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Quanto custa ter um filho no Brasil? Veja quais são as principais despesas dessa conta

Quando nasce uma criança, nasce um novo orçamento. Entenda melhor os custos para criar um filho.



Entenda quanto custa ter um filho, o que está por trás dessa conta e quais são os principais custos.

Uma criança na família cria uma nova rotina, uma nova dinâmica e um novo orçamento. Fralda, fórmula, roupinha, carrinho, berço, plano de saúde…a lista de produtos e também de serviços que um filho exige é longa. E não se limita aos primeiros anos de vida. Em meio a tanta coisa, fica fácil se perder nas contas. Mas será que tem um jeito de saber quanto custa ter um filho? 

Não é possível bater o martelo em um único valor. Mas dá para conhecer as principais despesas exigidas nessa criação, e ter uma ideia do tamanho desses custos. Entender o que está por trás dessa conta ajuda a família a priorizar gastos, reduzir danos, não se endividar e ter algum controle do orçamento. 

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Esse planejamento todo não serve apenas para quem está pensando em ter ou adotar uma criança, mas também para quem não colocou um filho nos planos, mas ele apareceu. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), do total de gestações que acontecem por ano no mundo, metade – em torno de 121 milhões – não é planejada. É justamente essa parcela da população que tende a cair em um descontrole financeiro maior. 

Para evitar que isso aconteça, entenda, abaixo, o tamanho desse custo, o que considerar no planejamento financeiro para se ter um filho e se dá para reduzir alguma despesa.

Por que é difícil saber quanto custa ter um filho? 

Porque esse custo depende de muitas variáveis. Muitas delas não são previsíveis, como emergências. E outras dependem da cidade onde os pais moram, da renda disponível, do custo de vida e, principalmente, do padrão de vida que os pais querem dar à criança.   

“Esse custo não é simples de ser calculado. O principal ponto é que ele está muito na cabeça dos pais. O que eles querem para essa criança? Quer que ela aprenda inglês desde pequena? Isso vai ter um custo. Quer o quarto mais bem decorado? Isso vai ter um custo. O ponto de partida é o que os pais querem e podem pagar”, afirma a planejadora financeira Elle Braude, da Associação Brasileira do Planejamento Financeiro (Planejar). 

Elle fala sobre o tema com conhecimento de causa. A planejadora é mãe de trigêmeos, de seis anos de idade, que foram muito esperados. “A maternidade foi super planejada. Inclusive eu tive de trabalhar com reprodução assistida”, conta a planejadora, que sabe cada centavo que já gastou com seus filhos. Hoje, excluindo os gastos com saúde, 20% da renda de Elle é destinada aos trigêmeos.    

“Cada pai e cada mãe terá o seu entendimento da porcentagem do orçamento que destinará para os gastos com os seus filhos. Obviamente tem de ser equilibrado. Não existe regra, mas se a gente está entrando numa concentração grande, de 50%, 60% da renda, a gente sabe que é um sinal vermelho, porque precisa sobrar dinheiro para outras coisas”, afirma a planejadora. 

Esse é o primeiro exercício que os pais precisam fazer para não se enrolar: definir um limite mensal de gasto, considerando a sua realidade financeira. 

“Quando a gente tem um filho, nossa intenção é prover tudo e mais um pouco para ele. Para fazer isso, muita gente se sacrifica e faz até dívidas. O que importa aqui não é necessariamente o quanto ela ganha, mas o que ela ganha versus o quanto gasta. Cada um vai adaptar isso para a sua realidade”, explica Elle. 

Afinal, quanto custa ter um filho? 

Como você viu, não tem como bater o martelo em um valor, porque há muitos fatores que fazem esse custo ser maior ou menor. Contudo, a economista Juliana Inhasz, do Insper, e o professor de finanças do Ibmec SP, Cristiano de Souza Corrêa, fizeram as contas para mostrar qual poderia ser o tamanho dessa despesa. Os cálculos foram realizados com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e consideraram os custos do nascimento até os 24 anos. 

Eles concluíram que, considerando famílias de classe C que moram em grandes cidades com alto custo de vida, como São Paulo, esse custo pode ficar entre R$ 400 mil e R$ 1 milhão. Já entre as famílias da classe B, esse valor pode ficar entre R$ 900 mil e R$ 2 milhões. 

Esses valores, porém, podem variar muito ainda e ser bem menores ou bem maiores, dependendo das escolhas feitas pelos pais para criar seus filhos e da organização financeira dessa família. Além disso, quem não faz um planejamento financeiro pode ter um gasto ainda maior. 

O que pode alterar o custo de ter um filho?

Grande parte desse custo depende das escolhas dos pais. Mas quais escolhas pesam mais? Veja as principais, segundo a planejadora financeira Elle Braude.

Cidade e custo de vida 

Onde você quer viver com seu filho? Em geral, cidades menores têm um custo de vida mais baixo em relação às cidades maiores. Segundo pesquisa da consultoria Mercer, o custo de vida nas cidades brasileiras pode variar, em média, 14%. 

Dependendo da categoria de consumo, essa diferença pode ser bem maior. Na categoria “serviços domésticos”, por exemplo, que inclui serviços como limpeza, babá e serviços de lavanderia, a diferença de custo entre as cidades brasileiras chega a ser de 62%. Em outras palavras, o seu endereço vai fazer diferença no custo de se criar um filho. 

Dinâmica da família e rede de apoio 

Com quem e com o que os pais podem contar? Entender a rede de apoio pode fazer a diferença nos gastos com as crianças, principalmente nos primeiros anos de vida. E o que é essa rede de apoio? É aquela ajuda da família e os benefícios da empresa onde você trabalha, por exemplo. 

Você tem licença maternidade? Não vai ter renda caso deixe de trabalhar por um tempo? Só essa pergunta já aumenta ou diminui os custos dos primeiros meses de vida do seu filho. Se você tem um emprego formal e conta com benefícios da sua empresa, conheça todos eles e use. Seu emprego é informal ou você empreende? Vai precisar fazer um planejamento melhor.

Vai ser mãe ou pai solo? Não se intimide em pedir ajuda de quem você confia. Tem alguém da família que pode cuidar das suas crianças enquanto você trabalha, ou será preciso contratar alguém ou colocar o filho em uma creche? Essa creche será pública ou particular? 

Tudo o que você puder levar em consideração e todo mundo com quem você puder contar precisam ser mapeados antes da criança chegar à sua casa. É preciso já tentar desenhar como será a dinâmica da família e fazer acordos para evitar gastos maiores sem planejamento. 

Infraestrutura: quarto e acessórios dos sonhos 

Aquele quarto decorado, os acessórios mais bem acabados, as roupinhas mais sofisticadas. Não tem nada de errado querer tudo isso para um filho que está vindo. Mas cada escolha tem um custo. Essa infraestrutura básica para receber uma criança pode custar muito ou pouco, dependendo do que querem os pais. 

Entender esses custos e a validade desse gasto pode ajudar a entender se isso é ou não uma prioridade. É que no caso de crianças bem pequenas, alguns gastos são temporários, como é o caso do carrinho, do berço e outros acessórios. 

Para esses custos existem alternativas mais baratas, como comprar de segunda mão, por exemplo. Mas isso depende da prioridade dos pais. Se a ideia é ter tudo novo mesmo, liste esses custos para planejar melhor essas compras. Antes de fazer isso, porém, entenda a diferença entre necessidade e desejo.  

As escolhas para os primeiros anos  

Você quer que seu filho estude alguma língua ainda pequeno? Faça algum esporte que tenha custo? Estude em escolinha pública ou particular? Essas decisões precisam constar no planejamento financeiro para se ter um filho. E, mais uma vez, esses custos dependem do desejo e possibilidades dos pais.

“Muitas vezes, os pais gastam tudo no quarto decorado e esquecem dos grandes custos dos primeiros anos. Precisa pensar nisso e colocar na conta”, afirma Elle. 

Antes mesmo de a criança chegar, liste o que você gostaria que seu filho tivesse acesso nos primeiros anos, o que você de fato pode oferecer, de acordo com a sua realidade, mapeie os valores para saber o tamanho dessa conta e ajuste essas escolhas ao que você pode pagar.  

Quero fazer um planejamento: por onde começar? 

O planejamento financeiro para quem quer criar um filho pode ser muito diferente, dependendo da realidade financeira da pessoa e, principalmente, da data de chegada dessa criança. Além de todos os pontos que você viu acima. Quanto antes você começar a se organizar, melhor. 

Depois de passar pelos pontos que podem alterar esses custos, é hora de começar a fazer o planejamento. A base dele serve para quem já está esperando a criança chegar ou mesmo para quem já está com os filhos correndo pela casa. Veja, abaixo, que base é essa, segundo a planejadora financeira Elle Braude.

Reserva de emergência

Não tem como escapar dela, menos ainda se a ideia é ter ou adotar um filho. Você pode ter listado toda a sua rede de apoio, ter levantado os custos e o padrão de vida que quer e pode oferecer para essa criança nos primeiros anos, mas não tem jeito: filho é uma caixinha de surpresas. Nunca se sabe quando você vai precisar ter um gasto maior do que esperava. 

É por isso que a reserva de emergência é essencial. Ela é aquele dinheiro que está disponível para você usar em casos urgentes. Em geral, a reserva representa de seis meses a um ano do seu custo médio mensal. Não existe uma regra que diz que a reserva para os filhos deve ser a mesma dos pais ou uma reserva separada. Essa separação vai depender da condição financeira da família. 

Não tente planejar os gastos tantos anos à frente

Dependendo da renda, é difícil planejar os gastos de um ano da vida de um filho. Imagine tentar planejar 10 anos. Não tente fazer isso. No longo prazo é difícil prever como ficarão os gastos do que você vai precisar ter. Além disso, as crianças começam a fazer suas próprias escolhas em algum momento e você não sabe se vai conseguir ou querer bancá-las. 

Parece contraditório dizer para evitar planejar tão à frente. No mundo do dinheiro, planejamentos de longo prazo são muito bem vistos. Contudo, do ponto de vista de custo, 10 anos é muito tempo. Até lá muita coisa pode mudar: aquela escola que você listou pode fechar, a inflação pode disparar, e o planejamento vai por água abaixo. 

Isso quer dizer para você não planejar nada, então? Não. Para o longo prazo, foque seu planejamento naquilo que você pode controlar, como por exemplo seus investimentos, sua carreira, seus estudos, ou qualquer coisa que pode te ajudar a ganhar mais no futuro, por exemplo. Mudanças de cidade no longo prazo também podem ser planejadas.     

Divida o planejamento por fase de vida

Por isso, o recomendado é dividir esse planejamento de gastos por fase de vida do seu filho. Por exemplo: os primeiros quatro ou cinco anos, depois até os 10 anos, dos 10 aos 15, e assim por diante. Tente fazer essa divisão acompanhando as mudanças de comportamento do seu filho que podem impactar nos gastos. 

Nos primeiros anos, por exemplo, a criança não tem noção de escolha ainda. Ou seja, é você quem decide todos os gastos. Diferentemente do que acontece na adolescência, por exemplo, quando seu filho quer fazer as escolhas e repassar o boleto para você pagar. 

“Por enquanto, a fase que eu creio que terei mais gastos será na adolescência e na fase da universidade. O pior ainda está por vir. Justamente porque os cursos extracurriculares, os objetos dos adolescentes mudam e costumam ser caros”, acredita Elle Braude. 

Saúde: o pilar do planejamento

Quando Elle começou a organizar o orçamento para ter seus filhos, a primeira coisa que ela levou em consideração foi o gasto com saúde. A planejadora recomenda o mesmo para quem estiver pensando em criar uma criança ou para quem já tem um filho pequeno em casa, mas está começando agora a se organizar. 

Se a família puder ter um plano de saúde para a criança, tenha. Não tente economizar nessa área. Os primeiros anos de um filho, especialmente quando começa a frequentar a escola, são muito marcados por idas ao hospital. Não tem como pagar um plano? Tente montar uma reserva, ainda que pequena, só para gastos com a saúde dos pequenos.  

Educação: pública ou particular?

Esse é, de longe, o maior e o mais longo custo, dependendo do tipo de educação que você pode oferecer. Se você decidir e puder pagar a faculdade, esse prazo e gasto ficam ainda maiores. Depois de decidir se a creche ou escolinha será pública ou particular, é preciso entender o tamanho dessas despesas. Por isso, cheque, por exemplo: 

  • Custo médio da mensalidade, se a escolha for uma escola particular;
  • Custo médio do material escolar e do uniforme; 
  • A escola vai cobrar a alimentação separadamente? Qual a média desse custo?;
  • Qual o custo médio anual dos passeios escolares?
  • Tem alguma atividade extracurricular que você queira inserir na lista e que tenha custo?

Esses são apenas alguns exemplos. Contudo, dependendo da escola, podem existir outros custos. Some os gastos mensais de um ano. Projete esse valor para os próximos três ou quatro anos. Esse valor não vai ser o seu gasto exato, mas você terá, pelo menos, uma ideia de quanto pode ser essa despesa. Esse norte te ajuda a mudar a rota para não se endividar. 

Alimentação: que direção você quer seguir?

Esse custo pode variar muito, dependendo das escolhas que você faz e também das escolhas médicas – uma criança pode precisar de fórmula adicional, por exemplo. Na idade escolar, considerando a creche, esse custo também varia. Dependendo da escola, o seu filho pode ter: 

  • Uma alimentação programada e gratuita (ou incluída na mensalidade);
  • Comida preparada e enviada pelos pais;
  • Alimentação preparada pela escola, mas com custo adicional para os pais.

Existem escolas que oferecem um modelo híbrido: de preparar apenas aquilo que os pais querem, mediante pagamento adicional. Ou parte do cardápio preparado e enviado pelos pais e parte preparado pela escola. Calcule a opção que faz mais sentido para a sua rotina e seu bolso. Some o custo mensal para ter um valor anual e projete esse custo anual para os próximos três a quatro anos.  

Está com orçamento apertado? Comece o plano com um limite de gasto mensal

Se sua renda está baixa para considerar todos os pontos acima, faça um orçamento contrário. Em vez de começar listando todos esses gastos, comece definindo quanto da sua renda é possível reservar para emergências, saúde, educação e alimentação dos seus filhos. A partir desse limite, faça as suas escolhas. 

Por exemplo: você recebe R$ 3 mil e consegue reservar 30% (R$ 900) desse valor para a criação dos seus filhos nos primeiros anos. Considerando esse dinheiro disponível, escolha o tipo de educação, saúde e alimentação que é possível pagar com ele. E tente separar um pouquinho para uma reserva. 

“Se essa pessoa conseguir chegar a economizar um ano de escola, seria lindo. Obviamente tudo depende de como ela pretende se planejar. A família precisa verificar o que é pesado e o que é excessivo, e eliminar”, afirma a planejadora financeira.

Quais são os principais gastos com os filhos? 

Independentemente dos desejos dos pais, existem custos que são inevitáveis. A diferença é que eles podem custar mais ou menos, de acordo com tudo o que você viu acima. Veja os principais gastos que devem ser considerados no seu planejamento.  

  • Acessórios: carrinho, banheiras, cadeirões. Avalie se vale a pena gastar com modelos mais sofisticados, ou se vai reduzir esses custos iniciais com alternativas mais baratas.
  • Alimentação: o tamanho desse custo vai depender da dinâmica da família e da creche ou escola.
  • Apoio: está nos seus planos terceirizar os cuidados do seu filho, com uma babá, ou se apoiar em alguma ajuda sem custo? 
  • Brinquedos: esse custo também varia muito, e depende da rotina criada pelos pais. Quanto mais em casa a criança fica, mais brinquedos ela vai querer.  
  • Creche e escolinha: pública ou particular? Essa é a principal decisão aqui, e que vai impactar o seu orçamento por um longo tempo. 
  • Cursos extracurriculares: aulas de inglês, natação, música. Contabilize os cursos que você quer ou pode oferecer para seus filhos, e priorize. 
  • Enxoval: o prazo de validade deste item é curto. Em pouco tempo as crianças perdem roupinhas, mamadeiras e outros produtos do enxoval. Decida se quer algo mais simples ou se topa o custo alto, apesar da validade curta.
  • Material escolar: não importa se a creche ou escolinha é pública ou particular. Esse custo vai entrar no orçamento.
  • Plano de saúde: é recomendado ter, ainda que seja um mais simples. Se for possível, não corte este custo, e tente priorizá-lo se for necessário enxugar o orçamento em algum momento.
  • Quarto da criança: se a ideia é ter um quarto só para a criança, a decoração e a mobília podem encarecer seu custo inicial. 
  • Semanada ou mesada: se a família puder e quiser, pode trabalhar com semanada ou mesada com seus filhos. Contudo, segundo a planejadora financeira Elle Braude, esse dinheiro dado pela família precisa ser acompanhado de noções de educação financeira. 

Educação financeira para crianças: quando começar

“A idade para começar a falar sobre dinheiro é quando os conceitos de matemática começam a se firmar mais. Mas entrando na fase de alfabetização, você já consegue falar sobre economizar e explicar alguns conceitos, como gastos e ganhos”, afirma Elle. 

Depois desses conceitos mais entendidos, a família pode escolher pela semanada – aquele dinheiro dado semanalmente – ou a mesada, dada mensalmente. 

“Começaria pela semanada, mas a família precisa ter orçamento e renda para isso. Um ponto importante é nunca atrelar esse dinheiro com as obrigações que ele tem de fazer em casa, como arrumar a cama ou deixar o quarto arrumado. Você não pode recompensar a criança por algo que é uma obrigação dela”, explica.

Com o tempo, a ideia é inserir a criança no planejamento, inserindo ela nas decisões de metas da família. Por exemplo: ela quer muito um brinquedo caro, mas a família está organizando uma viagem. Em primeiro lugar, essa criança precisa saber sobre essa viagem e as vantagens que ela vai ter durante esse passeio. Depois, os pais devem ser claros em dizer que, ao comprar aquele brinquedo, essa viagem pode demorar mais para acontecer. 

Tem como diminuir os custos de se ter um filho?

Não existem regras ou um manual de como criar bem uma criança. O mesmo vale para os gastos. Não tem problema algum você querer o carrinho de última geração para seu filho, assim como não tem problema algum comprar de segunda mão. 

O importante é entender o custo das suas escolhas e ter clareza do impacto dessas escolhas no seu orçamento e em outros custos essenciais da casa. De nada adianta seu filho ter o quarto mais bem decorado se a fatura do seu cartão ou a sua conta de luz está atrasada. É melhor garantir o essencial do que criar uma dinâmica que esteja longe da realidade.

Por isso, o primeiro passo antes de pensar em reduzir os custos é definir prioridades. Ou seja, quais custos você não abre mão de reduzir e quais aqueles que podem ser até eliminados. Para cada categoria acima, por exemplo, liste aquilo que você considera mais importante para os seus filhos. 

Por exemplo: na categoria quarto, você abre mão da decoração, mas quer um berço de primeira linha. Na categoria enxoval, não se importa em comprar roupinhas mais baratas, mas faz questão de uma fralda de melhor qualidade. Em outras palavras, liste tudo aquilo que é importante para você. Depois de definidas as prioridades, veja alguns caminhos que podem te ajudar a gastar menos.

Veja as principais dicas

Converse com pais de segunda viagem e seus pais: sabe aquela poltrona de amamentar? Será que você realmente vai usá-la? Pais de primeira viagem tendem a achar que tudo o que está na loja será útil, mas nem sempre, ou por pouco tempo. Como saber? Conversando abertamente com quem já passou por essa fase. A ideia não é você fazer tudo o que eles disserem, mas essas conversas podem te ajudar a considerar o que realmente vai ser útil.

Grupos de pais em redes sociais: além de ajudar a dar suporte emocional para os pais de primeira viagem, os grupos de redes sociais também podem ser um bom canal para descobrir onde encontrar o que você precisa mais barato. Sem contar na possibilidade de fazer trocas de produtos que foram pouco ou nada usados por outros pais. É possível encontrar boas oportunidades nesses grupos. 

Itens de segunda mão: muita gente implica com produtos que já foram usados por outras crianças. Contudo, é preciso lembrar que muitos deles foram usados por um prazo muito curto, como carrinhos, berços, brinquedos e cadeirões. Considere comprar de segunda mão ou aceitar aquele carrinho que sua amiga quase nem usou.    

Priorize o chá de fralda: nos primeiros anos, a fralda é o maior custo recorrente dos pais. Analise fazer o evento focado nesse item em vez de um chá de bebê geral. A quantidade de fraldas que você pode ganhar vai ajudar a reduzir os primeiros custos.  

Decisões precisam se adaptar à realidade financeira

Todas essas dicas e planejamento dependem das muitas variáveis que você viu ao longo deste texto. Um ponto importante de todo esse processo é tentar não colocar juízo de valor em cada decisão. De novo: não tem problema algum querer a roupa mais cara, como também não tem problema em preferir um item de segunda mão.

Essas decisões não têm relação com o que você sente pelos seus filhos, mas com o dinheiro que você tem no bolso e com o que você considera prioridade para a vida dele. 

Além disso, se não puder comprar alguma coisa, não se culpe por isso. Cada um tem uma realidade financeira e os seus gastos precisam se adaptar a essa realidade. Com planejamento, o seu futuro e o dos seus filhos podem ficar muito mais leves e tranquilos.

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