisa eu pego outro grampo e recomeço’. Mas aí apareceu um cara interessado, mesmo com os problemas. Troquei com ele por um skate elétrico e as pessoas me acharam maluca, porque a gente não consegue conceber como um skate pode valer mais que um veículo. Mas esse é o ponto – um carro naquelas condições não valia muito para mim, que não podia consertá-lo, mas valia para ele, que tinha um amigo mecânico.”

Ela entende o que está fazendo como um jeito diferente de olhar para a economia. “A gente vive em um mundo cada vez mais disposto à troca, ao compartilhamento. As pessoas disponibilizam suas casas para viajantes, vendem roupas em brechós online, andam de carona, cada vez há mais negócios desse tipo”, diz.

Para Demi, não há mais dúvida de que, sim, ela vai conseguir a casa. “Acho que eu consigo em algo entre seis e nove meses”, diz. “Fico me achando maluca toda vez que penso nisso, mas daí lembro do grampo… Olha onde eu já cheguei!”.

Em agosto de 2020, três meses após o início do Trade Me Project, o item mais recente de Demi (uma bicicleta elétrica com food truck) tem o valor estimado em até US$4.000. Difícil não ser otimista.

Tem uma história curiosa sobre dinheiro? Conta para a gente aqui nos comentários. 

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