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Superliga europeia: o que isso significa para o mercado do futebol?

O futebol europeu movimenta bilhões de euros por ano – e o anúncio de 12 grandes clubes de criar a Superliga, uma nova competição, impacta bastante o mundo da bola.

imagem de um campo de futebol com os arredores em tons de roxo

No dia 18 de abril de 2021 o universo do esporte – e o financeiro também – teve uma surpresa: 12 clubes de futebol europeus anunciaram a criação de uma Superliga, campeonato em que competiriam no lugar da atual Liga dos Campeões da UEFA (União das Federações Europeias de Futebol).

Mas como essa decisão impacta financeiramente o mundo da bola?

O primeiro ponto é entender que o futebol movimenta bilhões: para dar um parâmetro, US$ 5,63 bilhões foram gastos só considerando as compras e vendas de jogadores em 2020, segundo o relatório anual da Fifa (Federação Internacional de Futebol) – por causa da pandemia, esse foi o menor valor dos últimos cinco anos, cerca de US$ 2 bilhões a menos que em 2019.

Isso significa que a criação da Superliga (e o abandono da Liga dos Campeões por alguns dos times mais importantes da Europa) mexe em uma estrutura bilionária e impacta um mercado que vai muito além do puro esporte.

O que é a Superliga?

A Superliga é um novo campeonato de futebol anunciado por 12 tradicionais clubes europeus, em oposição à atual Liga dos Campeões da UEFA, que existe desde 1954. 

A competição não acabaria com a Liga dos Campeões, mas alguns dos clubes mais ricos e tradicionais da Europa, com elencos que contam com atletas mundialmente famosos, deixariam de disputar o campeonato europeu para jogar a nova liga. Com a elite do futebol mundial em um torneio sem rebaixamento e que não aceita times pequenos, a Superliga romperia com o sistema estabelecido do futebol europeu e poderia atrair os patrocinadores, prejudicando as demais competições continentais.

Já confirmaram a participação na competição: os ingleses Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham; os espanhóis Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid; e os italianos Inter de Milão, Juventus e Milan. 

O grupo ainda aguarda a decisão de mais três participantes para fechar em 15 clubes fundadores: Bayern de Munique, Borussia Dortmund e Paris Saint-Germain.

Como a Superliga impacta o mercado do futebol?

Segundo os representantes das agremiações, a competição deve proporcionar um crescimento econômico maior que o atual modelo da Liga dos Campeões. 

Hoje, o valor do prêmio é oferecido por empresas patrocinadoras e também via direitos de transmissão, que são vendidos para milhares de emissoras ao redor do mundo – já que a Liga dos Campeões é um dos torneios mais vistos do planeta.

A proposta é que os clubes fundadores recebam, juntos, € 3,5 bilhões na primeira temporada. O dinheiro seria para apoiar os planos de investimento em infraestrutura e para compensar o impacto da pandemia da Covid-19. Além disso, a Superliga contribuiria com € 10 bilhões nos chamados “pagamentos de solidariedade”.

Hoje, esses “pagamentos de solidariedade” são feitos pela UEFA a clubes que não disputam a Liga da Europa ou a Liga dos Campeões, mas são dos mesmos países dos times que participam das fases de grupos dessas competições.

Se este valor se confirmar, ele será superior à quantidade paga pela UEFA aos clubes em todas as competições (Liga dos Campeões, Liga Europa e Supercopa Europeia), que geraram € 3,2 bilhões em direitos de transmissão na temporada 2018/19 – antes da pandemia.

Quanto um time ganha com a UEFA e quanto ganharia com a Superliga?

De acordo com números oficiais da premiação referentes à temporada 2019-20, um time vencedor da Liga dos Campeões, com aproveitamento de 100%, receberia € 132,7 milhões. Isso porque, além de receberem € 15 milhões ao se classificarem para a fase de grupos, cada vitória nesta fase rende uma premiação de € 2,7 milhões aos clubes.

Por conta da pandemia, o cenário para 2020-21 deve ser diferente. Ao ser campeão europeu vencendo todos os seus jogos da temporada, o time poderá receber € 127,4 milhões.

Vale dizer que clubes participantes também recebem dinheiro de acordo com o “fator mercadológico” de cada um deles.

O fator mercadológico de cada agremiação é determinado por alguns indicadores, como a posição do time na sua liga nacional, sua posição na Liga dos Campeões e o número total de times daquele país participantes na competição. Dessa forma, considerando a avaliação das equipes, cada uma delas irá receber uma parte da quantia total.

A última premiação é determinada seguindo o histórico de dez anos de cada participante: a UEFA utiliza o Ranking de Coeficiente dos Clubes – que leva em conta todas as competições internacionais que cada time disputou em dez anos – para dividir € 585 milhões entre todas as equipes que jogarem a Champions League, a famosa Liga dos Campeões.

A UEFA ainda não divulgou os valores oficiais a serem pagos para a edição 2020-21 da competição, que já teve início.

A proposta da Superliga é pagar mais aos clubes participantes. Enquanto o máximo que um competidor pode receber na Liga dos Campeões é US$ 153,3 milhões, na Superliga todos receberiam em torno de US$ 425 milhões.

Os times envolvidos na Superliga podem ser punidos?

Os organizadores da Superliga garantem que os clubes vão continuar disputando os campeonatos nacionais – mas não a Liga dos Campeões. Mas a criação do novo torneio tem gerado discussões e críticas.

A UEFA se pronunciou dizendo que irá punir os envolvidos, esportiva e judicialmente. Entre as medidas, estão o banimento de competições nacionais e internacionais, além de proibir os jogadores desses times de defenderem as suas respectivas seleções no Mundial de Clubes.

Isso, claro, influencia na carreira dos atletas e nas finanças das equipes (salário de jogadores e funcionários, viagens, estrutura e treinamentos, por exemplo).

A ideia é que a Superliga tenha início em agosto deste ano. No entanto, as discussões entre ECA (Associação Europeia de Clubes), UEFA, FIFA e organizadores da Superliga ainda estão em andamento – e prometem dar pano para manga. 

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